Maior fabricante de PCs do mundo, Lenovo agora vende mais smartphones do que PCs

Tom Warren, no The Verge:

A maior fabricante de PCs do mundo, a Lenovo, agora vende mais smartphones do que PCs. Em um relatório de ganhos publicado hoje, a Lenovo revelou que inversão [de posição] dos smartphones ocorreu porque as vendas dobraram entre abril e junho. A Lenovo vendeu 15,8 milhões de smartphones no último trimestre, comparada a 14,5 milhões de PCs. A Lenovo disse que o aumento nas vendas de smartphones pode ser atribuída à mudança de foco, de aparelhos premium para modelos mainstream, e ao aumento da demanda em mercados  emergentes.

O salto dos smartphones no gráfico de vendas é expressivo e ainda não contabiliza as vendas de dispositivos da Motorola Mobility — a compra dessa ainda não foi finalizada.

Apesar do bom desempenho, na última quinta-feira Yang Yuanqing, CEO da Lenovo, disse que não quer depender apenas do mercado chinês e que não entrará no jogo “tóxico” de outras fabricantes chinesas, que custeiam um crescimento super rápido vendendo smartphone a preço de custo para atrair investidores. Como exemplos, citou os 300% e 500% de aumento em vendas no sudeste da Ásia e Europa oriental, respectivamente.

Em fevereiro, a Lenovo disse num evento realizado em sua fábrica em Itu que lançaria smartphones premium da marca no Brasil até o fim de 2014. A empresa já tem um portifólio local de aparelhos de entrada, mas usando a marca da CCE, adquirida há quase dois anos por R$ 300 milhões.

A Wikipédia é confiável?

Recentemente IPs do Planalto foram flagrados nos registros da Wikipédia alterando os perfis dos jornalistas Míriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg. A mídia deu bastante ênfase ao caso e, na última segunda, Sardenberg questionou na CBN o modelo de funcionamento do site:

“(…) e acho que tem que ter uma outra forma de controle, porque esse da Wikipédia está fracassando. Você veja: se eu quiser entrar lá e escrever no meu perfil que eu sou o maior jornalista de todos os tempos, pode. (Risos) Se eu quiser entrar no verbete ‘Teoria da Relatividade’, mexer lá e dizer que Einstein estava errado, também pode. Pode até ser que eles troquem, mas por alguns dias fica lá, né? Então a governança da Wikipédia está errada, e está muito fraca, porque senão você vai ficar obrigado a todo dia ir lá verificar o seu perfil e tal. Então… acho que isso aí é um efeito secundário dessa história que é… ela fica um pouco desmoralizada, a Wikipédia… porque se mostrou que há uma vulnerabilidade muito grande. Ok, você vai atrás depois, mas já está feito, né?”

O modelo de funcionamento da Wikipédia sempre levanta sobrancelhas e suspeitas. Uma página consultada por milhões de pessoas todos os dias e que qualquer um pode editar? Tem quem questione sua credibilidade, a veracidade das informações e até a solidez do projeto.

Mas é preciso conhecê-la melhor antes de criticá-la tão duramente. O projeto, que existe desde 2001, já passou por outras turbulências do tipo e recorreu à sua grande força criativa, a colaboração de gente interessada, para identificar e neutralizar esses contratempos. Tudo fica registrado, tudo é verificável, qualquer alteração pode ser desfeita e geralmente as aberrações são revertidas muito rapidamente.

O ônus de tanta liberdade é pago com transparência e agilidade. Pesquisas científicas (PDF) e testes independentes mostraram rapidez na correção de erros crassos e a prevalência de pontos de vista neutros em verbetes polêmicos. A comunidade faz e decide na Wikipédia, e esse sistema funciona.

No LabMídia, Rafael Coimbra sintetizou essa ideia:

Portanto, não se trata de um território livre, onde que qualquer um escreve o que bem entende. Na Wikipédia existe um controle editorial coletivo. Isso garante certa credibilidade e faz com que a enciclopédia seja respeitada mundialmente.

Mas é preciso estar consciente de que ela não é 100% infalível. A “verdade” da Wikipédia não é absoluta.

E, claro, eventualmente alguém mal intencionado vai usá-la para escrever opiniões próprias. Por isso, por mais que seja útil e importante, deve ser vista sempre com um olhar crítico. O ideal é usá-la apenas como ponto de partida nas consultas. Quem quer informação precisa tem que pesquisar outras fontes. Quanto mais, melhor.

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A Universidade de Harvard tem uma postura similar sobre a relação entre seus alunos e a Wikipédia. A instituição disponibiliza uma página dedicada à enciclopédia no seu Guia para Uso de Fontes, onde expõe suas ressalvas quanto ao uso dela na pesquisa acadêmica, mas lhe concede carta branca para fins introdutórios:

O fato da Wikipédia não ser uma fonte confiável para a pesquisa acadêmica não significa que seja errado usar materiais de referência básicos quando você está tentando se familiarizar com um tópico. (…) Essas fontes podem ser especialmente úteis quando você precisa de informações de base ou contexto de um tópico sobre o qual estiver escrevendo.

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No primeiro semestre gravei, num projeto de extensão do curso de Comunicação da UEM, um programa de rádio cujo primeiro bloco se dedica a desmitificar a Wikipédia. Ouça aqui.

Cabos USB Tipo C, que encaixam dos dois lados, estão prontos para produção em massa

Nunca mais você errará o encaixe do cabo USB.

O Grupo de Promoção do USB anunciou que a especificação USB Tipo C está finalizada e pronta para entrar em produção.

USB Tipo C? O nome não diz muito, mas em breve você deverá vê-lo por aí e agradecer aos deuses da tecnologia pela sua invenção. Tratam-se de cabos encaixáveis dos dois lados. Até hoje, não se sabe bem o motivo, era preciso muita concentração ou sorte para plugar de primeira um cabo USB. O novo padrão acaba com isso, já que funciona de qualquer lado.

A velocidade de transmissão dos cabos USB Tipo C pode chegar a 10 Gb/s. Ele também carrega até 100 watts, suficiente para alimentar um notebook e até monitores, e tem dimensões similares às do micro-USB. Além de mais prático, ajudará a deixar os nossos gadgets mais finos.

O USB Tipo C é similar ao Lightning, cabo proprietário da Apple apresentado junto com o iPhone 5. As dores de cabeça que a transição trará também devem lembrar a migração do cabo de 30 pinos para o Lightning, há dois anos. No caso do USB, em escala maior já que mais fabricantes dependem dele e organizações e governos estabeleceram o micro-USB como padrão para recarregadores de smartphones, tablets e outros gadgets. Não há retrocompatibilidade entre o USB Tipo C e as versões anteriores sem o auxílio de adaptadores (boo!).

Os primeiros gadgets compatíveis com USB Tipo C devem chegar até o fim do ano, mas a transição completa demorará pelos motivos descritos acima. Apesar dos transtornos, tudo indica que no fim terá valido a pena.

Galaxy Alpha é o novo smartphone de metal da Samsung

Galaxy Alpha, novo da Samsung.
Foto: Samsung.

A Samsung havia prometido um smartphonfe feito com “novos materiais” na última vez que conversou com seus investidores. Após algumas semanas de rumores, o Galaxy Alpha foi enfim anunciado oficialmente.

O smartphone é, para a Samsung, “a evolução do design Galaxy”. O tal novo material é o metal, usado nas bordas chanfradas que lembram muito as dos últimos iPhones. De resto, o Galaxy Alpha não nega a raça: estão lá o botão físico central característico da Samsung, bem como o acabamento de pontinhos na parte traseira.

Apesar de recursos avançados, como o SoC Snapdragon 805 com suporte a redes LTE Advanced em alguns mercados (em outros, virá com um Exynos octa-core) e câmera de 12 mega pixels com suporte a gravação em 4K/UltraHD e HDR em tempo real, em outras áreas o Galaxy Alpha é mais mundano. Coerente, eu diria.

A tela, por exemplo, tem resolução de 720p. Pouco? Se considerarmos seu tamanho físico, 4,7 polegadas, não — a densidade de pixels fica em 320 PPI, bem próxima dos 326 PPI do iPhone 5/5c/5s. A bateria tem 1860 mAh e se isso afeta o uso, só testando para saber. Outra coisa incomum nos últimos topos de linha da Samsung podem ser notadas: não há slot para cartão microSD e ele usa nano SIM — não me lembro de outro Galaxy que faça uso desse padrão. Do ponto de vista ergonômico, chamam a atenção a leveza (115 g) e a espessura (6,7 mm).

Tem quem esteja criticando a Samsung pela resolução da tela e capacidade da bateria; a mim, parece um conjunto bastante equilibrado e melhor pensado que outros smartphones recentes da linha Galaxy. O comercial (abaixo) e as características em destaque transmitem a ideia de um aparelho estiloso, mais preocupado em ser visto e usado do que reverenciado por adoradores de specs. Uma abordagem bem conveniente em tempos de comoditização e que funciona muito bem com o iPhone e o Moto X. A corrida armamentista dos smartphones acabou; todos os premium são rápidos e cheios de recursos. É hora de focar em design de interação e experiência de uso. (E isso nos leva à TouchWiz, onde ainda há muito trabalho a ser feito. Mas divago.)

https://www.youtube.com/watch?v=u8OZoyHvX78

Disponível em cinco cores, o Galaxy Alpha será lançado no começo de setembro. Ainda pairam no ar dúvidas como preço e em quais mercados ele estará disponível. Mais informações no blog oficial da Samsung.

10 anos do OpenStreetMap

Quase passou batido, mas o Gizmodo lembrou: no último sábado o OpenStreetMap completou 10 anos de vida.

O projeto tem a ambiciosa meta de mapear o mundo e oferecer essas informações gratuitamente a quem quiser usá-las. Empresas como Foursquare e Apple, e ONGs como Médicos Sem Fronteiras e a Cruz Vermelha estão na lista de beneficiários desse trabalho que não costuma ganhar manchetes, mas funciona muito bem e é um belo exemplo de colaboração na Internet.

O vídeo abaixo mostra a evolução dos mapas do OpenStreetMap nos últimos sete anos:

E neste endereço dá para fazer comparações entre os mapas de 2007 e os atuais.

Difamados, brasileiros tentarão tirar app Secret do ar no país

Yuri Gonzaga, na Folha:

Um grupo de dez pessoas entrará nos próximos dias com pedidos extrajudiciais para que Apple e Google removam de suas lojas virtuais no Brasil o aplicativo Secret, uma rede social que mantém todo usuário anônimo e que vem ganhando popularidade no país nesta semana.

Segundo o responsável pela iniciativa, o consultor de marketing Bruno de Freitas Machado, 25, cada membro do grupo foi objeto de calúnia ou teve informações privadas divulgadas sem autorização.

Alguém tinha dúvida de que isso aconteceria?

Note-se que é um pedido extrajudicial, ou seja, esse pessoal apenas pedirá diretamente a Google e Apple para que remova o Secret das suas respectivas lojas de apps, sem o envolvimento do judiciário. Pelo histórico de ambas, porém, é bem provável que simplesmente ignorem o pedido.

O próximo passo é a via judicial e lá o caso deve se arrastar. Como o Secret não tem representação no Brasil, regras de Direito internacional deverão ser aplicadas e para que a startup se manifeste em juízo será preciso expedir cartas rogatórias, como explica o advogado Leandro Bissoli à reportagem da Folha.

Atualização (19h): Outro encontrado pela Folha. Este fez um boletim de ocorrência e quer que o Secret revele a identidade dos difamadores.

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Sobre a desvinculação dos posts que citei hoje mais cedo, ainda paira a dúvida se ela alcança as situações previstas na política de privacidade em que o Secret pode revelar a identidade de um usuário. Para dirimi-la, entrei em contato com a assessoria do serviço e o setor legal. O e-mail foi enviado hoje de manhã e até a data da publicação deste post não tive resposta.

Galaxy S5 Duos: finalmente um topo de linha dual SIM no Brasil

Paulo Higa, no Tecnoblog:

Há alguns anos, celulares com suporte a dois chips eram vendidos no Brasil somente por fabricantes chinesas desconhecidas. Depois, essa característica chegou aos aparelhos mais simples das principais fabricantes. Agora, nós também temos um smartphone topo de linha com entrada para dois SIM cards: é o Galaxy S5 Duos, que começou a ser vendido recentemente no varejo brasileiro por 2.599 reais.

Com exceção do slot extra para mais um SIM card e da inscrição “Duos” na tampa traseira, de resto é exatamente o mesmo Galaxy S5 lançado em abril. Até o preço sugerido é idêntico, e ele já pode ser comprado com desconto em algumas lojas — está R$ 2.339 no Shoptime, por exemplo.

Na China, a Samsung lança variantes dual SIM dos seus grandes smartphones faz algum tempo — os primeiros, até onde sei, foram o S3 e o Note II. A impressão que tenho é de que há público para essa combinação no Brasil; mais de uma vez ouvi lamentações de gente ansiosa por um dual SIM com configurações de ponta.

Agora só falta um topo de linha com dois chips e TV digital. O Xperia Z2 tem essa última característica, mas só está disponível em versão com um SIM card. Quem dará o próximo passo?

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