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Cuidado com a multa de cancelamento da Adobe

Em um tuíte que viralizou e acabou excluído pelo seu autor, alguém reclamava da multa de cancelamento da assinatura da Creative Cloud, aquele pacotão de aplicativos da Adobe, como Photoshop, Illustrator e Premiere, entre outros. (O @internetofshit repercutiu.) Para muitos, foi uma surpresa, mas é o “modus operandi” da Adobe, válido também no Brasil, e por isso você deveria ficar atento antes de fechar negócio com ela.

A confusão é compreensível. No site da Adobe, a assinatura do pacote completo da Creative Cloud é exibida como se fosse uma assinatura mensal — para pessoas físicas, custa R$ 224 por mês:

Caixas dos planos da Creative Cloud completa, mostrando valores mensais.
Imagem: Adobe/Reprodução.

Até aí, tudo bem. Mas ao clicar no botão “Compre agora”, a página seguinte conta uma história diferente. Lê-se, no resumo do pedido: “Plano anual, cobranças mensais”, seguido do valor de R$ 224/mês. Nessa parte, há um menu de seleção que, ao ser expandido, revela outras três opções, sendo uma delas “Plano mensal”. O problema é que o “plano mensal” custa R$ 340/mês, ou 51,8% mais caro que o anual parcelado em 12 vezes:

Tela de pagamento da Adobe, com um formulário de endereço de e-mail e o resumo do pedido, destacando o plano anual parcelado.
Imagem: Adobe/Reprodução.

(Está sobrando dinheiro aí? Outra opção é pagar a anuidade numa tacada só, de R$ 2.580, e economizar 4% em relação à anuidade parcelada.)

Se você contratar a Creative Cloud pelo plano anual parcelado em 12 vezes — que, reforçando, é o padrão — e se arrepender no meio do caminho, de quanto é a mordida da Adobe? Até 14 dias, nada, zero, sem custo. Depois… bem, prepare o bolso. Esta página explica:

Se você cancelar mais de 14 dias após a compra inicial, seu pagamento não será reembolsável e poderá estar sujeito a uma taxa de cancelamento.

  • Plano anual pago mensalmente: após 14 dias, uma taxa de cancelamento de 50% do saldo restante de seu contrato pode ser aplicável. O serviço continuará em vigor até o final do período de faturamento do mês vigente.

Não sei se isso se enquadra em “dark pattern”, ou seja, um truque de interface e linguagem para direcionar os usuários a certo comportamento (no caso, assinar o plano anual), mas não é difícil imaginar alguém sendo pego de surpresa com a taxa de cancelamento, que dependendo de quando é aplicada, pode ser bem salgada — o cancelamento no segundo mês, por exemplo, geraria uma dívida de R$ 1.397, pelo cálculo (11 * 254) / 2.

A última atualização do Flash

A Adobe publicou, nesta terça (8), a última atualização do Flash Player, o formato que, em algum momento dos anos 2000, foi a promessa de futuro da web. (Aí o iPhone apareceu, ignorou o Flash e o resto é história.) O suporte ao Flash termina no próximo dia 31 e, a partir de 12 de janeiro, a Adobe bloqueará a execução de conteúdo em Flash. A empresa “recomenda fortemente que todos os usuários desinstalem o Flash Player imediatamente para ajudar na proteção de seus sistemas.” Via Adobe (em inglês).

Como consumimos vídeo online, segundo a Adobe

No início de junho a Adobe divulgou um relatório sobre consumo de vídeo online. Ele se baseia em números massivos: 201 bilhões de vídeos começados e 285 bilhões de autenticações em mais de 300 apps do tipo TV Everywhere, obtidos anonimamente via Adobe Analytics e Primetime.

A apresentação, acima, está recheada de dados interessantes, mas três chamam a minha atenção.

  1. A dominação da Apple. Quase um em cada quatro vídeos exibidos (24%) no primeiro trimestre de 2015 teve origem num dispositivo da empresa.
  2. Tablet. A frequência de vídeos vistos em tablets se igualou à de desktops (embora esse ainda ganhe em vídeos longos). Do relatório: “Na medida em que os dispositivos se tornam cada vez mais especializados, parece que um grande caso de uso para o tablet é atividades derivadas de lazer como consumo de vídeo.”
  3. Crescimento do conceito de “TV Everywhere,” ou seja, vídeo por streaming autenticado. Em relação ao ano passado, foi de 282%, puxado por dispositivos Apple e set-top boxes e sticks, como Apple TV e Roku.

Chrome bloqueará conteúdo Flash supérfluo automaticamente

Em um post no blog oficial do Chrome, Tommy Li, engenheiro de software do Google, anunciou uma novidade relacionada ao plugin nativo do Flash:

Quando você estiver numa página que roda Flash, pausaremos inteligentemente conteúdo (como animações em Flash) que não são centrais na página, enquanto manteremos conteúdo central (como um vídeo) rodando, sem interrupções.

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