Os primeiros reviews do chip M1, da Apple

O embargo caiu e várias publicações soltaram suas análises dos novos computadores da Apple com o chip M1, também da Apple. A primeira impressão é ótima: desempenho superior ou equivalente ao do dos chips topos de linha da Intel e AMD e baixo consumo energético (leia-se: maior duração da bateria e, mesmo nos modelos com ventoinha, silêncio).

Para quem quer números e tabelas, indico a análise do Mac mini feita pelo Anandtech. Para tarefas mais mundanas com ênfase no (não) barulho das ventoinhas, este vídeo dos novos MacBook Air e Pro do Wall Street Journal. Ambos em inglês.

GitHub restaura youtube-dl e anuncia mudanças para proteger desenvolvedores

O GitHub restaurou o youtube-dl, projeto de código aberto que havia sido tirado do ar devido a uma denúncia de gravadoras de que ele estaria sendo usado para infringir direitos autorais de suas músicas.

Além da boa notícia, o GitHub reformulou a maneira como lida com denúncias do tipo, embasadas na DMCA, a lei de direitos autorais norte-americana, no sentido de dificultar a remoção de repositórios acusado de infringi-la. “Nos casos em que a alegação é ambígua, ficaremos do lado do desenvolvedor e deixaremos o repositório no ar a menos que haja evidências claras de condutas ilegais”, diz a empresa.

Por fim, o GitHub criou um fundo de apoio legal para desenvolvedores que se virem na mesma situação, em parceria com o centro Software Freedom Law e a Electronic Frontier Foundation (EFF), e investiu US$ 1 milhão nele. Via The GitHub Blog.

Disney+ chega ao Brasil

O Disney+ está disponível no Brasil. Custa R$ 27,90 — plano único, com resolução 4K e até quatro telas simultâneas — e, antes de se comprometer com a assinatura, o usuário interessado pode testar o serviço gratuitamente por sete dias.

Eleições nos Estados Unidos: Os números da desinformação no Facebook e Twitter

Na semana em que o Twitter agiu e rotulou o tuíte de um político brasileiro — uma política, no caso —, números das eleições norte-americanas ajudam a dar a dimensão do desafio que temos pela frente.

O BuzzFeed News conseguiu dados de um relatório interno do Facebook sobre as postagens rotuladas de Donald Trump se autodeclarado vencedor da eleição presidencial. Os rótulos ajudaram a reduzir os compartilhamentos em 8%, mas a redução não se refletiu em menor alcance/engajamento. “Entretanto, dado que Trump tem muitos compartilhamentos em qualquer post, a diminuição não altera os compartilhamentos em ordens de magnitude”, disse um cientista de dados da empresa. Ele emenda que o objetivo dos rótulos não é diminuir o espalhamento de desinformação, mas sim “oferecer informações factuais no contexto do post”.

Dias antes, o Twitter fez o mesmo exercício, só que publicamente. Foram 300 mil tuítes rotulados entre 27 de outubro e 11 de novembro, ou 0,2% do total de tuítes relacionados às eleições. Do total de visualizações desses tuítes, 74% ocorreram após a aplicação dos rótulos, e houve uma redução de 29% nos retuítes comentados.

Note-se que o Twitter aplica restrições ao alcance de alguns tuítes rotulados, desativando o retuíte direto e as curtidas — apenas o retuíte comentado fica disponível. O Facebook não age nesse sentido.

Como é receber um pagamento por Pix

Dois prints do comprovante de pagamento de um Pix feito para uma conta corrente no Bradesco.
Clique para ampliar. Imagens: Manual do Usuário.

Recebi um Pix. O dinheiro entrou na mesma hora na minha conta (corrente, no Bradesco) vindo da de um leitor* no C6 Bank, como é esperado, e gerou um comprovante com detalhes da transação, do pagador e um botão para devolver total ou parcialmente o valor recebido.

Um detalhe curioso é que, pelo menos no caso do Bradesco, o Pix tem uma área de extrato à parte, separada das outras movimentações da conta. No extrato convencional, porém, as transações feitas pelo Pix também aparecem.

* O apoio (assinatura) anual ao Manual do Usuário já pode ser pago por Pix. Para saber mais detalhes, mande um e-mail.

O escândalo de privacidade do OCSP no macOS Big Sur

Vários leitores me indicaram este post do pesquisador Jeffrey Paul em que ele cita o OCSP, um protocolo usado pelo sistema de segurança do macOS chamado Gatekeeper que se comunica periodicamente com servidores da Apple. Para Jeffrey, o uso do OCSP representa uma falha grave de privacidade porque os envios não são criptografados e revelam quais apps cada usuário executa em seu computador.

O OCSP atua no macOS desde a versão Mojave, de 2017, e, como o nome indica (é uma sigla para Online Certificate Status Protocol), serve para verificar se um app que o usuário deseja rodar usa certificados válidos. A Apple pode e sempre revoga certificados usados por apps comprometidos, vírus e outras ameaças, impedindo-os de serem executados e causarem danos ao computador. O OCSP é, pois, um recurso de segurança que não havia chamado a atenção (ver aqui e aqui). Chamou agora por dois motivos:

  1. Na noite da última quinta (12), os servidores da Apple que fazem a verificação do OCSP ficaram muito lentos, talvez por sobrecarga. O macOS tem uma condicional para ignorar a verificação caso esses servidores estejam inacessíveis, mas como eles estavam acessíveis, só que muito lentos, o sistema manteve a verificação, que — você adivinhou — ficou bem lenta, a ponto de prejudicar o uso do computador.
  2. No macOS Big Sur, lançado no mesmo dia, o serviço responsável pelo OCSP e alguns outros relacionados a aplicativos da própria Apple foram “escondidos” do usuário, de modo que apps de monitoramento do tráfego/firewalls, como o Little Snitch, não conseguem mais barrar esses contatos periódicos que o macOS faz com servidores da Apple.

Emprestando um termo batido de 2020 para descrever a situação, esse é o “novo normal” dos sistemas operacionais comerciais. A Microsoft encheu o Windows 10 de telemetria, sistemas móveis se comunicam o tempo todo com servidores centrais mesmo quando não estão em uso (o Android mais que o iOS) e o macOS não é exceção. E, que pesem a desconfiança e o risco à privacidade provocados por algo como o OCSP, ele tem uma função importante e útil, como a Apple descreve em sua documentação.

O gênio ter saído da lâmpada não significa que virou um vale-tudo, ou seja, o Gatekeeper, sistema de segurança em que o OCSP está implementado, pode ser mais transparente. Uma atualização datada desta segunda (16) na referida documentação da Apple trouxe mudanças. De imediato, a Apple parará de registrar os endereços IP e apagará todos os que já foram coletados. Em 2021, mais mudanças serão implementadas:

  • Um novo protocolo criptografado para verificações de certificados de desenvolvedores revogados;
  • Proteções mais robustas contra falhas de servidor; e
  • Uma nova opção aos usuários para desativar essas proteções de segurança.

A Apple, como no “bateria-gate” do iPhone, poderia muito bem ter se antecipado e evitado o desgaste. Ao fim, porém, as propostas de mudanças descritas acima soam a um bom equilíbrio.

Atualização (14h30): Pequenas mudanças na redação indicando que o OCSP é um protocolo aberto, não exclusiva da Apple, e parte do sistema Gatekeeper, que roda no macOS. Agradecimento ao leitor Douglas Caetano pelo toque!

Pix começa a funcionar nesta segunda (16)

O Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, começa a valer para todo mundo às 9h desta segunda-feira (16). O sistema, gratuito para pessoas físicas, instantâneo e disponível 24h por dia, 7 dias por semana, foi autorizado pelo Banco Central a 762 instituições financeiras e promete uma revolução no sistema bancário brasileiro.

Se ainda não cadastrou suas chaves Pix, entenda o que são elas e cadastre-as agora. Para outras dúvidas, indo o nosso último podcast e este especial do Valor Investe. às 9h30, o Banco Central transmitirá a cerimônia de lançamento do Pix pelo YouTube. Já fez um Pix? Conta para nós, ali nos comentários, como foi a experiência.

Maus perdedores tentam minar a credibilidade da Justiça Eleitoral

Supostos ataques hacker, a centralização da contagem de votos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma falha no super computador responsável pelo trabalho impediram que o resultado das eleições municipais deste domingo (15) fosse divulgado com a agilidade habitual.

A confluência de fatores abasteceu discursos antidemocráticos, vindos de maus perdedores, de que teria havido fraude. A SaferNet fala em “ação coordenada” a fim de minar a credibilidade da Justiça Eleitoral. Isso é grave e deve ser encarado como tal. Redes sociais rotularam alguns desses posts conspiratórios, mas é preciso fazer mais; é preciso repudiar veementemente ataques levianos que, sem qualquer fundamento, só servem para tumultuar e fragilizar um sistema que, até agora, e apesar da gritaria, tem se mostrado confiável. Via Folha, O Globo.

Fase de testes do Pix: 826 mil transações totalizando R$ 325 milhões

Entre os dias 3 e 12 de novembro, na fase inicial de liberação do Pix (o “soft opening”), foram feitas 826 mil transações que totalizaram R$ 325 milhões, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). De acordo com o Banco Central, já foram cadastradas 69,5 milhões de chaves Pix, sendo 66,6 milhões de pessoas físicas. Até o momento, o tipo de chave mais cadastrada é a do CPF, com 25,4 milhões, segundo dados do Banco Central.

Na segunda (16), a partir das 9h da manhã, o Pix estará valendo para todos os clientes das 762 instituições autorizadas pelo Banco Central a operarem no sistema. Ouça o nosso último podcast para tirar suas dúvidas e leia esta matéria para entender o que são as chaves Pix.

Google Fotos deixará de ter armazenamento ilimitado em 2021

Um dos grandes diferenciais do Google Fotos é o armazenamento ilimitado de fotos “de alta qualidade” (limitadas a 16 megapixels, mais que suficiente para fotos amadoras/feitas em celulares). Essa vantagem deixará de existir no dia 1º de junho de 2021. A partir dessa data, todas as novas fotos enviadas ao serviço serão descontadas do espaço na nuvem disponível ao usuário — por padrão, 15 GB na conta gratuita.

Qualquer serviço corre o risco de se tornar menos amigável ou mais caro ao usuário; com os gratuitos, o risco é maior. O Google revelou que armazena, hoje 4 trilhões (!) de fotos, e que a cada semana são acrescentadas 28 bilhões de fotos a seus servidores. É muita coisa e não é de graça. Via Google.

Avell não usará o termo “Black Friday” em apoio às causas raciais

A Avell, fabricante de notebooks sediada em Joinville (SC), anunciou que não usará o termo “Black Friday” na divulgação das suas ofertas de Black Friday este ano porque, segundo a empresa, ele teria conotação racista. “Toda mudança tem seus riscos, mas entendemos que este é o momento oportuno para o mercado promover discussões positivas com a sociedade e, principalmente, ouvi-la”, disse, em nota, Júlia Salomão, gerente de marketing da Avell. As promoções de novembro da fabricante serão identificadas pelo termo “Tech Month”.

A Avell não é a primeira empresa a tomar essa decisão. Em setembro, O Boticário anunciou que deixaria de usar “Black Friday” pelo mesmo motivo.

Amazon é alvo de ação antitruste da União Europeia

A Comissão Europeia abriu um processo antitruste contra a Amazon nesta terça (10). São duas linhas de acusação. Em uma, o bloco acusa a Amazon de usar dados de vendas privados das lojas que vendem em seu marketplace para detectar campeões de vendas e criar versões próprias mais baratas. Na outra, alega que a Amazon favorece seus próprios produtos e os de parceiros que pagam a ela por soluções de logística.

Há quem argumente que essas atitudes da Amazon não diferem das de grandes redes de supermercados. Na justificativa do processo, a vice-presidente executiva da CE, Margrethe Vestager, disse que “devemos garantir que o papel duplo de plataformas com poder de mercado, como a Amazon, não distorça a competição”. Parece um caso mais controverso que outras investidas da União Europeia contra Big Techs norte-americanas. Via Comissão Europeia (em inglês), O Globo.

Os novos Macs com chip Apple M1

Mac mini, MacBook Air e MacBook Pro de 13,3 polegadas são os primeiros computadores da Apple com o M1, chip ARM desenvolvido internamente e que substitui os x86 da Intel. Praticamente não há mudanças externas ou visuais, mas a interna promete saltos de desempenho e eficiência energética raramente vistos na indústria — segundo a Apple, […]

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