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Os riscos da investida comercial da Wikipédia / Video game por assinatura é bom negócio?

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No podcast desta semana, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin debatem a investida comercial da Wikipédia, a Wikimedia Enterprise (matéria da Wired), e os acordos que serão estabelecidos com grandes empresas, como Amazon, Apple e Google. Isso afeta a imagem da Wikipédia? Quais as oportunidades? E os riscos?

No segundo bloco, debatemos as novas formas de jogar video game, em especial o Game Pass Ultimate da Microsoft, uma espécie de “Netflix dos games”. Há quem argumente que a oferta da Microsoft é a que tem o melhor custo-benefício do mercado, mas será que é só isso o que conta na hora de jogar?

Nas indicações culturais, Ghedin recomenda o filme Ascensor para o cadafalso, de Louis Malle, e a Jacque, o conto Lázaro, de Cristhiano Aguiar, publicado no Suplemento Pernambucano.

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5 comentários

  1. o que mais incomoda nesse mundo de assinaturas é a maneira como elas fazem a gente querer controlar ou disciplinar nosso próprio tempo de ócio para fazê-las “valer a pena”. Não se trata apenas de empresas disputando nossa atenção (como na famosa frase do presidente da netflix alegando que seu principal adversário seja o Fortnite), mas delas capturando nossa própria maneira de “planejar” o tempo livre.

    sobre a wikipédia: concordo com Ghedin quanto aos riscos e acho que talvez chegue um momento em que tenhamos de decretar os projetos da Wikipédia como uma espécie de patrimônio da humanidade. Falo sério: isso significaria a necessidade de um esforço estatal supranacional para manter uma versão dela totalmente pública (sediada na Unesco, por exemplo).

  2. Jacqueline argumentou que grandes empresas correm mais risco com “informações imprecisas” (16:35) pq “é a última edição é a que vai”. Bem, os artigos na Wikipédia tem histórico, basta essas empresas olharem o histórico no momento em que estão consumindo os dados. Capacidade computacional, essas empresas tem de sobra. Não precisa ter uma api especifica para isso. Até pq isso geraria mais frentes de trabalho, e na Wikipédia não sobram braços. Então, a meu ver, isso não é um bom argumento para justificar o tratamento diferenciado para essas empresas.

    O que devemos ter em mente é que Wikipédia e projetos semelhantes, como o OpenStreetMap, são bons por causa do seu ambiente promiscuo. Os artigos da Wikipédia ou as áreas da Terra no OpenStreetMap que possuem pessoas interessadas possuem grande qualidade, e erros ou informações imprecisas tem vida curta. Então, se o objetivo é reduzir o risco de erros nos dados, o caminho seria investir dinheiro no incentivo ao surgimento de novos colaboradores.

    Daí, esse argumento parece contrario ao principio de projetos colaborativos. Os dados estão assentados nas pessoas. Se os dados tem problemas, é necessário mais pessoas colaborando para sua melhoria.

  3. Um ponto relevante sobre a estratégia da Microsoft com o game pass é buscar novos clientes fora dos consoles. O Game pass é a base de todo o ecossistema: Xbox, PC no download comum e mobile/TVs inteligentes/notebooks por meio do streaming (que está em beta no Brasil). A pessoa joga onde achar melhor, sem limitar os jogos a um público otimista de 100 milhões de consoles vendidos em uma geração de 6 anos.

    A Microsoft quer fazer pra jogos o que acontece hoje pra música e filmes, ninguém compra uma TV da Samsung pra ter acesso a filme A, B ou C ou precisa do Sony Walkman pra ouvir um lançamento musical. A indústria dos jogos ainda é a única que prende o conteúdo a um dispositivo exclusivo e de alcance baixo, quando o que dá dinheiro de verdade não é o console, mas a venda de software por meio dele. Tanto que essa é a aposta da Amazon e Google para o mercado de jogos no futuro, play anywhere.

    Do lado das produtoras, elas ficam mais livres pra explorar conceitos que se estivessem limitados a uma publisher comprar a ideia considerando a quantidade de vendas não poderiam explorar. Li faz alguns meses uma analogia, não lembro quem a fez, de que se fossemos comparar o cinema com a indústria de jogos em relação a exploração de formato e potencial criativo, os videogames ainda estão no período do cinema mudo em preto e branco.

    O desafio agora é ter mais conteúdo relevante. Pra isso anunciou que tudo dos estúdios próprios entra no game pass no lançamento. Comprou Bethesda e outros estúdios nos últimos dois anos, junto com a Bethesda a Microsoft agora é dona de 23 estúdios que estão produzindo projetos que serão exclusivos desse ecossistema do game pass.

    Do lado do assinante, é uma maneira de exposição muito boa. Eu descobri jogos que me divertiram muito e coisas que eu nunca teria jogado se tivesse que pagar, mas já que está no game pass essa barreira é muito menor. Tem também a questão da variedade, tem jogos lá de todos os tipos pra todos os gostos.

    Eu sou um evangelista do game pass haha, pois só tem me trazido boas experiências no tempo que assino.

    Uma das experiências surreais foi estar na casa de um amigo que não tem Xbox e querer mostrar um jogo pra ele, compartilhar a tela do meu celular com a TV dele e abrir o app do game pass, fazer streaming do jogo por lá e jogarmos juntos dessa forma.

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