O que muda no WhatsApp / Google nas universidades e a armadilha do grátis

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No programa de hoje, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa comentam a nova política de privacidade do WhatsApp, que passa a valer neste sábado (15). O que muda para você? É possível ignorá-la? Até onde vai a responsabilidade individual em decisões desse tipo?

No segundo bloco, debatemos a notícia, dada pelo Tecmundo, de que o Google vai mudar os termos das parcerias que tem com as universidades públicas brasileiras. No lugar do espaço ilimitado, o Google vai impor um limite no espaço que os acadêmicos podem guardar na nuvem. A estratégia é comum — aconteceu com o Gmail e com o Google Fotos também. Apesar disso, ela pegou reitores e gestores de surpresa e viraram um problemão num momento de sucateamento dessas instituições.

Nas indicações, Jacque indicou o filme Radioactive [Netflix], de Marjane Satrapi, e Ghedin, o livro A era da iconofagia [Amazon, Americanas, Magalu, editora]1, de Norval Baitello Junior.

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9 comentários

  1. Eu achei muito legal esse sonzinho de gravação de áudio do WhatsApp antes da fala dos entrevistados. É um detalhe que embeleza o podcast. Parabéns!

  2. Enquanto vocês falavam sobre o Moodle, fiquei me perguntando. Por que raios as instituições, no caso as universidades, não usam todo esse dinheiro de contratos com a Google e afins e investem em desenvolvimento de projetos de código aberto? Todos sairiam ganhando, as grandes instituições, a comunidade, no caso de pequenas escolas que poderiam se aproveitar disso… Eu juro que não entendo, tento, mas não dá.

    1. Nesse caso do Google, a empresa fornece os serviços às universidades gratuitamente. Além do custo zero em servidores, essa parceria também zera custos de manutenção e suporte. É uma oferta bastante tentadora; entendo o ponto de vista dos gestores em aceitá-la, ainda mais no ambiente atual, de descaso e sucateamento do ensino público — qualquer centavo economizado ajuda a manter a cabeça fora d’água.

  3. Boa tarde,

    Achei um grande deserviço e desinformação a respeito do Moodle. O Moodle é um Software Livre que muda constantemente, está sempre em atualização. Ele é extremamente customizável, responsivo, inclusive possui uma app para acesso. Na UFRJ usamos software livres que são bem melhores que os oferecidos pelo Google (Nextcloud, Moodle, iRedMail). Claro que não temos a capacidade do Google, mas seus serviços não são gratuitos. Dizer que é gratuito é uma tremenda alienação em relação ao sistema de trocas. Os dados hoje em dias são “as barras de ouro que valem mais do que dinheiro”. A escola do meu filho usa Google Class é uma merda. É difícil abrir qualquer anexo, no Moodle vc já abriria o arquivo direto, no GClass sempre encaminha pra outro lugar, as vezes até pedo login na Microsoft (se for um arquivo do M$ Office).

    Falar que o Moodle está com a mesma cara de 2009 é uma tremenda ignorância. Até pq a cara pode mudar de acordo com o tema, vc pode instalar dezenas de plugins e customizações. No Google Class é usar o limitado que eles te oferecem. O Moodle não tem culpa se não atualizam a aplicação.

    Decepicionado. Primeiro e último podcast que ouço de vocês.

    1. Calma, jovem.
      Os apresentadores estão compartilhando as experiências (boas e ruins) que tiveram com esses sistemas. Talvez se o background deles fosse como da UFRJ, teria um trecho diferente na fala. A sua participação é importante para enriquecer o debate, e oferecer uma perspectiva mais abrangente.
      Os produtos do manual do usuário são excelentes.
      Dê mais uma chance, quem sabe um outro tema.. tem um Tecnocracia e a Microsoft de cair o queixo!
      Tenha um ótimo fim de semana!

    2. Oi Raposo! Eu usei o Moodle em duas oportunidades, em 2010 e em 2014, em duas instituições distintas, e na minha cabeça o visual dele era o mesmo em ambas. De nada adianta ter zilhões de plugins e temas se quem administra não os usa. (E se esses complementos são tão bons e ninguém os usa, é sinal de que há algum gargalo no fluxo de trabalho.)

      De qualquer forma, como eu disse no programa, não mudar não é necessariamente uma fraqueza. Pessoalmente, gosto da estabilidade e do compromisso com o que é familiar comuns em projetos de código aberto. Se ouvir outros programas do podcast, aliás, verá que defendemos o software livre e não somos muito afeitos à big tech, em especial o Google, de quem evito ao máximo usar qualquer coisa.

      Resumidamente, estamos do mesmo lado :)

      1. Conscidentemente precisei instalar um Moodle essa semana e, definitivamente, ele não está com a mesma cara de 2009. Mesmo sem os plugins, defendo que é uma alternativa muito melhor que o Google (minha experiência em baixar arquivos é péssima). Já fizemos muitos cursos na UFRJ com o Moodle e nunca houve dificuldade, pelo contrário. Mas mantemos bem atualizado. Falta conhecimento, estudo e também grana, claro, porque o pessoal de TI tem que lidar com problemas desnecessários por falta de verba. Os problemas elétricos da UFRJ causam mais mobilização da parte de TI e isso acarreta em um efeito cascata que é: não conseguir manter tudo funcionando atualizado em tempo. Além dos incêndios (ontem já teve outro num laboratório da EEFD) as quedas de energia danificam equipamentos (nobreak e gerador são artigos de luxo). É realmente complicada a situação das Universidades. Sobra dinheiro pros bancos e faltam para o ensino, educação e pesquisa. Mas terceirizar de longe é a solução. Aqui temos um problema político e não técnico.

  4. Oi pessoal!

    Foi uma pena perder a gravação do podcast, os debates nos bastidores são ótimos e divertidos! :)

    Em Marketing estudamos estratégias de gestão e desenvolvimento de produtos e marcas, e tem uma estratégia em que lançamos um produto com preço muito baixo (inclusive engolindo prejuízos) para inviabilizar o negócio da concorrência. Essa estratégia ficou na minha cabeça enquanto ouvia a parte do Google para Universidades, fiquei com a sensação que Google está fazendo a manutenção para o monopólio, pensando mais em desarticular a concorrência do que satisfazer as necessidades dos seus clientes.

    Ah! Para entender o “finsta” recomendo um trechinho da série (netflix) One Day at Time – Temporada 3, Episódio 2, no minuto: 00:02:03.

    @Jacque, mesmo anunciando sua incredulidade ao final da fala, foram muitos elogios ao Google Classroom e suas facilidades de uso, senti uma passada de paninho, hein!? Então, trofeu diabinho da semana vai para você! <3 Risos

    E por um último #DENÚNCIA: A Jacqueline esconde cenas do apocalipse em suas recomendações culturais. Não sei nem o que esperar de Radioactive [OMG!].
    Em Daybreak nosso saudoso Ferris Bueller foi transformado no diretor da escola. </3
    (@Ghedin, a referência é do filme 'Curtindo a Vida Adoidado' – lançamento guediniano super recente de 1986. xD )

    Um abraço enorme para vocês!

    1. Isso, é uma estratégia muito comum mesmo. Uber e 99 usaram (aqueles descontos gigantescos de 2018), e o próprio Google também em produtos voltados a usuários domésticos, casos do Gmail e Google Fotos.

      Eu detestei o Google Classroom quando o usei na faculdade. #TeamMoodle aqui.

      Curtindo a vida adoidado é um dos raríssimos filmes que topo assistir com áudio dublado. É muito Sessão da Tarde!

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