Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

A aposta do Kwai em mini-novelas para crescer no Brasil

Com 45,7 milhões de usuários no Brasil, o Kwai, aplicativo chinês de vídeos curtos similar ao TikTok, tem apostado no apoio a mini-produções dramáticas, ou mini-novelas, para continuar crescendo por aqui.

A iniciativa, chamada TeleKwai, estabele parcerias com agências, produtoras e criadores de conteúdo audiovisual que produzem o conteúdo exclusivo para o Kwai, com um espaço dedicado de promoção no app. Em três meses, já são 180 parceiros e 3 bilhões de visualizações.

Os vídeos em si do TeleKwai são… curiosos. Um deles, da produtora Fora das Telas e destacado pela Exame, mostra uma esquete em que uma influenciadora debocha de um morador de rua com fome enquanto faz uma foto com ele para bombar nas redes, para em seguida levar um puxão de orelha da amiga, que, sensibilizada, doa algumas centenas de reais ao morador de rua.

A julgar pela campanha institucional do Kwai (vídeo acima), os exageros do dramalhão não são apenas esperados, como também desejados. Via Exame.

Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp

Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp, por Gabriel Daros no Uol Tilt:

O programador porto-alegrense Fernando Dandrea, de 29 anos, não tem ideia de como seus dados foram parar na mão da imobiliária Urban Company. Mas, quando recebeu a mensagem de um vendedor no WhatsApp, ele sabia exatamente como reagir. Exigiu ser informado quem havia autorizado aquele contato. E arrematou: “Solicito saber nos termos da Lei 13.709, LGPD: como obtiveram os dados e quais são eles?”

O vendedor até tentou contornar, com respostas vagas, mas acabou pedindo desculpas e desaparecendo.

[…]

No artigo 18, a LGPD diz que o titular dos dados poderá a qualquer momento solicitar a eliminação dos dados pessoais coletados, mesmo que a coleta tenha sido feita com consentimento.

Segundo Bruno Bioni, diretor do Data Privacy Brasil, a prática do “carteiraço” é válida, e não depende da intermediação de uma outra instituição para a exigência destes dados.

QuintoAndar, Loft e Facily: Após rodadas milionárias, unicórnios brasileiros demitem em massa

Nos últimos dias, três unicórnios brasileiros demitiram em massa.

O QuintAndar, que em agosto de 2021 levantou US$ 120 milhões na mesma rodada que em maio havia injetado US$ 300 milhões na empresa, mandou embora 4% da sua força de trabalho, segundo a própria empresa em resposta a rumores de que 20% dos funcionários haviam sido demitidos.

Na segunda (18), foi a vez da Loft, que atua no mesmo setor e concorre com o QuintoAndar. A empresa, que levantou US$ 425 milhões em março de 2021 — um recorde brasileiro à época —, demitiu 159. Em nota, a empresa afirmou que as demissões foram consequência da integração com a CrediHome, adquirida pela Loft oito meses antes.

E a Facily, uma plataforma de e-commerce social que em dezembro levantou US$ 135 milhões, demitiu em massa também. O número exato ainda não é conhecido, mas já rola no LinkedIn uma planilha com informações de contato dos profissionais mandados embora que, até o momento, contém 85 nomes. Via Estadão, InfoMoneyNicole Oliveira/LinkedIn.

Atualização (12h05): Segundo o Startups, 30% dos funcionários da Facily (260 pessoas) foram demitidos.

Receita autoriza Serpro a vender dados pessoais de cidadãos brasileiros a terceiros

A portaria 167 da Receita Federal, publicada no Diário Oficial da União nesta terça (19), autoriza o Serpro a vender dados pessoais sob a guarda da Receita para terceiros. Se nada mudar até lá, a medida passa a valer em 1º de maio.

Entre os dados possíveis de serem vendidos estão alguns considerados sensíveis e que, se frutos de vazamento, devem ser comunicados às autoridades, segundo a LGPD. Coisas como e-mail, telefone, CPF e CNPJ. A lista completa é quilométrica e está anexada à portaria.

No mesmo dia, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) deu entrada em um projeto de decreto legislativo na Câmara para sustar os efeitos da portaria. Ele alega que a decisão da Receita Federal fere a LGPD e o inciso X do artigo 5º da Constituição, e que falta transparência quanto ao modo como a venda de dados pelo Serpro será feita. Via Convergência Digital, Capital Digital.

Bolsonaro e MPF querem mexer no cronograma das comunidades do WhatsApp no Brasil

Na última quinta (14), a Meta anunciou uma grande atualização do WhatsApp: as comunidades, recurso que agrega grupos em HUBs e permite disparar mensagens para até ~2,5 mil pessoas de uma só vez.

A empresa reafirmou o compromisso feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de não alterar o funcionamento do WhatsApp até as eleições deste ano. No Brasil, as comunidades só chegarão depois de outubro, quando ocorre o pleito.

Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição presidencial, não gostou da exceção feita ao Brasil. “É inadmissível, inaceitável, e não vai ser cumprido”, disse em uma motociata em São Paulo, na sexta (15). No dia seguinte, o presidente disse que solicitaria uma reunião com o WhatsApp.

Do outro lado, o Ministério Público Federal (MPF) quer adiar ainda mais as comunidades do WhatsApp. Em um ofício do órgão enviado ao WhatsApp e obtido pela Reuters, o MPF sugeriu a possibilidade de deixar as comunidades no Brasil para 2023.

O MPF citou expressamente os eventos de 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, quando, incitada pelo então presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, uma turba invadiu o Capitólio, causando ferimentos e mortes.

O WhatsApp tem dez dias para responder o questionamento do MPF.

Em nota à Reuters, o WhatsApp esclareceu que a decisão de congelar novas funcionalidades antes do fim das eleições brasileiras de 2022 não é fruto de um acordo com o TSE, mas sim uma iniciativa da empresa. Via LABS News, O Globo.

No varejo brasileiro, vendas via internet já superam as vendas de rua

O varejo brasileiro é digital. Levantamento feito pela repórter Daniele Madureira, da Folha de S.Paulo, a partir dos balanços financeiros de grandes varejistas nacionais, constatou que elas já vendem mais pela internet do que nas lojas físicas:

  • Via (Casas Bahia e Ponto): 59% das vendas no digital;
  • Magazine Luiza: 71%; e
  • Lojas Americanas: 76%.

Apesar disso, as lojas físicas ainda são importantes pela logística, como ponto de apoio e até para emanar confiança aos consumidores. Tanto que, nesse mesmo período, as varejista continuaram abrindo novas lojas físicas.

Esse caldeirão do novo varejo brasileiro ainda tem outros ingredientes importantes, como o WhatsApp, os marketplaces e a pandemia. Via Folha de S.Paulo.

WhatsApp anuncia comunidades e outros novos recursos

Quatro prints de comunidades distintas no WhatsApp, com imagens e grupos diferentes em cada um.
Imagem: WhatsApp/Divulgação.

O WhatsApp oficializou nesta quinta (14) o recurso de Comunidade. Segundo a empresa, as comunidades “permitirão uma melhor organização de grupos separados sob um ‘guarda-chuva’ principal com uma estrutura que funcione para as pessoas”.

A maneira mais fácil de entender as Comunidades é como se fosse um “grupo de grupos”: numa mesma tela, grupos relacionados poderão ser reunidos e administrados pelas mesmas pessoas. (Veja a imagem acima.)

O WhatsApp honrará a promessa feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não lançará as comunidades no Brasil, nem na fase de testes, até o final de outubro deste ano.

O WhatsApp confirmou uma série de pequenas novidades que já vinham sendo testadas e que funcionarão independentemente das comunidades: reações, exclusão de posts pelos administradores de grupos, compartilhamento de arquivos de até 2 GB e chamadas de voz em grupos de até 32 pessoas. Via WhatsApp, @zuck/Facebook (em inglês).

Ative o PIN (senha) do SIM card para evitar prejuízos com Pix caso tenha o celular furtado

A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação da facção PCC na onda de furtos e roubos de celulares para desfalcar contas bancárias via Pix.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta terça (12) detalhou o golpe com base no depoimento de um homem de 22 anos ligado ao esquema:

O homem preso na semana passada contou, segundo a polícia, que insere o chip do celular furtado ou roubado em um segundo aparelho para “quebrar” senhas e então acessar o telefone da vítima.

A partir daí, um segundo “especialista” entra em ação, para “quebrar” senhas bancárias e acessar as contas. “Ainda estamos investigando como fazem isso”, afirma o delegado.

Na sequência vem o “tripeiro”, como é conhecido o responsável pelo gerenciamento dos “conteiros” — pessoas que negociam o uso de seus dados bancários em troca de um percentual do lucro — ou então de contas abertas com documentação falsa. É ele quem coordena saques e transferências.

Compreender o golpe ajuda a levantar defesas mais eficazes.

Com base nesse relato, presume-se que uma das melhores é definir um PIN (senha) para o chip/SIM card. Dessa forma, toda vez que o celular for reiniciado ou o chip/SIM card for inserido em outro aparelho, será necessário inserir o PIN, uma senha numérica de quatro dígitos, para ativá-lo.

A Apple explica como configurar o PIN no iPhone — segundo a reportagem, o modelo de celular mais visado. No Android, procure a opção “Configurar bloqueio do SIM” nas configurações do sistema.

Esta página traz os códigos PIN padrões das operadoras brasileiras.

De volta à Folha:

Tudo, de acordo com o delegado, é muito rápido, para evitar que bancos tenham tempo de bloquear as contas das vítimas. “Tem que ser, no máximo, no mesmo dia”, explica. Por isso, ele ressalta, quem teve o celular levado deve registrar logo o caso, além de avisar o banco.

Vale lembrar que, no caso do iPhone, o acesso ao Buscar, que permite localizar e bloquear ou excluir o conteúdo do celular remotamente, dispensa o segundo fator de autenticação. Se perder o celular, faça isso o mais rápido possível, comunique a operadora, os bancos, troque senhas e registro um boletim de ocorrência. Via Folha de S.Paulo.

Atualização (11h45): Acrescentada orientação de como configurar o PIN do SIM card em celulares Android.

No Rio, Uber ganhará botão para acionar a Polícia Militar

Em breve, o aplicativo da Uber ganhará um novo botão, “Ligar para a Polícia”, que ao ser acionado entrará em contato com a Polícia Militar e repassará, automaticamente, dados do carro, da corrida e do passageiro e motorista.

O botão é fruto de uma parceria da empresa com a Secretaria de Estado da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Inicialmente, ele será disponibilizado na Baixada Fluminense, como projeto-piloto. Depois, será expandido para todo o Estado.

Esta é a primeira parceria do tipo que a Uber fecha no Brasil. Via assessoria de imprensa da Uber.

Rafael Grohmann: A questão do trabalho plataformizado

Na semana em que a Agência Pública revelou o trabalho sujo do iFood em sabotar o movimento dos entregadores que demandam melhores condições de trabalho, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin recebem o pesquisador Rafael Grohmann, professor da Unisinos, diretor do laboratório de pesquisas Digilabour e coordenador da Fairwork no Brasil, para falar de trabalho plataformizado. […]

Rede de militares no Facebook que espalhava desinformação ambiental é desmantelada

A Meta revelou, em seu último relatório trimestral de transparência (PDF, em inglês), que desmantelou uma rede de “comportamento inautêntico coordenado” relacionada à desinformação ambiental comandada por dois militares. Foi a primeira focada no tema descoberta pela empresa, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

A pedido da Meta, a rede foi analisada pela Graphika, uma empresa de monitoramento de redes sociais, que validou as descobertas.

A rede dos militares propagava informações falsas e destorcidas, com ataques a ONGs e ativistas do meio ambiente e elogios ao trabalho do governo federal no combate ao desmatamento. A estratégia lembra muito a adotada pelo iFood para sabotar a articulação dos entregadores por melhores condições de trabalho, revelada pela Agência Pública na última segunda (4).

A Meta não divulgou os nomes dos militares envolvidos. O Exército, em nota ao Estadão, disse que “não fomenta a desinformação por meio das mídias sociais” e que solicitou mais detalhes à Meta. Via Estadão.

Morre Tadao Takahashi, um dos pais da internet no Brasil

Morreu na noite desta quarta-feira (6) Tadao Takahashi, aos 71 anos, vítima de uma parada cardíaca.

Tadao fundou a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e a liderou entre 1988 e 1996. Nesse período, a RNP foi encarregada pelo CNPq de implantar a internet no Brasil, e o fez, 25 anos atrás, conectando universidades de 10 estados e do Distrito Federal. Por isso, era tido como um dos pais da internet no país.

Em 2017, Tadao entrou para o Hall da Fama da internet, premiação criada pela Internet Society em 2012 para “celebrar as pessoas que dão vida à internet”. É um dos poucos brasileiros homenageados, ao lado do também pioneiro Demi Getschko (2014) e Carlos Afonso (2021).

Tadao estava à frente da iniciativa i2030, criada à luz das revelações de Edward Snowden em 2013, e tinha por objetivo pensar a internet no Brasil em 2030. Via Convergência Digital, Estadão.

O que é: A Zona Franca de Manaus

A Hevea brasiliensis é uma árvore nativa da bacia hidrográfica do Amazonas que vive décadas e atinge entre 20 e 30 metros de altura. A árvore cresce com facilidade em terrenos argilosos ou alagados, como é o caso das várzeas, e sua copa é composta de folhas trifolioladas. “É uma planta que possui os dois […]

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