Podcast #31


23/2/14 às 17h14

Ninguém esperava a compra do WhatsApp pelo Facebook, menos ainda pelo valor fechado — US$ 16 ou 19 bilhões, dependendo da sua interpretação. No podcast de hoje, eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa e Joel Nascimento Jr. discutimos esse negócio bilionário, o que muda nesse cenário e quais as alternativas ao WhatsApp, caso você queira largá-lo — spoiler: não precisa.

Se preferir, baixe o arquivo em MP3.

Música: Hit It, American Authors.

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3 comentários

  1. O whatsapp teve um investimento em 2009 de menos de 10 milhões de dólares. Eles acabam não cobrando ou cobrando bem pouco porque o custo de manutenção é ultra baixo. Depois que chega no aparelho da outra pessoa, ele apaga do servidor, como se fosse o snapchat. O instagram quanto mais fotos, mais custos, por isso que precisa de anúncio pra se sustentar. O whats não.

    Muuuuito bom o podcast!!

  2. Mais um episódio excepcional, Ghedin e turma, parabéns pelo ótimo podcast. A qualidade sempre excelente, não espero nada menos que isso. Aliás, assim que for possível, estarei pegando essa assinatura aí hein, Ghedin.

    Sobre o assunto do podcast: de fato o Facebook, como o Joel falou, está comprando possíveis concorrentes, se prevenindo no futuro de algum tipo de confronto direto. Acho válida a compra, embora ache que a empresa poderia ter sido mantida por si só, é uma boa adição ao portfólio de marcas do Facebook. Em quesito de modelo de negócios isso foi algo que me manteve na dúvida, não sei se algum de vocês teria uma resposta mais definitiva pra isso, mas manter ou “justificar” a compra em termos financeiros não é exatamente viável, dado o preço e quantidade de usuário e tudo mais que o Whatsapp possui. Agora, a pergunta, como ele mantinha antes? Óbvio que o tamanho reduzido de funcionários ajuda, mas como obtiam lucro?

    E, para finalizar, a questão da migração de app eu vejo, inclusive acredito que tuítei a mesma coisa que o Joel, como algo estranho, dado que a maior parte do que tenho ouvido foi: “Vou sair do Whatsapp porque o Facebook comprou, agora não vou ter mais privacidade”. Entretanto, a conta dessa pessoa no Facebook continua lá, ativa. É engraçado como a falta de privacidade faz as pessoas se comportarem de forma estranha. Eu acredito que se uma empresa desse porte quer REALMENTE os meus dados, para estatística ou qualquer outro fim, ela vai conseguir, independente de uma permissão ou não, por outros meios – legais, eu espero – que não no próprio app. Posso estar errado, mas é como vejo essa questão. Inclusive, algo engraçado, na época que saiu uma matéria, basicamente em todos os grandes sites de tecnologia brasileiros, sobre o histórico que o Google mantinha dos lugares onde você esteve, quando o seu GPS fica ligado e tal no Google Maps, houve uma enorme repercussão do quanto isso era prejudicial em termos de privacidade. Inclusive, onde trabalho, quando descobriram isso – algumas semanas atrás – ficaram abismados e começaram a desativar tudo quanto era serviço de localização e etc, embora continuassem usando o Foursquare. Não faz nenhum sentido, né.

    Enfim, ótimo podcast, aguardo ansioso pelo da semana que vem ;)

    1. Puts se fizessem um filme sobre a vida do Eric Schmidt sairia um filme bem sem nexo, a gente ao invés de ficar com raiva dele iria sentir pena… imagino algo parecido com o The Office EUA: o cara babaca que se acha esperto mas sempre está errado.