Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.
Isso não era nem uma questão. Nunca foi. Temos que ter respeito pelas pessoas que trabalham com o cinema. E com isso quero dizer todas as pessoas, incluindo o pessoal que vende pipoca.

— Tom Cruise. Durante a divulgação Top Gun: Maverick, no Festival de Cannes, Tom Cruise exaltou o cinema e disse que jamais permitiria que o filme estreasse direto no streaming. “Sabe, eu vou aos cinemas até hoje. Entro na sala disfarçado e assisto aos filmes como qualquer um.” Via Folha de S.Paulo.

A cultura pop virou um oligopólio

A cultura pop virou um oligopólio [em inglês], por Adam Mastroianni na newsletter Experimental History:

Sou inerentemente cético em relação a grandes alegações a respeito de mudanças históricas. Publiquei recentemente um artigo mostrando que as pessoas superestimam o quanto a opinião pública mudou nos últimos 50 anos, por isso, naturalmente, estou atento a vieses similares aqui. Mas esta mudança não é ilusória. É grande, está acontecendo há décadas e em todos os lugares que se olha. Portanto, vamos ao fundo da questão.

[…]

O problema não é que a média tenha diminuído. O problema é que a diversidade diminuiu. Filmes, TV, música, livros e video games deveriam expandir a nossa consciência, levar a nossa imaginação a dar saltos e nos introduzir a novos mundos, histórias e sentimentos. Deveriam nos alienar às vezes, ou nos irritar, ou nos fazer pensar. Mas não são capazes de nada disso se apenas nos alimentam de sequências e “spinoffs”. É como comer miojo toda noites, para sempre: pode ser confortável, mas uma hora ou outra você ficará desnutrido(a).

Com “No ritmo do coração”, streaming fatura primeiro Oscar de melhor filme

No ritmo do coração (ou CODA, no original em inglês) arrebatou a estatueta do Oscar de melhor filme. Um feito histórico: foi a primeira vez que um filme lançado no streaming levou a principal categoria da premiação norte-americana. Mas… de qual streaming?

Resposta curta? Do Apple TV+. Em muitos países, como os Estados Unidos, Austrália, Alemanha e França, No ritmo do coração só está disponível no streaming da Apple. Mas em outros, não. No Brasil, por exemplo, ele está disponível no Prime Video, da Amazon, e pode ser alugado na Apple e no Google.

Isso acontece porque o filme não foi feito originalmente para o serviço da Apple; ele foi comprado por US$ 25 milhões após estrear no Festival de Sundance, em 2021. Só que antes disso, os direitos de distribuição internacional já vinham sendo negociados, o que criou tal situação, já que reverter esses acordos é complexo e, em alguns casos, inviável. Via Variety (2) (em inglês).

Atualização (16h15): O post foi editado para esclarecer que, para todos os efeitos, No ritmo do coração é um original Apple TV+, mesmo não estando em exibição no streaming da Apple em alguns países, como no Brasil.

É hora de dizer adeus. O mundo não precisa mais do Popcorn Time.

— Equipe do Popcorn Time. O Popcorn Time, aplicativo de streaming pirata lançado em 2015 e grande rival da Netflix na época, foi encerrado nesta quarta (5). Não por culpa da Justiça nem dos aplicativos pagos. Segundo a equipe do Popcorn Time, outros serviços de pirataria caíram nas graças dos usuários. Quem ouviu o Guia […]

Reserva Imovision, novo streaming brasileiro

São tantos os serviços de streaming disponíveis hoje que não é absurdo quando um deles passa batido. Em abril, a distribuidora Imovision lançou o seu, a Reserva Imovision. Custa R$ 24,50 por mês e, no lançamento, contava com 264 filmes em seu acervo e a promessa de novos títulos toda semana. Via Imovision.

Quem assina o Globoplay já deve ter se deparado com o característico logo da Imovision no rodapé dos cartazes de alguns filmes — na minha humilde opinião, boa parte dos melhores filmes disponíveis no streaming da Globo. Nem todos os títulos da Imovision, porém, estão no Globoplay. A Imovision foi fundada há 30 anos e foca em filmes independentes e estrangeiros (leia-se: de outros países que não os Estados Unidos), em especial da França.

Itaú Cultural Play: conheça a plataforma de streaming dedicada ao cinema brasileiro

O Itaú Cultural lançou, no último sábado (19), a plataforma de streaming Itaú Cultural Play. Com um catálogo voltado ao cinema brasileiro, “marcado por diversidade, variedade de autoria e representatividade regional, com títulos de todos os estados brasileiros”, a plataforma é gratuita e estreia com mais de 100 títulos. Nesta primeira fase, conta com apps na web, Android e iOS, e a previsão de, na terceira (e última), chegar às Smart TVs, como Samsung, LG e Apple TV. A segunda será a integração com o Itaú Cinema. Via Itaú Cultural.

Filmlog 2 para iOS

Saiu o Filmlog 2 (iOS), um aplicativo para registrar filmes vistos e que se quer ver. É um app independente, desenvolvido por uma pessoa só (Simon Braun), cujo apelo está na privacidade e discrição — ao contrário de outros apps do tipo, o Filmlog não é uma rede social; serve apenas para você manter um controle de filmes vistos e a ver. E está traduzido para o português.

A nova versão teve seu visual repaginado e agora é freemium, ou seja, grátis, mas com alguns recursos desbloqueáveis mediante pagamento. Para acessar a versão completa (Plus), basta um pagamento único de R$ 22,90. Via Filmlog.

Gentilmente, Simon disponibilizou cinco códigos promocionais para os leitores do Manual do Usuário (saiba como ativá-los). Leva quem for mais rápido:

  • YW3NXHHHF3N3
  • 9KYL4XX63R9M
  • A773WJLAPYLW
  • LAPTHXYREYR9
  • 4LP3PYJWYYL4

Warner decide ignorar cinemas e lançar todos os filmes direto no streaming

https://www.youtube.com/watch?v=bGy16GQHz-g

A Warner decidiu lançar seus blockbusters de 2021 no HBO Max, seu serviço de streaming, nos mesmos dias das estreias nos cinemas. A estratégia, que já havia sido anunciada para Mulher Maravilha 1984, previsto para 25 de dezembro, valerá para grandes 17 produções de 2021 (no vídeo acima), incluindo títulos como Duna e Matrix 4. Os filmes ficarão disponíveis por um mês na plataforma de streaming a partir de cada lançamento, sem custo adicional.

Os cinemas não gostaram, por óbvio: o anúncio marca uma ruptura histórica no modelo de distribuição de filmes comerciais e é mais um golpe contra esse sistema — Disney e Universal já deram outros, como lançar Mulan diretamente no Disney+ e diminuir a janela de exclusividade dos cinemas, respectivamente.

O HBO Max ainda não está disponível no Brasil — por ora, o serviço só existe nos Estados Unidos. Em locais como aqui, os filmes continuarão exclusivos dos cinemas. Questionado sobre uma possível expansão internacional, Jason Kilar, CEO da WarnerMedia, disse que “estão trabalhando muito duro nisso.” Via Folha, Recode (em inglês)

The Movie Database (TMDb)

Eu sempre recorri ao IMDb para pegar referências de filmes. Funciona bem, mas me incomoda um pouco por ser da Amazon. Para minha surpresa, ontem descobri a existência do The Movie Database, ou TMDb, uma alternativa independente, feita pela comunidade e com “forte foco internacional”. O TMDb existe desde 2008 e tem até uma API, usada por diversos apps. Virou a minha nova referência para filmes.

NetMovies agora é grátis

A NetMovies, uma espécie de Netflix brasileira que não teve a sacada de migrar dos DVDs pelos correios para o streaming na hora certa, e que acabou comprada pela Looke em 2015, anunciou que a partir da próxima sexta (30) passará a ser totalmente gratuita, com sua operação bancada por anúncios.

A notícia é mais a consolidação de uma estratégia do que uma novidade em si. A empresa já disponibiliza filmes e séries completos em seu canal no YouTube; agora, a gratuidade passa a valer também para os apps próprios, incluindo os de TVs. O acervo da NetMovies tem ~2,5 mil filmes, mas não espere ver nada muito conhecido ou celebrado — com exceção, talvez, de uns filmes do Tarzan. Via @henriquemartin/Twitter.

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