Privacidade em tempos de FaceApp; 5G faz mal à saúde?

Como é bom estar de volta! O Guia Prático retorna para esta terceira temporada — a lógica da contagem de temporadas é meio arbitrária, mas isso é mero detalhe —, agora em parceria com o Gizmodo Brasil.

No primeiro programa da nova fase, eu (Rodrigo Ghedin), Guilherme Tagiaroli e Giovanni Santa Rosa falamos da polêmica da privacidade do FaceApp, o app que acelera o tempo e usa inteligência artificial na nuvem para mostrar como será o seu visual daqui a algumas décadas, e da história dos deputados catarinenses que querem barrar o 5G porque acreditaram no vídeo de um charlatão que o YouTube faz o desfavor de deixar no ar. Também temos seções especiais de indicações (pegue os links abaixo) e da agenda da semana, em que antecipamos algumas novidades do Galaxy Note 10, novo super celular da Samsung.

Mande o seu recado para o podcast! Pode ser pelo e-mail podcast@manualdousuario.net ou enviando um áudio no Telegram para @ghedin.

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17 comentários

  1. Eu ia mandar o comentário em áudio, mas vou deixar para outra oportunidade.

    Falando sobre privacidade e cessão de dados, vocês falam da questão do CPF nas farmácias, mas tão ignorando uma coisa: os projetos de “nota fiscal identificada”, que vem até antes mesmo da questão do CPF para farmácia ou outras lojas e clubes de compras respectivos.

    Fica a questão: é um problema esta questão da identificação de CPF nas notas ou não? Pois de fato, ao ceder a informação da compra que faz para o Estado, imagino que eles façam um rastreio e análise da capacidade de compra quando usado o CPF.

    Em tempos: fiz uso uma vez e até tinha ganhado “uns trocadinhos” (R$ 30,00) em um destes programas estaduais. No entanto, dado que hoje devo uma multa de trânsito, não tenho mais como recuperar ou participar destes projetos, dado que qualquer valor fica retido no sistema.

    1. Para além do CPF existe também o cadastro no banco de dados das empresas farmacêuticas. Eu uso um remédio de uso contínuo para asma que, sem o desconto, custa R$140 em média. Com o desconto esse preço vai pra R$70. Eu preciso desse remédio mensalmente, logo, minha privacidade vai pro beleléu e eu deixo meu nome, CPF e histórico de compras com o laboratório em troca de 50% de desconto. É a vida, sem isso eu provavelmente não teria dinheiro pra comprar todos os meses.

      1. Acho que o Ghedin ou outro canal discutiu isso em algum podcast ou matéria, não me lembro exatamente, mas acho que vi alguém falando por cima sobre isso.

        É um porre lidar com esta questão da privacidade por causa disto: são “trocas” que fazemos toda hora para ter algo que compense a nós.

        Isso porque em algum momento da humanidade, um ser humano resolveu-se aproveitar do conceito de anonimato para fazer mal a outros…

        1. A rede Panvel aqui no RS tem um sistema de fidelidade onde ela pega o seu CPF e cadastra num cartão de fidelidade. Além de descontos entre 5 e 10 por centro você também acumula pontos para trocar em itens de perfumaria. Acho que isso é uma escolha que você tem (um desconto baixo e uma troca em itens que não são de primeira necessidade), diferente da ideia de um laboratório dando descontos em troca apenas do seu CPF + hábitos de compra em um remédio caro (+100 reais) e de uso contínuo.

          Acho isso muito mais perigoso e nocivo (socialmente e economicamente) do que o sistema de fidelidade da Panvel, por exemplo, porque toca numa questão de saúde e acesso à saúde. Sem esse remédio eu preciso fazer nebulização diariamente (antes do tratamento diário eu cheguei a ter nebulizador portátil para poder levar pro trabalho) e, ao mesmo tempo, eu não tenho condições de dispor de 140 reais mensais para comprar o medicamente sem o desconto do laboratório.

          Indo mais além, nesse caso, qual é a real intenção do laboratório em ter esses dados meus?

          A farmácia tem uma ideia bem simples por detrás do seu plano de fidelidade: manter os clientes comprando na rede em troca de descontos baixos e hábitos de compra.

          De qualquer modo, no momento eu não tenho escolha.

          1. :(

            Nessas horas faz falta o sistema de indicação de resposta por humor

  2. Ghedin, fico feliz que o podcast tenha voltado. Aproveito o tema para uma pergunta.

    Esse sistema de comentários do WordPress, que não permite ao comentarista deletar ou gerenciar os comentários feitos, não vai contra a filosofia do Manual de lidar com a privacidade/informações dos usuários?

    1. (Acho que é trauma que teve uma época que eu apagava as mensagens e deixava tudo truncado a conversa, mas não deixa de ser uma boa questão)

      PS: geralmente o Ghedin atende “de imediato” quando solicitado para apagar mensagens. E salvo engano, ele deixa assim também porque há o fato que ele pode bloquear ou filtrar os comentários quando necessário.

      E todo sistema de comentário externo tem mais problemas de privacidade do que este.

      1. De fato, outros sistemas, como o Disqus e, obviamente, o Facebook, tendem a ser mais invasivos.

        Acho o visual do sistema WordPress mais bonito e creio que possua uma política de privacidade bem melhor que esses outros (creio, porque nunca li), entretanto, essa impossibilidade do lado do comentarista de gerenciamento dos comentários feitos me incomoda um pouco.

        1. Salvo engano, o WordPress do Ghedin é hospedado por ele mesmo e, sendo assim, o banco de dados dos comentários é de total controle do Ghedin/MdU e não do WordPress.

          Talvez, não sei, o plugin tenha alguns PHP’s que podem enviar/receber dados de telemetria do servidores MdU WordPress.

        2. Aboli o Disqus devido ao modelo de negócio deles, que consiste em coletar dados dos leitores para criar perfis que são revendidos a anunciantes.

          Aqui, a gente coleta o mínimo possível de dados. Na real, só um: o e-mail (e não precisa ser o seu mesmo, pois permite-se comentários anônimos). Nem IP coletamos. Do meu lado, acho interessante ter esse atrito na exclusão de conteúdo porque: 1) depois que se publica um comentário, ele recebe respostas e se torna algo maior que somente ele mesmo; e 2) eu sou responsável, legalmente, por tudo que é publicado aqui.

          De qualquer modo, se alguém quiser apagar os comentários, basta mandar um e-mail. Caso os comentários tenham respostas, pedirei que eles sejam mantidos e que eliminemos apenas os identificadores (nome, e-mail e referências ao autor nas respostas subsequentes); caso contrário, apagamos direto as mensagens numa boa. (E em último caso, apagamos também até aquelas que têm respostas.)

  3. Depois que voltou o podcast não consigo mais baixar nenhum episódio pelo Pocket Casts. Ele lista que tem um episódio disponível mas não consegue realizar o download. Houve alguma alteração de feed?

  4. Ficou ótimo o podcast! Parabéns!

    Com todo respeito, se começarem a botar os comentários do giz é melhor alterar o nome do podcast pra câncer-cast.

  5. nunca usei o FaceApp nem o Dollify, mas meus amigos usaram minhas fotos nos aplicativos, então as vezes nem se não usarmos conseguimos proteger nossa privacidade;

    Sobre o Note 10: pq nenhuma empresa além da Samsung lança smartphone com as canetas? será que acham que não vão conseguir roubar esse mercado?

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