Robôs (tuitando) entre nós

Zachary M. Seward, na Quartz:

Quando o Twitter se preparava para seu IPO ano passado, 7% dos seus usuários ativos usavam a API [leia-se não acessavam o serviço pelos clientes oficiais]. A empresa também disse (p. 49) que esperava que essa porcentagem “diminuísse com o tempo, especialmente na medida em que o uso dos nossos aplicativos móveis crescesse.”

Na verdade, a porção dos usuários ativos por mês do Twitter que usa a API dobrou, para 14%. Aquele segmento de usuários cresce muito mais rapidamente do que os usuários ativos por mês que não usam a API do Twiter. Eles representam hoje 37,9 milhões de contas ativas, 148% a mais do que no ano passado.

Quarta o Twitter revelou o balanço financeiro do trimestre e, ante o aumento de 6,3% na base de usuários (271 milhões), suas ações dispararam. O humor dos investidores parece estar atrelado a esse critério, embora seja um bem ruim dadas as peculiaridades do serviço — problema bem explicado no texto acima.

Mais curioso, porém, é como a presença de bots em ambientes considerados humanos na Internet vem aumentando. Se no Twitter os bots formam uma parcela considerável, na web eles já são maioria. Em dezembro do ano passado, pela primeira vez na história a quantidade de bots/scripts navegando em sites superou a de seres humanos. A Incapsula, uma empresa especializada em rastrear bots, aferiu que 61,5% do tráfego na web era realizado por máquinas.

O próximo Internet Explorer do Windows Phone terá gostinho de maçã

Paul Thurrott, sobre as novidades do IE no Windows Phone 8.1 Update:

O que eles mudaram? Primeiro e mais importante, aceitaram a realidade: páginas web modernas são projetadas e construídas para o iOS (Safari) e Android (Chrome), e não para os padrões abertos aos quais o IE recorre.

O mesmo Internet Explorer que ditava o rumo da web há dez anos, hoje faz gambiarras para exibir corretamente páginas que usam soluções proprietários de Apple e Google. E não só: o IE do Windows Phone 8.1 passará a se identificar aos sites como se fosse o Safari.

O blog oficial do IE traz informações mais técnicas e vários exemplos de “antes e depois”.

O mundo dá voltas.

Spam eleitoral via WhatsApp

29/7/14, 10h43

29/7/14 6 comentários

Lauro Jardim, na Veja:

Nada como um ano eleitoral para aguçar a criatividade das pessoas. Se o eleitor já era importunado com mensagens eleitorais no celular, agora as empresas miram o WhatsApp para oferecer planos mirabolantes aos candidatos. A última oferta irrecusável foi enviada por e-mail aos gabinetes da Câmara dos Deputados.

A empresa que presta o (des?)serviço tem sede em Belém e cobra de sete a onze centavos por mensagem, dependendo do volume contratado — de 500 mil até 10 milhões. A oferta chegou por e-mail aos gabinetes da Câmara dos Deputados com a garantia de listas de números atualizados em todos os estados. O objetivo é servir de reforço para as campanhas eleitorais.

Dada a popularidade do WhatsApp não é de se espantar que ferramentas do tipo existam. Na verdade demorou para elas aparecerem. Elas provavelmente burlam os termos de uso do serviço; o WhatsApp até oferece um mecanismo de broadcasting, mas ele é limitado a 50 destinatários (no smartphone, pelo menos). Pela rápida pesquisa que fiz aqui, os spammers usam um software chamado WhatsApp Panel, WhatsApp Bot ou WPanel e confiam em proxies para atingir o objetivo.

Pensando pelo lado positivo, de repente esse spam via WhatsApp pode ser uma boa para escolher em quem não votar.

Atualização (20h30): É assim que o spam de um candidato ao governo do Rio de Janeiro chega ao WhatsApp dos eleitores: