Por que Mark Zuckerberg, Tim Cook, Bill Gates e Satya Nadella jogaram baldes de gelo nas próprias cabeças?

Se você ainda não viu, não deve demorar muito para surgir o vídeo de alguém, famoso ou não, derrubando um balde de água gelada na própria cabeça. Essas pessoas enlouqueceram?

Na verdade, não. A brincadeira se chama “Desafio do Balde de Gelo” e é uma iniciativa da ALS Association, dos EUA, ONG que luta em todas as frentes contra a esclerose lateral amiotrófica, doença neurodegenerativa progressiva e fatal — saiba mais. Ao ser desafiado, você grava um vídeo jogando gelo na cabeça e desafia três amigos a repetir o feito; quem se negar ou não conseguir, precisa fazer uma doação à ALS Association. É parecido com aquele desafio bávaro que viralizou aqui no último carnaval, mas com um fim (bem) mais nobre. Continue lendo “Por que Mark Zuckerberg, Tim Cook, Bill Gates e Satya Nadella jogaram baldes de gelo nas próprias cabeças?”

Avatoys imprime bonecos de pessoas em 3D

Bonecos 3D feitos pela Avatoys.

A Avatoys abrirá um quiosque no Shopping Morumbi, em São Paulo, no próximo dia 21 de agosto. Lá, imprimirá miniaturas 3D de… pessoas! O processo, desenvolvido pela própria empresa, exige apenas um scan de alguns segundos da pessoas a ser miniaturizada e, depois, até cinco dias úteis para a fabricação do seu Mini-Me em uma impressora 3D de grande porte.

Os preços variam de R$ 150 a 250 e o tamanho das miniaturas, de 10 a 14 cm. Um detalhe importante é que não se trata de um brinquedo, então nada de dar uma de pai-herói e infiltrar sua miniatura no meio dos Power Rangers do seu filho. (As crianças ainda brincam de Power Rangers? Elas sabem o que é Power Rangers?)

Agenda de lançamentos: Samsung, Sony, Motorola, Microsoft e Apple (Apple?)

Algumas empresas se dão ao luxo de organizar eventos próprios para anunciarem novos produtos. Outras recorrem a conferências de tecnologia: CES (EUA) e Mobile World Congress (Espanha) no começo do ano e, agora no segundo semestre, a IFA na Alemanha.

A Samsung anunciou todos os Galaxy Note lançados até hoje no evento de Berlim. Em 2014 não será diferente. O novo phablet será apresentado ao mundo no dia 3 de setembro em três cidades simultaneamente — Pequim e Nova York terão eventos próprios.

Ainda no dia 3 e também na Alemanha, a Sony fará a sua apresentação. Nem convite à imprensa, nem o site oficial de credenciamento de jornalistas revelam o que será apresentado, mas dá para ver nas imagens o que aparentam serem caixas de som, o suporte de uma TV e um smartphone de perfil. Há rumores rolando sobre um Xperia Z3. Será? Já?

No dia seguinte, 4 de setembro, será a vez da Microsoft falar em Berlim. O convite pergunta se estamos “preparados para mais?” e isso, somado a outros indícios, parece bater com rumores sobre o Lumia com câmera poderosa para selfies — provavelmente o Lumia 730.

Ontem a Motorola mandou convites à imprensa para um evento próprio, em Chicago, EUA, também em dia 4 de setembro. Além de lançar o Moto 360, seu relógio inteligente com Android Wear, o convite mostra dois smartphones, um com um “X” e outro com um “G” na tela, e um acessório de áudio. Devem ser as aguardadas novas versões dos bem sucedidos Moto X e Moto G.

Convite para evento da Motorola.

Por fim, mas não menos importante (e nem confirmado), temos a Apple. John Paczkowski, do Recode, garante de pés juntos que o novo (ou os novos) iPhone será anunciado no dia 9 de setembro, também em evento próprio, como acontece desde… sempre.

Setembro será um mês cheio!

Windows Phone perdeu espaço no último trimestre; Android lidera com folga

O IDC divulgou o relatório de vendas de smartphones no segundo trimestre de 20141. Pela primeira vez na história as fabricantes, juntas, ultrapassaram a barreira do 300 milhões de aparelhos.

Android e iPhone venderam mais do que no mesmo período do ano passado, mas o volume de vendas do Android foi tão intenso (255,3 milhões de smartphones) que o market share da Apple diminuiu, de 13% em 2013 para 11,7%. A explicação da IDC para esse cenário é a explosão do segmento de entrada/intermediário, com smartphones de até US$ 200. E a tendência é de que com o Android One essa hegemonia em vendas globais do Google se acentue ainda mais.

Quem se deu mal nessa história toda foi a Microsoft. O volume de vendas do Windows Phone caiu, de 8,2 milhões em 2013 para 7,4 mi, e o market share encolheu de 3,4% para 2,5%. O IDC lembra que novas fabricantes como Blu, Micromax e Yezz adotando ou prestes a adotar o sistema em mercados-chave pode melhorar a situação do sistema.

O problema é que toda essa ajuda ainda deve ser insuficiente para alcançar as entusiasmadas previsões do início da década. Em 2011, Gartner e IDC disseram que o Windows Phone superaria o iOS em 2015 e, quase na mesma época, como lembrou John Moltz, a Pyramid Reserach garantia que o sistema da Microsoft estaria à frente do Android já em 2013. A primeira previsão ainda pode se concretizar. Vai que… né?

  1. Lembrando que esse número refere-se a smartphones entregues às lojas, não de vendas diretas ao consumidor final.

Smartphones enormes são a nova preferência nacional?

Eu não conhecia a Jana e mesmo depois de ver o seu site fiquei sem entendê-la direito. O que absorvi dali é que se trata de uma empresa de publicidade especializada no mercado mobile de mercados emergentes.

Brasileiro gosta de smartphone grandão.
Gráfico: Jana.

Enfim. A Jana divulgou uma pesquisa que apontou que nos países emergentes o povo quer saber de smartphone grande, com no mínimo 5 polegadas. No Brasil, esse público é de 61%, sendo que 26% prefere coisas enormes com mais de 5,5 polegadas. (Gráfico ao lado -> )

A pesquisa é questionável. A amostragem é baixíssima (1386 pessoas consultadas em nove países) e o fato da Jana ter como produto a veiculação de vídeos curtos pode ter influenciado de alguma maneira o resultado — além do tamanho preferido, a pesquisa também averiguou qual a porcentagem de usuários que consomem vídeos em smartphones.

De qualquer forma, se ainda não é uma preferência nacional, o interesse por samrtphones grandalhões já é palpável pelos reviews mais populares aqui (oi, Xperia C!) e pelo que leio e ouço por aí.

A explicação óbvia e única que me ocorre é a superutilização do smartphone por um público que prioriza convergência por preferi-la, mas também por necessidade — sai mais barato pegar um phablet mid-range do que um smartphone mais um tablet. E como quem determina market share e, para muitas fabricantes, aquele lucro suado no fim do trimestre são os segmentos de entrada e intermediários, a inundação de smartphones gigantes com configurações medianas atende a uma demanda aparentemente real.

Tenho curiosidade em saber o que a galera que cai de cabeça num smartphone grande acha da experiência. A minha é sempre um tanto frustrante, especialmente com os modelos enormes de 6 polegadas — passaram vários desses aqui recentemente e me senti muito incomodado com todos eles. Pode ser só uma fase, mas pode ser também que um novo padrão esteja se estabelecendo. Só espero que, nessa, os iPhone, Moto X e Galaxy Alpha não sumam a médio ou longo prazo…

Maior fabricante de PCs do mundo, Lenovo agora vende mais smartphones do que PCs

Tom Warren, no The Verge:

A maior fabricante de PCs do mundo, a Lenovo, agora vende mais smartphones do que PCs. Em um relatório de ganhos publicado hoje, a Lenovo revelou que inversão [de posição] dos smartphones ocorreu porque as vendas dobraram entre abril e junho. A Lenovo vendeu 15,8 milhões de smartphones no último trimestre, comparada a 14,5 milhões de PCs. A Lenovo disse que o aumento nas vendas de smartphones pode ser atribuída à mudança de foco, de aparelhos premium para modelos mainstream, e ao aumento da demanda em mercados  emergentes.

O salto dos smartphones no gráfico de vendas é expressivo e ainda não contabiliza as vendas de dispositivos da Motorola Mobility — a compra dessa ainda não foi finalizada.

Apesar do bom desempenho, na última quinta-feira Yang Yuanqing, CEO da Lenovo, disse que não quer depender apenas do mercado chinês e que não entrará no jogo “tóxico” de outras fabricantes chinesas, que custeiam um crescimento super rápido vendendo smartphone a preço de custo para atrair investidores. Como exemplos, citou os 300% e 500% de aumento em vendas no sudeste da Ásia e Europa oriental, respectivamente.

Em fevereiro, a Lenovo disse num evento realizado em sua fábrica em Itu que lançaria smartphones premium da marca no Brasil até o fim de 2014. A empresa já tem um portifólio local de aparelhos de entrada, mas usando a marca da CCE, adquirida há quase dois anos por R$ 300 milhões.

A Wikipédia é confiável?

Recentemente IPs do Planalto foram flagrados nos registros da Wikipédia alterando os perfis dos jornalistas Míriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg. A mídia deu bastante ênfase ao caso e, na última segunda, Sardenberg questionou na CBN o modelo de funcionamento do site:

“(…) e acho que tem que ter uma outra forma de controle, porque esse da Wikipédia está fracassando. Você veja: se eu quiser entrar lá e escrever no meu perfil que eu sou o maior jornalista de todos os tempos, pode. (Risos) Se eu quiser entrar no verbete ‘Teoria da Relatividade’, mexer lá e dizer que Einstein estava errado, também pode. Pode até ser que eles troquem, mas por alguns dias fica lá, né? Então a governança da Wikipédia está errada, e está muito fraca, porque senão você vai ficar obrigado a todo dia ir lá verificar o seu perfil e tal. Então… acho que isso aí é um efeito secundário dessa história que é… ela fica um pouco desmoralizada, a Wikipédia… porque se mostrou que há uma vulnerabilidade muito grande. Ok, você vai atrás depois, mas já está feito, né?”

O modelo de funcionamento da Wikipédia sempre levanta sobrancelhas e suspeitas. Uma página consultada por milhões de pessoas todos os dias e que qualquer um pode editar? Tem quem questione sua credibilidade, a veracidade das informações e até a solidez do projeto.

Mas é preciso conhecê-la melhor antes de criticá-la tão duramente. O projeto, que existe desde 2001, já passou por outras turbulências do tipo e recorreu à sua grande força criativa, a colaboração de gente interessada, para identificar e neutralizar esses contratempos. Tudo fica registrado, tudo é verificável, qualquer alteração pode ser desfeita e geralmente as aberrações são revertidas muito rapidamente.

O ônus de tanta liberdade é pago com transparência e agilidade. Pesquisas científicas (PDF) e testes independentes mostraram rapidez na correção de erros crassos e a prevalência de pontos de vista neutros em verbetes polêmicos. A comunidade faz e decide na Wikipédia, e esse sistema funciona.

No LabMídia, Rafael Coimbra sintetizou essa ideia:

Portanto, não se trata de um território livre, onde que qualquer um escreve o que bem entende. Na Wikipédia existe um controle editorial coletivo. Isso garante certa credibilidade e faz com que a enciclopédia seja respeitada mundialmente.

Mas é preciso estar consciente de que ela não é 100% infalível. A “verdade” da Wikipédia não é absoluta.

E, claro, eventualmente alguém mal intencionado vai usá-la para escrever opiniões próprias. Por isso, por mais que seja útil e importante, deve ser vista sempre com um olhar crítico. O ideal é usá-la apenas como ponto de partida nas consultas. Quem quer informação precisa tem que pesquisar outras fontes. Quanto mais, melhor.

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A Universidade de Harvard tem uma postura similar sobre a relação entre seus alunos e a Wikipédia. A instituição disponibiliza uma página dedicada à enciclopédia no seu Guia para Uso de Fontes, onde expõe suas ressalvas quanto ao uso dela na pesquisa acadêmica, mas lhe concede carta branca para fins introdutórios:

O fato da Wikipédia não ser uma fonte confiável para a pesquisa acadêmica não significa que seja errado usar materiais de referência básicos quando você está tentando se familiarizar com um tópico. (…) Essas fontes podem ser especialmente úteis quando você precisa de informações de base ou contexto de um tópico sobre o qual estiver escrevendo.

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No primeiro semestre gravei, num projeto de extensão do curso de Comunicação da UEM, um programa de rádio cujo primeiro bloco se dedica a desmitificar a Wikipédia. Ouça aqui.

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