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Google impõe limite de espaço na nuvem a universidades brasileiras

Em meados da década passada, universidades públicas brasileiras adotaram o Google Workspace for Education para oferecerem e-mail e serviços na nuvem a docentes e discentes. Era de graça, era do Google, por que não?

Nas últimas semanas, o Google começou a notificar essas universidades de uma mudança importante a partir de 2022: o serviço não terá mais espaço ilimitado. Em vez disso, cada instituição terá um “pool” de 100 TB, ou seja, todo esse espaço para dividir entre os usuários, independentemente de quantos eles sejam. Na mensagem, que o Tecmundo obteve, o Google explica que a nova restrição será implementada “por causa do uso indevido dos serviços Google Workspace for Education (antigo G Suite) no armazenamento de filmes, séries e livros”. A Universidade de São Paulo (USP), que tem 95 mil usuários, afirmou à reportagem que já está buscando uma alternativa. Via Tecmundo.

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8 comentários

  1. Se o problema são filmes e séries, poderia haver um limite para o tamanho dos arquivos em si. A cara do Google fazer isso, como fez para que todos nos acostumássemos a usar o Fotos, mais prejuízo para nossas universidades públicas que confiaram e, cada vez mais sucateadas, terão agora que gastar com a plataforma ou procurar alternativas em sistemas não sempre tão acessíveis para uso.

  2. Estratégia idêntica a da Microsoft, com o Office. Quando eu estava na universidade, nos idos da década de 2000, a MS cedia de graça todos os softwares. Na época, havia uma tentativa do governo federal de implantar software livre, o que falhou miseravelmente.

    A ideia é acostumar os usuários com a ferramenta no momento em que eles estão estudando, aí você chega no mercado de trabalho fluente em MS Office (ou agora, no caso, no Google Docs). Nada é 100% de graça, a Universidade está oferecendo em troca a sua base de alunos (e professores, que vão querer usar ferramentas do google em seus projetos maiores).

    Com essa oferta é provável que a grande maioria das universidades ainda consiga oferecer mais de 2gb de espaço de e-mail por aluno no e-mail institucional. Convenhamos, é mais que suficiente.

    Eu tenho sentimentos dúbios em relação a isso. Entendo a preocupação de vocês, mas ao mesmo tempo, com orçamento tão limitado, é difícil julgar as universidades por aceitar esse tipo de acordo.

    Abraço

  3. Não existe almoço grátis, como já falaram. E é a má gestão no todo, de não haver aderência às regras de uso da plataforma somado ao fato de muitos gestores sequer foram preparados pra isso.
    Não fosse o lucro, até acreditaria que o Google tá reformulando o produto pra ajudar as instituições de ensino.

  4. E agora durante a pandemia algumas instituições de educação passaram a usar serviços Google para as aulas virtuais. Mesmo acordo “gratuito”. Se o ensino remoto virar algo corriqueiro, daqui uns anos vamos ter o mesmo problema.

  5. Acho que fica a lição de não rodar o seu negócio com base em serviços gratuitos, principalmente do Google. Nunca sabemos quando algo vai para o cemitério ou uma mudança como a descrita na reportagem vai acontecer. Não existe almoço grátis… Nunca!

  6. Eu fiquei com o pé atrás quando vi as universidades públicas adotando os serviços “gratuitos” da Google. Agora vão limitar o uso de 1 GB por conta? Vão optar pelo serviço pago? Vão mudar de plataforma? Olha, tem universidade que não terminou sequer a migração para a Google. Em algumas, apenas os professores têm acesso ao Google Workspace; os alunos que se virem. Imagina agora uma segunda migração…

    1. Eu sou professor numa dessas universidades. Eu não tenho 100% de certeza no que vou escrever mas: não foi de graça. Uma coisa é certa: se o Google pode “mudar as regras” no meio do caminho, significa que alguém não cuidou direito desse contrato. Mudar esse negócio hoje vai ser o inferno pra muito de nós. Desamaranhar arquivos e pastas compartilhadas com colegas, orientandos, alunos de disciplinas, serviços administrativos de graduação e pós-graduação, além de, muitas vezes, backup de dados de pesquisa e afins.
      Fora tudo isso, o Google Meet funciona bem pra aulas e outras atividades acadêmicas, e as ferramentas do Google (de novo, neste caso, pagas) funcionam bem pro que a Universidade precisa. Achar uma plataforma alternativa será um jornada ao inferno. Boa sorte pra nós.

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