Como consumimos vídeo online, segundo a Adobe

No início de junho a Adobe divulgou um relatório sobre consumo de vídeo online. Ele se baseia em números massivos: 201 bilhões de vídeos começados e 285 bilhões de autenticações em mais de 300 apps do tipo TV Everywhere, obtidos anonimamente via Adobe Analytics e Primetime.

A apresentação, acima, está recheada de dados interessantes, mas três chamam a minha atenção.

  1. A dominação da Apple. Quase um em cada quatro vídeos exibidos (24%) no primeiro trimestre de 2015 teve origem num dispositivo da empresa.
  2. Tablet. A frequência de vídeos vistos em tablets se igualou à de desktops (embora esse ainda ganhe em vídeos longos). Do relatório: “Na medida em que os dispositivos se tornam cada vez mais especializados, parece que um grande caso de uso para o tablet é atividades derivadas de lazer como consumo de vídeo.”
  3. Crescimento do conceito de “TV Everywhere,” ou seja, vídeo por streaming autenticado. Em relação ao ano passado, foi de 282%, puxado por dispositivos Apple e set-top boxes e sticks, como Apple TV e Roku.

Chrome bloqueará conteúdo Flash supérfluo automaticamente

Em um post no blog oficial do Chrome, Tommy Li, engenheiro de software do Google, anunciou uma novidade relacionada ao plugin nativo do Flash:

Quando você estiver numa página que roda Flash, pausaremos inteligentemente conteúdo (como animações em Flash) que não são centrais na página, enquanto manteremos conteúdo central (como um vídeo) rodando, sem interrupções.

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Adobe e Microsoft se unem para fazer mágica na arte digital

Satya Nadella e Shantanu Narayen.
Foto: Adobe MAX/Flickr.

Uma vez por ano a Adobe realiza a Adobe Max, uma conferência onde apresenta novidades dos seus produtos. A edição 2014 está rolando em Los Angeles e, ontem, foram mostrados novos recursos que borram a linha que separa tecnologia de feitiçaria. Parece exagero? Confira o vídeo: Continue lendo “Adobe e Microsoft se unem para fazer mágica na arte digital”

Com Photoshop por streaming, Chromebooks podem ficar mais atraentes

Photoshop a caminho do Chrome OS.
Foto: Google.

O Google anunciou uma parceria com a Adobe para levar o Photoshop aonde ele nunca havia ido antes: aos Chromebooks.

Esses notebook que rodam Chrome OS, como já vimos duas vezes, são bem limitadas. De que maneira, então, o pesadão Photoshop rodará neles? Com o poder da nuvem. O Projeto Photoshop Streaming oferecerá aos donos de Chromebooks e usuários de Windows que usam o Chrome a possibilidade de rodar o editor de imagens via streaming.

Na prática, é como se o Chromebook/Chrome fosse um terminal burro. Todo o processamento, armazenamento e até a própria instalação do Photoshop ocorrerá em servidores remotos. Localmente, apenas a interface e os comandos serão executados. Por limitações atuais, o Photoshop Streaming não terá funções que rodam em cima da GPU, não salvará arquivos localmente (tudo ficará no Google Drive), nem conversará com periféricos, incluindo impressoras.

As vantagens, por outro lado, são ter um Photoshop, ou melhor, o Photoshop de verdade sempre atualizado, sem ocupar espaço na memória do equipamento e que roda mesmo no fraquíssimo hardware tipicamente encontrado em Chromebooks. De outra forma, ou seja, instalado e consumindo recursos locais, esse aplicativo seria inviável. Para o Google, a oferta do Photoshop eleva o moral do seu Chrome OS, ainda encarado com desconfiança por usuários e imprensa pela sua restrição a apps que rodam na web.

Na primeira fase o Photoshop Streaming será restrito a usuários selecionados que pagam a Creative Cloud, são estudantes e residem nos EUA. Para o futuro, a Adobe promete expandir o programa, além de trazer outros apps da Creative Cloud à modalidade por streaming.

Quem tem um Chromebook encontra editores de imagens relativamente simples na Chrome Web Store, como o Pixlr e o Sumo Paint. Nada que se compare ao poder do Photoshop, porém.

Com a compra da Aviary, Adobe expande sua presença online

A Adobe acabou de comprar mais uma empresa, a Aviary. Essa produz um kit de desenvolvimento que fornece capacidades de edição de imagens para outros apps. O Twitter, por exemplo, recorre à tecnologia para dar a seus usuários filtros e ferramentas básicas.

A quantia paga pela Adobe não foi revelada, mas uma coisa a empresa, conhecida pelo PDF e pelo Photoshop, não pode esconder: a transição para um mercado centrado na nuvem tem sido bem sucedida.

Em 2011 os principais aplicativos de produção da Adobe tiveram sua distribuição repensada. Em paralelo às versões anuais vendidas a peso de ouro, Photoshop, Illustrator, Premier e outros passaram a ser comercializados também em um sistema de assinatura, com preços mais acessíveis. Desde maio de 2013, esse passou a ser o modelo exclusivo para as novas versões desses apps. No Brasil, o pacote para fotógrafos, que inclui Photoshop e Lightroom para desktop, dispositivos móveis e na nuvem, custa R$ 22 por mês. A Creative Cloud completa, com apps e extensões a perder de vista? R$ 65 R$ 1091 por mês.

Ao mesmo tempo em que mudava seu ganha-pão, a Adobe reforçou a presença online comprando startups. A lista de aquisições nos últimos anos é vasta e inclui o Typekit, um serviço de distribuição de fontes para a web; Behance, portfólio para artistas digitais; soluções para gerenciamento de campanhas, como Demdex e Neolane; e, por último, o Aviary. Ela também lançou soluções próprias, como o Revel, para armazenar fotos na nuvem e permitir o acesso a elas via dispositivos móveis.

Apesar de ter desapontado levemente os acionistas no último trimestre, a base de usuários da Creative Cloud continua subindo. Já são 2,81 milhões de clientes pagando mensalmente para ter acesso à tecnologia mais recente da empresa. Para uma empresa tão antiga, dona de um dos softwares que ainda hoje uma multidão usa diariamente, é um feito e tanto.

  1. O valor de R$ 65/mês é válido apenas para clientes que tenham a Creative Suite 3 ou posterior.

Google sinalizará sites que usam tecnologias não suportadas, como Flash, nos resultados da busca

Do blog do Google para webmasters:

Um incômodo frequente para usuários da web é quando os sites exigem tecnologias do navegador que não são suportadas pelos seus dispositivos. Quando os usuários acessam páginas do tipo, eles podem ver nada além de um espaço em branco ou perder grandes porções do conteúdo da página.

A partir de hoje, indicaremos aos usuários do buscador quando nossos algoritmos detectarem que páginas que podem não funcionar em seus dispositivos. Por exemplo, o Adobe Flash não é suportado em dispositivo iOS e as versões 4.1 e posteriores do Android; uma página cujo conteúdo é formato na maioria por Flash será indicada assim:

Novas políticas para os resultados da busca.
Imagem: Google.

Quando escrevi sobre a última “falha” do Flash aproveitei para perguntar quando e onde o Flash ainda é utilizado. Esperava menos situações, mas uma coisa que me chamou a atenção foi que nenhum dos sites citados eram de conteúdo. São serviços multimídia, basicamente streaming de vídeo e música.

Com as técnicas e o suporte dos navegadores modernos a HTML5 e outras linguagens mais maleáveis, sobra pouca ou nenhuma justificativa para adotar em 2014 o Flash em, digamos, um site de cunho jornalístico. Paralelo a essa novidade, o Google anunciou duas fontes de recursos para auxiliar eventuais migrações, o Web Fundamentals e o Web Starter Kit.

O emprenho do Google em desestimular o uso dessas tecnologias é positivo, mais um passo para que, gradualmente, Flash, Java e outras tecnologias deem lugar a padrões mais avançados. A grande virada deverá ocorrer quando o Chrome para desktop abandonar o Flash, que há quatro anos vem integrado no navegador.

Entenda a “falha” do Flash/JSONP

O engenheiro do Google Michele Spagnuolo publicou uma prova de conceito chamada Rosetta Flash que permite a alterar a composição de arquivos no formato SWF, do Flash, para enviar requisições web a sites comprometidos e, com isso, obter cookies de autenticação. Na prática, essa técnica permite que se obtenha dados de login e outras informações sensíveis.

Como ele explica ao Ars Technica, não é bem uma falha que viabiliza esse cenário, mas sim a combinação de dois recursos: a conversão de código binário em caracteres alfanuméricos de arquivos do Flash e o JSONP, uma técnica de comunicação que viabiliza aos desenvolvedores a requisição de dados em diferentes servidores — prática desestimulada pelas brechas que abre e que, de outra forma, é impossível graças à política de mesma origem. Tanto que o essa operação já era conhecida pela comunidade de segurança da informação, e ignorada ante a falta de ferramentas públicas capazes de realizar aquela conversão em caracteres dos arquivos SWF.

Agora, não falta mais. Desde a publicação da prova de conceito alguns sites importantes afetados, como Twitter e Tumblr, consertaram os buracos em seus sistemas. A Adobe lançou uma atualização para o Flash que faz o mesmo do lado cliente, a versão 14.0.0.145, já disponível no site oficial. Quem usa o Chrome, ou o Internet Explorer 10 ou 11 no Windows 8 ou superior, deve esperar a atualização automática — o Flash bem embutido nesses navegadores. Para verificar qual a versão do Flash em uso no seu, visite esta página.

Quem ainda usa Flash?

Em maio desse ano o Google tornou padrão o player HTML5 do YouTube para usuários do Chrome, tornando desnecessário, salvo raras exceções, o plugin do Flash para ver vídeos ali. Há cada vez menos motivos para se ter o Flash instalado, e como os dispositivos móveis com Android e iOS provam, dá para viver bem sem ele.

Só que existem exceções. Perguntei, no Twitter, o que leva as pessoas a manterem o Flash ativado. Algumas respostas foram elucidativas, começando pela explicação do Micael sobre streaming ao vivo e vídeos que são exibidos com DRM:

Algumas outras aplicações dependentes do Flash ainda não têm substitutos, também. Adriano Brandão lembrou dos vídeos da Globo e de serviços de streaming de música, como Rdio e Deezer; Marcelo Carreira, dos sistemas de monitoramento de câmeras; e o Bruno Luiz, dos sites de vídeo indicados para o público adulto. E aqui, no Manual do Usuário, descobri que o WordPress exige o Flash no uploader de imagens.

Plugins só rodam se permitidos pelo usuário.Dependendo do seu perfil e equipamentos, dá para abolir o Flash. Não é tão simples, mas é possível. Um meio termo é a ativação por clique. Desse modo todos os plugins ficam desativados por padrão, mas podem ser trazidos à vida com um clique do usuário no elemento bloqueado. Dá, também, para definir exceções, domínios inteiros que ignoram essa opção e rodam plugins.

No Chrome, entre nas configurações, role a página até embaixo e clique no link “Configurações avançadas…” No tópico Privacidade, clique no botão Configurações de conteúdo… e, em Plug-ins, marque a opção Clique para reproduzir.

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