Banner anúncio do Revelo UP, com o logo do programa e o texto 'Financiamento de curso em tecnologia' à esquerda, a frase 'Investir no seu futuro começa agora' no meio e, à direita, a palavra 'UP' vazada, com uma mulher pensativa no 'U' e um homem fazendo anotações no 'P'.

Conheça o PagPhone, o único aparelho que é smartphone, maquininha e conta digital

O PagSeguro lançou o PagPhone, um celular que é também maquininha de cartão. Era esperado que alguém fosse fazer um produto desses (o comercial brinca com a ideia evolutiva), mas me chama que ele tenha chegado neste momento, com uma pandemia provocada por um vírus altamente transmissível. Afinal, é um aparelho que passa pelas mãos de vários clientes o dia todo e depois volta ao bolso e para momentos íntimos do dono. Será que alguém pensou nisso lá dentro? Via PagSeguro.

Se você tem 21 anos e me pergunta, devo me vacinar? Eu diria que não.

— Joe Rogan, em seu podcast exclusivo do Spotify Não é a primeira controvérsia em que Rogan, possivelmente o podcaster mais popular do planeta, se mete. Ainda assim, ano passado o Spotify fechou um acordo de exclusividade de supostos nove dígitos com ele — o valor do acordo não foi divulgado oficialmente. Para o Spotify, […]

YouTube derruba mais 4 vídeos onde Bolsonaro fala de remédios sem eficácia contra COVID-19, mas não suspende canal

Semana passada, o YouTube removeu um vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em que ele promovia o “tratamento precoce”. Na sexta (23), após questionado pelo G1, o YouTube removeu mais quatro vídeos de Bolsonaro. Pelas regras da plataforma, bastam três vídeos removidos por infrações às suas diretrizes para que um canal seja removido.

Não foi o que aconteceu com o de Bolsonaro, graças a uma manobra casuística. Na quinta (22), o YouTube anunciou um “período de carência” para novas regras que, convenientemente, livrou o canal de Bolsonaro de ser banido. Num post em forma de perguntas e respostas, Alana Rizzo, gerente de políticas públicas do YouTube no Brasil, disse que:

A política [de remover vídeos que promovem o “tratamento precoce”] será aplicada a todos os vídeos na plataforma, inclusive de maneira retroativa. Vale dizer que, quando atualizamos uma regra, algumas vezes oferecemos aos criadores um “período de carência” para que possam compreendê-la e se adaptarem. Isso significa que vídeos postados antes da mudança ou até um mês depois da atualização são removidos do YouTube, mas não geram um Aviso (strike) como penalidade. Depois desse período de carência, os criadores que postarem novos vídeos em desacordo com a diretriz passam a receber sanções, por isso, precisam redobrar a atenção.

Toda vez que alguém de grande projeção, como o presidente do Brasil, ultrapassa a linha do inaceitável, o YouTube a apaga e a redesenha um pouco mais além. Não é um problema exclusivo do YouTube, e tudo isso ajuda a explicar o buraco profundo em que nos metemos. Via G1.

YouTube exclui live de Jair Bolsonaro após proibir vídeos que defendam o “tratamento precoce” da COVID-19

No último dia 16, o YouTube atualizou sua política de informações médicas incorretas relacionadas à COVID-19 e passou a prever a exclusão de vídeos que defendam o chamado “tratamento precoce”. (Via Época.) O documento cita diretamente medicamentos populares, ainda que ineficazes e potencialmente danosos à saúde de infectados com a COVID-19, e exige que os usuários da plataforma não publiquem vídeos, entre outras coisas, que sejam:

  • Conteúdo que recomenda o uso de Ivermectina ou Hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19.
  • Afirmações de que Ivermectina ou Hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a COVID-19.

A nova política levou à primeira exclusão de um vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), segundo o levantamento da Novelo: uma live de 14 de janeiro de 2021, em que Bolsonaro aparece junto ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ambos desatam a propagar mentiras sobre o “tratamento precoce”.

Foi dia foi marcante: era o ápice da crise em Manaus (AM) e, finalmente, os grandes jornais adotaram o verbo “mentir” para se referir às mentiras letais que o presidente conta. Confira a checagem da Agência Lupa do vídeo agora indisponível.

Uma ressalva ao site Quando vou ser vacinado?

O site Quando vou ser vacinado?, criado por um grupo de voluntários que coleta e acompanha os dados do coronavírus no Brasil, viralizou. Ele se baseia no histórico recente do ritmo de vacinação de cada estado e na idade do usuário para fazer uma estimativa de quando chegará a sua vez de alguém de tomar a aguardada injeção no braço.

Algumas pessoas próximas comentaram comigo seus resultados, e também vi muita repercussão nas redes sociais. Quase sempre, o comentário veio em tom de desalento porque, para os mais jovens, os prazos estimados são de meses, chegando até a 2022. (Até para os não tão jovens; a minha estimativa, neste momento, é de 1 ano e 2 meses de espera.)

A vacinação segue a passos lentos no Brasil, mas há motivos para ser um pouquinho otimista. Conversei com o Renan Altendorf, um dos voluntários do projeto, para entender a lógica da ferramenta. Um detalhe que me chamou a atenção, por exemplo, é que ela se baseia em dados retroativos, dos últimos sete dias de vacinação em cada estado, ou seja, desconsidera futuras remessas de vacinas já contratadas pelo governo federal, como as 138 milhões de doses da Pfizer e da Jansen que devem chegar ao Brasil até dezembro. (Ou assim esperamos.)

Renan confirma essa lacuna: “A gente até queria levar em consideração o que irá chegar, mas tanto em março quanto em abril os cronogramas [de entrega das vacinas] não foram cumpridos pelo governo. Tem um déficit de 20 milhões de doses até momento. E, para piorar, o governo não irá mais divulgar cronogramas, então ficamos no escuro e estamos tentando coletar essas informações diretamente com os laboratórios.”

Ele prossegue: “A gente sempre coloca a fórmula e os dados que foram utilizadas no cálculo. Sabemos que não é a melhor previsão possível, mas estamos acompanhando sempre com os estados e municípios.”

O pior computador para trabalhar em home office

A pandemia não dá sinais de arrefecimento no Brasil, mas um dia viraremos o jogo contra o coronavírus. Quando isso acontecer, espera-se que alguns hábitos criados por esse período tão difícil sejam mantidos. O home office é um dos candidatos mais fortes. Mesmo que os escritórios não sumam, a experiência que estamos tendo agora está […]

Algum país conseguiu ir bem no combate à pandemia sem “violar” a privacidade dos seus cidadãos?

No Twitter, Pedro Burgos chama a atenção a uma característica comum dos países bem sucedidos no combate à pandemia de COVID-19:

Pergunta honesta: algum país conseguiu ir bem no combate à pandemia sem “violar” a privacidade dos seus cidadãos? Todos os cases de sucesso fizeram coisas que provocariam arrepios em ativistas de privacidade que conheço.

Acho que nenhum ativista prega a inviolabilidade total da privacidade dos cidadãos. (Ok, talvez gente como o Stallman, mas esses são fora da curva e estão longe de falar pela maioria.) Todos nós rotineiramente abrimos mão da privacidade, quando declaramos o imposto de renda ou fazemos um cadastro governamental para ter acesso a serviços públicos, por exemplo. O caso da Austrália, que mantém listas com dados pessoais de frequentadores de bares e restaurantes, a gente já faz aqui, voluntariamente, quando abre uma comanda — passa nome e telefone, dados bem pessoais, sem ter a menor ideia do que o estabelecimento fará com eles.

O que pesa mais ao se “violar” a privacidade não é o ato em si, mas as motivações e circunstâncias. Se há opacidade ou transparência, se há salvaguardas legais de que a cessão parcial da privacidade será restrita àquela finalidade, se temos garantias robustas de que abusos (digo, ações imprevistas) não serão cometidos.

Uma pandemia é uma situação excepcional e, como tal, faria sentido negociar suspensões temporárias de direitos a fim de combatê-la. A gente já faz isso, ainda que aos trancos e barrancos, com o direito de ir e vir, um que é ainda mais básico que o da privacidade. Não acharia ruim, por exemplo, que pessoas contaminadas ou que tiveram contato com contaminados fossem rastreadas mais de perto. Seria justificável, pois há um bem maior em jogo.

Os “cases” que o Pedro listou no fio têm um ponto em comum que me parece mais relevante que as violações à privacidade: todos os países bem sucedidos são orientais. Ele cita isso, de passagem, ao dizer que “a discussão sobre esse ‘trade-off’ passa também por especificidades culturais das sociedades em questão”, mas talvez seja mais que um mero “trade-off”; talvez este seja o principal fator de diferenciação entre o sucesso oriental e o fracasso ocidental.

No Ocidente, sabemos bem, vige a primazia do individualismo. Atribuímos à responsabilidade individual o papel de pedra fundamental da sociedade, e vamos à luta assim, no “cada um por si”, mesmo quando enfrentamos um inimigo que só pode ser vencido em conjunto, caso de uma pandemia. Os inacreditáveis protestos contra o “lockdown”, medida comprovadamente eficaz para conter a disseminação da doença, entram nessa conta — a galera de camiseta amarela e sem máscara que vai a esses protestos argumenta que o “lockdown” fere sua liberdade individual.

No Oriente, por outro lado, há um senso maior de coletividade, ou uma disposição a pequenos sacrifícios em nome de um bem maior. Suspeito (pois careço de conhecimento) que seja o caso mesmo em países mais alinhados ao Ocidente, como Austrália e Israel. Isso se reflete, e muito, em esforços coletivos. Os desastres no Brasil e nos Estados Unidos são fortes evidências de que a ingerência individual tem limites e, em situações extremas como a que vivenciamos, põe milhares de vidas em risco.

Como aponta o próprio Pedro, esse senso de coletividade é um traço cultural, ou seja, não se cria da noite para o dia, e depende de outras variáveis para florescer das quais carecemos no momento, como um nível mínimo de confiança uns nos outros e em quem nos lidera. Não é um assunto muito popular, mas fica a torcida (e o “dever de casa”) de começar a virar essa chave para que, na próxima pandemia, que infelizmente virá, estejamos melhor preparados.

Capacete de oxigênio desenvolvido pela UEM está auxiliando pacientes em várias cidades do estado

Professores dos cursos de Física e Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desenvolveram um capacete de oxigênio de baixo custo para pacientes moderados de COVID-19, ou seja, aqueles que precisam de oxigênio, mas ainda não de intubação. O capacete é uma alternativa menos invasiva e mais consistente às máscaras de oxigênio. No primeiro lote, de 100 unidades, o custo por unidade ficou em R$ 65. Via CBN.

Um ano de pandemia

Já faz um ano que estamos na pandemia de COVID-19. Parece um tempão, mas ao mesmo tempo parece que foi ontem. No programa de hoje, uma extensão do artigo da newsletter desta semana, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa refletem e debatem as várias fases da pandemia e como a tecnologia ajudou, atrapalhou e se revelou […]

Um ano olhando para janelas

Há um ano, no dia 11 de março de 2020, eu estava numa das belas salas do Cine Passeio, no centro de Curitiba, assistindo ao filme mais recente do Ken Loach, Você não estava aqui. Naquele mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou a crise do coronavírus ao status de pandemia. Nossas vidas […]

PFF para Todos

Com as novas variantes do coronavírus e as descobertas da ciência, hoje a recomendação dos especialistas é para que usemos máscaras PFF2/N95. O site PFF para Todos, criado coletivamente por dois perfis no Twitter sobre o assunto, reúne muitas informações. Vale a pena conferi-lo para tirar dúvidas, saber onde comprar máscaras no seu estado e pegar este infográfico para compartilhar em grupos de WhatsApp.

Apple altera emoji da seringa no iOS 14.5 para vacinação contra a COVID-19

Comparativo antes e depois do emoji da seringa/injeção no iOS 14.5.
Antes e depois. Imagem: Emojipedia/Reprodução.

O iOS 14.5, que deve ser lançado logo mais (já está em testes), trará um novo conjunto de emojis e atualizações ao sistema móvel da Apple. O destaque fica por conta do novo visual do emoji da seringa/injeção: sai a seringa cheia de sangue, entra uma vazia. A Emojipedia argumenta que a mudança deve “tornar [o emoji] mais flexível para uma variedade maior de usos”, incluindo aquele que parece ter motivado a mudança — a vacinação contra a COVID-19. A história do emoji da seringa/injeção é longa e curiosa.

O iOS 14.5 incorpora novidades da especificação 13.1 do Emoji, do final de 2020. Há três novas carinhas amarelas, corações remendado e pegando fogo e melhorias na consistência de gêneros — agora é possível ter mulheres com barba, por exemplo. E, Apple sendo Apple, o emoji de headphones foi alterado e agora lembra os AirPods Max, o modelo de R$ 7 mil da marca. Via Emojipedia (em inglês).

TrateCov, do Ministério da Saúde, só indica remédios ineficazes contra a COVID-19

Não sem surpresa, o TrateCov, aplicativo do Ministério da Saúde para auxiliar médicos e enfermeiros na pandemia de COVID-19, só recomenda remédios comprovadamente ineficazes no trato da doença, como ivermectina, cloroquina, hidroxicloroquina e dois antibióticos (azitromicina e doxiciclina).

Nesta quarta (20), uma força-tarefa informal esmiuçou o código-fonte do ambiente de simulação do TrateCov, publicado no site do Ministério da Saúde. O jornalista Rodrigo Menegat extraiu o código-fonte e o hospedou no GitHub. O sistema, um grande formulário que pede dados e sintomas do paciente, um “teste do BuzzFeed de mau gosto”, como definiu o Gizmodo, devolve ao profissional de saúde uma pontuação do paciente analisado. O “tratamento precoce” é indicado àqueles com 6 ou mais pontos e, ao que parece, os remédios comprovadamente ineficazes sempre são sempre indicados, como observou Joselito Júnior no Twitter, mesmo em cenários surreais, como bebês com sintomas gripais. Após a repercussão, o Ministério da Saúde tirou o formulário do ar. Via @RodrigoMenegat/Twitter, @breakzplatform/Twitter, Gizmodo Brasil, Medscape.

Na segunda (18), o ministro Eduardo Pazuello mentiu em coletiva ao afirmar que nunca havia indicado remédios ineficazes contra a COVID-19. O TrateCov, anunciado na semana anterior pelo próprio, durante sua passagem por Manaus (AM), é mais uma prova do modo trágico, potencialmente criminoso, com que o governo federal tem enfrentado (ou ajudado?) a pandemia. Via Uol.

Relógios inteligentes podem detectar COVID-19 no período pré-sintomático

Pesquisas independentes descobriram que relógios inteligentes, como o Apple Watch, conseguem detectar a COVID-19 no período pré-sintomático, ou seja, antes do infectado apresentar sintomas. A variabilidade da frequência cardíaca é o que aponta a infecção: variações muito elevadas coincidem com o dia da infecção. Não confundir com frequência cardíaca acelerada; são duas métricas distintas. Nos aplicativos, a variabilidade da frequência cardíaca costuma ser indicada pela sigla HRV. Via CBS News (em inglês).

Post do Ministério da Saúde é rotulado pelo Twitter por conter desinformação

Print do post do Ministério da Saúde, no Twitter, com o rótulo que oculta seu conteúdo e informa o motivo (desinformação relacionada à COVID-19).
Imagem: Twitter/Reprodução.

Um post de 12 de janeiro publicado pelo perfil oficial do Ministério da Saúde foi rotulado e ocultado pelo Twitter por conter informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19. O post estimulava pacientes da doença a solicitarem aos médicos o famigerado “tratamento precoce”.

Então, é isso: estamos por conta própria e com o governo federal jogando contra, a favor do coronavírus e da morte. Cuide de si e dos seus, cobre a vacina e segure as pontas até lá. Via @obrunofonseca/Twitter.

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