Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

A sustentabilidade dos fones de ouvido sem fio da Fairphone

Causou estranheza, no anúncio do Fairphone 4 5G, a ausência do conector de 3,5 mm para áudio. Afinal, a (empresa) Fairphone quer ser referência em sustentabilidade. Para complicar um pouco mais, a Fairphone anunciou na mesma ocasião um par de fones de ouvido sem fio, uma categoria que se tornou muito popular desde o lançamento dos AirPods originais da Apple, ainda que sejam um desastre ambiental por não ter baterias substituíveis. A bateria não segura mais carga? Joga fora e compra outro.

A Fairphone alega que seus fones de ouvido são mais sustentáveis que os outros. Em comunicado enviado à imprensa, afirmou que usa 30% de plástico reciclado nos próprios fones e na caixa e que o ouro usado no produto vem de fornecedores certificados. O texto reconhece que a baixa longevidade das baterias é “o maior problema” em fones sem fio, e o ataca “aumentando significativamente a vida útil da bateria”, a um nível sem paralelo na indústria.

Quanto mais? O texto não dizia, então perguntei. Em resposta ao Manual do Usuário, a Fairphone afirmou que “espera que a longevidade da bateria aumente em mais de 100%”, observando, porém, que esse número está diretamente relacionado à frequência de uso e de recargas feitas pelo usuário.

Aproveitei a oportunidade para perguntar das baterias, se elas são substituíveis ou se, após desgastarem, a única saída é jogar os fones fora. A resposta:

Esses fones de ouvido podem ser encarados como o primeiro passo em uma jornada para aumentar o nível de sustentabilidade neste popular segmento de áudio. Por isso, no momento, elas [as baterias] não são reparáveis, mas isso é algo em que estamos atentos para o futuro.

Continua estranho. Os fones de ouvido sem fio da Fairphone serão lançados na próxima segunda-feira (1º), por € 99,95 (~R$ 620).

Audacity firma parceria com o Muse Group; mudanças deverão ocorrer no app

O Audacity, adorado editor de áudio multiplataforma, agora faz parte do Muse Group, “uma coleção de marcas que inclui outro popular aplicativo de música de código aberto chamado MuseScore”. Pelo que eu entendi, o britânico irlandês Martin “Tantacrul” Keary, do Muse Group, assumirá o comando do Audacity.

Em um vídeo muito legal (acima, em inglês), Tantacrul conversa com os criadores do Audacity e alguns dos membros mais ativos da comunidade, remonta a origem do aplicativo e o cuidado que, garante, terá na tomada de decisões. (Felizmente, o ícone feio do Audacity não deverá mudar.)

A nota oficial do Audacity termina informando que eles estão “assustados e empolgados”. Nós também. Via Audacity (em inglês).

Facebook anuncia novos produtos de áudio

O Facebook copia tanto a concorrência que agora anuncia seus clones em grupos. Confirmando vários rumores, nesta segunda (19) a rede social anunciou, numa tacada só, um clone do Clubhouse (para grupos e figuras públicas), suporte a podcasts (em parceria com o Spotify) e mensagens curtas, tipo áudios do WhatsApp, mas na timeline, que chamou de “Soundbites”. Via Facebook (em inglês), CNBC (em inglês).

Spotify adquire aplicativo de áudio ao vivo, tipo o Clubhouse

Por um valor não revelado, o Spotify adquiriu a startup Betty Labs, dona do app Locker Room, uma espécie Clubhouse focado em esportes. Aos poucos, o Spotify mudará a marca do Locker Room, a fim de expandi-lo para áreas de cultura e música, e não descarta integrá-lo ao app principal e a seus podcasts. Falta alguém para competir com o Clubhouse? Via The Verge (em inglês).

Audacity 3.0

Não é todo dia que o Audacity, ótimo editor de áudio de código aberto, ganha uma grande atualização. O Audacity 3.0, liberado nesta quarta (17), traz como destaque a nova maneira de salvar projetos: em vez de um punhado de arquivos soltos dentro de uma pasta, como era até a versão anterior, agora todos eles ficam salvos dentro de um *.aup3, diminuindo as chances do usuário apagar algo que não devia e acelerando a abertura e fechamento dos projetos. (A título de curiosidade, a versão 2.0 foi lançada em março de 2012, há nove anos.) Via Audacity (em inglês).

AirPods Max, fones de ouvido “over the ear” da Apple, custam R$ 6,9 mil no Brasil

Confirmando muitos rumores, a Apple anunciou nesta terça (8) os AirPods Max, seus fones de ouvido “over the ear”. Lá fora, eles serão lançados dia 15 de dezembro por US$ 549. No Brasil ainda não há data prevista, mas o preço já aparece no site da Apple: R$ 6,9 mil.

A título comparativo, os fones WH-1000XM4, da Sony, considerado por muita gente os melhores da indústria, custa ~R$ 2,5 mil no Brasil — e, no momento, estão com desconto na loja oficial da Sony, saindo por R$ 2 mil.

Spotify poderá ter planos pagos exclusivos para podcasts no futuro

O Spotify disparou um questionário a alguns usuários com perguntas de um possível plano pago exclusivo para podcasts. A empresa quer saber que recursos compeliriam alguém a assinar esse plano (programas exclusivos? Conteúdo extra? Remoção de anúncios?) e quanto essa pessoa estaria disposta a pagar (entre US$ 2,99 e 7,99). Em nota, o Spotify diz que conduz pesquisas do tipo o tempo todo e que elas não necessariamente sinalizam novidades no serviço.

A ideia de cobrar uma assinatura pelo acesso a podcasts não é exatamente nova. A Amazon já está fazendo algo do tipo com o Audible (US$ 7,95/mês) e, em 2019, uma startup fortemente financiada, a Luminary, surgiu com a proposta de vender acesso a podcasts premium (o lançamento foi um fiasco e pouco se ouviu dela desde então). A estratégia do Spotify, de primeiro obter a exclusividade de podcasts de alta qualidade e grandes audiências e criar o hábito nos usuários para depois cobrar, parece mais promissora, porém. Via The Verge (em inglês).

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