[Review] Xperia T2 Ultra Dual: às vezes, parecer é o suficiente

20/6/14 43 comentários

Uma das últimas tendências no miolo da escala de preços dos smartphones é a das telas grandes, com tamanhos que vão de 5 a 6 polegadas. São aparelhos enormes com telas que, na vitrine, chamam a atenção e no bolso, incomodam. O Xperia T2 Ultra Dual é a aposta da Sony nesse emergente filão.

Outra tendência é a dos smartphones dual SIM. Enquanto o mítico topo de linha com suporte a dois SIM cards não vem, os intermediários seguem melhorando. Com configurações modestas, mas surpreendentemente melhores do que se poderia esperar, Xperia T2 Ultra Dual chega perto desse estado de união entre o melhor dos dois mundos. Quão perto? É o que descobriremos em mais uma análise. Continuar lendo [Review] Xperia T2 Ultra Dual: às vezes, parecer é o suficiente

[Review] Samsung Chromebook: um navegador é o bastante?

11/6/14 31 comentários

Faz algum tempo que o navegador passou a protagonista em desktops e notebooks de usuários casuais. A consolidação da web como plataforma tornou o Chrome e outros navegadores os apps campeões de uso, muitas vezes relegando o sistema operacional a uma base sem muita importância para as atividades do dia a dia.

Atento a isso, o Google criou um sistema operacional que é apenas um navegador, o seu navegador. O Chrome OS foi anunciado em 2010 e lançado um ano depois. No Brasil, os Chromebooks, como são chamados os notebooks que rodam o sistema, só chegaram agora, em 2014.

O modelo da Samsung em que escrevo este review e que será objeto de análise nas linhas que seguem se sobressai por peculiaridades em uma plataforma que, por si só, já levanta sobrancelhas e chama a atenção. Lá fora, é o Chromebook mais barato disponível, e foi o primeiro a vir com um SoC ARM, o que dispensa o uso de ventoinha para evitar que o processador frite. Ser diferente não é sinônimo de ser útil, então vejamos o que a Samsung preparou para convencer o consumidor de que, sim, um navegador é o bastante. Continuar lendo [Review] Samsung Chromebook: um navegador é o bastante?

[Review] G Flex: tela flexível, poderes de regeneração e alguns comprometimentos

23/5/14 2 comentários

Um smartphone grande chama a atenção, mas existe algo ainda mais chamativo: um smartphone grande e torto. Em todo lugar onde tirava (com um pouco de esforço) o G Flex, da LG, do bolso, as pessoas olhavam curiosas, perguntavam se estava tudo bem com ele e faziam cara de interrogação ao olhar para o aparelho curvado. Eu também fiquei assim quando o vi pela primeira vez. Passada a surpresa inicial, o que sobra? É o que responderei nos próximos parágrafos.

Um smartphone original por fora, mais do mesmo por dentro

O G Flex é um smartphone fora da curva. Custa caro, tem especificações boas e tecnologias pioneiras — além da tela flexível, o acabamento nas costas se regenera sozinho.

G Flex: lindo por fora, convencional por dentro.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Isso, a regeneração do plástico atrás, eu não testei, mas a demonstração dessa capacidade mutante é bem impressionante. Como contra, só a maior incidência de fiapos grudados e marcas de engordurar, maiores que a média. O toque nessa área é meio estranho também, parece que o plástico é “fofo”, mas na hora em que se aperta, ele não afunda. Na verdade tudo é meio esquisito ali atrás, para o bem e para o mal.

Os botões, todos concentrados na parte de trás, ainda preservam o frescor de novidade. Antes dele, somente o G2, onde essa intervenção fez sua estreia, e o G2 Mini trouxeram tal configuração. É… diferente, e ganha pontos positivos por liberar as laterais de botões. Na prática, entretanto, acabei não usando tanto esses botões em prol do knock on, uma opção que permite liberar e bloquear o aparelho dando dois toques na tela. Sempre uso isso quando disponível e é mais rápido e prático.

Os botões do G Flex ficam atrás.
Foto: Rodrigo Ghedin.

São poucas características que distinguem o G Flex do mar de smartphones high-end, mas em um segmento tão mais do mesmo, uma que seja já é suficiente para destacar algum modelo. Fora as três citadas acima, por dentro o G Flex é bem convencional: traz um Snapdragon 800, 2 GB de RAM e 32 GB de memória interna, especificações padrões dos aparelhos topo de linha do final de 2013, começo de 2014.

Apesar do tamanho, o G Flex é mais confortável de segurar do que outros de mesma estatura — no meu caso, uso o Lumia 1320 como parâmetro, o único outro de smartphone de 6 polegadas que já passou por aqui. Em relação ao modelo da Nokia, o G Flex é mais compacto; não sei dizer até que ponto a curvatura do corpo auxilia na ergonomia, pelo menos não em uso (na mão ou ao ouvido). No bolso ele se adapta melhor à coxa e embora ainda seja desconfortável na maior parte do tempo, vez ou outra dá para esquecer que o G Flex está ali.

A tela curva do G Flex

Para demonstrar a tela curva, um iPhone em cima do G Flex.
Foto: Rodrigo Ghedin.

As peculiaridades da tela vão além do seu formato côncavo. Ela nem precisaria ser assim. A sensação é que tanto LG, quanto Samsung com o Galaxy Round, “dobraram” suas telas para mostrar visualmente que elas têm essa propriedade. A grande vantagem da tecnologia, chamada P-OLED, é que por ser flexível ela não estilhaça quando se choca contra coisas duras, tipo o chão. Outro teste que não fiz por motivos óbvios, mas fica aí a esperança de que acidentes como este se tornem, no futuro, histórias para contarmos aos nossos netos.

Não duvido que lá na frente o P-OLED se prolifere e vire padrão na indústria. Antes disso, as fabricantes terão que contornar alguns inconvenientes vistos na tela do G Flex. Toda nova tecnologia tem, afinal, comprometimentos.

Não são problemas graves, só uns detalhes que em modelos AMOLED ou LCD atuais não são mais vistos. Começando pela resolução. Em um smartphone intermediário como o Lumia 1320 é compreensível a utilização de um painel HD (1280×720), afinal é preciso economizar em algum lugar para reduzir o preço final. O G Flex custa quase o dobro do Lumia 1320, é caríssimo sob qualquer ponto de vista, de modo que não há desculpa financeira para não trazer uma tela Full HD. A tecnologia simplesmente não está madura o bastante para alcançar esse nível.

Essa resolução não costuma ser ruim em telas menores — vide as do Moto X e Nexus 4, ambas com 4,7 polegadas e nenhuma reclamação em termos de definição ou qualidade. Espalhar a mesma quantidade de pixels em uma área maior, de 6 polegadas, é complicado. A densidade chega a 245 PPI, valor insuficiente para olhos mais críticos.

O P-OLED do G Flex funciona meio que como uma viagem no tempo para quem usou smartphones AMOLED há dois, três anos. Dependendo do ângulo, ela ganha uma tonalidade verde e algumas cores, como o azul claro (tipo os botões de responder nos comentários do Manual do Usuário) deixam um rastro ao rolar a página. Além do preço de etiqueta, existem outros que early adopters costumam pagar. No caso do G Flex, uma tela aquém do que se espera de um smartphone topo de linha em 2014.

Desempenho, personalização e autonomia

G Flex de costas.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Não há muito do que queixar em relação ao uso do G Flex, salvo o malabarismo que é preciso fazer nas tentativas de manuseá-lo com uma mão — a maioria, frustrada. Nesse sentido, aliás, o Android da LG traz alguns truques para aproveitar a grande área útil disponível, sacadas legais como a fileira extra de números do teclado, a capacidade de jogá-lo para um dos lados a fim de facilitar a digitação com uma mão, e a divisão de dois apps na tela.

Além desses mimos úteis, esse Android (versão 4.2.2) ainda recebeu um tratamento estético parcial bem-vindo. O esqueumorfismo visto em smartphones anteriores da LG deu lugar a um padrão de ícones flat bem bonitos. Pena que as alterações estéticas se restringiram a eles; menus e outros elementos continuam com um visual de gosto duvidoso, e a salada nas configurações típica da empresa ainda se faz presente.

São tantas opções que, agora, a área de ajustes foi dividida em quatro partes. E piora: as melhores vêm desativadas por padrão, coisas como o método “swipe” do teclado, a firula que mantém a tela acesa quando a câmera frontal detecta um par de olhos a encarando, e aquela outra de silenciar uma chamada virando o aparelho de costas na mesa. Eu me pergunto o porquê dessas decisões, coisas que só não me intrigam mais do que o ringtone padrão para tudo fora ligações, o “life is goooood”. Não se ofenda, LG, eu sei que é seu slogan e até acho ele simpático, mas como ringtone, e com essa entonação, é um negócio bem irritante.

São problemas de usabilidade e complicações desnecessárias feitas em uma área ganha — bastaria usar o Android padrão do Google e acrescer os mimos positivos que estão enterrados ali nos ajustes. Ainda assim, não são impedimentos absolutos, nem algo muito grave na experiência de uso. Apesar de tentar, a LG ainda não conseguiu inviabilizar o uso do seu ótimo hardware. Dá para ser feliz com o G Flex, e boa parte disso decorre do ótimo desempenho que ele apresenta.

A bateria tem 3500 mAh e apenas compensa o tamanho do aparelho e da tela, que deve consumir mais energia do que modelos menores. Consegui sair de casa e voltar com energia em níveis pouco acima do que testemunho diariamente com um iPhone 5. Não salta aos olhos, mas dificilmente te deixará na mão.

Câmera

A câmera do G Flex tem 13 mega pixels e é apenas mediana. Ela apresenta algumas tendências meio chatas, especialmente a lentidão: nos testes, é comum ela recorrer a velocidades que variam de 1/20 a 1/30, o que pode ser tempo demais para fotos mais rápidas. Resultado: borrões nas suas fotos. A presença de um sistema de estabilização de imagens poderia amenizar esse problema, mas ele não existe.

Achei também o pós-processamento um pouco agressivo às vezes, o que prejudica o detalhamento e deixa alguns elementos, como rostos humanos, artificiais.

É uma câmera que poderia estar em qualquer modelo intermediário ou topo de linha, só não em um dos mais caros do mercado. Várias outras, de smartphones mais baratos, apresentam resultados melhores. No fim, ela não o deixa na mão, mas que exige mais do fotógrafo — cuidados com a iluminação, firmeza na hora do disparo, atenção aos modos disponíveis, como o HDR e por aí vai.

Alguns exemplos:

Exemplo de foto com o G Flex.
Velocidade de 1/30 com luz do sol resultou nisso. Foto: Rodrigo Ghedin.
Exemplo de foto HDR do G Flex.
HDR, velocidade 1/150. Foto: Rodrigo Ghedin.
Crop em 100% de uma foto feita com o G Flex.
Crop 100%, velocidade 1/2272. Faltou detalhamento na bomba de combustível. Foto: Rodrigo Ghedin.

Veja essas e outras imagens, em resolução natural, nesta galeria.

Boas ideias que precisam amadurecer

Com 6 polegadas, o G Flex é grande.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Há muito a se gostar no G Flex. Sua tela é charmosa (e legal para ver vídeos, faltou dizer!), a durabilidade é maior que a média graças ao painel P-OLED e à carcaça que se regenera, e apesar de persistir em alguns erros típicos dos seus Android, a LG mostrou que tem algum senso estético em software com o novo pacote de ícones.

Para quase tudo o que tem de bom, porém, sempre vem um “mas” na sequência. Ora é pela limitação da tecnologia, como os inconvenientes da tela; ora por decisões controversas nos rumos tomados no projeto, como as intervenções no Android. Na média o G Flex é um smartphone bacana, mas funciona melhor como curiosidade tecnológica do que como companheiro para o dia a dia.

E o preço agrava essa declaração: ele custa muito caro. R$ 2.699, para ser exato, ou, procurando bem, por até cerca de R$ 2.300 em lojas do varejo confiáveis.

O G Flex é quase uma prova de conceito. Como tal, ele cobra duas vezes, primeiro na fatura do cartão, depois nos poréns do uso cotidiano. Em outras palavras, com esse valor é possível pegar um smartphone que que faz mais e melhor, só que com a tela reta e dura. Não só possível, como recomendável.

Apesar das ressalvas, no geral gostei e vejo com bons olhos experimentações do tipo no segmento. Alguém tem que começar com essas novidades e de qualquer maneira acredito que a LG não colocou o G Flex no mercado esperando vender horrores. Seja lá quais foram seus motivos, méritos a ela por dar a cara a tapa e tomar a iniciativa.

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[Review] Lumia 1320, um Windows Phone enorme com crise de identidade

14/5/14 11 comentários

Qual o limite físico para um smartphone? A resposta a essa questão, hoje, pode estar ultrapassada na próxima geração de celulares espertos. Afinal, quem imaginaria alguns anos atrás que aparelhos com telas de 6 polegadas seriam não só aceitáveis, mas desejáveis? De olho nessa demanda, a Nokia anunciou não um, mas dois modelos grandalhões: o topo de linha Lumia 1520, e o intermediário Lumia 1320, que agora passa pela análise do Manual do Usuário.

Se a tela chama a atenção, em outros aspectos tão importantes quanto o Lumia 1320 não salta à vista. Ele é o ápice de uma tendência recente e disseminada, a de colocar configurações medianas atrás de telas enormes numa tentativa de levar o conforto e prazer visual de modelos caríssimos, como os da linha Galaxy Note, da Samsung, a bolsos menos privilegiados.

Recentemente vimos aqui, por exemplo, o Xperia C, smartphone da Sony com tela de 5 polegadas e configurações que não convencem. Mas e nesse caso do Lumia 1320, no que a mistura resulta? O Windows Phone pesa a favor ou contra no uso diário? Essas e outras perguntas, respondidas abaixo.

Cara de high end, tamanho de gente (muito) grande

O tamanho do Lumia 1320 intimida.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A linha Lumia, da Nokia, vai de modelos simples e baratos até os super avançados, com tecnologias inovadoras, algumas inigualadas, e que cobram um preço alto por isso. Apesar da flexibilidade em preço e qualidade, uma coisa não muda: a identidade visual dos smartphones.

Seja um Lumia 520, seja um 1520, é fácil identificá-los como membros de uma mesma família. Apesar dessa uniformidade, existem algumas rupturas estéticas entre esses celulares irmãos. O Lumia 1320 combina mais com modelos que não foram grandes destaques da Nokia, casos do Lumia 820, ou Lumia 620. Os cantos arredondados e a câmera simples no corpo são os maiores indicativos de que não temos aqui um “garoto propaganda” da Nokia, muito menos um que brilhe em configurações.

A crítica acima não significa, em absoluto, que o Lumia 1320 é feio. Ele é um smartphone sem invencionices que deve agradar a um público maior do que outros mais arrojados, como o Lumia 1020 e seu calombo traseiro. São poucos botões, os tradicionais/obrigatórios do Windows Phone, dois conectores, um para os fones de ouvido em cima, outro para o cabo microUSB embaixo, e os três botões táteis frontais do sistema da Microsoft. As câmeras são discretas, bem como os microfones e saídas de áudio. É um aparelho que exala sobriedade, e talvez em excesso: ele chega a flertar com a falta de inspiração.

Bordas arredondadas do Lumia 1320.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Embora prefira os modelos mais ousados, é impossível reunir críticas consistentes ao design do Lumia 1320 com uma exceção inescapável: seu tamanho. E olha que a Nokia ainda tentou, com alguns artifícios ergonômicos, mitigar esse “problema”: vistos isoladamente, alguns atributos físicos parecem exagerados, mas colocados em contexto (afinal, estamos falando de 6 polegadas de tela), a espessura de 9,8mm e o peso de 220g não transforma o aparelho em um trambolho. Pelo contrário, ele parece mais fino e mais leve do que os números nos levam a pensar.

O problema é que não há mágica ou engenharia que consiga tornar as outras medidas espaciais, 164,2mm de altura e 85,9mm de largura, confortáveis. É impossível manejar o Lumia 1320 com apenas uma mão e colocá-lo no bolso é, para dizer o mínimo, desconfortável. Ações triviais, como sentar-se em uma cadeira, entrar no carro e até mesmo andar não podem ser feitas sem que aquele volume no bolso não se faça sentir. O Lumia 1320 te lembra sempre da sua presença, ininterruptamente, e essa atenção obsessiva não é exatamente um ponto positivo. É incômoda.

Tela grande, especificações nem tanto

As configurações do Lumia 1320 estão longe de serem ruins. No período de testes, ele não demonstrou lentidão, ou me fez esperar muito por qualquer comando – salvo o irritante “Retomando…” ao voltar em apps, mas aí é coisa do Windows Phone já que ainda está para nascer hardware capaz de evitar esses pequenos atrasos na multitarefa. Ele é, para todos os efeitos, tão rápido quanto outros modelos topo de linha que vieram antes, como os Lumias 920, 925 e 1020.

Lá dentro, temos um SoC Snapdragon S4 com processador dual core rodando a 1,7 GHz, combinado com 1 GB de RAM e apenas 8 GB de memória interna – com generosos 7,28 GB de espaço para o usuário, é verdade. Se o Lumia 1320 sobra em desempenho, em outros aspectos, começando pelo espaço para armazenar apps, jogos, fotos, músicas e outros arquivos do usuário, ele poderia ser melhor.

Nesse caso específico, existe um slot para cartão microSD (até 64 GB), acessível ao remover a tampa traseira. É suficiente para aliviar a falta de espaço, mas não é o ideal. (Embora a tampa seja removível, a bateria não é. Essa configuração, que vem aparecendo com frequência na indústria, permitem armazenar cartões, como o SD e o SIM card, sem comprometer a estética, além de permitir a troca de capas, um ponto de personalização que, aparentemente, as pessoas gostam bastante.)

Lumia 1320 suspenso.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A tela do Lumia 1320 chama a atenção pelo tamanho – ainda são raros e, portanto, impressionantes smartphones enormes. Além de grande, a tela é bem boa: responde bem aos toques, os ângulos de visão são bem amplos, a fidelidade de cores, acertada. Ela também é brilhante e conta com algumas tecnologias de melhoramento da Nokia, como a ClearBlack, que dá um reforço nos pretos, algo importante por se tratar de um painel IPS e não AMOLED, que leva vantagem na reprodução dessa cor.

Tudo muito bonito, tudo muito bom, com uma exceção: a resolução. O Lumia 1320 tem resolução HD – 1280×720. É uma resolução alta. Já disse, em outras oportunidades, que ela pode ser suficiente, mas desde que outra medida, o tamanho físico da tela, não seja tão grande quanto 6 polegadas. Feitas as contas, ficamos com 245 pixels por polegada, uma densidade que, para uma tela desse porte, se faz notar de um jeito negativo.

Comparativo entre Lumia 920 e Lumia 1320.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Vista sozinha, a tela do Lumia 1320 dá sinais de que faltaram pixels. Não que ela seja ilegível, ou ruim de modo geral, mas textos menores não são tão definidos quanto em telas mais densas, e ícones e textos pequenos mostram serrilhados com os quais não estamos acostumados há pelo menos dois anos em dispositivos de ponta. Se colocada ao lado de uma tela mais densa, como a do Lumia 920/925 (mesma resolução, mas com 4,5 polegadas), as deficiências de uma tela tão grande com uma resolução intermediária ficam mais evidentes.

Mais uma vez esse modelo revela que é, afinal, um intermediário – longe de ser ruim, mas cheio de características que não chegam ao que existe de melhor hoje no mercado. A resolução menor traz um efeito colateral positivo, a economia de energia. Ele meio que se anula ante a tela enorme (iluminá-la deve consumir muita bateria), mas é aí que o tamanho físico do Lumia 1320 traz o trunfo definitivo para uma longa autonomia: ele permite acomodar uma bateria enorme, com 3400 mAh. É uma carga altíssima, suficiente para ficar um dia e meio, até dois de uso intensivo longe da tomada. Raras são as baterias que chegam a esse patamar, nesse ritmo de uso. A do Lumia 1320 é uma dessas poucas e merece elogios portanto.

A câmera indiferente do Lumia 1320.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Fechando o rol de configurações, a câmera também não chama empolga. Tem 5 mega pixels e nada que lembre a qualidade dos Lumias com tecnologia PureView. Espere dela o mantra para câmeras em celulares que, nos últimos anos, apenas modelos topo de linha têm conseguido ultrapassar: quebra o galho com bastante luz, vai se tornando cada vez mais inútil na medida em que a escuridão aumenta.

Alguns exemplos:

Pudim ao ar livre: bom (nos dois sentidos).
Esta foto ficou tão boa quanto o pudim — cortesia do Sol.
Sem luz natural, a câmera do Lumia 1320 decepciona.
À noite, o ruído fica bem aparente e é mais difícil focar.
O Lumia 1320 não resiste ao teste da foto com luz artificial.
Crop em 100%. Repare como há bastante ruído e perda de definição.

Para ver essas e outras fotos em resolução máxima, visite esta página.

O Lumia 1320 é um smartphone a procura de público

Detalhe na tela do Lumia 1320.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Desde que liguei o Lumia 1320 pela primeira vez, venho tentando entender a quem ele se destina. Smartphones grandes costumam trazer configurações de ponta, o que não é o caso. Modelos intermediários têm telas mais mundanas, de apelo maior. Novamente, não é o caso. Talvez o público que coloca tela gigante como prioridade seja relevante o bastante para levar a Nokia a construir algo como o Lumia 1320, um smartphone que tem cara de high end, mas não passa perto de ser um.

Apesar dessa crise de identidade, o fator preço pode pesar favoravelmente e tornar o Lumia 1320 um sucesso comercial. Seu sugerido é de R$ 1.399, o que coloca em uma disputa ingrata com smartphones Android superiores, como Nexus 5, Moto X, G2 e Galaxy S4. Mas em promoção, o Lumia 1320 já rompeu a barreira dos R$ 1.000. Aí, nesse patamar, as coisas ficam mais interessantes: é um valor condizente com o que ele oferece e, de quebra, o consumidor interessado ainda leva uma telona para casa – para o bem e para o mal, ainda é um grande diferencial nessa faixa de peço.

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[Review] Xperia E1: um ano e recursos melhores fizeram bem ao smartphone básico da Sony

5/5/14 4 comentários

A matemática nos smartphones de entrada é ingrata. Conciliar bom desempenho com preços baixos é um trabalho difícil e que raramente alcança o resultado desejado – vimos isso na prática com o teste de smartphones abaixo de R$ 500. Um deles, o Xperia E, amargou uma das últimas posições. Se o mesmo comparativo for feito com a safra 2014 de modelos baratos, porém, é bem provável que seu sucessor, o Xperia E1, se saia melhor. A Sony aprendeu a lição, melhorou pontos-chave no seu modelo mais simples e conseguiu chegar a um smartphone barato e bem honesto.

Além do preço, o marketing da Sony aposta muito em música para destacar o Xperia E1. Ele tem um alto-falante de 100 decibéis, os tratamentos de áudio de modelos superiores, como xLOUD e Clear Phase, e um botão físico no topo que abre o player de música Walkman mesmo quando o sistema está bloqueado.

Vídeo

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Do Xperia E para o Xperia E1, melhorias significativas

Cortina de notificações do Android no Xperia E1.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Era difícil encontrar pontos positivos no Xperia E, o antecessor do Xperia E1, lançado em 2013. A resolução da tela era baixíssima, o processador, fraco além do aceitável. Usá-lo, mesmo para as ações mais banais, era uma tarefa frequentemente irritante.

Nesse intervalo de um ano que separou as duas gerações do Android de entrada da Sony, a empresa tratou de sanar alguns dos pontos mais críticos. Eram muitos e, nessa, uma ou outra coisa evoluiu pouco ou permaneceu estagnada (casos da câmera e RAM, idênticas em ambos). As partes que mais fazem diferença no dia a dia, porém, receberam a atenção devida e o resultado disso é um smartphone que não chega a ser um deleite, mas que responde bem a maioria dos comandos do usuário.

Saiu o processador de um núcleo rodando a 1 GHz do Xperia E. Em seu lugar, temos um Snapdragon 200 com CPU dual core rodando a 1,2 GHz. Em conjunto com GPU, uma versão mais moderna da Adreno (302, contra a 200 do anterior), o processador principal dá conta de abrir apps, alternar entre eles e até rodar alguns jogos mais ou menos intensivos, como Subway Surfer, sem engasgos.

Se tivesse mais RAM, talvez o Xperia E1 entrasse naquela categoria de smartphones surpreendentes. Não é o caso, já que ele manteve os 512 MB da geração passada e, embora exista a promessa de atualização, saiu de fábrica com o Android 4.3 – a última versão, 4.4, alivia o uso de memória para permitir que smartphones com restrições nesse departamento rodem melhor. Não dá para prever como será seu comportamento após receber essa atualização, mas tomando por base o que ele já oferece, as expectativas são boas.

A falta de memória cobra seu preço, sem surpresa, onde ela é mais requisitada: navegação web e multitarefa. A câmera também sofre um pouco para abrir e se tornar usável; são alguns poucos segundos que podem ser demais para registrar um momento. Apesar desses problemas pontuais, no geral o desempenho do Xperia E1 é satisfatório para o que ele custa e em algumas situações, como ao digitar na tela sensível a toques, gera respostas melhores do que modelos superiores, como o Xperia C da própria Sony (esse, com um SoC MediaTek quad core de 1,2 GHz). Curiosamente, também em espaço interno o Xperia E1 fica na dianteira: ele traz os mesmos 4 GB de memória, mas disponibiliza 2 GB para o usuário, contra 1,2 GB no Xperia C.

O potente alto-falante do Xperia E1.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Outro ponto em que deixa o irmão mais velho citado acima para trás é a tela. É menor, sim, mas 4 polegadas é um tamanho legal. A resolução também é pouca coisa menor, 480×800; feitos os cálculos para determinar a densidade de pixels por polegada, o Xperia E1 se sai vitorioso com 233 contra 220 PPI. Nada que salte à vista, mas no fim a tela desse aqui é superior – por ser fisicamente menor, os pixels ficam mais unidos e menos distinguíveis.

É uma tela bacana. Não excepcional, mas longe de ser ruim. O que pode desapontar muita gente é aquele velho problema da linha Xperia com os ângulos de visão. O painel usado na construção da tela do Xperia E1 é de TFT, tecnologia que, nas mãos da Sony, gera ângulos bem limitados sob a pena da perda de contraste caso alguém decida encará-la de lado.

Por fim, a bateria. Ela cresceu um pouco, saindo dos 1530 para 1700 mAh. Na prática, dá para passar um dia de uso normal sem se preocupar com tomada, e sem recorrer ao modo Stamina, um comando nas configurações do sistema que desativa várias conexões e reduz a frequência do processador para economizar bateria. Em comparação ao parâmetro “um dia longe de casa” que uso nas análises subjetivas do Manual do Usuário, a bateria do Xperia E1 se mostrou um pouco acima da média.

Som na caixa!

Botão Walkman do Xperia E1.
Foto: Rodrigo Ghedin

A menos que você esteja em casa sozinho ou com amigos que estão na mesma vibe, ouvir música no alto-falante do smartphone é, no mínimo, deselegante com as outras pessoas no recinto. É sempre bom ter isso em mente, mas com um Xperia E1, vale reforçar a mensagem: o áudio que sai da parte de trás do aparelho é alto, chega a 100 decibéis.

Player de áudio padrão nos smartphones da Sony.
Walkman.

Esse volume não é suficiente para animar uma festa, mas é capaz de se fazer ouvir. Com o xLOUD, uma tecnologia da Sony que dá um impulso nos graves das músicas, a sensação é de que o som é ainda mais alto. Fazer barulho é um dos chamarizes do Xperia E1, e algo tão incentivado que a Sony até incluiu um botão físico dedicado para abrir o player Walkman no topo do aparelho.

Não dá para discutir que o Xperia E1 toca música em uma altura considerável – praticamente a mesma do iPhone 5, cujo alto-falante é mesmo alto. Infelizmente, a qualidade não acompanha o volume mesmo em canções não muito elaboradas. Distorções são facilmente percebidas, há estouros recorrentes e na maioria das músicas ouvi-las em volume máximo é uma experiência desagradável.

A situação é análoga à recente onda de smartphones intermediários com tela gigante: não adianta nada trazer muitas polegadas se a resolução não acompanha. O que a princípio é uma vantagem acaba se tornando um estorvo, e as telas de Xperia E1 e Xperia C ilustram muito bem esse dilema. No áudio do Xperia E1, qual a vantagem de fazer barulho se não for com qualidade minimamente aceitável? Há quem goste, mas o apelo se perde totalmente entre aqueles que procuram um bom sistema de som móvel para curtir músicas, jogos e vídeos.

Acabamento – no hardware e no software

Botões físicos na lateral do Xperia E1.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Existe uma corrente que vê nas 4 polegadas o ponto perfeito de equilíbrio entre tamanho de tela e ergonomia do smartphone. Mesmo sendo mais grosso, mais largo e mais baixo que os últimos iPhones, o Xperia E1 meio que reforça essa corrente: é um aparelho confortável de segurar e carregar no bolso, sem comprometer a área real que os apps têm para exibir seus conteúdos.

As bordas são destacadas, mas menos que em modelos superiores da linha Xperia. Na verdade, está dentro do aceitável. Ele poderia, isso sim, ser um pouco mais fino, embora o acabamento arredondado das laterais ajude a melhorar a empunhadura. Todo de plástico, o da tampa traseira e beiradas tem uma textura áspera que ajuda a dar firmeza, ainda que isso sacrifique a estética – parece um negócio mais barato do que é de fato.

O Xperia E1 pesa 120g, o que é pouco. Na mão, parece muito pouco. A sensação é de que está faltando alguma coisa, talvez a bateria, o que explicaria a leveza além do confortável. Dá para removê-la sem maiores problemas, bem como espetar um cartão microSD de até 32 GB retirada a tampa, mas esse peso é com ele ligado e, obviamente, a bateria lá dentro.

O desenho desse smartphone é bastante conservador, a disposição das teclas segue o padrão recente da Sony e não existem surpresas. A grade do alto-falante traseiro é destacada, ainda que o local de onde sai o som mesmo seja uma área retangular menor.

A única coisa que foge do lugar comum é a presença de não um, mas dois LEDs. O de notificações fica no topo superior esquerdo, é pequenino e discreto. Outro, na borda inferior frontal, é acionado quando algum app em tela cheia da Sony, como o Walkman e o visualizador de fotos, é aberto. Ele é bem mais legal, e é estranho a Sony não tê-lo adotado como LED principal. Talvez para economizar bateria?

Este LED não é o de notificações.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A abordagem pé no chão continua no software. A Xperia UI se faz presente mais uma vez e, como já disse em outras oportunidades aqui, apesar das falhas ela tem mais acertos do que erros.

Rolaram algumas adaptações para as limitações técnicas do Xperia E1, como a remoção dos apps flutuantes acessíveis a partir da tela de multitarefa, mas tudo o que se aplica levando em conta as restrições do hardware está disponível: os atalhos rápidos da cortina de notificações, os apps exclusivos para consumo/compra de conteúdo multimídia, temas, otimizações de áudio e (poucos) mini-apps da câmera.

A maturidade da Xperia UI chama a atenção. Ainda não usei um Android da Sony por períodos muito longos (leia-se qualquer tempo acima de dois meses); comparando essas mexidas com as de outras empresas nos prazos relativamente apertados que tenho para avaliar smartphones, as da Sony se sobressaem positivamente. Não supera o Android purista da linha Nexus e dos últimos aparelhos da Motorola, mas se for para modificar, que seja assim: com adições pouco intrusivas e realmente úteis no dia a dia.

Câmera

A câmera do Xperia E1 é a mesma do Xperia E.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Não preciso me alongar muito nesse ponto porque, como dito lá em cima, a câmera do Xperia E1 é a mesma do modelo anterior. Ela segue com foco fixo, resolução de 3,15 mega pixels e filmagem em WVGA (800×600). E, como é de se esperar em smartphones de entrada, cheia de ruídos e com definição baixíssimas. É o tipo de câmera que serve para flagrantes da vida, mas que lá na frente você se arrependerá de ter usado em momentos importantes.

Não dá para contar com o Xperia E1 na hora de fazer fotos, nem mesmo se forem apenas para redes sociais. A qualidade das imagens é baixa e nem uma pós-produção caprichada consegue amenizar as fraquezas dessa câmera. Como quase sempre imagens falam mais que palavras, e esse é um dos casos, alguns exemplos feitos com o Xperia E1 (no vídeo review, lá em cima, tem uma tomada em vídeo):

Falta definição.
A falta de definição é gritante nesta foto.
Exemplo de foto feita com o Xperia E1.
Cores um tanto lavadas.

Aqui tem uma galeria com essas e outras fotos em resolução natural.

Simples, honesto, direto

Xperia E1 no detalhe.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O Xperia E1 começou a ser vendido no Brasil em abril. Ele está disponível em três cores (preto, branco e roxo), e em três versões: uma simples, com apenas um SIM card; outra, a testada aqui no Manual do Usuário, com suporte a dois SIM cards; e uma terceira, com dois SIM cards e receptor para TV digital. Preços? R$ 449, R$ 549 e R$ 599, respectivamente.

Pelo que cobra e pelo que entrega, é um aparelho bem bom. Geralmente, a faixa abaixo dos R$ 500 é tomada por modelos que, se não decepcionam como um todo, sempre trazem um ou outro aspecto que beira o inaceitável. Com o Xperia E1, isso não rola. Poderia ter mais RAM, e a câmera poderia ser melhor, mas de qualquer forma ele supera as expectativas. Para quem está em busca de um smartphone quebra-galho barato ou quer ter um Android que não dê nos nervos, é uma boa recomendação.

Compre o Xperia E1.

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Comprando pelos links acima o preço não muda e o Manual do Usuário ganha uma pequena comissão sobre a venda para continuar funcionando. Obrigado!

Windows 8.1 Update: outro passo para agradar quem usa teclado e mouse

10/4/14 7 comentários

O Windows 8.1 Update avança mais um pouco para fechar o círculo que começou com o Windows 8, avançou com o Windows 8.1 e caminha, com a volta do menu Iniciar e apps modernos em janelas flutuantes, para seu fechamento em breve — em outras palavras, para voltar ao local de onde saiu. Já disponível gratuitamente via download a todos os usuários do Windows 8 e 8.1, instalei a atualização aqui e mexi um pouco nela para contar o que, afinal, mudou.

Não fique decepcionado, mas se você sempre ignorou os apps modernos, não mudou nada. Mais detalhes a seguir. Continuar lendo Windows 8.1 Update: outro passo para agradar quem usa teclado e mouse

[Review] Xperia C, o smartphone grandalhão e dual SIM da Sony

7/4/14 100 comentários

Em um mundo ideal todo mundo compraria e usaria smartphones topos de linha. Eles são mais rápidos, bonitos, telas deslumbrantes e câmeras que rivalizam com as dedicadas mais simples. Esse mundo ideal não existe, então as fabricantes “deterioram” seus melhores projetos para diminuir os preços e levar a maravilha do smartphone moderno a mais pessoas.

No caso da Sony, quem não pode bancar um Xperia Z1 tem, entre outras opções, o Xperia C. Por menos da metade do que custa o irmão mais caro, esse grandalhão desajeitado e que aceita dois SIM cards é capaz de deixar seu dono plenamente satisfeito? É o que descobriremos neste review. Continuar lendo [Review] Xperia C, o smartphone grandalhão e dual SIM da Sony

[Review] G Pad 8.3, o bom retorno da LG aos tablets

11/3/14 16 comentários

Por um bom tempo tablets Android viveram à sombra do iPad. Diferentemente do que acontece nos smartphones, onde o sistema do Google evoluiu melhor e hoje rivaliza em qualidade com o iOS, nos tablets a competição sempre foi mais complicada. Tanto que após algumas tentativas, fabricantes como a LG pararam a fabricação de tablets por um tempo.

O G Pad 8.3 marcou o retorno da sul coreana ao segmento de tablets pouco mais de um ano após ela anunciar que “daria um tempo” no segmento. Com tamanho intermediário, boas especificações e as profundas modificações que a LG costuma empregar no Android, o que esperar dele? Trata-se, afinal, de um retorno triunfal, ou apenas um tímido, quase dispensável? É o que descobriremos agora. Continuar lendo [Review] G Pad 8.3, o bom retorno da LG aos tablets

[Review] Xperia Z1, o smartphone à prova d’água e com algumas peculiaridades

27/2/14 42 comentários

Com tantos smartphones topo de linha rodando Android, cada fabricante busca diferenciais para o seu. É assim desde os primórdios. No Xperia Z1 a mão da Sony se nota em duas áreas: acabamento do hardware e serviços extras.

Lançado em setembro de 2013, o Xperia Z1 é muito bonito. Ele converge algumas tecnologias e serviços de outros setores da Sony, um esforço conjunto que casa com a nova política de foco em mobilidade, fotografia e jogos divulgada recentemente pela empresa. Adianto que, na prática, esse smartphone me agradou mais do que eu, com meu preconceito com modificações no Android, esperava. Há deficiências, sim, mas há mais coisas para se gostar do que as que incomodam.

Com acabamento premium, serviços da Sony e uma câmera promissora de 20,7 mega pixels, o Xperia Z1 tem o suficiente para se destacar? É o que veremos em mais um review no Manual do Usuário. Continuar lendo [Review] Xperia Z1, o smartphone à prova d’água e com algumas peculiaridades

[Review] Lumia 1020, que bela câmera você tem

10/2/14 12 comentários

Quando o 808 Pureview foi lançado a Nokia já tinha em seu portfólio aparelhos rodando Windows Phone. Dizem nos bastidores que a primeira câmera de 41 mega pixels em um smartphone saiu com o Symbian, na ocasião já condenado pelo CEO Stephen Elop, porque o projeto era antigo, fora iniciado antes do acordo com a Microsoft e, portanto, otimizado para aquele combalido sistema.

Claro que era questão de tempo, dado o comprometimento da Nokia com a Microsoft, para que a mesma tecnologia migrasse para um Windows Phone. Tivemos um teaser com o Lumia 920, equipado com uma câmera também chamada Pureview, mas com “apenas” 8 mega pixels. O que todos esperavam, mesmo, era o Lumia 1020.

O número de mega pixels impressiona, são 41, mas ele se traduz em fotos realmente boas? Venha comigo e descubra. Continuar lendo [Review] Lumia 1020, que bela câmera você tem