Claro induz clientes a cederem dados pessoais

Print do pop-up da Claro pedindo autorização para “Formação do perfil do cliente” e “Uso de geolocalização”.
Imagem: Claro/Reprodução.

Leitores clientes da Claro informaram ao Manual do Usuário que a operadora iniciou uma investida para obter permissão para coletar dados de uso dos seus celulares e de geolocalização, a fim de divulgar “ofertas personalizadas” e geográficas.

Até aí, tudo bem — e parabéns por jogar às claras, como determina a LGPD. O que chama a atenção negativamente é a interface do pedido. O botão Salvar só fica ativo quando o cliente marca (consente) com a coleta de dados. Caso ele não queira compartilhá-los, é preciso clicar em um link “Lembrar mais tarde”, bem menos chamativo que o botão e, presume-se pelo texto/rótulo, registra a opção apenas temporariamente.

É um típico caso de “dark pattern”, jargão do pessoal de experiência do usuário (UX) que descreve um estratagema usado para direcionar os usuários a uma ação desejada por quem desenvolveu a interface. É fácil imaginar alguém, menos íntimo de tecnologia, preso nesta tela e que só consiga sair dela ao descobrir que o botão Salvar fica ativo ao selecionar as duas caixas acima.

O Manual do Usuário entrou em contato com a assessoria da Claro e pediu um posicionamento acerca dessa “dark pattern”.

Novo vazamento expõe mais de 100 milhões de contas de celular

A PSafe encontrou outro banco de dados enorme de brasileiros sendo comercializado na “dark web”. Desta vez, são pouco mais de 100 milhões de cadastros de celulares, das operadoras Claro e Vivo, com dados detalhados incluindo nome, telefone, endereço e o histórico de relacionamento com a operadora. Para comprovar a veracidade, o cibercriminoso enviou dados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e da apresentadora Fátima Bernardes. A PSafe enviará um relatório detalhado da descoberta à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Via Neofeed.

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