Em 2019, a briga para manter os monopólios se tornou explícita

Roger McNamee é um dos sujeitos mais impactantes do mercado de tecnologia de quem você nunca ouviu falar. No seu primeiro trabalho na área, no começo da década de 1980, ele liderou investimentos na Electronic Arts. Quando foi trabalhar em um dos fundos mais tradicionais do Vale do Silício, o Kleiner Perkins, McNamee se envolveu em investimentos feitos em um navegador chamado Netscape e em uma loja online chamada Amazon. Ambos os negócios se tornaram gigantescos, mas é sempre bom frisar que quem começou o frenesi financeiro da internet foi o Netscape, o primeiro navegador gráfico para usuário final da história.

O histórico de acertos do McNamee era tão sólido que ele fez o que qualquer um com naquela posição faz em sua área: para que trabalhar para os outros se eu posso colher os frutos todos para mim? Em 1999, ele fundou a Silver Lake Partners com outros sócios e passou a farejar o mercado atrás de negócios com potencial.

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A ameaça do super banco de dados do governo federal; as empresas do Ocidente que cedem à censura da China

No podcast de hoje, Rodrigo Ghedin, Guilherme Tagiaroli e Alessandro Feitosa Jr. conversam com Yasodara Córdova, especialista em governo digital e participação cidadã, sobre o Cadastro Base do Cidadão, um super banco de dados criado via decreto pelo presidente Jair Bolsonaro. No segundo bloco, o assunto é a China e as concessões indigestas que empresas ocidentais com negócios lá, como Apple e Blizzard, fizeram nas últimas semanas para não irritar o governo chinês.

Mande o seu recado para o podcast! Pode ser pelo e-mail podcast@manualdousuario.net ou enviando um áudio no Telegram para @ghedin.

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Sem Google, Huawei Mate 30 é a prova de que, em celulares, é o software que importa

A proibição do governo dos Estados Unidos de que as empresas do país façam negócio com a Huawei por uma suposta ameaça à segurança nacional causou o primeiro dano público à fabricante chinesa na manhã desta quinta-feira (19), durante a apresentação dos celulares Mate 30 e Mate 30 Pro em Munique, na Alemanha.

Richard Yu, chefe da divisão de consumo da Huawei, falou dos celulares e de alguns outros novos produtos da marca por cerca de duas horas. Na parte destinada ao tema Google e Android, Yu explicou rapidamente o impedimento imposto pelos EUA e apresentou a alternativa da casa aos serviços Google. É um tema evidentemente incômodo e que ameaça o desempenho comercial do Mate 30 fora da China.

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Distinguindo celulares piratas e não homologados — e qual pode ser bloqueado pela Anatel

O brasileiro descobriu o celular chinês e viu que era bom.

É compreensível o fascínio que marcas como Xiaomi e Huawei despertam — principalmente quando a compra é feita em lojas virtuais chinesas, onde os celulares chegam a custar menos da metade de modelos equivalentes ou idênticos vendidos no varejo brasileiro. Essa diferença no preço final é absorvida pelas marcas que atuam formalmente por aqui — e que perdem vendas — e pela Receita Federal, que só em 2019 deve deixar de arrecadar R$ 2 bilhões devido a importações irregulares e contrabando, segundo reportagem d’O Globo.

A consultoria IDC estima que 2,7 milhões de celulares não homologados junto à Anatel serão vendidos no Brasil em 2019, um aumento de 233% em relação ao ano passado. Isso representa 6% dos 45 milhões de celulares que devem ser comercializados no país este ano.

Todos esses números refletem a reputação crescente dos celulares chineses. Ainda pouco conhecidos do grande público, eles vêm conquistando espaço na base do boca a boca e com um empurrãozinho da propaganda velada e incessante dos maiores youtubers de tecnologia do Brasil, consolidando-se como opções mais baratas e, em alguns casos, melhores que modelos manjados de iPhone, Galaxy e Moto G.

Como um Xiaomi qualquer pode custar a metade do preço que, por exemplo, a Samsung cobra em um Galaxy S10 com configurações similares?

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Um rolê na loja física do AliExpress no Brasil

A digitalização do varejo barateou custos e expandiu a seleção de produtos disponíveis ao consumidor, vantagens que criaram gigantes do setor como a Amazon nos Estados Unidos e o Alibaba na China, e que têm norteado as decisões das empresas mais antigas que melhor se adaptaram à nova realidade, caso emblemático do fenômeno brasileiro Magazine Luiza. Apesar disso, lojas nativas digitais e bem sucedidas no ambiente virtual têm experimentado, com objetivos diversos, o caminho inverso, materializando-se no mundo físico.

No último sábado (7), fui conferir a recém-inaugurada loja pop-up do AliExpress, o grande marketplace digital chinês e uma das lojas estrangeiras favoritas dos brasileiros. Ela foi montada no Shopping Mueller, no Centro Cívico em Curitiba (PR), cidade escolhida por ser a sede do Ebanx, fintech local parceira que processa todos os pagamentos no AliExpress feitos a partir do Brasil.

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