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Caminhando para um mundo pós-Facebook

Um(a) anônimo(a) deixou este comentário na última newsletter, a respeito do suicídio de Lucas Santos após ele receber comentários homofóbicos no TikTok (leia a coluna). Achei a reflexão pertinente o bastante para trazê-la para cá. Ah, autor(a) anônimo(a), se quiser o crédito, me mande um e-mail. O texto é de autoria do Thiago Sant’Anna:

“‘(…) cabe ao menos considerar que este talvez seja um problema sem solução.’ No alvo. Enquanto isso não for entendido de verdade, não poderemos caminhar para um mundo pós-Facebook — pelo contrário, vamos mergulhar no mundo do Facebook, o tal metaverso. Principalmente porque a solução ‘saudável’ no contexto atual é parar de se importar com a opinião dos outros, e isso é desastroso para uma sociedade.

Se é importante não deixar a opinião alheia nos dominar, é ainda mais importante valorizar como impactamos o outro, entender como o outro nos impacta, trabalhar as relações humanas, porque isso faz parte de uma vida rica de significado. Só que ser assim num contexto facebookiano, em que podemos ser bombardeados de ódio, é potencialmente fatal.”

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17 comentários

  1. Estou já desde quando saiu este texto pensando em como dar uma resposta legal. Gosto da linha de pensamento do ytrewqbvcxz

    Ao meu ver, infelizmente o mundo pós Facebook vai ser, sei lá, o mundo do TikTok. A sociedade jamais vai abandonar as redes sociais, só vai pular de uma para a outra. É o que estamos fazendo desde os idos do Orkut.

    Acho que as pessoas só vão se dar conta do mal que as redes sociais fazem quando o uso político/militar destas redes levar a consequências mais graves.

    Como sempre gosto de dizer, mesmo aqui estes comentários não deixam de ser uma forma de rede social. Antes do Orkut, eram os fóruns e áreas de chat na qual o dflopes lembra. Mas aí me vem uma lembrança: internet até então era coisa de “rico” – de gente que tinha condições de manter um sistema assim.

    Não existia discussões sobre políticas sociais como hoje o tem, e não duvide, existia preconceito naquela época (eu agi de forma preconceituosa no começo, eu sei disso hoje), mas era tudo amenizado pois eram mais pessoas de pensamentos iguais, de vivências iguais – galera que tinha uma condição de vida melhor, dado que ter telefone em uma época que o preço da linha era igual a de um automóvel, automaticamente inibia pessoas de outras classes sociais de acessar as redes da época.

    Nós que de alguma forma temos experiência com redes sociais, tal como o Adalberto Neto coloca , sabemos hoje mais dos males e da falta de empatia existente. As redes incharam, tem diferentes tipos de pessoas convivendo tal como um bairro de periferia em uma grande cidade, seja em Salvador, Rio, São Paulo ou Curitiba. As divergências chegam e acabam criando rusgas e disputas por atenção e imposição de certezas.

    Não sei nem se vai existir exatamente uma internet “pós-Facebook”, não duvido que a empresa fará de tudo para ter relevância mesmo com a queda de uso da plataforma deles (lembrando que o Facebook ainda possuí o Whatsapp e Instagram nas mãos. E não duvide que ela esteja investindo em alguma nova plataforma ou forma de dominar a internet). Acho que o ponto maior é tentar compreender até onde vai estas mudanças de comportamento nas redes sociais, isso ao menos.

    E isso não é parar de se importar com a opinião dos outros. Na verdade todos os dias hoje se tenta vender a opinião dos outros online, o TikTok funciona assim se analisarem. Vide: ontem conheci um usuário de TikTok que alega que está feliz com seus mais de 2 mil seguidores, e que com suas lives ganha para pagar a conta da internet. Eu não sou (ou tenho o talento d)o Ghedin ou a minha irmã (hoje jornalista \o/ ) para saber entrevistar uma pessoa e tentar pegar esta informação, mas ao menos no que notei nos atos do tal usuário, o TikTok criou um senso de vício. Aparentemente o cara era aposentado (ou tinha renda primária de trabalho que não requeria tempo integral para tal). O TikTok preencheu a lacuna de necessidade de ele fazer algo e de interagir com outras pessoas (ah! esqueci de falar, geralmente mulheres até). O cara faz as lives e “vende a opinião” dele, ou melhor, as atitudes e comportamentos também. Isso acho que pode se aplicar a redes de “lives” como OnlyFans e Twich – estamos vendendo as pessoas hoje como atrativos, como entretenimento (finalmente), e isso é bem diluído, diferente do YouTube que criou regras para pagar conforme desempenho do youtuber.

    Falei demais, desculpem o incomodo.

  2. Tenho o orgulho de não ter midias sociais, desde os tempos do Orkut! Meu tempo era de BBS, mIRC e ICQ. A falta de empatia no ambiente virutal é cada vez mais tóxico, mas esse texto me permitiu uma reflexão: devemos, sim, nos importar com a opinião e sentimento dos outros – de preferência, mais no real, menos no virtual.

  3. eu espero ansioso pelo novo diretório de blogs/sítios pessoais :)

    acho que uma boa rede de espaços desse tipo pode ser bem mais agradável que o ambiente tóxico das rede sociais

  4. Ter excluído meu Facebook e Instagram anos atrás foi a melhor coisa que fiz. Twitter nunca tive.

    Só tenho LinkedIn por que, infelizmente, ainda serve para assuntos de negócio. Mas é um troço que não agrega absolutamente nada.

    1. Igual aqui.
      Afora todos os problemas inerentes às big techs (rastreamento, manipulação, etc.), há todos aqueles distúrbios psicológicos que cada rede social provoca no indivúduo. Para mim, os efeitos sempre foram muito claro:
      Facebook: polarização e passar raiva;
      Twitter: polarização e FOMO;
      Instagram: ansiedade, FOMO, insegurança pessoal, síndrome de inferioridade.

      É absolutamente fantástico como a nossa percepção muda ao sairmos da bolha. Vemos que não há a MÍNIMA necessidade de sabermos o que o fulano comeu na janta de ontem, para onde ciclano viajou no fim de semana, muito menos a opinião daquele tio reaça sobre o último vídeo do Bolsonaro.

      Creio que o mal que mais demore a passar seja o FOMO. Nas primeiras semanas sem rede social aquele sentimento de estar perdendo algo é fortíssimo. Mas, depois, você se dá conta de o quão fútil é ficar sempre antenado no último meme, nas séries do momento e saber em tempo real as notícias de Brasília.

      Enfim, a quantidade de livros que eu tenho lido desde que larguei 100% essas cachaças é absurda!

      1. Show!
        Próximo passo é sair do WhatsApp (mas, esse, sinceramente acho mais complicado pra mim, porque percebo alguma utilidade nele (mais velocidade na comunicação, por exemplo)).

        1. Exatamente. A massa usa o WhatsApp como comunicador padrão, substituindo e-mail e até ligações por ele.
          Não consigo largar em função da comunicação com a família e do trabalho, mas tenho tentado diminuir o uso desativando notificações, arquivando grupos inúteis e dando prioridade ao Telegram para conversar com pessoas que já usam o app.

        2. Eu consegui me livrar do whatsapp no começo do ano e MELHOR COISA, gente, recomendo muito pra quem pode. Mudei pro telegram, mas só para os contatos mais chegados.

      2. Cachaça? Na verdade está mais para aquela “cerveja envenenada” de Minas que matou uma galera.

        Pelo menos com a Cachaça, tu pode transformar em uma caipirinha, colocar um limãozinho ali, outro acolá.

      3. “É absolutamente fantástico como a nossa percepção muda ao sairmos da bolha.”

        SIM!! Eu já comentei aqui como o Twitter é a pior rede social (pra mim) e como sair dela foi uma benção. No começo, foi difícil (e olha que nem conta eu tinha), mas no decorrer do tempo, nem senti falta mais. Quando estou lendo alguma coisa que tem um link pra lá, às vezes, até deixo de continuar por desinteresse de visitar o site.

        Sem contar que não estar no Twitter frequentemente me fez perceber que eu não preciso me “posicionar” sobre qualquer coisa que eu fico sabendo. Eu posso ler e não me estressar. Eu posso simplesmente não me envolver, olha que maravilha. 😆

  5. Eu tenho muita curiosidade sobre o que viria depois do Facebook, mas principalmente se conseguiríamos escapar dele e das redes sociais como um todo.

    A sociedade, pelo menos ao meu ver, não está nenhum pouco saudável. Cada vez mais estamos polarizados, intolerantes e super preocupados com likes, followers, engajamento, algoritmos e por aí vai.

    Falando em algoritmos, esses são modificados ao bel prazer das big techs muitas vezes acabando em questão de dias com comunidades que criadores e influenciadores levaram anos construindo. A constante pressão de continuar criando e criando sem parar, pois se parar o algoritmo esquece de você e seus seguidores vão passar a ver conteúdo de outro criador. Teve até o caso de uma YouTuber que foi até a sede do YouTube atirou contra 3 funcionários e se matou logo em seguida. Uma mudança no algoritmo praticamente acabou com o canal dela. Ela desesperada sem saber o que fazer, como iria se sustentar, acabou realizando esse ato de puro desespero e revolta.

    Eleições influenciadas por redes sociais, anúncios que te seguem por onde você vai esperando aquele momento onde você esta mais propenso pra te fazer comprar algo que muitas vezes você não precisa, até pra conseguir emprego atualmente você precisa ter perfil em uma rede social.

    De 10 anos pra cá nós como sociedade ficamos doentes e dependentes das redes e a maioria das pessoas nem notou isso. Estamos cada vez mais plásticos, escondendo nossas fraquezas e só postando o que achamos que será bom os outros verem, criando uma versão artificial e superficial do nosso “eu digital”.

    Eu criei aversão as redes sociais, e como um profissional de Marketing Digital eu tenho muita curiosidade sobre como seria o mundo pós-Facebook, pós redes sociais como um todo. Se continuarmos no caminho atual com certeza iremos destruir nossa sociedade e nós mesmos nesse processo.

    1. Cara, que texto, que comentário. Vale um artigo isso. Aplaudo de pé.

      Só uma curiosidade. Como um profissional de marketing digital, como tu lida com isso, com essa questão da tua aversão por esse mundo que estamos vivendo e a obrigatoriedade em ter que fazer essas coisas para viver?

      1. Fala Diego! Cara como profissional de marketing digital eu uso a outra parte das redes, o lado que a maioria não vê para justamente posicionar os anûncios.

        Não me agrada muito fazer parte disso mas eu meio que não tenho opção. Eu sou um profissional criativo, sou fotografo, designer e videomaker. O único espaço para uma pessoa como eu atualmente é produzir para redes sociais, e ser o marketing de pequenos negócios.

        A era das grandes agências de propaganda que eu tanto amava e admirava quando criança/adolescente morreu junto com o marketing offline.

        Eu acredito que o marketing está muito vulgarizado/prostituido. Hoje qualquer um está tentando vender qualquer coisa a todo custo. Existem redes de anuncio como o Outbrain que não tem o menor pudor com nenhuma regra. Por isso que vemos aqueles anúncios: “conheça o óleo indígena que cura a calvice em 2 dias e a Anvisa não quer liberar” “emagreça em 2 meses comendo tudo que você adora apenas tomando essa pílula uma vez por dia”.

        Como falei eu to muito cansado e desiludido com tudo isso, eu adoraria mesmo ver o mundo abandonar as redes sociais e o marketing voltar a ser uma coisa mais significativa onde você procura melhorar a vida dos consumidores conectando eles a serviços e produtos de qualidade que eles realmente precisam e que podem melhorar a vida deles. Todos ganhamos com isso.

        Mas tirando o lado profissional, eu como “pessoa física”, procuro me afastar o máximo que posso das redes e aproveitar o meu tempo para mim não o que o algoritmo quer que eu veja.

    2. Ao meu ver, infelizmente o mundo pós Facebook vai ser, sei lá, o mundo do TikTok. A sociedade jamais vai abandonar as redes sociais, só vai pular de uma para a outra. É o que estamos fazendo desde os idos do Orkut.

      Acho que as pessoas só vão se dar conta do mal que as redes sociais fazem quando o uso político/militar destas redes levar a consequências mais graves. A nossa geração ainda vai viver o uso estratégico de redes sociais para beneficiar governos/países/economias. Não estou falando de bots ou o desligamento do acesso a determinados sites por governos, mas de algo muito, muito mais silencioso e perigoso

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