Se uma pessoa fala no Clubhouse e não há ninguém por perto… espera, o Clubhouse ainda existe?

O Clubhouse, lembra dele?, ganhou um novo logo, mensagens de texto e, enfim, abandonou a fila de espera e o sistema de convites para novos usuários. Não que isso importe muito, porque, aparentemente, ninguém mais usa o aplicativo — e as nossas previsões de quanto tempo levaria para o Clubhouse afundar, feitas neste Guia Prático gravado dentro do Clubhouse, meio que se concretizaram. Via Clubhouse (em inglês).

O mais interessante é que o Clubhouse virou o elefante da sala minimalista com decoração escandinava dos investidores de risco e futurólogos que, em janeiro, despejaram US$ 100 milhões no app, avaliando-o em US$ 4 bilhões (!), e profetizavam que este seria o novo Facebook porque… sei lá, Marc Andreessen (investidor do Clubhouse), Elon Musk e Mark Zuckerberg usaram o app uma ou duas vezes.

Vale ler esta boa coluna (em inglês) de Ed Zitron, talvez o primeiro obituário do Clubhouse.

Em abril, downloads do Clubhouse despencaram 90,4% — e a versão para Android ainda está longe

Em abril, o app do Clubhouse foi baixado 922 mil vezes. É pouco comparado ao pico de fevereiro, de 9,6 milhões de downloads (queda de 90,4%), e mesmo em relação a março, quando o app teve 2,7 milhões de downloads (-65,8%). Os dados são da consultoria Sensor Tower. Via Insider (em inglês).

Nesta segunda (3), começaram os testes da versão para Android do Clubhouse. Segundo a empresa, ainda é um “beta rudimentar”. No mesmo dia, o Twitter oficializou o Spaces, seu clone do Clubhouse: agora ele pode ser usado por qualquer usuário com mais de 600 seguidores. No iOS e no Android. Via The Next Web (em inglês), Twitter.

Facebook anuncia novos produtos de áudio

O Facebook copia tanto a concorrência que agora anuncia seus clones em grupos. Confirmando vários rumores, nesta segunda (19) a rede social anunciou, numa tacada só, um clone do Clubhouse (para grupos e figuras públicas), suporte a podcasts (em parceria com o Spotify) e mensagens curtas, tipo áudios do WhatsApp, mas na timeline, que chamou de “Soundbites”. Via Facebook (em inglês), CNBC (em inglês).

Dados públicos de 1,3 milhão de usuários do Clubhouse estão sendo distribuídos

Depois de Facebook e LinkedIn, agora foi a vez do Clubhouse ter dados vazados. A técnica foi a mesma: raspagem de dados mediante uma API pública sem muito controle. No caso do Clubhouse, foram 1,3 milhão de registros, cada um com alguns dados públicos como nome, foto, data da criação da conta e número de seguidores, que estão sendo distribuídos gratuitamente em um fórum na internet.

O Clubhouse protestou no Twitter, dizendo que os dados não vieram de um hacking ou vazamento. O caso é menos problemático que o do Facebook, pela escala e pelos dados obtidos, e o debate é válido: abusar de uma API para consolidar dados públicos em bancos de dados acessíveis é o mesmo ou equiparável a hackear? Via CyberNews (em inglês).

Spotify adquire aplicativo de áudio ao vivo, tipo o Clubhouse

Por um valor não revelado, o Spotify adquiriu a startup Betty Labs, dona do app Locker Room, uma espécie Clubhouse focado em esportes. Aos poucos, o Spotify mudará a marca do Locker Room, a fim de expandi-lo para áreas de cultura e música, e não descarta integrá-lo ao app principal e a seus podcasts. Falta alguém para competir com o Clubhouse? Via The Verge (em inglês).

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