[Podcast #34] Parabéns, web!


16/3/14 às 19h30

Há 25 anos Tim Berners-Lee criou a web e mudou a Internet e, de quebra, a vida de um punhado de gente. Se não fosse por essa criação, você não estaria lendo e ouvindo isso neste momento. A World Wide Web é um negócio grande.

No podcast de hoje, eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa e Joel Nascimento Jr. falamos sobre as origens da web, a confusão entre esse termo e Internet (assuntos abordados aqui), como a guerra dos navegadores quase quebrou a web e as nossas primeiras aventuras nesse universo de hipertexto polvilhado com HTTP e HTML.

Ouça aí, ou baixe o arquivo MP3 aqui:

Música: Gust of Wind, do Pharrell Williams.

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5 comentários

  1. Saudações Ghedin, Paulo Higa e Joel,

    Quero colocar dois pontos nesse meu comentário. O primeiro uma experiência pessoal de como a nova geração vê a internet e no segundo vou fazer o papel do “advogado do diabo”. Vamos a eles.

    É realmente muito interessante como a nova geração convive com a internet. Para eles é tão natural quanto a lâmpada que acende ao acionar o interruptor e a água que sai da torneira. Tenho 3 filhos pequenos (ou nem tanto. Atualmente com 11, 8 e 7 anos) e todos eles convivem com a internet desde o nascimento (mais precisamente, convivem com a web, mas vamos deixar isso pra lá…). Há alguns anos atrás estávamos jantando e o mais velho me pergunta se tubarão come tubarão. Pensei um pouco e fiquei na dúvida e respondi que não sabia. E então a menina do meio dispara sem titubear (então com 5 anos de idade): vamos ver no Google! Pra ela já era natural aquela caixinha na tela do seu netbook pra ela escrever o que queria saber e ter acesso a um mundo de conhecimento.
    Em outra ocasião, ela tenta abrir um site em um consultório médico que não tinha wi-fi e aí reclama pra mim que o netbook dela estava com problema e não estava funcionando. E aí segue um diálogo mais ou menos assim:
    – Pai, deu problema aqui. O site não tá abrindo.
    – Não vai abrir mesmo. Aqui não tem internet.
    – O que é internet?
    – É o que permite você abrir os sites.
    – Mas meu computador tem internet.
    – Aqui não
    – Pai!!!! Por que você tirou a internet do meu computador! Devolve!!!
    – (rindo) Eu não tirei nada. É que aqui não tem acesso à internet. Quando a gente voltar pra casa você vai poder abrir o site que você quer.
    – Mas por que aqui eu não posso?
    (ai ai ai) foi difícil, muito difícil explicar pra uma menina de 5 anos porque o netbook dela em casa abria os sites dos joguinhos e no consultório do médico não…

    Agora o outro ponto. Entendam, é claro que sou a favor da neutralidade da rede, mas também penso no lado dos provedores. Não sei como funciona tecnicamente, mas acredito que uma pessoa que gere um tráfego mensal de 1 GB tenha um custo menor ao provedor do que uma que gere um tráfego mensal de 8 GB (considerando a mesma velocidade). Ou seja, ambos pagam a mesma coisa ao provedor, mas os custos do provedor de atender essas pessoas são diferentes. Quem gera muito tráfego deva dar prejuízo ao provedor enquanto que quem gera pouco tráfego deve dar um lucro muito alto. Então o “usuário light” acaba subsidiando o “usuário hard” e que, se este usuário que sobrecarrega a rede abaixando imagens do Linux durante o mês inteiro pagasse mais pela sua conexão, o usuário light poderia pagar menos. Não é justo que quem use mais pague mais? (não confundir com velocidade. Já vi o argumento de que o usuário hard já paga mais, pois paga por um plano de maior velocidade. Acho esse argumento falho pois estamos comparando tráfego de dados. Ambos os usuários tem a mesma velocidade, mas um gera um tráfego de dados dez vezes maior do que outro, por exemplo. O custo para atender esse usuário com mais tráfego de dados deve ser maior do que o custo para atender o que gera pouco tráfego. Ou não? Se não houver diferença de custos desconsiderem tudo o que escrevi…)

    Novamente, só pra lembrar, eu sou a favor da neutralidade da rede, mas temos que pensar que o tráfego de dados da internet está aumentando absurdamente e se as empresas não forem remuneradas pelo uso da sua infraestrutura de forma adequada a tendência é o serviço de acesso à internet piorar cada vez mais.

    1. Esses questionamentos da geração que nasceu com Internet são hilários mesmo, Rogério! Até com pessoas mais velhas, gente que nasceu em meados dos anos 1990 algumas reações e impressões são… curiosas. Tipo fazer trabalho escolar ou acadêmico na biblioteca, sem o auxílio do Google. Impensável hoje!

      Quanto à neutralidade, essa distinção sobre o consumo já existe e não atinge a esfera em debate. Tanto em conexões domésticas quanto móveis (mas principalmente nessas), as operadoras podem definir uma franquia mensal: o cliente tem direito a uma cota de transferência, renovável mensalmente e que, extrapolada, resulta em pagamentos extras ou redução da velocidade. Funciona bem e, novamente, não afeta a neutralidade — enquanto houver banda disponível o usuário a consome da maneira que bem entender.

      O problema da neutralidade é privilegiar determinados sites (digamos que as Organizações Globo pague para a NET abrir seus sites mais rápido), serviços (um hipotético site de vídeos GVT, por exemplo, carregar vídeos mais rapidamente que o YouTube) ou diferenciar o que o usuário faz (quer jogar online? Tem que pagar R$ 20 extras pelo plano gamer). Qualquer desses casos soa absurdo e é contra isso que todos lutamos.

  2. Grande Ghedin;

    Parabéns pelo podcast, minha caminhada fica muito mais divertida quando ouço vocês. Só não fiz uma doação pq sou recém formado, desempregado… aí já viu.

    O site da UEM (www.uem.br) se entrar pelo Firefox sem o “www” cai em uma página de configuração do wifi, lembro que alguns calouros se confundem na hora de consultar as notas por causa disso.

    Em relação aquela parte sobre provedores pagarem para navegar.
    Em minha cidade uma empresa de manutenção (a única na época) deixava um login e senha salvo no discador do IG em cada máquina formatada.
    Era uma época em que o IG dava ponto para navegação em horário comercial (pulso a cada 4 minuto), lembro-me que quase toda semana eu trocava esses pontos por um pacotão de meias (vinha 3 pares) da Trifil, sempre dava meias de presente para os amigos. Uma vez esqueci e depois de uns 6 meses consegui trocar em uma cafeteira, era muito engraçado.

    1. Isso, o site da UEM!

      E, hahaha, meias!? Que sensacional! Eu usava outro provedor, não era o iG. Esqueci o nome totalmente… Depois que acumulava um valor mínimo, ele mandava um cartão pelos Correios para sacar o dinheiro no banco, como se fosse um correntista normal.