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Post livre #278

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

169 comentários

  1. (E novamente sobre o post do Ghedin no Twitter sobre a influência das invenções de bilionários e o suposto equilibrio que a invenção compensa seus reveses….)

    Acabei de ver um vídeo de um canal chamado “Dylan`s Travel Reports”, que é (mais um) canal sobre viagens, mas bem voltado a trens, tal como o Simple Railways, que já falei por aqui.

    Dylan fez um teste bem simples de tempo de viagem entre dois modais diferentes, comparando uma viagem entre Londres e Edimburgo, na Inglaterra. Uma viagem feita de trem (existem trens de alta velocidade por lá), e outra de avião. No entanto, ele considerou TODA a viagem, incluindo as viagens de comutação (caminhadas, metrôs e bondes por exemplo) e tempo de espera.

    A diferença de tempo de ambos deu de apenas 10 minutos.

    https://www.youtube.com/watch?v=v6MGpvuCKD8

  2. Existe algum agregador de email seguro, sem rastreamento e tal? Uso o Spark (que não tenho conhecimento das práticas) e queria mudar :)

    1. O Spark passa os e-mails por um servidor deles, né? Isso me deixa com um pé atrás. Um bom cliente de e-mail não tem esse intermediário; ele apenas te conecta ao seu servidor. Tem alguns que fazem isso — Mail.app (iPhone/macOS), Outlook, K9, Thunderbird, Geary (Linux)… E você pode usar o app/site web do seu provedor mesmo, como Gmail/Fastmail/Outlook.com.

  3. Há alguma forma de contribuir com o MdU de forma esporádica? Vi apenas formas de fazer assinatura, mesmo acessando diretamente no Picpay e atualmente não estou em condições de assumir esse compromisso, mas ocasionalmente daria.

    1. O apoio por Pix e boleto é anual. No valor mínimo, sai R$ 108.

      Infelizmente não tem um meio termo, nem abrimos para colaborações pontuais, porque isso acrescentaria muita complexidade ao gerenciamento, que já é bem chatinho de fazer (quase 100% manual).

  4. Qual a melhor conta corrente/digital, com cartão de débito (só débito, sem crédito), para um adolescente? O objetivo é que ele cuide sozinho do dinheiro, por isso a conta/aplicativo não pode dar brecha para cagadas muito grandes, tipo contratar cartão de crédito ou empréstimo.

    1. Sei que o Next, do Bradesco, tem uma iniciativa nesse sentido. Mas não conheço o produto para recomendá-lo.

    2. O C6 permite a emissão de um cartão somente débito. Acho que o MercadoPago também.

      Outra possibilidade, que eu particularmente usei, é abrir uma conta pelo Itaú pelo app. Eles oferecem cartão de débito apenas e não deixa de ser digital, pois eu nunca precisei ir à agência. O único ponto ruim pro seu caso, é que o titular pode pedir análise de crédito e, a partir disso, contratar empréstimo.

    3. Tou de olho neste fio pois queria ver algo assim para mim também.

      Eu ia ver o Recarga Pay (por causa dos Cashbacks) e Mercado Pago. No entanto, o Recarga Pay cobra alguns tipos de cobrança ou até mesmo alguns depósitos (há limite do quanto pode ser depositado), e tenho suspeita que se eu usar o Mercado Pago, seria obrigado a declarar imposto de renda mesmo sem ganhar mais de 3 mil reais por mês.

      1. Mas você é adulto! Pode usar qualquer dessas carteiras digitais, como Nuconta, Mercado Pago ou Inter, sem problema — basta não contratar os serviços de crédito.

        Quanto ao imposto de renda, ter conta em banco digital não é critério que obriga a declaração de renda, mas o piso é menor que esse que você citou. Este ano foi de R$ 28.559,70 em renda tributável (~R$ 2,4 mil/mês) ou R$ 22.847,76 para quem recebeu auxílio emergencial, incluindo o valor do auxílio.

        Aqui tem mais detalhes.

    4. Solução mais simples e gratuita que achei foi abrir uma conta poupança na CEF pro meu filho adolescente, com o qual ficava o cartão de débito.

      1. Tem o pagbank que usa a função crédito, mas só opera com dinheiro em conta, como se fosse débito.

  5. O ilustríssimo presidente insiste na tese do “hacker do bem” sobre a fraude na eleição de 2014. A tese da fraude se baseia em que por 271 vezes, o vencedor das parciais se alternou perfeitamente. Dilma, Aécio, Dilma, Aécio, etc.
    Como a maioria das coisas que o presidente fala, é mentira: https://twitter.com/TutoStudio/status/1417919889759682563

  6. Estou querendo aprender inglês com o aplicativo Duolingo. Não tenho objetivo de me tornar fluente mas sim ser capaz de ler e escrever inglês para acompanhar notícias e artigos estrangeiros, comunidades do Reddit e claro, memes sem recorrer ao Google Tradutor.

    Alguém tem experiência com o aplicativo?

    1. Não consegui me adaptar, prefiro o Kultivi por que há a presença de um tutor que explica as coisas.

    2. Tenho 128 dias de ofensiva com o Duolingo, uso ele 90% das vezes pelo computador. Meu nick é roddaxter (se quiser adicionar, tamo junto).
      O app é bom para praticar todo dia e é meio “bobinho”, mas ele te estimula a criar uma rotina de prática diária, que é o que eu busco.
      Antes de você entrar na lição tem 2 opções: “Explicação” e “Praticar”, e vale a pena ler a explicação com calma antes de começar os exercícios, ajuda bastante.
      Sinceramente, não acho ele suficiente pra ficar fluente, mas minha capacidade de leitura tá melhorando, e eu pratico um pouco todo dia. São os meus objetivos com ele, e recomendo pro teu caso.
      Quando tu perceber que chegou no limite de aprendizado com ele, aí sim tu vê uns cursos (online ou presencial, o que for melhor pra ti) pra melhorar teu inglês.

    1. Tchêêê… não cheguei a ler muito, pois, estou quase dormindo sentado, mas curti os teus escritos! Hoje dei uma lida rápida por alguns parágrafos e vi as fotos, mas amanhã eu leio com calma.

      E pombas, tua inspiração é o Neil Peart?! Estou lendo Ghost Rider. Que livro foda!

    2. Lhe invejo. Queria ter condições de fazer uma viagem parecida.

      No momento, só pondo minha cabeça em ordem.

    3. estou lendo o relato e to curtindo muito, como vc planeja as viagens? só pelo google maps? procurando as cidades próximas e vê o que tem de bom?

      no futuro pretendo comprar uma moto e fazer uma viagem assim com a namorada, acho muito legal (tanto é que na nossa lua de mel pretendemos fazer uma viagem por diversas cidades de MG, mas aí seria de carro)

      1. Interessante. Vou tocar nesse assunto num outro post mais especifico e compartilho aqui.

    4. se quiser transformar em livro, o Scriv é uma boa plataforma.

    1. excelente reflexão, gabriel.

      “Contudo, não creio que demore muito para que aplicativos de plataformas de streaming comecem a apresentar características de redes sociais, como stories ou avisos de novos programas assistidos por amigos e familiares. Um pesadelo foucaultiano nada improvável.”

      mas meu maior medo nem é que o spotify pegue na api da netflix a lista de filmes que assisti, pra poder sugerir suas trilhas sonoras para mim, por exemplo. é que eles saibam tudo que eu assisto, ouço, leio, curto etc, até que um governo totalitário domine tudo e exija-lhes que lhe concedam acesso pleno a tudo que sabem sobre mim. nenhuma big tech tem interesse em perseguir, prender ou matar alguém. governos totalitários, sim.

      1. O ruim é que o interesse das empresas de proteger esses dados contra governos autoritários vai apenas até a ameaça de suspensão de suas operações naquele país. Vide Apple e Google, na China.

  7. E o aumento de preços da Netflix? Pretendem continuar assinando? Que dizem sobre os concorrentes?

    1. Enquanto couber no orçamento, sim
      Usamos muito aqui em casa, o app é disparado o melhorr em tv velha
      e sou do demográfico que nem sabe o que é 4K (a tv é 720p inclusive)

    2. Já achava caro, esse aumento foi a gota d’água. Já avisei aqui em casa que vou cancelar. Ficar com Amazon Prime e HBO Max por enquanto.

    3. Cancelei a Netflix hoje. Já é um serviço que uso pouco, acabo consumindo mais Prime Video e Disney+, mas esse aumento pra mim foi desaforo, me recuso a pagar 55 por um catálogo que nem é tão bom mais (e 4K pra mim é requisito mínimo)

    4. Não acho que vale a pena com esse preço não…
      Gosto bastante do Mubi, tem um catálogo bem diverso, e o fato de ser feito por curadoria ao invés de algorítmos permite que eu me surpreenda com os filmes. Em geral, acho os catálogos de streaming muito monótonos.
      O prime vídeo tem algumas coisas interessantes tb, e tem séries tb.
      E tem o streaming do itaú cultural tb, que é gratuito e tem várias pérolas do cinema brasileiro. Recomendo.

      1. Fica a dica: no Looke tem o SPCine, totalmente gratuito e tem a filmografia do Héctor Babenco

        1. Ah, que maravilha! Vou dar uma olhada sim, obrigada pelas dicas

      2. Se puder pega o Belas Artes à La Carte que é super barato ou o Telecine.

      1. Globo Play é R$15 anual e R$22 mensal, além de contar com Deezer. Sendo assim, nem pode ser comparado com o preço da Netflix.

  8. nos últimos anos, tenho tido cada vez mais o pressentimento de que viverei parte da minha vida – tenho por volta de 40 anos e espero viver até os 80 – sob um regime totalitário (de alcance regional ou, até mesmo, global); e, o que é pior, em um mundo totalmente digitalizado, no qual inteligências artificiais e computação quântica darão um poder de controle sem precedentes ao regime.

    por isso, me preocupo cada vez mais com questões como direitos humanos, privacidade e segurança da informação, e tenho procurado dividir minha “vida digital” em duas personas: a “oficial”, que é usuária das big techs, mas é agnóstica em relação à religião, política e qualquer outro assunto que julgo sensível para um governo totalitário; e a anônima, que foi cuidadosamente desenvolvida pra expressar minhas reais ideias e opiniões, com a qual eu uso apenas alguns poucos serviços criteriosamente escolhidos e faço tudo de forma que esta persona jamais seja vinculada àquela outra.

    pelo trabalho que dá gerenciar duas personas tão distintas, acabei simplificando bastante minha vida: não uso mais tantos serviços, não sigo mais tantos assuntos ou criadores/fontes de conteúdo, me envolvo cada vez menos em conversas e discussões, enfim, sou mais consciente na hora de fazer escolhas. ironicamente, além de simples, tenho sentido minha vida cada vez mais leve.

    mas tem alguns questionamentos que me faço ultimamente: qual o percentual de pessoas que se preocupam com essas questões como eu, nesse nível? é doentio agir assim? se sim, por quê?

    ps: já fiz comentários e participei de conversas em posts livres anteriores utilizando meu nome e e-mail real; hoje, por motivos óbvios, estou usando dados fakes e tor. :)

    1. legal o que faz, eu faço um pouco disso tb

      e infelizmente pouca gente se importa com a proteção de seus dados, uma pena.

    2. Eu acho que é um privilégio absurdo você pensar nisso; a maioria das pessoas tem preocupações mais mundanas como comer e pagar o aluguel. Talvez por isso esse tipo de questão seja secundária (ou mesmo terciária) na vida da maioria das pessoas.

      MAS, o que mais me intriga é qual o real motivo disso.

      Sendo mais claro: qual é a motivação para ter esse trabalho, em termos pragmáticos. Você acredita que, em caso de um regime totalitário regional onde você seja alguém de interesse, a ABIN não chegaria até você de algum outro modo, digamos mais físico?

      E mais, pegando a experiência do meu pai (62 anos) que viveu a adolescência na ditadura, a nossa preocupação deveria ser menos com esse tipo de problema “grande” e mais com o guarda da rua (o PM/brigadiano) que nos olha atravessado e leva preso por qualquer coisa (mesmo).

      É uma pergunta honesta, porque se fala muito de dados pessoais, principalmente visando a ideia de “se proteger”, mas ninguém toca no assunto de que o problema maior num regime assim é a quebra do estado de direito, onde você não tem mais garantias legais.

      1. paulo,

        em relação ao privilégio, eu concordaria (em parte) com você se estivesse se referindo à educação à qual tive acesso para poder ter a consciência da importância desses temas. mas, pra mim, “PENSAR nisso” (direitos humanos, privacidade, segurança da informação) não é um privilégio; é uma necessidade que, infelizmente, poucos parecem considerar como tal – pelo jeito, até mesmo pessoas tão (ou mais) “privilegiadas” como eu.

        pelos cuidados que eu tenho também na “vida offline”, acredito que, no caso de um regime totalitário regional, eu não seria alguém “de interesse”, que chamaria a atenção do governo – ao menos, não por questões religiosas, político-ideológicas; por questões raciais, não há muito o que eu possa fazer. posso estar subestimando o poder de controle *sem precedentes* de um regime totalitário que usa inteligências artificiais e computação quântica em um mundo totalmente digitalizado? posso. mas parte de minha preocupação é justamente se não estou fazendo o contrário: superestimando um possível cenário futuro e, com isso, deixando de viver o agora de forma mais saudável e produtiva.

        e, por conta da cor da minha pele e do local onde moro, eu já me preocupo diariamente – desde antes de eu ter acesso à internet – com o problema “menor” do guarda de rua que “nos olha atravessado e leva preso por qualquer coisa” – na real, só acha isso um problema “menor” quem nunca passou por isso, nem vive correndo esse risco.

        1. O sistema de comentários aqui é zoado, então vou responder aqui.

          É privilégio no sentido de que a gente tem uma crise humanitária enorme no Brasil e a maioria das pessoas pensa primeiro em comer e não morar na rua, depois no resto. O Bolsonaro inclusive se elegeu assim, prometendo segurança pro pai de família que era assaltado diuturnamente (e diga-se a política de segurança do PT [principalmente da Dilma] foi algo abominável). Na questão dos direitos humanos você está certo; mas eu estava pensando mais na ideia de se preocupar com dar CPF na farmácia ou usar alternativas aos serviços de Google/Apple/Facebook. Isso é um privilégio porque é algo, para mim, apartado da realidade da maioria das pessoas. Se isso é bom/ruim eu não sei, mas a verdade é que hoje em dia as empresas pedem WhatsApp, LinkedIn, Facebook, Twitter e o que mais você tiver, para fazer um perfil e tentar prever as chances dessa pessoa ser um “funcionário problemático”. Fiquei anos sem ter um perfil no odioso LinkedIn, tive que fazer para poder me candidatar às vagas na área de redação e tradução. A maioria das pessoas está nesse limbo de que não sabe usar outra coisa, não pode usar outra coisa e, no final, acaba não querendo usar outra coisa.

          1. Não são problemas separados, Paulo. Quando você fornece seu CPF na farmácia, por exemplo, está alimentando uma máquina que precifica remédios por critérios arbitrários, influencia nos custos de saúde (privada, mas que impacta o SUS indiretamente) e normaliza uma situação de vigilância constante que, em outros contextos, tem impactos imediatos na vida de muita gente.

            Ativistas e políticos que se preocupam com essas questões urgentes são intimidados e perseguidos, em parte por esse mesmo aparato de vigilância que, em lugares como o Manual, são tratados com mais atenção. O próprio Bolsonaro elegeu-se, em parte, instrumentalizando tecnologias digitais que, segundo a sua lógica, estariam apartadas dos problemas mundanos, do dia a dia. E os reflexos aparecem em todo canto, dos retrocessos em políticas públicas ao guarda da esquina que se vê (mais) ~empoderado para bater em pobre e preto sem medo de retaliação. Pode ser difícil fazer essa conexão, mas está tudo ligado.

            Eu sei que sou privilegiado por não sofrer com quase nada desses problemas mais imediatos, mas encaro como o anônimx 987: pensar em tudo isso, em muitas coisas que considero flagrantemente injustas, ainda que não me afetem diretamente, é um privilégio, mas também uma necessidade. É tipo religião: não basta querer (acreditar em religião e não pensar nessas questões de privacidade), simplesmente acontece.

          2. @Ghedin

            Continua sendo apartado da realidade, no meu entendimento, porque as pessoas tem coisas mais urgentes para se preocupar. Não é uma crítica a quem se preocupa, é uma crítica para quem acha que isso seria o centro de toda uma luta contra o sistema de vigilância. Ainda, poderia estender que esse tipo de preocupação se não for acompanhada de uma preocupação para superar o sistema capitalista é apenas uma preocupação esvaziada. Mas isso seria uma discussão muito mais ampla sobre vários pontos e questões, principalmente do comportamento da classe média e da sua “culpa”.

            Voltando ao assunto, como combater o desconto do CPF na farmácia (usando esse exemplo)?

            Exemplo rápido (e pessoal): meu remédio de uso contínuo contra asma custa R$150 em preço comum e R$55 se eu enviar o CPF pro programa do laboratório. Eu não tenho como arcar com o preço cheio, mesmo que eu entenda como isso pode afetar a minha vida.

            O “privilégio” que eu me referi é nesse sentido.

          3. @Paulo Pilotti Duarte

            desde o começo, eu deixei claro que minha preocupação principal não é com empresas privadas, mas com governos totalitários. tanto é que, ao falar sobre o que deixo ou não por aí, não citei nada como cpf ou dados biométricos; citei IDEIAS e OPINIÕES, às quais minha persona “oficial” é agnóstica, enquanto minha persona anônima as expressa livremente.

            é impressionante (e desanimador) que alguém que parece não ter a intenção de desenvolver uma discussão saudável e produtiva, pelo contrário, parece ter apenas o intuito de se colocar como “o mais evoluído, entendido, correto, justo etc”, tenha a capacidade de mudar o tema central de uma discussão e, assim, fazê-la morrer prematuramente, longe de alcançar todo o seu potencial de esclarecimento.

            é por conta dessa busca desenfreada pela mitada/lacração que discussões sérias (mais importantes), mas saudáveis e produtivas, são cada vez mais raras – mesmo em ambientes sem algoritmos, como aqui no mdu.

          4. @anônimx 987

            Interessante que você fala que “discussões sérias (mais importantes), mas saudáveis e produtivas, são cada vez mais raras” mas, logo acima, diz que “é por conta dessa busca desenfreada pela mitada/lacração (…)”; ou seja, você nublou a discussão quando foi contrariado (isso que eu nem contrariei o cerne do argumento basal que você coloca, apenas questionei a sua colocação) porque esperava, de algum modo que me escapa, que eu concorde com você “de pronto”. Ainda, ao final implicou no argumento final uma “teoria da ferradura” igualando “mitada” e “lacração” para, veja só, se colocar como superior ao meu argumento (sendo que você criticou isso em mim algumas linhas acima). Sua redação ficou confusa.

            Não sei a qual argumento, por fim, você falou quando disse “desde o começo, eu deixei claro que minha preocupação principal não é com empresas privadas, mas com governos totalitários. tanto é que, ao falar sobre o que deixo ou não por aí, não citei nada como cpf ou dados biométricos”, mas chuto que tenha sido o meu comentário sobre a farmácia. Contudo, é bom ler novamente para ver que i) eu respondi ao Ghedin e ii) eu usei como exemplo (inclusive grifei isso no texto).

            Ainda pode ser que você tenha se referido ao comentário que eu respondo aqui sobre as questões de segurança envolvendo WhatsApp e outras redes sociais e o paralelo com o CPF na farmácia. Se for esse o referencial, e o seu problema não é com eles e sim com um possível “governo totalitário”, eu acredito que o seu argumento/preocupação é ingênuo/a então, afinal, as empresas não estão descoladas de um governo totalitário e, não raro, são elas que subsidiam esses regimes. Não se preocupar com um e se preocupar com outro me soa díspar.

            Ademais, perceba que você incorre no que se chama de “argumentum ad hominem” quando deixa de olhar para o texto/ideia/argumento e parte para um ataque à pessoa que escreveu esse texto/argumento/ideia. A ideia inicial de um espaço de comentários livre é exatamente colocar sobre escrutínio as ideias e discussões iniciadas/apresentadas, o oposto que você faz no seu comentário e que remonta ao clássico aristotélico das refutações sofísticas (não vou ser desonesto com você e dizer que você o fez por paralogismo).

            Não espero que nenhuma discussão de internet chegue a um consenso, uma vez que não é esse o intuito de nenhuma discussão retórica, espero apenas aprender um pouco e questionar o que outras pessoas trazem. Se você não quer isso, paciência; quando você coloca publicamente um argumento, ele automaticamente sofrerá escrutínio de opiniões diversas que vão fugir completamente do seu controle.

            Abs.

          5. @ Paulo

            Quando falo em combater coisas como o esquema do CPF das farmácias, não é recusando-se a cedê-lo, mas pressionando para que essa prática, uma óbvia violação de privacidade e da LGPD, seja proibida. Como ocorreu recentemente com a Droga Raia, que encerrou a coleta de biometria após pressão da sociedade civil e de órgãos como Idec e Procon-SP.

            É como a gente sempre diz aqui: esse tipo de luta não se resolve com ações individuais, mas sim com políticas públicas e pressão coletiva e organizada. É nessa arena que as nossas reivindicações se encontram e ganhamos musculatura para brigar com grandes empresas e o governo.

    3. Eu penso e me preocupo demais com isso também. De vez em quando meu sonho de princesa é poder apagar todo o meu rastro da internet. Contas de e-mail, comentários aleatórios, aparelhos eletrônicos conectados, compras em lojas online, assinaturas… Eu gostaria de simplesmente desvincular tudo de mim. Como eu sei que é impossível, tento restringir bastante a informação que disponibilizo, mas se tem até farmácias querendo que você faça reconhecimento facial (eu fiz quando comprei uma geladeira, sem saber, no ano passado!!) fica cada vez mais difícil.

    4. “O problema de uma lei assim [AI 5/68] não é o senhor [Pres. Costa e Silva], nem os que com o senhor governam o país. O problema é o guarda da esquina”
      Pedro Aleixo (PSD-MG), vice-presidente da República.

    5. Doentio não. É muito saudável a sua atitude. Revela capacidade de conduzir a própria vida sem se prender a dependências – ou seja, maturidade. Quanto à questão de governos totalitários, acho que a tendência daqui pra frente (se não for uma realidade já presente hoje) é um totalitarismo de corporações. As big techs e as corporações financeiras já têm mais poder que os estados nacionais, inclusive porque agem ignorando fronteiras. Resumindo: precisamos aprender a governar bem a nossa própria vida, como indivíduos ou grupos de gente próxima.

      1. “As big techs e as corporações financeiras já têm mais poder que os estados nacionais, inclusive porque agem ignorando fronteiras.”

        muito bem pontuado, paulo.

        mas como bem lembrou o jeronimo, mais acima: “O ruim é que o interesse das empresas de proteger esses dados contra governos autoritários vai apenas até a ameaça de suspensão de suas operações naquele país. Vide Apple e Google, na China.”

        ou seja, nem todo o poder das big techs e das grandes corporações financeiras é páreo para um governo totalitário.

        fiquei particularmente curiosx com um ponto: qual a sua opinião sobre governar bem a própria vida como “grupos de gente próxima”? – em uma sociedade completamente digitalizada sob um governo totalitário extremamente vigilante.

  9. Atualização da treta do RMA da TP-Link: Realmente trocaram todo o kit. Os números de série vieram diferentes. Instalei de volta, refiz a rede no último fim de semana e até agora estão estáveis e todos conectados.

    Conclusão: Apesar de gastarem uma semana para liberarem um código de postagem e informarem que o tempo de análise é de até 15 dias úteis após o recebimento do equipamento no laboratório, gastaram cerca de 2 horas em análise até informarem que trocariam o kit e, já no dia seguinte, despacharam o novo kit.

    No total, foram 2 semanas sem o equipamento. Ainda acho que poderiam ser mais ágeis no primeiro estágio, mas considerando que aqui é Brasil é que as empresas normalmente não têm muito respeito com o consumidor, até que não demorou muito.

  10. Coloquei no email “prefironaoinformar@gmail.com” e surgiu esse avatar maluco no meu nome. Ué?

    1. esse e-mail é seu mesmo? se sim em algum momento vc colocou o avatar no gravatar

      1. Não; apenas coloquei algo aleatório visto que o sistema não me permite comentar sem informar um email. Nisso coloquei “prefironaoinformar@gmail.com”. Alguém deve ter criado esse email.

          1. Sim, hilário. Essa cara de troll no bicho tira toda a minha credibilidade hehehe

  11. Boa tarde, pessoal.

    Como está a relação de vocês com a interação na internet? Lembro-me de um post livre passado onde alguém comentou sobre comunidades na web. Venho notando que não estou suportando mais o que a internet se tornou. O twitter, por exemplo, se transformou em um battle royale entre “wokes vs patriotas minions”. Não há mais espaço para civilidade. Aqueles que eu seguia e postavam sobre hobbies e trivialidades também entraram no bonde da polarização e estado de guerra ideológica perpétua. Até mesmo comunidades e fóruns de nichos específicos, mesmo os do exterior, são tomados por discussões inflamadas entre left e alt-right. Qualquer post, piada ou crítica se transforma em razão para acender tochas e pegar ancinhos.

    A cada dia que passa tenho ficado mais desanimado e deprimido por ver a maioria dos meus refúgios na internet terem se transformado num grande hospício, ainda mais agora onde há mais de um ano a vida virou de ponta cabeça com essa bendita pandemia. A vida real fora das telas também não está tão gloriosa. O que fazer?

    Abraço cordial a todos.

    1. A situação, principalmente do Brasil, não permite a omissão despreocupada. Por mais inócuo que seja discutir na internet, ainda é a única coisa que a maioria das pessoas tem acesso. Desculpa, mas o errado é você ao estar num mundo em pandemia e com uma grave ascensão de modelos autoritários pelo mundo – e principalmente no Brasil – e esperar que as pessoas estejam falando de frivolidades e trivialidades.

      1. Oi, Paulo. Agradeço a resposta. E além disso, parabéns pelo seu blog no Médium. Leio ele há algum tempo e acredito que você tem uma visão até que equilibrada em suas posições (gosto muito dos seus relatos da época da faculdade). Note que não sou alienado, apenas gostaria que houvesse mais cordialidade nas relações humanas. A internet, na minha visão tola e idealista, devia ser como uma praça pública: jogar dominó e falar de política sem querer matar seu oponente.

        Mas pelo visto a solução é pegar um tacape virtual e começar a atacar o mal do mundo, ou me alienar de vez.

        1. São tempos extraordinários, no pior sentido possível.

          As pessoas precisam – não sei se precisam de fato – se posicionar. É possível não se posicionar? Claro que é. Mas o que move a internet é exatamente a relação humana e o gosto por “falar”. Assim, com tudo o que está rolando no Brasil, principalmente, acho impossível que as pessoas não recrudesçam as suas ideologias para fortalecer as suas posições, ainda mais com o atual governo promovendo desmanches sociais e econômicos diariamente, a maioria destes impactando diretamente na vida dessas pessoas.

          Eu gostaria de seguir falando de futebol e video-game, mas acho que não posso me furtar de falar sobre o momento distópico que vivemos. A “treta” do Ghedin com os defensores do Bezos exemplifica bem isso. As diversas discussões sobre questões sociais – meio ambiente, economia, direitos trabalhistas, reformas (previdência, educação, tributária) – que nos inundam diariamente, numa torrente sem fim de desgraça, acabam, todas juntas, direcionando esse fluxo de informações e discussões para esse tipo de coisa.

          Hoje o dia começou com ameaças à democracia do país, por exemplo. Como não polarizar com pessoas que defendem a volta da ditadura militar? Ou com pessoas que seguem dizendo que o PT era um grande problema mesmo depois de tudo o que estamos passando com o Bolsonaro? Polarizar, enquanto estivermos sobre a batuta do partido militar, vai ser uma regra. Pelo menos enquanto pudermos fazer isso livremente (até porque depois, provavelmente nem o MDU vai existir mais).

          No final, tudo é uma posição política e ideológica, inclusive se alienar.

          1. Paulo, pergunta honesta: como fica sua saúde mental por estar constantemente nesse estado de alerta, ansiedade, medo, como você disse, uma torrente de desgraça constantemente sondando sua mente? Eu, pessoalmente, fico muito, muito mal quando começo a mergulhar nesse tipo de coisa.

          2. @Jim

            Não tem muito mistério. É tomar medicação e manter uma rotina de exercício físico. As notícias não são o problema, elas apenas mostram o problema, digamos assim. Eu assisto pouco noticiário, não tenho grupos de mensagens sobre política ou família e uso o Twitter por meio de listas. Então eu apenas sei de algo quando eu ativamente busco por esse algo.

            Mas claro, a ansiedade anda a mil, seja pelo momento do país, seja, pelo momento da minha vida. Mas diria que 90% é o momento do país. Mas não temos como fugir disso.

      2. Acho importante, se possível, “perder” algum tempo com frivolidades e trivialidades. Se alguém fica o tempo todo preocupado com tudo de errado que está acontecendo, boa parte desses problemas fora do nosso alcance, endoida. É como manter um motor funcionando no talo o tempo todo. Ele não aguenta e uma hora ou outra pifa. Não digo alienar-se completamente, mas permitir-se um fim de semana longe do noticiário, ver um filme despreocupadamente, fazer um almoço legal e tal… as opções, com a pandemia, ficaram muito restritas, o que aumenta a importância desses momentos de descompressão.

        1. Cada com um seus problemas, mas, eu sigo com as palavras do Manoteli:

          Tem gente demais procurando a janta em caçamba de lixo para que a gente se dê o luxo de não falar de política.

          1. Uma coisa ignorada nesta anedota. Quem busca comida na caçamba de lixo não está nem preocupado com política. E provavelmente venderia o voto por um prato de comida.

          2. Por isso que a gente tem que se preocupar por eles. A maioria não tem alcance para entender o “todo”. Aí que entra quem tem (trabalho de base e conscientização) como fazer algo por eles. Mas é aquilo que eu disse: primeiro as pessoas tem que parar de passar fome (uns bons 50% dos brasileiros está em situação de insegurança alimentar atualmente), parar de morar na rua e parar se trabalhar como escravos (aliás, a matéria do Diplomatique sobre o iFood no RJ/SP e relação deles com as milícias é interessante, recomendo).

          3. Uma coisa curiosa dessa citação do Manoteli é que ela assume que mais interesse em (ou mais gente falando sobre) política vai necessariamente melhorar a situação de alguém ou a situação política. Minha impressão é oposta, e acho que, por exemplo, a eleição do Bolsonaro se deve antes a MAIS gente se interessando por (e falando de) polítca que menos gente.

            Sei lá. Não é que eu ache que a solução é falar MENOS de política. Meu ponto é que as consequências de se falar mais ou se interessar mais por política não são necessariamente boas (como a citação aí parece assumir).

          4. O Carlos chegou onde eu queria.

            Nossa cultura hoje é moldada na competitividade e na valorização via dinheiro do que é feito socialmente. Tudo precisa pagar, tudo precisa ser “dado o valor” de forma monetária.
            Como já falei outras vezes, sinto que a esquerda deu uma vacilada na era Lula/Dilma, pois poderia ter melhorado a educação política de forma que as pessoas não tivessem uma visão estereotipada sobre o que é esquerda e socialismo. Nisso nasceu os personagens que ajudaram a moldar a situação entre 2010 a 2020: CQC (ainda bem que não existe mais, apesar de vários de seus membros ainda influenciarem politicamente), Pânico (este sim uma tristeza existir até hoje), o R. Constantino, o cara do “História Politicamente Incorreta”, etc…

            Não se combateu estes caras, não se confrontou. De fato, durante esta época as preocupações eram outras também. Mas não souberam lutar contra eles, pensaram que a população, por já ter aceito a esquerda no poder, ia ignora-los.

            Demos valor para o Tio da piada do pavê, e pro barbudo de óculos escuro dentro do carro.

          5. @Carlos

            O Bolsonaro é um fenômeno complexo. Ele envolve, como o Ghedin disse assim, uma ampla operação de coleta de dados e direcionamento de marketing político. Além disso, ele ainda é fruto de uma massiva campanha de desinformação midiática (via Estadão, Folha de São Paulo, Globo/O Globo, Jovem Pan, Record etc) que vendeu o Bolsonaro como um “liberal” que iria “destravar o país” através do Paulo Guedes (aliás, interessante olhar a cobertura da mídia hoje em dia; mesmo com provas que o Paulo Guedes operou para o atraso da vacinação no Brasil, ele segue “intocado”). Ele ainda é fruto direto de uma operação judiciária que retirou da disputa o maior nome da centro-esquerda através de um julgamento viciado (em qual outro país um juiz iria condenar um candidato à presidência e depois seria ministro do seu adversário?) que alijou a escolha do povo. Ainda, ele surfou numa onda de liberalismo-conservador mundial com Trump, Boris Johnson, Macri, Lacalle Pou e muitos outros. A gente deu azar nisso tudo porque elegemos o mais maluco de todos.

            Mas observe que, se não me escapou nada, a maioria dos fatores mais preponderantes da eleição e ascensão do Bolsonaro e do Partido Militar são alheias ao povo e à sua politização polarizada. Aliás, polarização é comum em democracia, vide os EUA e o Reino Unido. Aqui se vendeu uma ideia errada de que não deveríamos nos polarizar.

            @Ligeiro

            Eu sinceramente não entendi o que você colocou. Essas figuras que você falou tem, claro, um papel fundamental no processo de eleição do Bolsonaro, mas o principal ator foi a FIESP e a Lava Jato. Ambos atuaram de forma “parda” na política brasileira criando uma estrutura que tornou viável o Bolsonaro e o Paulo Guedes (tudo com vistas às “reformas da morte”). Essas pessoas – o tio do pavê, o CQC, o Uber de óculos escuros – são figuras muito fracas que sempre existiram e que sempre irão existir. Eles são “catalisadores populares”, claro, de um projeto de destruição do país, mas quem projetou isso tudo tá na FIESP e nas redações dos grandes jornais do país (inclusive, considerando as últimas pesquisas, boa parte dessas redações e da FIESP já estão criando uma estrutura ao redor do Lula para tentar vendê-lo como um radical, o outro lado do Bolsonaro etc).

            Enfim, é uma situação complexa, mas o problema passado ao largo da politização infantil do brasileiro. Esse é o efeito colateral, não a causa.

          6. Então @Pilotti.

            Creio que ao mesmo tempo que você fala do “projeto de poder” da elite brasileira, ignora que quem deixou esta estar do lado foi o PT no período Lula-Dilma. Claro que Lula (e em partes Dilma) tentaram regulações e limitações para evitar algo pior, mas não conseguiram e ainda toleraram demais os abusos dos mesmos, quando não, a influencia dos mesmos.

            Bastaria uma articulação melhor para poder tira-los da jogada, mas nessas horas gosto de uma fala do Leornado (nadanofront) Rosetto, que fala que “Aliás, o Lula de esquerda nem é anterior ao Lula conciliador. O papel do Lula enquanto sindicalista sempre foi o de lutar pelos seus sindicalizados e também de sentar na mesa com os donos das empresas para negociar. Isso está na essência da atuação política do Lula desde sempre” – https://twitter.com/nadanovonofront/status/1415048712867438597

            Sempre viram Lula como radical, e boa parte da esquerda o esperava como tal. Mas enfim, Belo Monte e as bobagens de Junho de 2013 mostraram que, bem, Lula e Dilma não eram tanto de esquerda quanto o esperado por muitos. Lula alimentou os militares, e alimentou os empresários que hoje xingam ele, tentou melhorar as polícias.

            Lula criou corvos… Quem teve os olhos comidos foi a Dilma.

            No caso dos “personagens menores”, de qualquer forma eles ajudaram a moldar o caráter político na última década. Não foi bem a Fiesp – ela pode estar por trás, mas quem estava na frente foram estes caras aí. Parte oriunda dos preconceitos culturais enrustidos no BRBR também, diga-se. Interessante pensar que não houve muita ação contra estes caras, só depois da piada idiota do Rafinha, e de quando descobriram que parte dos tios do pavê online com óculos escuros são bots do Tércio Pinto.

          7. @ Ligeiro

            Acho que você está colocando a carroça na frente dos burros (nesse caso, “burros” quase literais). O tiozão reaça é massa de manobra. Ele não tem força política nem cérebro para liderar qualquer coisa e só faz e fala o que faz e fala porque agora tem endosso dos centros de poder para destilar ódio por aí. São ignorantes, no sentido mais puro da palavra.

      3. Sinceramente, acho essa postura perante um momento político ruim como o que vivemos completamente maluca. Essa ideia de que quem não tá contribuindo para um burburinho de opinião mal informada sobre o assunto do dia da conjuntura política em redes sociais carcomidas na internet é “o errado” não faz sentido. Se mais gente procurasse encontrar e construir espaços decentes na internet e na vida – inclusive pra falar de frivolidades, e até pra levar essas frivolidades muito mais a sério do que imaginaríamos que elas deveriam -, tenho certeza que veríamos a construção de laços muito mais importantes e de uma percepção dos nossos entornos (virtuais e reais) muito mais saudáveis.

    2. Oi, Jim, tudo bem?

      _Primeiramente_, este é meu _primeiro_ comentário no Post Livre e no Manual do Usuário em geral. Já acompanho há uns meses, mas só agora tive coragem e algo interessante pra falar por aqui. Vou aproveitar seu comentário pois compartilho do sentimento e também tenho procurado por comunidades “autônomas” na web, numa tentativa de fugir das redes sociais.

      No Achados e Perdidos #25, o Ghedin falou do [mataroa.blog](https://mataroa.blog/). Eu achei muito legal a ideia pois há um tempo tenho pensado em escrever algo e publicar num blog pessoal, mesmo que sejam coisas básicas e pensamentos soltos, só pelo fato de ser fora do sistema de redes sociais, que é impulsionado por likes e comentários que gerem mais interação, num estilo de competição. Pois bem, criei uma conta lá e publiquei. Junto a isso, deixei de entrar no instagram e twitter desde então (batendo meu recorde de 3 dias inteiros sem passar o olho no que está acontecendo por lá).

      Como você pode imaginar, minha mente viciada a estar sempre rolando a tela do celular sentiu a falta, mas eu resolvi preencher com outra coisa: comecei a procurar por outros blogs pessoais. Primeiro vi o blog do criador do mataroa, onde encontrei um link para outro e para outro e assim em diante. O que eu mais gostei foi que nessa jornada entre blogs, eu fiz uma descoberta: na comunidade de blogs na qual naveguei está tendo (ou esteve) um movimento recente para [trazer de volta os webrings](https://www.sonniesedge.net/articles/webrings). Bom, eu sou de 1998 e quando comecei a usar a internet não vi isso e não sabia o que era: é um componente que você insere em seu blog e ele tem a função de redirecionar o usuário para o próximo blog que faz parte do seu círculo de blogs. Junto a isso também descobri o que era a [IndieWeb](https://indieweb.org/) e gostei ainda mais da ideia. A internet ser uma coisa pessoal com o conteúdo sendo da pessoa e não pertencendo às empresas da BigTech é uma coisa que eu gostaria muito de ver hoje.

      Bom, no meio desse espaço onde falta civilidade, resumindo minha resposta, eu tenho procurado fugir cada vez mais da web controlada pelo Algoritmo — essa entidade MaLíGnA heuheu –, pois ela é criada para gerar engajamento, não relações.

      Aproveitando aqui o mesmo espaço, eu gostaria de perguntar ao pessoal se vocês mantêm um blog pessoal onde compartilham coisas triviais, se quiserem publicar aqui eu acharia super legal!

      Um abraço a todos!

      1. Quando alguém quiser me dar dicas de formatação por aqui também, haha!

        1. Até hoje eu não sei fazer citação. Mas link é do mesmo modo do HTML. Assim como itálico e negrito.

          1. testando a citação, faz tempo que não mexo com HTML fora dos B e I…

      2. Oi, Weiglas!

        Sou leitor antigo do MdU, mas tenho muita ansiedade na hora de comentar, então muitas vezes escrevo e apago. Acabo guardando pra mim, evito ao máximo o conflito.

        Muito legal a recomendação. Também tenho procurado ler mais blogs; sou velho e não me adaptei as mudanças da web pra áudio e vídeo, prefiro ler e gosto muito de como blogs são mais pessoais, como você disse, fora de algoritmos e engajamento.

        Caso sinta à vontade, poste o endereço do seu blog. Ganhará um leitor.

        1. Sinto o mesmo que você, Jim. Escrevo e depois apago por ficar preocupado com o que vão falar do que publiquei. Mas acho que a melhor maneira de parar de sentir isso é metendo as caras.

          Bom, acho que seria contraditório da minha parte querer que as outras pessoas compartilhassem seus blogs e eu não fizesse o mesmo, hehe. Como eu disse, criei a conta essa semana e não tenho um objetivo definido do que escrever lá. Além do mais, estou enferrujadíssimo para escrever alguma coisa com uma estrutura bem formada de início, meio e fim. Então é como se você me pedisse pra eu tocar uma música num instrumento que comecei a aprender e eu soubesse apenas “parabéns pra você” heuheuhe.

          Tá aqui o endereço: https://weiglas.mataroa.blog/ :D

        2. Rolei a página um pouquinho para cima para ver se eu não tinha comentado e, numa falha de memória, esquecido do ato. AHahhah
          É tão mais legal ler. É bem mais dinâmico, por incrível que pareça.

      3. sempre tive vontade de criar um blog, fiz umas 3x e escrevi coisa ou outra mas larguei com o tempo e depois apaguei, mas vira e mexe tenho vontade de criar um.

        1. Já fiz o mesmo! Acho que foi por causa da gente atribuir um blog com um objetivo bem definido, todo bem construído… Mas sei lá, não precisa ser assim. Talvez escrever um único parágrafo do que você viu na rua, ou aprendeu, ou de uma música que ouviu na semana já é algo.

          1. Exato!

            Exatamente isso. A grande maioria das pessoas, por exemplo, usa o Instagram para postar coisas que acham legal, coisas que para elas fazem sentido, coisas da vida, do cotidiano, e elas fazem isso mesmo que sua conta não tenha foco em “algo maior”. Um blog pode ser exatamente a mesma coisa, apenas um lugar para comentar coisas “da gente”, mas com o diferencial que a apresentação do ambiente é feito por nós mesmos.

      4. Poxa, legal demais! Eu estava até pensando em abrir um comentário aqui sobre a vontade de fazer um blog. Vou dar uma olhada nessas plataformas.

    3. “Como está a relação de vocês com a interação na internet?”

      Eu escrevi um textão, mas deixa eu resumir em: ÓDIO. Eu tive que tirar o twitter da minha vida porque aquilo lá me afeta de um jeito (negativamente falando) que eu nem sei explicar!! Minha vida melhorou demais depois que eu parei de me preocupar e de reagir a discussões, mesmo que mentalmente.
      Vejo as manchetes pra saber o que está acontecendo e leio as notícias que o assunto me interessa, mas, quando vejo algo que me estressa, eu respiro fundo e esqueço. Não compensa sofrer por coisas que estão fora da nossa alçada.

      1. 2.

        No meu caso foi fugir do Instagram. A conta ainda existe, mas não entro lá há um bom tempo. Sinto que as coisas na minha cabeça, ao menos nesse ponto estão bem melhores, mais leves.

      2. Também saí do Twitter recentemente!
        Minha relação com a internet está horrível, desde que ela se tornou o palco para o “idiota da aldeia” compartilhar suas mentiras, com ferramentas gratuitas que lhe permitem enorme alcance (leia-se redes sociais). É muita desinformação e credulidade juntas.
        Eu usava o Twitter como forma de me atualizar a respeito de algumas notícias; como não aguentei ver os comentários por lá, sempre recheados de ódio, voltei ao RSS, e leio comentários apenas em sites muito específicos onde as pessoas ainda se tratam com cordialidade (aqui, por exemplo).

      3. Sabe o que é mais interessante? Eu tive conta no twitter por um breve período de tempo (culpo a pandemia por essa loucura, hahaha). Fiz conta lá e no instagram e, tirando o fato desta última consumir um tempo enorme do meu dia, eu não sentia um ambiente tão tóxico (odeio ter que usar esse termo, mas é o que melhor descreve) quanto o twitter. O pior é que continuei entrando na rede social mesmo depois de ter excluído a conta. Eu dava a desculpa de “estou entrando só nesse perfil que dá dicas de livros ou desse autor” e, quando dava por mim, estava me estressando com mais uma asneira dita por alguém “famoso”!!! Tem poucas semanas ainda que eu parei de entrar e evito acessar até mesmo quando um conteúdo que estou lendo faz menção a algum tweet, mas já sinto resultados positivos. E recomendo. Eu pensei até em usar extensão que bloqueia sites, mas não precisei.

    4. Péssima, alguém está bem?
      Sinceramente, eu devia me desvincular do twitter, aquilo não anda me fazendo bem.
      Porém, tenho de tomar coragem para largar do vício.

  12. Acabei de comprar algo no brechó que me deu vontade de imitar o Clint do LGR para mostrar a aquisição.

      1. isso!

        como diria a cabeça gigante de ricky and morty: “mostre-me o que tem”

          1. Curiosidade genuína: Você vai usar isso mesmo? Quer dizer, imagino pela caixa que o programa deve ter a interface toda em Alemão e quase 20 anos desde que foi lançado…

          2. @Harlley

            Cara, eu tenho mania de acumulador. Então meio que compro mais pelo “colecionismo” do que para uso propriamente dito.

            Aí passou pela cabeça (e por isso comentei, isso foi depois da compra) a ideia de fazer um vídeo com uma demonstração deste programa. Quem sabe dá certo?

            Interessante que agora pensei que difícil eu gastar com software online (comprar uma licença por exemplo), mas comprar CDs e DVDs de 1 conto no brechó de um programa, acabo indo lá e comprando.

            (Talvez eu possa contribuir para o Archive.Org também, dado que a galera tem mandado estes tipos de software para lá).

  13. Ghedin, nos conte sobre aquela confusão de corrida espacial que vc se meteu no Twitter.
    Kkkkkkkkkkk

    1. Trolls de Twitter têm uma séria limitação de interpretação de texto, haha

      Vamos falar disso no podcast. Amanhã, nos melhores tocadores do mercado :)

    2. Não é nem culpa do Ghedin.

      O problema maior é que o Carlos* resolveu lacrar e o bando de seguidor foi lá usar o lacre contra Ghedin.

        1. O Ghedin fez um comentário sobre o fato que toda invenção feita por algum ricaço de alguma forma tem influência negativa na sociedade.

          Em resposta, liberais atacaram o Ghedin com um twitt do Carlos (não é o Carluxo, mas as vezes lembra um pouco), ironizando os comentários contrários ao Bezos com uma imagem do 14 Bis ( de Santos Dumont).

          Qq coisa amanhã tu escuta o podcast.

          1. Basicamente o Ghedin perguntou se os custos sociais, ambientais e humanos que esses bilionários trazem podem ser amenizados ou anulados pelo possível avanço tecnológico que uma viagem dessas traz. Claro que a resposta primária é não. Até porque essas viagens são completamente diferentes das viagens da época da Guerra Fria, afinal, o que se visa aqui é o lucro simples. Quase não existe pesquisa dentro dessas empresas e, a pouca que ocorre, é financiada pelo Estado através de editais de fomento e contratos com empresas (um exemplo clássico é que os motores da SpaceX do Elon Musk são versões muito pouco melhoradas dos motores Russos).

            A questão é que esse pessoal ancap não consegue ler textos e entender o que se perguntou a acabou que a thread virou um grande campo de batalha de defensores de bilionários contra o Ghedin e alguns outros.

            O argumento do Cardoso é pífio, mas é esperado dele. O problema, para mim, foi o argumento igual do jornalista da FSP (aliás, se alguém quiser o que ele me respondeu e, logo após, ao Ghedin sobre o assunto é hilário em vários momentos; isso inclusive serve de estofo para a minha birra com “jornalista de ciência” [eles não existem, são apenas palpiteiras que leem referências]).

            De qualquer modo, dá uma dimensão do buraco que é essa seita ao redor do CC e talvez sirva de exemplo pro pessoal que atracou no MdU uns meses atrás e ficou brabo que alguns leitores daqui falaram mal do CC.

      1. Me sinto até bem quando vejo que vocês também desprezam aquele palhaço do CC.

          1. @Weiglas é um Carlos, mas não é o Carluxo, apesar de lembrar um pouco.

        1. Passaram mais de 10 anos e o cara continua sendo um troll desgraçado da Internet. Me surpreendo como ele ainda tá na ativa…

  14. Oi pessoas, tudo bem?
    Retornei com um hábito meu há muito tempo abandonado por aqui: recomendar mangá e gibi em geral (idealisticamente eu faria um post no meu blog, mas estou com preguiça de bolar um texto!).
    A indicação da semana é um one-shot(histórica curta em um capítulo) chamado Look Back, do mangaká Tatsuki Fujimoto – o mesmo de hits cults ChainsawMan e Fire Punch.
    Em resumo, é uma história sobre duas garotas embrenhando-se na carreira de mangakás, porém tem um twist que retorce a linha narrativa e torna a obra toda especial. É um mangá esteticamente lindo, que puxa bastante o lado emocional e traz a torna as razões por que fazemos o que fazemos. É fascinante!
    Ele está disponível gratuitamente(infelizmente só em inglês) no site/app MangaPlus, ou no link: https://mangaplus.shueisha.co.jp/titles/100167 .

    1. Minha outra indicação é ler as outras obras do autor, já disponíveis no Brasil.

    2. opa, vou adicionar aqui

      falando em mangá, comecei a assistir tokyo revengers e gostei muito, tanto é que fui pro mangá (raramente faço isso) e estou amando a obra, apesar de não curtir voltas no tempo, esse me prendeu muito.

    3. Eu li no Mangá Plus, mas me perdi na narrativa. Vou ver se saí uma versão em português para entender melhor.

        1. Vi. Admito que ainda estou perdido, mas lendo comentários entendi um pouco da linha.

          Sou meio literal para entender, as vezes não capto entrelinhas.

    4. Obrigada! Adoro recomendações de mangá!! Eu gosto de ler, mas conheço poucos e tenho um gosto meio peculiar (vocês não entenderiam, hahaha). Teve uma época que eu viciei no Junji Ito e saí lendo tudo dele (aliás, recomendo demais Uzumaki!). O último que li/estou lendo é Sweet Home; gostei da série na Netflix e comecei a ler, mas o trem é gigantesco!!! XD

      1. Adoro Jungi Ito também!
        Se aceitar mais recomendações, tente ler as obras do Shuzo Oshimi, acredito que vá gostar!

  15. consegui finalizar, no domingo, meu hackintosh e desde então vem funcionando super bem

    deu trabalho pra c*****o, não indico a menos que vc precise trabalhar com o sistema macOS e que não seja na última versão tb pois, vire e mexe uma atualização quebra o sistema (Catalina esta bem estável mesmo atualizando)

    ainda vou escrever um pouco sobre o processo, talvez em algum próximo PL posto um analise mais detalhada

    1. ah, e que vc tenha conhecimento na área de TI pois, por mais que os tutoriais sejam detalhados, se vc não tem o mínimo de conhecimento não vai rolar.

      apesar que existe a possibilidade de vc pegar uma ISO pronta para um equipamento X mas, eu não confio, então, vai depender do quanto vc deseja.

    2. Estou usando o Big Sur no meu aqui e hoje fiz a atualização para o 11.5. Como em todas as outras atualizações passadas, ocorreu tudo tão suave quanto em um “puro sangue”.

      1. eu acho que isso varia muito de qual o seu hardware ou kext vc usa, no meu caso, eu atualizei para o 11.5 e o bluetooth e o áudio parou, não encontrei ninguém com o mesmo problema. já o 10.15.7 esta rodando liso

        1. É aquilo: Se vai fazer hackintosh, use o hardware mais parecido possível com um Mac de verdade. Quanto mais parecido, menos problemas você terá.

          O processo, claro, não é livre de percalços. Pelo contrário, a cada nova major release do sistema, há alterações nos bootloaders e afins, mas tanto na minha instalação do Catalina, logo que montei a máquina, quanto na instalação do Big Sur, alguns meses após o lançamento, depois de acertar a versão do bootloader, a instalação correu sem problemas.

          1. Então, dois motivos que influenciaram em uma maquina não “100% compatível”:
            Primeiro, eu já tenho uma maquina principal, não precisava de outra (última geração) mas né, queria instalar o macOS kkkk
            Por conta do primeiro motivo, recorri a algumas peças da China e de uma arquitetura meio antiga (Intel quarta geração), o que, ao meu ver, influenciou nesses probleminhas.

            Posso dizer que estou bem satisfeito com a versão 10.15, mas quando eu ficar entediado eu dou mais uma chance para a versão 11.X kkk

          2. Se a placa usar o mesmo firmware da Apple, o teclado BT funciona antes do sistema carregar sim. Mas, ao ligar, tem que dar uma cutucada no botão de ligar do teclado (pelo menos no meu da Apple tive que fazer) para ele acordar e se conectar. O que esse firmware faz é ativar um modo que os chipsets da Broadcom têm há algum tempo, que faz com que, ao iniciar, o adaptador se reporte ao sistema com um hub USB onde estão conectados um teclado e um mouse também USB. Daí quando o sistema é carregado e o stack bluetooth iniciado, o adaptador passa a se reportar como um host bluetooth expondo os periféricos conectados como sendo bluetooth. Praticamente todos os adaptadores genéricos USB/Bluetooth hoje em dia têm esse recurso, mas que vem desabilitado por padrão no firmware porque no Windows o stack é inicializado de uma forma diferente. Quando instalei Windows na minha máquina tive que usar os drivers da Apple pra isso.

            Quanto a resolução, é possível que seja alguma coisa relacionada à sua placa de vídeo mesmo. Uso dois monitores aqui e em ambos a tela do Clover é mostrada na resolução correta. De todo modo, você tem como setar isso no arquivo .plist do Clover. Eu recomendo usar o Clover Configurator. Ah, e claro, faça uma cópia do seu EFI atual num pendrive, porque, se ao alterar algum parâmetro na configuração, o bootloader não subir, fica mais fácil carregar o sistema e voltar ao que era antes.

          3. Essa semana eu praticamente só usei o Mac, não fazia sentido abrir o Windows, tirando alguns momentos em que eu abri algum jogo.

            Entendi. Atualmente estou usando o OpenCore, mas acredito que não deve diferenciar muito do Clover e sim, tentei configurar a resolução no config.plist mas ele não aplicou :(

            Corri atrás de alguma solução mas, aparentemente eu teria que realizar uma atualização na minha placa de video e, por ser antiga, não encontrei documentação para realizar essa atualização. Vou ter que me contentar do jeito que estar kkkk

        2. Quando montei o meu, meu objetivo era esse, então fui ver a recomendação da galera em cima disso. A principal era em relação à placa mãe. As da Gigabyte são as mais tranquilas. Depois com placa de vídeo, em que as Radeon funcionariam “out-of-the-box”.

          O resto fui montando com base no que eu poderia pagar e, assim como você, passei raiva com algumas peças chinesas também, especialmente na placa WiFi+BT. Escolhi uma que usa o mesmo chipset que a Apple usa e, tenho quase certeza, o mesmo firmware da maçã para o bluetooth. Consigo usar o teclado BT no setup e no bootloader.

          Na época, instalar Windows nesse computador nem me passava pela cabeça. Acabei instalando no ano passado, quando consegui pegar um SSD maior. Apenas alguns jogos rodando nele e como não sou um ávido jogador, deve ter quase um ano que não carrego o sistema. Em compensação o uso do macOS é diário.

          1. Eu tb comprei uma placa M.2 wifi+bt “compatíveis” com o macOS e ai quando atualizei para a versão 11.15 parou de funcionar kkkkkk

            Sobre o teclado funcionar no bootloader, eu não testei mas, uma coisa que eu não consegui corrigir foi a resolução dos componentes no boot. Não sei se é por conta da placa de vídeo meio antiga que carrega automaticamente 1080p (gt710 de 2GB) ou se é a resolução da tela que não é compatível com o boot (2560×1080). Se tiver alguma dica para dar a um leigo, sou grato :)

    3. Quais são os usos em que você depende exclusivamente do Mac?

      Outra coisa, já li que a Apple tem drivers de áudio de qualidade superior quando comparado com Windows/Linux/Android e sinto de fato uma pequena diferença na qualidade de audio quando saio do Mac da firma e vou para o meu Windows, mas não sei se é qualidade de hardware ou de fato os drivers. Você que teve a chance de testar o MacOS em uma máquina não Apple e (provavelmente) o usava com outro sistema antes, teve a percepção de melhora no áudio?

      1. então, eu não tenho utilização real ou necessária, montei por puro tédio mesmo kkkk mas é muito trabalho para pouca vantagem (no meu caso ao menos)

        então, eu tb não posso afirmar, mesmo pq, montei uma maquina para rodar só o SO da Apple, logo, não tenho o “antes e o depois” para poder avaliar.

  16. Hoje pela manhã, passeando pela loja da Kobo, vi no setor de lançamentos o livro “Em defesa da sociedade aberta”, do George Soros. Pela sinopse deu vontade de comprar, mas não sei, só conheco ele por nome, nunca pesquisei nada. Não sei se o livro vale a pena ou é um monte de abobrinhas de um magnata. Aos que conhecem ele, qual a opinião de vocês sobre ele, sobre o projeto “Open Society Foundations”, etc.

    https://www.kobo.com/br/pt/ebook/em-defesa-da-sociedade-aberta

    1. a ideia de “sociedade aberta” é por si só liberal no que o liberalismo tem de mais ingênuo

      da maneira como é mobilizada por um sujeito como Soros, trata-se no fundo de ideologia do pior tipo: deve servir apenas para justificar a existência de ricos e pobres com um verniz democrático

      eu diria que há autores melhores :)

      1. hmmm, obrigado pela resposta, Gabriel. É um compilado de abobrinhas escrito por um magnata. Respondido. HAahAHahha =P

        Eu realmente não conheço nada dele, apenas o nome. Falha minha…

    2. vc comprou o kobo aqui? tive curiosidade, mas não vendeu mais oficialmente no brasil

      1. Opa! Sim, Will. Comprei aqui mesmo, em março de 2018. É um Kobo Glo HD.
        Hoje em dia a Livraria Cultura não possui mais nenhum modelo a venda, o que é uma pena.

        Ano passado, no meio do primeiro lockdown da pandemia, eu consegui um usado no MercadoLivre para o meu irmão. Dei sorte de achar um impecável. Paguei, se não me engano, R$ 350,00. Também um Glo HD.

      2. Olá! Eu tenho um Kobo Glo também. Comprei porque na época o Kindle que vendia aqui não tinha luz, mas poucos anos depois peguei o Paperwhite. Por causa do tipo de comércio agressivo, é mais fácil (quando não o único lugar) pra comprar e-books na Amazon e meu Kobo ficou de lado. De vez em quando eu ainda o ligo, ainda mais que tenho vários livros anão lidos e que venho tentado evitar a Amazon.

        1. Tu tens o Glo HD também? Ou a versão Glo?

          Eu nunca usei um Kindle, mas acho o Kobo tão completinho e com um funcionamento tão redondinho que adoro ele, não vejo o motivo para mudar para o aparelho da empresa do careca espacial.

          1. Eu tenho o Glo simples mesmo, acho que foi o primeiro modelo com luz que venderam. O que me fez comprar o Kindle foi o mercado brasileiro de e-book, que eu acho ruim. Lá no começo do Kobo, eu conseguia achar bastante coisa na loja – ou mesmo na Livraria Cultura, que era integrada – e por um preço bom. Aí veio a Amazon e tem livro que só é vendido lá agora (acredito que por causa de contrato e tal). Em termos de funcionamento, pra te ser sincera, eu acho tudo igual, mas meu uso basicamente é: baixar o livro que já comprei em outro lugar e ler. O máximo que faço é usar o dicionário integrado e separar os lidos dos não lidos. Passado vários anos, a tela do Kobo começou a ficar “manchada” mais rápida, mas parece que é só mudar a configuração pra refresh a cada virada (eu deixo no máximo).

    3. Boa tarde!

      Assim, não li o livro do George Soros. Parece mais um compilado de discursos dele, vida e obra como influenciador, filantropia etc.

      Se você curtiu pelo título, ou seja, pelo conceito de Sociedade Aberta, o melhor é ir no autor mais importante do conceito, “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, do Karl Popper. Além de ser um dos mais importantes filósofos da ciência, o Popper é um dos autores mais respeitados do liberalismo tanto por liberais quanto por seus críticos.

      Abraço!

      1. Olá, Vitor! Boa noite!

        Então, eu realmente achei interessante. Não sei o que pensar, pois, não tenho conhecimento nem da vida dele nem do conceito de sociedade aberta. Mesmo que eu não concorde com o que é dito e ache um monte de abobrinhas, fiquei interessado em ler. É legal ter a visão do “outro lado” (entre aspas mesmo, pois, nem eu mesmo sei de que lado estou). E obrigado pela dica do Karl Popper. Irei atrás. Quando irei ler eu não sei, mas deixa ele aqui. ;)

        Abraço!

  17. Acabei de me vacinar com a primeira dose da AstraZeneca, estou muito feliz.

    É isso, bora ciência! Ótima quinta à todos. rs

    1. aeeee

      para eu me vacinar ainda faltam 3 semanas, mas está bom, a primeira previsão era em setembro, depois pra final de agosto, agora é na segunda semana.

    2. Tomei a minha há quase duas semanas, já estou ansioso pela próxima dose!

    3. Eu deveria ter feito a minha hoje, mas aguardei pra ir com minha esposa amanhã… Deveria ter ido hoje. Só piorou minha ansiedade.

  18. Eu reparei que existe o sinal [-] e [+] para cada comentário. Eu costumo fechar todos e ir abrindo um por vez para conseguir ler tudo.
    É possível acessar essa página do post livre com os comentários recolhidos automaticamente?

    1. Não. Talvez você consiga isso mexendo no inspetor de elementos do navegador, mas, por padrão, os comentários aparecem todos abertos, sem opção do contrário.

    2. Super nerd, mas… pressiona F12, abre a aba “Console”, copia/cola/enter o código abaixo:

      document.querySelectorAll(“.comment-meta > div:nth-child(3)”).forEach(elem => {console.log(elem); elem.click()});

      1. Em tempo, tem que trocar as aspas para aspas duplas “de verdade” – o editor troca por aquelas que com frufrus.

      2. Aí sim! Sensacional! Muito obrigado. Não sei o que aconteceu, mas funcionou. rsrs

      3. Alô, Ghedin, podia colocar um “expand all” / “collapse all” lá no topo…

        1. Se você puder me guiar (leia-se: escrever o código e dizer onde eu tenho que colocá-lo), eu coloco. Não manjo de JavaScript e não fui eu que fiz esse sisteminha de contrair/expandir comentários.

  19. vcs assinam newsletter pagas? eu assinei a meio por um tempo mas não vi muita vantagem então acabei cancelando, agora estou pensando em assinar duas, mas não sei se irá agregar muito pra mim.

    1. Sim, mas nenhuma delas é de conteúdo fechado. São projetos parecidos com o Manual, ou seja, o acesso é gratuito, mas quem quer/pode paga uns trocados por mês para ajudar a manter a coisa funcionando.

    2. Sou assinante gratuito da meio também.
      Confesso que já me sinto bem instruído sobre as noticias com o conteúdo gratuito deles, por isso não vejo necessidade de contratar.

      No máximo pagaria para fortalecer o projeto mesmo.

      1. Eu pago o Meio mais pra ajudar também, mas a edição de sábado costuma ser muito boa.

    3. De conteúdo exclusivo, apenas uma
      Assinaria algumas outras poucas mais, mas estou sem tempo, disposição e dinheiro

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