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Apple Arcade agora tem jogos não exclusivos

A Apple turbinou o Apple Arcade, sua plataforma de video game por assinatura. Na sexta (2), a empresa liberou 30 novos jogos, incluindo o aguardado Fantasian (aquele dos dioramas reais), e inaugurou duas novas seções que, pela primeira vez, incorpora jogos não-exclusivos: “Timeless Classics” e “App Store Greats”. Há jogos lendários do iOS, como Threes!, Mini Metro, Fruit Ninja e Monument Valley, e todos eles seguem as diretrizes do Arcade, ou seja, nada de anúncios ou compras in-app. Ao todo, o Apple Arcade agora conta com 180 jogos. A assinatura custa R$ 9,90/mês. Via Apple (em inglês).

NetNewsWire 6 e CleanMyMac X: grandes atualizações para o macOS Big Sur

O chip M1 da Apple e o macOS Big Sur obrigaram desenvolvedores a atualizarem seus apps. Além do suporte ao novo chip e de alterarem o ícone ao novo padrão, alguns têm aproveitado a ocasião para fazerem grandes lançamentos.

Neste domingo (28), saiu a versão final do NetNewsWire 6, um ótimo agregador de feeds RSS. Tem suporte ao M1 e tem ícone novo, mas muito mais: interface atualizada para o Big Sur, app rodando em “sandbox”, sincronização completa via iCloud, sincronização com mais serviços de RSS e suporte especial ao Twitter e Reddit, entre outras. O app tem o código aberto e é gratuito.

Faz algumas semanas, a Macpaw fez o mesmo com o CleanMyMac X, trazendo um novo módulo que remove a porção desnecessária (M1 ou Intel) de apps universais e uma bem-vinda simplificação da interface. O app é pago, a partir de ~R$ 175/ano.

Procon-SP multa Apple em R$ 10 milhões por vender iPhone sem carregador

O Procon-SP multou a Apple em R$ 10,5 milhões devido, entre outros motivos, à remoção do carregador de parede das caixas de iPhones novos. No ano fiscal de 2020, a Apple faturou US$ 274,5 bilhões, cerca de R$ 1,5 trilhão na cotação atual. A multa do Procon-SP, da qual a Apple ainda pode recorrer na Justiça, representa 0,0007% desse valor. Apesar do aspecto didático, nada que vá tirar o sono de Tim Cook. Via Uol Tilt.

Apple trocará verbo “Assinar” por “Seguir” nos botões do app de podcast no iOS 14.5

Da importância do texto em interfaces: no iOS 14.5, que deve ser lançado agora em março, o botão para acompanhar um podcast no app homônimo da Apple trocará o rótulo “Assinar” por “Seguir”. Via Podnews (em inglês).

Algumas pessoas especulam que o motivo seria dissipar dúvidas de uma parcela significativa dos usuários que acredita que “Assinar” implica em pagar. Em pesquisas da Edison Research de 2018 e 2019, nos Estados Unidos, 47% e 38% das pessoas que não ouvem deram essa justificativa. E, entre seus pares, o Apple Podcasts é um dos poucos que ainda não havia adotado o verbo “Seguir”. Outra possível explicação é a Apple estar preparando terreno para podcasts pagos/exclusivos, rumor que surgiu em maio 2020.

Analista projeta lentes de contato da Apple para 2040

É sabido que as grandes empresas planejam com muita antecedência seus próximos passos, incluindo novas linhas de produtos, mas coisas como esta previsão de que a Apple lançará lentes de contato “inteligentes” entre 2030 e 2040 é de levantar a sobrancelha. Via MacMagazine.

Quem diz é Ming-Chi Kuo, analista chinês famosinho em sites que cobrem a Apple pelos seus vazamentos, provavelmente vindos de fontes na cadeia de suprimentos da empresa. Existe todo um mercado de rumores da Apple, o que permite que se crie um “ranking de vazadores”. Ming-Chi é apenas o oitavo no de precisão (acertou 78,2% dos palpites) e o quarto mais prolífico (levantou 142 rumores).

Meio relacionado: impossível não lembrar do amalucado plano de 300 anos do SoftBank ao falar de previsões corporativas de longo prazo. Já deve ter sido revisto.

Apple altera emoji da seringa no iOS 14.5 para vacinação contra a COVID-19

Comparativo antes e depois do emoji da seringa/injeção no iOS 14.5.
Antes e depois. Imagem: Emojipedia/Reprodução.

O iOS 14.5, que deve ser lançado logo mais (já está em testes), trará um novo conjunto de emojis e atualizações ao sistema móvel da Apple. O destaque fica por conta do novo visual do emoji da seringa/injeção: sai a seringa cheia de sangue, entra uma vazia. A Emojipedia argumenta que a mudança deve “tornar [o emoji] mais flexível para uma variedade maior de usos”, incluindo aquele que parece ter motivado a mudança — a vacinação contra a COVID-19. A história do emoji da seringa/injeção é longa e curiosa.

O iOS 14.5 incorpora novidades da especificação 13.1 do Emoji, do final de 2020. Há três novas carinhas amarelas, corações remendado e pegando fogo e melhorias na consistência de gêneros — agora é possível ter mulheres com barba, por exemplo. E, Apple sendo Apple, o emoji de headphones foi alterado e agora lembra os AirPods Max, o modelo de R$ 7 mil da marca. Via Emojipedia (em inglês).

Facebook pedirá aos usuários de iOS que se deixem ser rastreados

Dois prints do Facebook em um iPhone, mostrando o pedido e o popup do App Tracking Transparency da Apple.
Imagem: Facebook/Divulgação.

O Facebook vai se antecipar e pedir aos usuários de iPhone que permitam que sejam rastreados em outros apps. O novo recurso, chamado App Tracking Transparency (ATT), estreou no iOS 14 e será obrigatório no iOS 14.5, que teve o primeiro beta foi liberado nesta segunda (1). Via CNBC (em inglês).

Na mensagem que o Facebook disparará aos usuários (acima), a empresa diz que o rastreamento a ajuda a fornecer anúncios mais personalizados e a apoiar pequenos negócios que dependem de anúncios para alcançarem seus clientes.

Apple e Facebook vêm se bicando não é de agora, mas o clima esquentou desde a introdução do ATT no iOS 14, em novembro de 2020, que obriga apps que queiram rastrear o comportamento do usuário em outros apps e em sites a obterem o consentimento expresso dele. A medida deve impactar diretamente o faturamento do Facebook, cujo principal negócio, o da publicidade, está calcado na coleta e processamento de grandes quantidades de dados dos usuários.

Semana passada, em um evento virtual organizado pela União Europeia, Tim Cook, CEO da Apple, teceu duras críticas direcionadas ao Facebook — sem mencionar o nome da empresa —, como a de que priorizar engajamento em detrimento da privacidade leva à violência e polarização. Via 9to5Mac (em inglês).

Justiça nega pedido de cliente para que Apple forneça acessórios na compra de iPhone novo

Uma pessoa de Piracicaba (SP) que comprou um iPhone novo foi à Justiça para obrigar a Apple a fornecer carregador de parede e fones de ouvido, acessórios ausentes das caixas dos novos iPhones desde o anúncio do iPhone 12. O pedido, porém, foi negado pelo juiz, que discordou da tese do cliente de que a Apple estaria forçando uma “venda casada”. O magistrado alegou que não cabe ao Estado interferir na política de preços da empresa, pois no Brasil vigora o capitalismo. Via Conjur.

Google e Apple banem app do Parler das suas lojas; Amazon poderá banir o site da AWS

Google e Apple removeram o aplicativo do Parler, uma rede social alternativa adotada por trumpistas, das suas respectivas lojas de apps. Ambas as empresas alegam que o Parler viola os termos de uso ao não coibir conteúdo ilegal e de incitação à violência. Via AxiosMacRumors (em inglês).

A Amazon, onde o Parler está hospedado, deu um ultimato à empresa. Se não adequarem seus termos de uso até a meia noite deste domingo, o site será banido da Amazon Web Services (AWS). John Matze, CEO do Parler, já admite que o site poderá ficar inacessível por vários dias até ser restaurado em outra hospedagem. Via Buzzfeed (em inglês).

Do nosso arquivo, de 2015, um passeio pelo Gab, outra rede social alternativa adotada por extremistas. O Gab nunca emplacou fora dos círculos próximo a Trump. Hoje, funciona como uma instância do Mastodon, mas quem acessa o Mastodon em outras instâncias bem administradas não corre o risco de topar com seu conteúdo — a maioria das instâncias e até mesmo apps do Mastodon bloqueiam a do Gab.

Uma análise estruturada dos “rótulos nutricionais” da App Store

Alguém com mais capacidade fez uma análise ampla dos “rótulos nutricionais” dos apps mais populares da App Store. (Estou fascinado por este assunto.) Hugo Tunius usou um pouco de magia (leia-se: engenharia reversa) na API da App Store e conseguiu extrair dados estruturados das listas de apps mais populares, pagos e gratuitos, da versão britânica da loja.

Seus achados (em inglês) confirmam algumas suspeitas, como a de que apps gratuitos coletam mais dados pessoais que os pagos, mas não deixam de ser interessantes. Chama a atenção, por exemplo, que os apps do Facebook são os que mais coletam dados: as 12 primeiras posições são ocupadas por eles, todos coletando 128 (!) tipos de dados de 160 possíveis. O LinkedIn, da Microsoft, está em 13º, com 91 tipos de dados coletados. Só faltaram dados de jogos, área que Tunius ignorou na análise — talvez a única com potencial para superar o Facebook nesse aspecto.

Em tempo: o Google, que parou de atualizar seus apps para iOS no dia 7 de dezembro, coincidentemente véspera da obrigatoriedade dos rótulos nutricionais, prometeu que os atualizará esta semana. Via TechCrunch (em inglês).

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