Apple e Google removem app de oposicionista russo após pressão de Putin

Na sexta-feira (17), Apple e Google cederam à pressão do governo da Rússia e removeram das suas lojas oficiais o aplicativo do oposicionista Alexei Navalny. O app, chamado Smart Voting, informava aos eleitores quais candidatos tinham mais chances de derrotar os apoiados pelo governo de Vladimir Putin nas eleições legislativas do último fim de semana. Alexei lidera a oposição a Putin e está cumprindo pena de 2,5 anos de prisão. Via Associated Press (em inglês).

Em agosto, a Apple garantiu que seu sistema de varredura de celulares por fotos de abusos infantis não poderia, de maneira alguma, ser instrumentalizado por pressão de algum governo autoritário. Como se vê, na prática essa garantia não vale muita coisa.

Falhas “zero-day” e atualizações de sistemas / O fim das senhas? Não tão rápido…

Neste programa, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa falam das chamadas falhas “zero-day” em softwares, aquelas que são exploradas antes que a fabricante/desenvolvedora tome conhecimento da sua existência. Nessa semana, a Apple liberou uma correção emergencial para seus sistemas corrigindo uma do tipo — se ainda não atualizou seus aparelhos, faça isso o quanto antes. Tem […]

600 toneladas de plástico por ano

A embalagem do iPhone 13 não virá protegida por plástico. Com essa singela mudança, a Apple deixará de consumir 600 toneladas (!) de plástico por ano cuja única utilidade era criar um efeito sonoro ~satisfatório em consumidores deslumbrados e youtubers de unboxing. Via Apple (em inglês).

Apple anuncia iPhone 13, novo iPad mini e Apple Watch Series 7

A Apple anunciou um monte de novos produtos na tarde desta terça-feira (14):

  • iPhone 13, com entalhe menor, bateria maior, novo chip A15 Bionic, armazenamento mínimo de 128 GB e posicionamento de câmeras diferente apenas porque sim.
  • iPhone 13 Pro, com as mesmas novidades da linha “simples”, mas câmeras melhores (e uma extra) e opção de 1 TB. É o primeiro iPhone com tela de 120 Hz.
  • iPad mini, com novo design similar ao do iPad Pro, tela de 8,3 polegadas e porta USB-C.
  • iPad de 9ª geração, com visual antigo, Touch ID, agora com o chip A13 Bionic e o mesmo preço do anterior (lá fora).
  • Apple Watch Series 7, que visual novo que não tem nada a ver com os dos “vazamentos”.
  • Apple Fitness+ chega ao Brasil, mas os vídeos não serão dublados, só terão legendas. Mindfulness com legenda, baita conceito.

Fotos bonitas e mais detalhes na sala de imprensa, link ao lado. Via Apple (em inglês).

Justiça dos EUA determina que Apple permita botões e links para pagamentos externos em apps do iOS

Saiu a decisão da Justiça dos Estados Unidos no processo movido pela Epic Games contra a Apple (ouça o nosso Guia Prático desse tema). A juíza Yvonne Gonzalez Rogers, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, determinou que a Apple não pode impedir que aplicativos incluam links e botões que levem os usuários a outros meios de pagamento. Pelas regras vigentes da App Store, aplicativos que têm sistemas de pagamentos próprios não podem sequer anunciá-los em seus apps para iOS — o único sistema que eles podem usar é o da própria Apple, que cobra uma taxa de até 30% do valor bruto pago pelo usuário.

Outras demandas da Epic Games, como obrigar a Apple a abrir o iOS para lojas de aplicativos alternativas, não foram acatadas. A Apple comemorou a decisão; a Epic Games disse que vai recorrer.

A implementação da alteração determinada pela Justiça ainda é uma incógnita. Ao mencionar botões e links externos que “direcionem os consumidores a mecanismos de compra em adição às compras in-app”, fica a cargo da interpretação de quem lê (ou de um esclarecimento da juíza Yvonne) se isso significa que os apps poderão processar pagamentos por meios alternativos ou se apenas poderão levar os usuários para seus sites. A conferir. Via O Globo, The Verge (em inglês)

Apple adia novos recursos polêmicos de proteção a abusos infantis

A Apple adiou a liberação (que só ocorreria nos Estados Unidos) das novas ferramentas de proteção contra abusos infantis que liberaria no iOS 15. “Com base nas opiniões de consumidores, ativistas, pesquisadores e outros, decidimos dedicar mais tempo nos próximos meses para coletar dados e fazer melhorias antes de liberar esses recursos importantes de segurança infantil”, alegou em um comunicado à imprensa. Via 9to5Mac (em inglês).

Relembrando, um desses recursos consiste em analisar fotos armazenadas em celulares e tablets (iOS, iPadOS) atrás de assinaturas de imagens que batam com as de imagens de abusos infantis conhecidas das autoridades, algo sem precedente na indústria.

Apple pedirá permissão para segmentar anúncios no iOS 15

No iOS 15, a Apple perguntará aos usuários se eles desejam que os anúncios da App Store seja segmentados. Hoje, essa configuração vem ativada por padrão e não há qualquer aviso ao usuário de que ela existe.

Os anúncios personalizados da Apple não estão ativos no Brasil, segundo a tela de configuração do iOS 14 (Ajustes, Privacidade, Publicidade da Apple). De qualquer maneira, nos lugares onde o recurso existe, a atuação da Apple é no mínimo contraditória considerando todos os entraves que a empresa impõe a aplicativos de terceiros em seus sistemas na coleta e personalização de anúncios. Via 9to5Mac (em inglês).

Coreia do Sul aprova primeira lei do mundo que obriga Apple e Google a abrirem lojas de apps a outros sistemas de pagamento

A Coreia do Sul aprovou a primeira lei do mundo que obriga grandes lojas de aplicativos, como as de Apple e Google, a permitirem sistemas de pagamento alternativos. A empresa que descumprir a lei, que ainda depende da sanção do presidente Moon Jae-in, poderá ser punida em até 3% do seu faturamento no país.

No Android (Google) e no iOS (Apple), desenvolvedores de aplicativos só podem receber dos usuários pelos sistemas de pagamentos nativos, das donas do sistemas operacionais. Pela conveniência, Apple e Google/Alphabet cobram 30% do valor pago. Elas alegam que esse arranjo garante mais segurança aos usuários, um argumento cada vez mais difícil de colar mundo afora. Em vários lugares, as duas empresas estão na Justiça se defendendo de tentativas de abrir suas lojas para sistemas de pagamento alternativos, como o movido pela Epic, de Fortnite, contra a Apple nos Estados Unidos. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

Apple compra streaming de música clássica e promete app para 2022

A Apple adquiriu o streaming de música clássica Primephonic. O valor do negócio não foi informado. De imediato, o Apple Music ganhará playlists e conteúdo exclusivo do Primephonic e, em 2022, um novo aplicativo será lançado. Já o app/serviço independente do Primephonic será encerrado já no próximo dia 7 de setembro. Os atuais assinantes receberão seis meses de gratuidade no Apple Music. Via Apple (em inglês).

A música clássica tem toda uma organização de meta dados própria, que em muitos aspectos é estranha ou incompatível com a da música popular. Nesta matéria de 2019, que destaca Primephonic e um serviço rival, o Idagio, o New York Times explica tais particularidades:

Para a maior parte das músicas no Spotify ou Apple Music, uma listagem do artista, faixa e álbum funciona bem. Mas críticos do status quo [os serviços de streaming especializados] argumentam que a estrutura básica do gênero clássico — com compositores não performáticos e trabalhos compostos por múltiplos movimentos — não é adequada ao sistema construído para o pop.

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