Os riscos e facilidades do cartão de crédito / As fazendas de cliques

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No podcast da semana, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin falam de cartão de crédito, um assunto de finanças que, nos últimos anos, com o surgimento das fintechs, passou a ser muito mais tecnológico. Na semana em que o Nubank apresentou, finalmente, o seu cartão Black, o Nubank Ultravioleta, vale debater os riscos e as vantagens de se ter um cartão do tipo.

No segundo bloco, o assunto foi fazendas de cliques, plataformas que transformam cliques e outras interações em redes sociais em trabalho — mal pago e precarizado. Muitas coisas que acontecem na internet e parecem orgânicas são, na real, movidas por seres humanos que ganham frações de centavos por seu trabalho. Tem como escapar isso? E qual o impacto dessas fazendas de cliques na nossa percepção? Com comentários do Rafael Grohmann, professor da Unisinos e coordenador do laboratório de pesquisas Digilabour.

Por fim, Ghedin indicou o filme Benzinho [Globoplay], filme dirigido por Gustavo Pizzi, e Jacque, o livro de quadrinhos As três fugas de Hannah Arendt: Uma tirania da verdade [Amazon, Magalu, editora]1, de Ken Krimstein, publicado no Brasil pela Martin Fontes.

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4 comentários

  1. Legal a discussão sobre o “novo” cartão da Nubank. Aliás, eu tenho conta nessa instituição. Mas o resumo dessa ópera toda é o seguinte: o capital financeiro se alimenta do dinheiro dos outros, não do que ele produz. Nesse pequeno e poderoso mundo, lucro e fortunas não vêm do investimento em produção, pesquisa e tecnologia etc. Vêm dos juros que um banco ou uma fintech ganham em cima do dinheiro que outras pessoas depositaram na instituição. Esse é o pensamento que devemos ter ao aderirmos a um cartão ultravioleta, holográfico ou outras maravilhas tecnológicas que venham por aí. Eu vou deixar com eles o meu suado dinheirinho e eles vão se divertir com o jogo de especulações onde esse dinheirinho vai rolar. É tipo queremos o seu dinheiro mesmo. Aproveito e contribuo com a minha dica de leitura: A Era do Capital Improdutivo, de Ladislau Dowbor, e outros trabalhos desse ótimo economista que escreve muito bem, com muita clareza e pouquíssimo economês.

    1. Valeu pela indicação e pelo comentário, Paulo!

      Na sua opinião, qual seria a saída para não alimentar essa máquina? Se eu tenho uns trocados, não consigo ver outra opção acessível, que não me demande atenção e esforço (pois já tenho um trabalho e ele me ocupa bastante), para não deixar que esse dinheiro se deprecie. Acha que existe alguma alternativa?

      1. Como falei acima, eu tenho conta no Nubank. Também tenho no Inter e no Pic Pay. E gosto desses serviços financeiros digitais. Mas sei que não deixam de ser caras novas pro velho mundo capitalista que nós conhecemos. E é o mundo em que vivemos. Enquanto não dá pra embarcar numa nave em direção a um planeta mais justo, o negócio é ficar esperto, se informar e saber com quem a gente está lidando. Bancos e fintechs não são nossos amigos, são serviços pra gerirmos e movimentarmos o nosso dinheiro. Têm que trabalhar pra gente na medida do possível. Como vocês mesmos disseram muito bem no podcast.

    2. Cara, muitíssimo obrigado pela indicação do livro. Já coloquei ele na minha listinha de compras do Kobo.

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