Xbox Cloud Gaming chega ao Brasil

A Microsoft lançou, nesta quinta (30), o Xbox Cloud Gaming no Brasil. O serviço é uma espécie de “Netflix de games”: por streaming, o assinante pode usufruir de mais de 100 jogos em diversos dispositivos — computadores com Windows, Macs, iPhone e celulares com Android. O Xbox Cloud Gaming ainda está em beta. Para acessá-lo, é preciso assinar o Xbox Game Pass Ultimate, que custa R$ 44,99 por mês. Via @XboxBR/Twitter.

Sony volta a vender câmeras no mercado brasileiro depois de encerrar operação

Seis meses depois de anunciar sua retirada quase total do mercado brasileiro, a Sony voltará a vender câmeras, lentes e acessórios no país. O retorno será em parceria com a Merlin, distribuidora de equipamentos audiovisuais. É uma estratégia similar à que trouxe de volta os fones de ouvido da marca japonesa — nesse caso, em parceria com a Multilaser. Os produtos devem voltar à venda no Brasil até o fim do ano e, segundo Ana Malerbi, gerente de marketing da Sony, poderão ser afetados pela alta do dólar. Via Estadão.

Antes de GTA V, já existia um simulador de entregador do iFood no jogo infantil da holding do iFood

Uma correção: GTA V não foi exatamente o primeiro jogo transformado pelo iFood em peça de propaganda. O leitor Juliano César apontou que já existia algo similar no jogo de mundo aberto PK XD. Não encontrei notícias ou comunicados oficiais, mas uma consulta no YouTube revela vários vídeos em que os jogadores vestindo mochilas do iFood participam de “missões” que consistem em entregar pizza para outros personagens em troca de moedas.

A parte mais intrigante: o PK XD nasceu como um jogo do PlayKids, uma plataforma de streaming e atividades infantis, e foi desenvolvido pela Afterverse, que posteriormente o incorporou ao seu portfólio. As duas empresas, PlayKids e Afterverse, são da Movile, a holding que também é dona do… iFood.

PK XD é fortemente baseado em Roblox. O jogo completou dois anos neste mês de setembro. Os dois títulos da Afterverse, PK XD e Crafty Lands (clone de Minecraft), têm 50 milhões de usuários ativos.

iFood permitirá que você “atue” como entregador no game GTA V

O iFood inovou e lançou o primeiro simulador de emprego precarizado do mercado. A experiência funciona dentro de um servidor brasileiro do jogo GTA V, o Cidade Alta. Nela, o jogador assume o papel de um entregador e pode receber cupons em troca do trabalho — de dinheirinho virtual e de dinheiro de verdade, para usar no app do iFood.

Segundo Paulo Benetti, CEO da Outplay, dona do servidor onde a dinâmica do iFood acontece, “as experiências e os desafios são muito similares ao dia a dia de um entregador da vida real”. Curioso para saber se o entregador virtual passa fome caso sofra um acidente e fique impossibilitado de trabalhar, se ele pode ser desligado a qualquer momento sem explicações ou se tem que fazer mais horas com o tempo porque o valor das entregas vai minguando na medida em que mais entregadores são recrutados. Via Canaltech.

Twitter libera gorjetas no Brasil em parceria com o PicPay

O Twitter expandiu o recurso de gorjetas (no Brasil, traduzido como “bonificações”). Agora, é possível incluir um botão no perfil que leva os seguidores a um dos parceiros do Twitter que fazem efetivamente a transação. No Brasil, o Twitter firmou parceria com o PicPay. Também é possível enviar/receber pagamentos em bitcoin. Por ora, a configuração e o envio de bonificações só estão disponíveis no aplicativo para iOS. Via Twitter, Ajuda do Twitter.

Twitter e Google: ordens de Moraes contra bolsonaristas são desproporcionais e podem ser censura prévia

Às vésperas do 7 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (SFT), ordenou que Facebook, Instagram, Twitter e YouTube removessem perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) envolvidos na organização das manifestações de teor golpista do feriado. As plataformas atenderam ao pedido, mas na terça (21) Twitter e Google (YouTube) manifestaram desconforto junto ao STF.

A decisão de Moraes estaria em desacordo com o que prevê o Marco Civil da Internet, “podendo configurar-se inclusive como exemplo de censura prévia”, segundo o Twitter.

O Google apontou dois problemas: a ausência do apontamento dos conteúdos ilegais, e a falta de apreciação prévia das ilicitudes pelo Judiciário. Via Folha de S.Paulo.

Como o TSE pretende lidar com o Telegram em 2022

Não é segredo que o Telegram é uma espécie diferente de rede social, sem representação no Brasil e sistemas de moderação fracos, e que seu uso para fins políticos tem aumentado por aqui. Em entrevista ao Aos Fatos no início de agosto, a secretária-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Aline Osorio, foi questionada sobre como a Justiça eleitoral espera lidar com plataformas que não cooperam, caso do Telegram, nas eleições de 2022.

A estratégia do TSE, no momento, é “atuar com parceiros, em rede, para [fazer] o monitoramento da desinformação que circula no Telegram”, explicou Aline. Entre esses parceiros estão as agências de checagem. Ela explicou a dificuldade em lidar com o aplicativo: “Acho que não dá para ser ingênuo de achar que eles [Telegram] vão ser hiper cooperativos, celebrar termos de cooperação com o TSE. A gente tem tentado de alguma forma alcançar e acho que isso não é uma realidade aqui, não é em quase todo mundo, mas a gente precisa sim de estratégias para esses aplicativos que lidam com uma lógica diferente.”

Com outras redes, Aline disse que aquelas de maior visibilidade nas eleições de 2018 e 2020 foram incorporadas como parceiras ao programa de combate à desinformação e que, pessoalmente, ela tem as achado mais cooperativas nos últimos anos, apesar de ainda haver trabalho a ser feito. “Nós conseguimos muitos avanços, mas falta muita coisa. […] É preciso que elas digam de antemão o que vão fazer com ofensores repetitivos, com pessoas que vão declarar fraude nas urnas, não reconhecer os resultados, em promover o extremismo e a violência.”

A situação do Telegram desafia outros atores brasileiros, como a imprensa e pesquisadores. “Um serviço que se propõe a operar com milhões de usuários brasileiros, marketing direcionado a brasileiros e com finalidade econômica tem o dever de escutar e participar dessas discussões sobre como mitigar problemas associados a processos eleitorais no país”, disse Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab. “Isso é o mínimo, especialmente se considerada a proteção dos direitos dos usuários brasileiros.”

Americanas compra Skoob

Na corrida das varejistas brasileiras (e argentina) para se tornarem a Amazon no Brasil antes da Amazon dominar o nosso mercado, a Americanas deu mais um passo ao comprar a rede social de livros Skoob nesta quarta (15). Lá fora, há muito anos, a Amazon é dona da Goodreads. O valor do negócio não foi divulgado. O Skoob, criado em 2009 no Rio de Janeiro, tem 8 milhões de usuários e 45 milhões de avaliações de livros. Via Neofeed.

WhatsApp ganha diretório de estabelecimentos comerciais em São Paulo

Quatro telas do WhatsApp, lado a lado, mostrando a jornada do usuário no novo recurso de diretório de estabelecimentos comerciais no WhatsApp.
Imagem: @wcathcart/Twitter.

O WhatsApp lançou um diretório de estabelecimentos comerciais embutido no próprio app — quase como um “páginas amarelas” digital. Ainda em testes, a empresa escolheu São Paulo para lançar a iniciativa. Os estabelecimentos são divididos por categorias e o WhatsApp informa a distância do usuário em relação a cada um deles. Segundo Will Cathcart, líder do WhatsApp dentro do Facebook, o WhatsApp não registrar a localização do usuário nem por quais estabelecimentos ele “navega”. Via @wcathcart/Twitter (em inglês), LABS News.

Congresso e STF barram MP das fake news de Bolsonaro

Quase ao mesmo tempo, na noite desta terça (14), Judiciário e Legislativo barraram a medida provisória nº 1.068, a chamada “MP das fake news” ou “MP do Marco Civil”, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou na véspera do 7 de setembro para regular a maneira como as redes sociais moderam conteúdo e penalizam perfis. (Ouça o Guia Prático do assunto.) O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), devolveu a MP, e a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a MP atendendo a pedidos feitos à corte. Via Uol.

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