No futuro, Apple Watch poderá ter medidores de glicose e álcool no sangue

O caminho é longo, mas venha comigo. A Rockley Photonics, uma startup do Reino Unido, enviou a papelada à SEC, nos Estados Unidos, para abrir seu capital em Nova York. No material, a Rockley revelou que sua maior cliente é a Apple. A startup é especializada em desenvolver “sensores ópticos não-invasivos”, aqueles usados no Apple Watch para aferir dados biométricos do usuário.

Dito isso, e considerando a escala do Apple Watch e a importância da Apple nos balanços da Rockley, já se especula que o relógio da Apple deva ganhar, no futuro próximo, recursos como medidores de pressão sanguínea e dos níveis de glicose e álcool no sangue. O Apple Watch se torna cada vez mais um robusto auxiliar de saúde preventiva àqueles que podem comprar um — o mais barato no Brasil neste momento, o Series 3, sai por R$ 2,6 mil (e precisa de um iPhone para funcionar) . Via MacRumors (em inglês).

Facebook apela e diz que precisa rastrear usuários no iOS 14.5 para continuar gratuito

Prints, em inglês e português, da tela que o Facebook exibe ao pedir autorização para rastrear o comportamento dos usuários no iOS 14.5.
Montagem sobre imagens do Facebook/Divulgação.

Ao pedir a seus usuários para que liberem o rastreamento dos seus passos no iOS 14.5, recurso chamado de Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês, o Facebook apelou. Na mensagem (acima), presente nos apps do Facebook e do Instagram, a empresa diz que rastrear todos os passos do usuário em sites e outros apps do celular “ajuda a manter o Facebook/Instagram gratuito”. Via @ashk4n/Twitter (em inglês).

O apelo tem razão de ser. Há meses o Facebook reclama do novo recurso de privacidade do iOS 14.5, lançado segunda passada (26/4). E os primeiros sinais do “ad-pocalipse” começam a aparecer: dados preliminares da consultoria Branch Metrics apontam que apenas 4% das pessoas que viram a tela de autorização do ATT liberaram o rastreamento irrestrito por apps. Via @alexdbauer/Twitter (em inglês).

Até 2019, o Facebook estampava na capa do seu site que o serviço “é gratuito e sempre será”. Mais uma evidência do valor que a palavra das grandes empresas tem. Via Insider (em inglês).

Cinco big techs faturaram US$ 1,2 trilhão em um ano

Nesta semana, as big techs norte-americanas divulgaram seus balanços trimestrais. Levantamento da Shira Ovide, do New York Times, constatou que Amazon, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Facebook faturaram US$ 1,2 trilhão em um ano, valor 25% superior ao mesmo período do ano retrasado, ou seja, imediatamente antes da pandemia começar. Em uma semana, as cinco vendem mais que o McDonald’s vende em um ano inteiro. Via New York Times (em inglês).

Aquelas coisas da Apple que você não vai comprar / Newsletters brasileiras

Apoie o Manual: https://manualdousuario.net/apoie Neste programa, o primeiro editado pela Tumpats, falamos de Apple no primeiro bloco: uma passada pelos anúncios desta semana, todos muito legais, todos caríssimos. No segundo, falamos do diretório de newsletters brasileiras e ingressamos em um debate sobre o Substack. Nas indicações culturais, Ghedin indicou a série Mindhunter [Netflix], e a […]

Na surdina, Apple altera opção em sua plataforma que limita exposição de podcasts

No evento da última quarta (21), a Apple anunciou reformulações em seu app e plataforma de podcasts. Além do novo visual do app, será possível, por ele, assinar podcasts pagos e exclusivos. Dada a baixa penetração do iOS no Brasil e as taxa exorbitante que a empresa cobrará (30%!), é pouco provável que isso cause uma revolução no setor.

Porém, um detalhe técnico pode, sim, causar estragos significativos: a Apple mexeu na configuração dos podcasts já cadastrados em seu diretório para torná-los “privados”, ou seja, visíveis só dentro do app de podcasts da Apple. Muitos aplicativos e serviços de terceiros recorrem à API pública do Apple Podcasts para descobrir podcasts e conectá-los aos ouvintes, daí o potencial estrago: sem avisar ninguém, a Apple passou a, por padrão, restringir a exposição dos podcasts em outros apps que não o dela mesma.

Se você tem um podcast, é recomendável alterar essa configuração o quanto antes. Para isso, entre no Podcasts Connect, selecione seu podcast e clique no link “editar” do feed RSS. Você notará, abaixo do endereço do feed RSS, um opção “Tornar meu feed público”. Ela estará desmarcada. Marque-a e clique no botão Salvar.

Print da tela de configuração do feed RSS do Podcasts Connect, da Apple, com a opção de torná-lo público desmarcada.
Que coisa feia, Apple… Imagem: Apple/Reprodução.

A própria Apple explica para que serve essa opção ao passar o mouse sobre a “?”. Diz a empresa que “Esta opção expõe o URL do seu feed RSS à nossa API, permitindo que seu programa possa ser descoberto por um público maior”.

Por que, depois de quase duas décadas, a Apple resolveu desmarcar essa opção? Algo me diz que tem a ver com a disputa feroz que a Apple pretende travar com o Spotify e outros players de música que pularam de cabeça nos podcasts. Ao virar uma chave do seu lado, a Apple ganhou, da noite para o dia, muitos podcasts “exclusivos”, ou inacessíveis na maioria das plataformas. Não dá para confiar em grandes empresas mesmo. Via @marcoarment/Twitter (em inglês).

Puro suco de Brazil

Na última quarta (20), dia em que a Apple anunciou seus primeiros produtos para 2021 em um bem produzido comercial de uma hora, no Brasil soubemos que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, prepara um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para Apple e Samsung, referente à remoção do carregador […]

Apps deverão obter o consentimento do usuário para rastreá-lo no iOS a partir de segunda (26)

Com a chegada iminente do iOS 14.5, a Apple avisou os desenvolvedores de apps que, a partir da próxima segunda-feira (26), o App Tracking Transparency (ATT) passa a ser obrigatório. O recurso exige que apps para iOS que coletam dados do usuário em sites e outros apps (veja como funciona) obtenham autorização expressa para continuarem com tal prática. Via Apple (em inglês).

O que me chamou a atenção no evento da Apple — novos iMac, iPad Pro, Apple TV 4K e AirTags

A Apple anunciou um punhado de novos produtos nesta terça (20), vários deles já esperados graças à máquina de rumores que existe em torno da empresa. Vimos as AirTags, o único produto realmente novo, e atualizações do iMac, iPad Pro e Apple TV 4K. Alguns destaques no calor do momento, ou o que me chamou a atenção:

  • O chip M1 se espalhou pela linha de produtos: está no reformulado iMac e (surpresa!) no iPad Pro.
  • O iMac chega em sete cores. A versão prata/sem cor foi pouco citada e esteve ausente em várias fotos e tomadas dos vídeos de divulgação.
  • O iMac perdeu muitas portas. A versão de entrada só tem duas USB-C 4/Thunderbolt e a conexão Ethernet na fonte é opcional. (Isso não foi citado no evento, que focou na intermediária, que traz duas USB-C 3 extras.) É a “macbookização” dos desktops da Apple.
  • O iMac traz “a melhor webcam que já colocamos em um Mac”, segundo a Apple. Convenhamos, não era muito difícil.
  • Touch ID no teclado, que a exemplo dos outros acessórios, também ficou multicolorido.
  • O iPad Pro de 12,9 polegadas vem com a aguardada tela de Mini-LED. Isso, sim, é um avanço interessante.
  • O Apple TV 4K agora usa o chip A12 e ganhou um controle remoto reformulado, que traz de volta a clickwheel (sem vidro que quebra fácil) e joga o botão da Siri para a lateral, igual nos celulares.
  • Tudo muito dentro do esperado e, ainda assim, muito bacana, mas estamos falando de objetos para poucos, pois caríssimos. Uma AirTag, acessório para “localizar” objetos perdidos, custa R$ 369. O iPad Pro começa em R$ 10,8 mil. O iMac, perto dos R$ 20 mil. Veja os preços.

Os preços dos novos produtos da Apple no Brasil

Terminou há pouco o primeiro comercial de 1h da Apple de 2021. Os produtos anunciados e seus respectivos preços no Brasil, coletados da Apple Store online, são os seguintes:

  • Novo iMac: a partir de R$ 17.599
  • Novo iPad Pro (11″): R$ 10.799
  • Novo iPad Pro (12,9″): R$ 14.799
  • Novo Apple TV 4K (32 GB): R$ 2.399
  • Novo Apple TV 4K (64 GB): R$ 2.599
  • AirTag: R$ 369
  • AirTags (kit com 4): R$ 1.249

Apple Arcade agora tem jogos não exclusivos

A Apple turbinou o Apple Arcade, sua plataforma de video game por assinatura. Na sexta (2), a empresa liberou 30 novos jogos, incluindo o aguardado Fantasian (aquele dos dioramas reais), e inaugurou duas novas seções que, pela primeira vez, incorpora jogos não-exclusivos: “Timeless Classics” e “App Store Greats”. Há jogos lendários do iOS, como Threes!, Mini Metro, Fruit Ninja e Monument Valley, e todos eles seguem as diretrizes do Arcade, ou seja, nada de anúncios ou compras in-app. Ao todo, o Apple Arcade agora conta com 180 jogos. A assinatura custa R$ 9,90/mês. Via Apple (em inglês).

NetNewsWire 6 e CleanMyMac X: grandes atualizações para o macOS Big Sur

O chip M1 da Apple e o macOS Big Sur obrigaram desenvolvedores a atualizarem seus apps. Além do suporte ao novo chip e de alterarem o ícone ao novo padrão, alguns têm aproveitado a ocasião para fazerem grandes lançamentos.

Neste domingo (28), saiu a versão final do NetNewsWire 6, um ótimo agregador de feeds RSS. Tem suporte ao M1 e tem ícone novo, mas muito mais: interface atualizada para o Big Sur, app rodando em “sandbox”, sincronização completa via iCloud, sincronização com mais serviços de RSS e suporte especial ao Twitter e Reddit, entre outras. O app tem o código aberto e é gratuito.

Faz algumas semanas, a Macpaw fez o mesmo com o CleanMyMac X, trazendo um novo módulo que remove a porção desnecessária (M1 ou Intel) de apps universais e uma bem-vinda simplificação da interface. O app é pago, a partir de ~R$ 175/ano.

Procon-SP multa Apple em R$ 10 milhões por vender iPhone sem carregador

O Procon-SP multou a Apple em R$ 10,5 milhões devido, entre outros motivos, à remoção do carregador de parede das caixas de iPhones novos. No ano fiscal de 2020, a Apple faturou US$ 274,5 bilhões, cerca de R$ 1,5 trilhão na cotação atual. A multa do Procon-SP, da qual a Apple ainda pode recorrer na Justiça, representa 0,0007% desse valor. Apesar do aspecto didático, nada que vá tirar o sono de Tim Cook. Via Uol Tilt.

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