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Huawei deverá estar no 5G brasileiro; na dúvida, Michel Temer ajudará com o lobby

Um auxiliar da Presidência da República teria dito que o caminho da Huawei para participar da implementação do 5G no Brasil está liberado. Os custos para trocar os equipamentos em uso da chinesa, somado à derrota de Donald Trump nos Estados Unidos, teriam frustrado o discurso ideológico do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Via Estadão.

Na dúvida, a Huawei fez uma contratação de peso para fazer seu lobby em Brasília: o ex-presidente Michel Temer. A informação é do colunista d’O Globo Lauro Jardim.

Relógios inteligentes podem detectar COVID-19 no período pré-sintomático

Pesquisas independentes descobriram que relógios inteligentes, como o Apple Watch, conseguem detectar a COVID-19 no período pré-sintomático, ou seja, antes do infectado apresentar sintomas. A variabilidade da frequência cardíaca é o que aponta a infecção: variações muito elevadas coincidem com o dia da infecção. (Não confundir com frequência cardíaca acelerada. São duas métricas distintas; nos aplicativos, a variabilidade da frequência cardíaca costuma ser indicada pela sigla HRV.) Via CBS News (em inglês).

Pocket Casts está à venda

O grupo de rádios públicas norte-americanas que comprou o Pocket Casts em 2018 colocou o aplicativo à venda. O balanço anual da NPR, uma das rádios detentoras do app, indica o Pocket Casts encerrou 2020 com um prejuízo de US$ 2 milhões. A competição em podcasts cresceu muito nesses dois anos desde que Google e Spotify voltaram suas atenções ao formato. Parece mais um caso de um ótimo app sem um modelo de negócio sustentável. Via Current (em inglês).

Curiosidade: o Pocket Casts é o aplicativo mais popular entre os ouvintes do Guia Prático e Tecnocracia. No ano passado, 33,7% de todas as audições dos dois programas foram por ele.

Post do Ministério da Saúde é rotulado pelo Twitter por conter desinformação

Print do post do Ministério da Saúde, no Twitter, com o rótulo que oculta seu conteúdo e informa o motivo (desinformação relacionada à COVID-19).
Imagem: Twitter/Reprodução.

Um post de 12 de janeiro publicado pelo perfil oficial do Ministério da Saúde foi rotulado e ocultado pelo Twitter por conter informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19. O post estimulava pacientes da doença a solicitarem aos médicos o famigerado “tratamento precoce”.

Então, é isso: estamos por conta própria e com o governo federal jogando contra, a favor do coronavírus e da morte. Cuide de si e dos seus, cobre a vacina e segure as pontas até lá. Via @obrunofonseca/Twitter.

Twitter rotula e oculta post de Bolsonaro promovendo “tratamento precoce” à COVID-19

Print do post de Bolsonaro, com um aviso do Twitter informando que ele viola regras da plataforma sobre desinformação relacionada à COVID-19.
Imagem: Twitter/Reprodução.

O Twitter rotulou um post do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), publicado nesta sexta (15), por violar as regras sobre a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19. No post, que ainda pode ser visto, um vídeo de Alexandre Garcia e um link para um site estranho, ambos defendendo o “tratamento precoce” que, informa o próprio Twitter, não tem eficácia cientificamente comprovada.

  • Alexandre Garcia, bom lembrar, negacionista de marca maior e colunista da Gazeta do Povo, entre outros jornais e rádios Brasil afora.
  • No Facebook, o mesmo post segue no ar sem qualquer aviso, com 72 mil curtidas e 25 mil compartilhamentos.

Signal fica fora do ar na tarde desta sexta (15)

Hoje o Signal ficou fora do ar e tive que usar o WhatsApp. Horrível quando isso acontece.

Falando sério, durante toda a tarde desta sexta (15) o Signal enfrentou problemas técnicos. No meu celular, ele morreu — o indicador de envio de mensagens fica girando e girando… e só. Às 13h33, o perfil do Signal no Twitter informou que o aplicativo passava por dificuldades técnicas e que, mesmo acrescentando novos servidores e expandindo a capacidade do serviço sem parar ao longo da semana, a carga de novos usuários de hoje excedeu mesmo “as previsões mais otimistas.” Logo o serviço deve ser estabilizado. Via @signalapp/Twitter.

Samsung anuncia linha Galaxy S21

Lado a lado, de costas, Galaxy S21 Ultra (preto), Galaxy S21 Plus (lilás e dourado) e Galaxy S21 (rosa).
Foto: Samsung/Divulgação.

A Samsung antecipou em um mês o anúncio do Galaxy S de 2021 e, nesta quinta (14), mostrou os Galaxy S21, S21 Plus e S21 Ultra em um evento online. No geral, são leves atualizações dos modelos lançados ano passado. Do que vi, destaco:

  • O novo desenho do calombo das câmeras, que escorre da borda de metal, tem um efeito legal e pelas fotos e vídeos parece menos feio que os calombos da linha S20.
  • O Galaxy S21, modelo de entrada, usa plástico na parte de trás. Os demais, vidro.
  • O Galaxy S21 Ultra tem curiosas duas lentes teleobjetivas, uma com zoom de 3x e outra de 10x. É o primeiro celular da linha S que suporta a S Pen, ainda que ela seja vendida separadamente e precise de uma capinha para ser levada junto ao celular. E só está disponível em duas cores: preto ou branco.
  • Todos os três usam chips atualizados: Snapdragon 888 nos Estados Unidos, e Exynos 2100, alardeado pela Samsung por ser o primeiro da empresa feito em processo de 5 nanômetros, no resto do mundo. Os Galaxy S21 e S21 Plus têm 8 GB de RAM, enquanto o S21 Ultra começa em 12 GB e a versão de 512 GB de armazenamento traz 16 GB de RAM. Haja RAM!
  • Todos os três têm telas de alta definição e taxa de atualização dinâmica, que varia automaticamente de 48 a 120 Hz. Não precisa mais escolher um ou outro.
  • Todos os aparelhos vêm sem carregador de parede e sem fones de ouvido na caixa — pelo meio ambiente! A Samsung Brasil disse ao Interfaces que ainda não sabe se as caixas vendidas no Brasil virão magrinhas aqui também, mas muito me surpreenderá se aparecem recheadas.
  • A Samsung também anunciou os Galaxy Buds Pro (fones de ouvido sem fios) e as Galaxy SmartTag em duas versões — a Plus é mais precisa e tem um esquema de realidade aumentada para ajudar o usuário a encontrar a bugiganga perdida.

A pandemia afetou bastante as vendas do Galaxy S20. A consultoria Counterpoint Research estima que a linha Galaxy S21 as recuperará, ainda que a antecipação do seu lançamento somada ao atraso no do iPhone 12, que está vendendo feito pãozinho quente, possa colocar pressão na Samsung. Um fator que ajudará a Samsung a vender mais este ano é o preço inicial do Galaxy S21, de US$ 799, ou US$ 200 mais barato que o Galaxy S20.

Ainda não há preços nem data de lançamento no Brasil, mas os interessados podem fazer um “pré-registro” no site da Samsung. Via Samsung (2) (3), Counterpoint Research (em inglês).

Versão vazada do Windows 10X mostra sistema parecido com Chrome OS e iPadOS

Menu Iniciar do Windows 10X ocupando a tela toda com barra de pesquisa, apps e sites e arquivos usados recentemente.
O novo menu Iniciar em tela cheia. Imagem: The Verge/Reprodução.

Vazou uma versão preliminar do Windows 10X e o The Verge pôs as mãos nela rodando em um dispositivo de uma tela só. (O 10X, inicialmente, seria destinado apenas a dispositivos com duas telas.) O sistema parece ser uma resposta ao Chrome OS — e ao iPadOS e, não que isso seja algo bom, lembra bem o finado Windows RT.

O menu Iniciar perde os bloquinhos e ocupa a tela toda, aquele monte de ícones no canto direito da barra inferior desapareceu, e um toque/clique no relógio expande Central de Ações. As janelas dos apps abrem sempre em tela cheia e podem ser postas lado a lado, como no iPadOS. Outra coisa intrigante é a simplificação do Explorador de Arquivos: ele gerencia arquivos do OneDrive, baixados e de pen drives, mas “não há como acessar arquivos locais,” segundo a reportagem porque o 10X é um sistema feito para a nuvem. Para fechar, aplicativos desktop/clássicos não devem ser suportados. Sei não, hein… Veja mais fotos e GIFs animados no The Verge (em inglês).

Governo federal lança aplicativo que prescreve medicamentos inúteis contra a COVID-19

Não satisfeito com um app que poderia fazer a diferença na luta contra a COVID-19, mas não fez (por falta de adesão), agora o governo federal resolveu lançar um app inútil já na largada. Chamado TrateCOV e anunciado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o app diagnostica o paciente em um sistema de pontuação baseado nos sintomas apresentados e, em caso positivo, prescreve o famigerado “tratamento precoce” composto por medicamentos comprovadamente ineficazes no combate à COVID-19: hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina. Via Uol.

Pazuello fez o anúncio do TrateCOV em Manaus (AM). A capital amazonense passa pelo pior momento da pandemia, com os sistemas de saúde público e privado colapsados. “Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, disse o pesquisador Jesem Orellana. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes.” Via Folha.

Pinturas em prédios de SP dos jogos Cyberpunk 2077 e Free Fire rendem multas e são apagadas

A CD Projekt e a Warner, responsáveis por Cyberpunk 2077, e a Garena, dona do Free Fire, tiveram uma sacada para o marketing dos jogos: alugar as laterais de prédios em São Paulo e pintar artes relacionadas aos jogos a fim de promovê-los. A prefeitura, porém, entendeu as artes como publicidade (o que parece… coerente) e, com base na Lei Cidade Limpa (14.223/2006), multou as empresas em R$ 410 mil (Cyberpunk 2077) e R$ 595 mil (Free Fire). Além do prejuízo, as duas pinturas já foram apagadas. Veja o antes e depois na reportagem do Uol Start.

Já tivemos picos de downloads antes, ao longo da nossa história de sete anos protegendo a privacidade dos nossos usuários. Mas desta vez é diferente.

— Pavel Durov A crise de privacidade do WhatsApp está beneficiando aplicativos de mensagens rivais. O Telegram havia ultrapassou a marca de 500 milhões de usuários ativos na primeira semana de janeiro; só nas últimas 72 horas, o aplicativo ganhou 25 milhões de novos usuários. Via @durov/Telegram.

Olavo de Carvalho é banido do PagSeguro

Depois do PayPal, agora foi a vez do PagSeguro banir Olavo de Carvalho da sua plataforma de pagamentos. A ação é creditada ao Sleeping Giants, que organizou um abaixo assinado que disparava um e-mail à CPP Investments, acionista do PagSeguro, a cada assinatura feita. Foram mais de meio milhão de assinaturas. Via Época.

Atualização (17h40): A assessoria do PagSeguro entrou em contato para dizer que não baniu Olavo de Carvalho, ou seja, Carvalho deixou de usar o PagSeguro por iniciativa própria. A nota do Guilherme Amado, na Época, também foi atualizada. Abaixo, a íntegra da que o PagSeguro enviou ao Manual do Usuário:

O PagSeguro reitera que é instituição de pagamento sujeita à Lei 12.865 de 2013, garantindo o atendimento não discriminatório aos usuários finais, bem como liberdade de escolha, segurança e proteção a seus interesses econômicos. O PagSeguro não faz juízo com relação às transações realizadas entre os milhões de compradores e vendedores por seu intermédio todos os dias. Conteúdos comunicacionais vendidos / adquiridos utilizando o PagSeguro como meio de pagamento são sujeitos ao Marco Civil da Internet, e somente conteúdos apontados como infringentes mediante o recebimento de ordem judicial específica são tornados indisponíveis. Isso não ocorreu até o momento, e notícias veiculadas sobre o tema são falsas.

Quais dados seus o WhatsApp compartilha com Facebook, Instagram e outros?

Atualizado (14 de janeiro): Publiquei uma análise aprofundada da nova política de privacidade do WhatsApp. Leia-a clicando aqui.

Como diria o Tino, o Facebook sentiu. Pelo Twitter, o perfil do WhatsApp publicou um infográfico para explicar quais dados não compartilha com o Facebook. Novamente, o Facebook se apega à criptografia de ponta a ponta como se fosse uma panaceia da privacidade, o que não é verdade. O infográfico só conta metade da história, omitindo os muitos dados que são compartilhados com Facebook, Instagram e outras propriedades do grupo.

Segundo esta página de perguntas e respostas do WhatsApp, são compartilhados com outras empresas do Facebook “informações de registro de sua conta (como seu número de telefone), dados de transações, informações relacionadas ao serviço, informações sobre como você interage com outras pessoas (incluindo empresas) ao usar nossos Serviços, informações do aparelho móvel, seu endereço de IP.”

Não só. Ela diz, ainda, que o “compartilhamento também pode incluir outras informações identificadas na seção ‘Informações que coletamos’ da nossa Política de Privacidade.” Aqui está a política de privacidade atualizada. O trecho “informações que coletamos” traz, entre outras coisas:

  • “Os recursos que você usa, como nossos recursos de grupos, Status, ligações ou mensagens (incluindo nome do grupo, imagem do grupo e descrição do grupo), recursos comerciais e de pagamentos; foto de perfil; recado; se você está online; quando usou nossos Serviços pela última vez (seu ‘visto por último’).”
  • “Modelo de hardware, informações do sistema operacional, nível da bateria, força do sinal, versão do aplicativo, informações do navegador, rede móvel, informações de conexão como número de telefone, operadora de celular ou provedor de serviços de internet, idioma e fuso horário, endereço IP, informações de operações do dispositivo e identificadores.”
  • Ao contrário do que diz o infográfico, dados de localização são compartilhados, mesmo que vocês não os use: “Mesmo se você não utiliza nossos recursos relacionados à localização, usamos endereços IP e outros dados como códigos de área de número de telefone para calcular sua localização geral (por exemplo, cidade e país).”

A maioria dos itens da lista acima não é nova. Desde 2016, quem não optou, naquela época, por não compartilhar dados do WhatsApp ou criou sua conta no WhatsApp depois, já os compartilha com outras propriedades do Facebook. A nova política de privacidade expande os dados compartilhados e suprime do texto o trecho em que na anterior citava a exceção ao compartilhamento.

Atualização (13/1, às 6h30): Inserção de um parágrafo, o último, com mais informações sobre o compartilhamento de dados do WhatsApp com outras propriedades do Facebook.

CES 2021: As novidades mais curiosas e/ou importantes

A CES, maior evento anual do setor de tecnologia, está toda virtual e com menos expositores em 2021. Apesar das baixas, ainda é parada obrigatória para o setor e quem se interessa por tecnologia de consumo. Via Folha.

As novas tecnologias apresentadas lá são tão interessantes quanto os novos produtos. Elas antecipam o que estará nas lojas daqui a alguns (ou muitos) meses. Às vezes são só vaporware, mas vale a menção. O que vi de legal nesta edição, até agora:

  • O tablet NXTPAPER, da TCL, que usa uma tela que combina as características de um bom LCD com as do e-ink. Já tem preço (€ 349) e previsão de lançamento no mundo inteiro, menos Estados Unidos (abril deste ano). Via The Verge (em inglês).
  • Telas que enrolam, como esta da LG. Partes móveis em celulares ainda me deixam apreensivos, mas esse formato, que “esconde” a tela estendida melhor que o dos atuais dobráveis já no mercado, é algo que eu toparia comprar. Via Android Authority (em inglês).
  • MiniLED, nova tecnologia de painéis de TV que aproxima o LCD das OLED, chegando a produtos comerciais. As nomenclaturas não ajudam (Neo QLED na Samsung, QNED na LG, OD Zero na TCL) e os preços não deverão ser baratos na primeira leva, mas vale ficar de olho porque não levará muito tempo para baratearem. O salto do microLED será ainda maior (LEDs individuais para cada pixel, em vez de áreas de pixels), mas ainda falta muito chão para chegar a nós, meros mortais. Via Samsung, Gizmodo e Uol.
  • Nova geração do sensor de impressão digital sob a tela da Qualcomm, com uma área 77% maior e 50% mais rápido que a anterior. Seria legal, nessa época de máscaras, a volta do Touch ID no iPhone. Via 9to5Mac (em inglês).
  • A Intel sentiu o bafo quente da Apple e da ARM no cangote e trouxe um “teaser” da 12ª geração de processadores Core ao lado de novas variantes da 11ª e em meio a uma enxurrada de notebooks equipados com essa geração. Via The Verge (em inglês).

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