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O que alguém efetivamente recebe ao comprar um NFT?

Uma dúvida legítima em torno do NFT (ouça o nosso podcast) é o que as pessoas efetivamente recebem ao comprarem um? Jonty Wareing fez uma breve pesquisa e descobriu que, de duas, uma:

O token NFT que você compra aponta para uma URL na internet ou para um hash IPFS. Na maioria dos casos, ele faz referência a um gateway IPFS na internet, mantido pela startup de quem você comprou o NFT. Ah, e aquela URL não é o arquivo de mídia. Aquela URL é um arquivo de meta dados no formato JSON.

Aqui está o arquivo JSON de uma arte do Beeple, arrematada por US$ 66,6 mil em novembro de 2020.

Em outras palavras, você adquire um arquivo de poucas linhas de texto ligado ao site da startup que criou e vendeu o NFT, o que significa que se essa startup fechar ou o site sair do ar, seu certificado meio que se torna um arquivo inútil — lembre-se que ele está numa blockchain e, por isso, não pode ser alterado. Via @jonty/Twitter (em inglês).

O Telegram está crescendo, mas precisa de anunciantes — e de US$ 700 milhões em breve

O enorme crescimento do Telegram não veio de graça. Segundo o Wall Street Journal, a empresa está emitindo dívida no valor de US$ 1 a 1,5 bilhão para manter os servidores ligados e saldar uma dívida com investidores que entraram naquele esquema de criptomoedas que o Telegram lançou em 2017. (Deu ruim, os Estados Unidos melaram o negócio e, no final de abril, o Telegram precisará pagar US$ 700 milhões a investidores nada satisfeitos com o investimento, pois perderam grana.)

A matéria cita alguns caminhos que o Telegram deverá buscar para gerar receita. Além de um IPO, fala também em anúncios. (O próprio Durov, CEO do Telegram, já havia dito isso em seu canal oficial.) Os anúncios seriam veiculados apenas em canais (tipo o do Manual) e não seriam gerenciados pelo Telegram, mas por empresas parceiras espalhadas pelo mundo. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

Netflix faz testes para coibir compartilhamento de senhas

Em breve, a Netflix poderá acabar com o compartilhamento indiscriminado de senhas do serviço. Lá fora, alguns usuários reportaram que, ao tentarem logar no serviço, receberam uma mensagem dizendo que é preciso viver na mesma casa do dono da conta para usá-la e o pedido por um código temporário. Os termos de uso da Netflix preveem que o compartilhamento só pode ser feito com pessoas da mesma família (item 4.2), mas a empresa nunca aplicou essa regra, ao contrário do Spotify. Estima-se que 1/3 dos +200 milhões de assinantes da Netflix compartilhem suas senhas. À CNBC, a empresa informou que “o teste foi projetado para ajudar a garantir que as pessoas usando contas da Netflix estão têm autorização para isso”. Via The Streamable (em inglês), CNBC (em inglês).

XP lança cartão de crédito sem anuidade e sem números impressos

A XP lançou seu cartão de crédito oficialmente nesta quarta (10). Ele estava em testes desde junho de 2020. O cartão não tem anuidade e oferece um programa de “investback”, que devolve um percentual dos gastos na forma de créditos para investir. Mas a empresa deverá focar mesmo é na promoção das taxas de juros menores (5,9% no rotativo, em média), o que seria ótimo se não fosse um cartão restrito a clientes com +R$ 50 mil investidos.

O cartão de plástico tem um detalhe curioso: ele não traz números impressos. A cada nova compra, o aplicativo gerará um número novo. Via Neofeed.

STF bloqueia site Fui Vazado e manda Polícia Federal ouvir seu criador

O Fui Vazado está inacessível desde a manhã desta sexta-feira (5). O site retorna um erro 1020 da CloudFlare, o que indica violação a alguma regra de firewall.

Não parece ser coincidência o fato de o Fui Vazado constar em um despacho do dia 3 de fevereiro do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do inquérito das fake news. No texto, ele é citado junto a outros endereços que “estariam comercializando, ilegalmente, dados pessoais de autoridades e dos Ministros desta CORTE” e que, por isso, deveriam ser bloqueados imediatamente — esses outros endereços também ficaram inacessíveis junto ao Fui Vazado, segundo o Estadão. O ministro Alexandre diz ainda que o Fui Vazado é o único cuja autoria é conhecida, e determinou que a Polícia Federal ouça Allan Fernando, o criador do site. Via STF, Estadão.

» Na entrevista que Allan Fernando me concedeu, ele afirmou categoricamente que não possui os bancos de dados detalhados do vazamento e que não vende nem tem intuito de lucrar com o Fui Vazado. Tentei novo contato com ele nesta sexta (5), sem sucesso.

Post do Ministério da Saúde é rotulado pelo Twitter por conter desinformação

Print do post do Ministério da Saúde, no Twitter, com o rótulo que oculta seu conteúdo e informa o motivo (desinformação relacionada à COVID-19).
Imagem: Twitter/Reprodução.

Um post de 12 de janeiro publicado pelo perfil oficial do Ministério da Saúde foi rotulado e ocultado pelo Twitter por conter informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19. O post estimulava pacientes da doença a solicitarem aos médicos o famigerado “tratamento precoce”.

Então, é isso: estamos por conta própria e com o governo federal jogando contra, a favor do coronavírus e da morte. Cuide de si e dos seus, cobre a vacina e segure as pontas até lá. Via @obrunofonseca/Twitter.

Parece um roteador, mas é um computador

 

Foto de divulgação do Asus Fanless Chromebox, com duas antenas levantadas atrás, lembrando um roteador wireless.
Foto: Asus/Divulgação.

Ainda na série “coisas legais que aparecem na CES”, a Asus anunciou este computador que passa fácil por um roteador. O Asus Fanless Chromebox roda Chrome OS e, como o nome sugere, dispensa ventoinhas para manter o processador (de Celeron até Core i7) e a carcaça em alumínio frios. Sai nos Estados Unidos em fevereiro, a partir de US$ 399. Via The Verge (em inglês).

Project Hazel, a máscara N95 gamer (sim, com LEDs) da Razer

Mulher de cabelos compridos usando uma máscara N95 gamer da Razer com o ventilador iluminado em azul e roxo.
Foto: Razer/Divulgação.

Uma máscara N95 “gamer”, criada por uma empresa de equipamentos de games, com ventiladores que expelem CO2, amplificadores para projetar a voz do usuário e, claro, LEDs coloridos, é a coisa mais 2020 que você verá em 2021. Ainda é só um conceito, ou seja, sem certificação de órgãos sanitários, preço nem data de lançamento — e talvez nem seja lançada. Via Razer.

100 milhões de Windows 7 em 2021

Não há um número exato de computadores com Windows 7 em uso. Estimativas apontam pelo menos 100 milhões de PCs com esta versão do sistema, lançada no longínquo 2009 e há quase um ano sem suporte da Microsoft. Não é só por preguiça: sistemas legados incompatíveis, preferência pela interface e agilidade no tempo de resposta e custos seguram muita gente na versão defasada. Via ZDNet (em inglês).

Xiaomi vende apenas 6% de celulares sem carregador de parede na caixa

O Mi 11, último celular topo de linha da Xiaomi, saiu em duas versões na China: uma sem o carregador de parede na caixa (como o iPhone) e outra em um “kit”, com um carregador GaN de 55 W, ambos pelo mesmo preço. No primeiro dia à venda, 350 mil unidades do Mi 11 foram compradas. Dessas, segundo a própria Xiaomi, apenas 20 mil, ou 5,7% do total, foram da versão sem o carregador, chamada de “Edição Verde”.

Segundo o Gizmochina, a paridade de preços entre as versões é por tempo limitado. Depois disso, o kit com o carregador ficará ~US$ 15 mais caro. Via Xiaomi/Weibo (em chinês), Gizmochina e GSMArena (em inglês).

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