Banner com ilustração de bonecos coloridos com cabeças de objetos, e a frase 'Ajude a financiar um lugar legal na internet'.

Realme estreia no Brasil com descontos e venda exclusiva pela B2W

Cumprindo a promessa, a Realme começou oficialmente a vender seus produtos no Brasil nesta quinta (7). São dois celulares, Realme 7 (R$ 2,5 mil) e Realme 7 Pro (R$ 3 mil), o relógio inteligente Realme Watch S (R$ 899) e os fones de ouvido sem fios Realme Buds Q (R$ 279). Por ora, os produtos estão sendo vendidos exclusivamente na Americanas e Submarino, com descontos especiais de lançamento e cashback. Via Uol.

Por que a China se voltou contra Jack Ma?

Jack Ma, fundador do Alibaba (dona do AliExpress) e pessoa mais rica da China, entrou na mira das autoridades regulatórias do seu país. Os meios provavelmente divergem (críticas ferrenhas a Pequim pesam no caso de Ma), mas vemos aqui um raro cenário em que norte-americanos e chineses, ou “capitalistas e comunistas”, concordam: o de que empresas monopolistas são ruins e fomentam a desigualdade social. Via Estadão (com paywall).

O preço dos produtos Xiaomi no Brasil é alto demais para seu desempenho. Traremos produtos melhores com preços melhores. Nosso objetivo no Brasil é desafiar a Motorola como fizemos em outros mercados. Já ultrapassamos a Motorola e LG em muitos mercados e em outros já ultrapassamos a Samsung.

— Crystal Gong, diretora de marketing da Realme Brasil A fala acima foi dada a uma matéria que escrevi no LABS News sobre a ascensão das marcas chinesas de celulares na América Latina. Leia-a na íntegra aqui.

Além da ideologia: Operadoras defendem participação da Huawei no 5G brasileiro

As operadoras de telefonia brasileiras estavam tranquilas com a guerra ideológica quixotesca do governo federal contra a participação da Huawei no 5G do Brasil. Cometeram o mesmo erro de muitos: o de acreditar que a loucura cessaria quando a conta ficasse cara. Mas aí não seria loucura, certo?

Acendeu-se o alerta nas operadoras após a famigerada reunião entre diretores da Anatel e membros do Ministério da Comunicação com o presidente Jair Bolsonaro, na última terça (24), aquela que antecedeu o disparate de Eduardo Bolsonaro no Twitter que gerou uma crise diplomática com a China. Agora, o governo prepara um decreto com base em normas recentes do Gabinete de Segurança Institucional que exclua a Huawei sem citá-la, um esquema manjado em fraudes de licitações.

Com a realidade batendo à porta, as operadoras se manifestaram publicamente em defesa da Huawei. E não sem justificativa: algumas estimativas calculam em US$ 200 bilhões o custo de trocar toda a infraestrutura da Huawei em uso no Brasil por equipamentos de outras empresas, sem falar que exclui-la do 5G encareceria e atrasaria ainda mais a chegada da tecnologia. E ninguém, com exceção da ala ideológica do governo federal, quer isso.

Dia desses, por coincidência, li uma bela definição de ideologia escrita por Judith Williamson no livro Decoding Advertisements, de 1978 (tradução livre):

Só é ideologia enquanto não a percebemos como tal. E como ela se torna “invisível”, o que a mantém oculta de nós? O fato de que estamos ativos nela, de que não a recebemos de cima: nós constantemente a recriamos. Ela opera através de nós, não em nós. Não somos enganados por alguém “enfiando” falsas ideias: a ideologia funciona de maneira mais sutil. Ela é baseada em falsas suposições.

Isso ajuda a entender o raciocínio do atual governo, aquele que se elegeu prometendo governar “sem ideologia”.

Os Estados Unidos, a quem o governo federal do Brasil tenta agradar com a oposição à China e outros movimentos de vassalagem, não mede esforços para prejudicar a Huawei sob a alegação — ainda não provada — de espionagem. Que os mesmos Estados Unidos espionavam a presidente do Brasil há menos de uma década, ninguém diz nada. Via Telesíntese (2).

Realme, fabricante chinesa de celulares, prepara-se para estrear no Brasil

A Realme é uma fabricante chinesa de celulares derivada da Oppo, uma das marcas do conglomerado BBK. (É difícil acompanhar a profusão de marcas chinesas na área.) Alguns modelos já passaram na Anatel e no LinkedIn há vagas abertas para o Brasil. Segundo o Valor, a Realme deve estrear por aqui no primeiro semestre de 2021. Apesar dos fã-clubes e da força global (Ásia e Europa), até agora nenhuma marca chinesa conseguiu desvendar o segredo do mercado brasileiro e abalar o domínio que Samsung e Motorola mantêm aqui há anos. Não é por falta de tentativa. Via Valor.

O site recebe uma comissão quando você clica nos links abaixo antes de fazer suas compras. Você não paga nada a mais por isso.

Nossas indicações literárias »

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!