Guia Prático #97: LG G5 e Moto Z provam (de novo) que não há glória em ser o primeiro

Foto de divulgação do Moto Z com o módulo da JBL.

A LG conseguiu ser a primeira a lançar um smartphone modular com seu G5, mas o produto não emplacou. A segunda, Lenovo, fez um trabalho melhor com o Moto Z e embora seja cedo para afirmar que se trata de um sucesso, a recepção e as chances são maiores que a da concorrente sul-coreana. No programa de hoje, eu (Rodrigo Ghedin), Emily Canto Nunes e Joel Nascimento Jr. falamos sobre ser o primeiro na indústria da tecnologia. Raras vezes isso se traduz em sucesso comercial e, com frequência, é nas tentativas subsequentes que as empresas encontram a fórmula certa. É um assunto complicado e cheio de desdobramentos.

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12 comentários

  1. Acho que a Google tem um dedinho de culpa nisso tudo, quando ela lançou a proposta do Project Ara, indiretamente/inconscientemente, todo mundo associou aquela ideia, ao que por ventura viria a ser um aparelho modular, e como sabemos nem a própria deu continuidade a essa ideia, o que temos hoje no mercado em relação a isso, é a tentativa louca/desesperada da LG, e a jogada inteligente da Lenovo/Motorola nesta empreitada. Embora ainda ache(com certeza) que não estamos no auge da “Modularidade” em smartphones (inconscientemente acho que isso só vai acontecer quando algo similar ao Project Ara se tornar realidade, ta vendo?!-rsrsrsrs- ), so nos aproximaremos do auge, ou pelo menos de uma corrida benefica para o seguimento assim que a Samsung e a Apple apostarem na ideia, creio que a Samsung vira a ser a “primeira” a apostar nesse seguimento, se caso a Motorola/Lenovo apresente bons resultados, e em seguindo daqui a uns BONS ANOS, a Apple entre no barco, e “mostre” pra todo mundo com “realmente” se faz! rsrsrsrs

  2. Sobre os modulares, creio que começou tudo com o phonebloks ( https://youtu.be/oDAw7vW7H0c). Que se não estiver enganado foi comprado pela Motorola, que foi comprada pela Google e se tornou o projeto ara. E o ci conceito era de conscientização de consumo e descarte, porém se tornou o que vemos hoje. Eu achei muito bacana o moto z, porém não o chamaria de modular e sim de Smartphone com acessórios que podem ser acoplados.

  3. Se a Apple tivesse lançado algo assim, seria fantastico, maravilhoso, sensacional, super util, revolucionario…blablablablablablablabla…. A Apple está sempre certa, quando ela ^revoluciona^ e quando tbm ela apenas melhora o ^basicao^… blablablablbalba…

  4. Acho que a Apple consegue mais atenção pra ela mesmo não sendo a primeira a apresentar algo porque ela só tem o iPhone e como iphone vende muito, qualquer mudança que ela faz acaba impactando o mundo, um Moto Z fazer o mesmo não quer dizer muito, tem outros androids se as pessoas não gostarem do que ele fez.

  5. Quando vocês comentaram de design ético e voltado para o reparo, lembrei do FairPhone (https://www.fairphone.com/), um projeto bastante interessante de um aparelho modular voltado para a facilidade no reparo. Se alguma peça estragou, basta substituir por outra igual. A empresa criadora ainda pensava na possibilidade de upgrade das peças individualmente, sem precisar atualizar as outras coisas. Outro ponto legal do FairPhone era a certeza de usar materiais de fontes seguras e sem uso de trabalho escravo.

    É uma pena que o FairPhone nunca conseguiu muita atenção. Esse review (http://www.theverge.com/2016/4/13/11414936/fairphone-2-review) do The Verge até valoriza alguns pontos, embora ressalte que ele não conseguiria competir com outras fabricantes que não prezem pelos mesmos fatores éticos. Business, after all.

    A propósito, o review cita ainda um widget na tela de bloqueio do aparelho que indica o tempo de “peace of mind” (o tempo que você ficou distante do aparelho, sem ligar a tela apenas para ver as notificações). Gostei do conceito, e me lembrou bastante daquele contexto do “Time Well Spent” (http://timewellspent.io/). Gostaria de ver mais fabricantes fazendo isso.

  6. Sobre o WP: A falta de aplicativos matou o sistema, eu comprei um WP para minha mãe que tinha saido do android e a maior reclamação dela era a falta dos aplicativos que ela usava e a falta de recursos que esses aplicativos tinham em comparação com os do android (facebook e whatsapp).

    Sobre os relogios, a apple vende mais pq ela é lider e lider principalmente nos EUA, terra do consumo. Alem disso é um ecossistema diferente, ela não briga com o android, ela briga para que o usuario do iphone 6s troque pelo 7.

  7. Sinceramente também não creio que os smartphones modulares irão ter uma vida muito longa , não vale a pena desembolsar uma grana por um pseudo High end no qual terá que ser desembolsado mais uma grana para adquirir módulos que apenas completam o gadget , mil vezes adquirir um S7 ou iPhone 6 , gasta-se menos é adquiri-se um gadget completo e funcional tendo que carregar ( talvez) uma Power Bank para o iPhone e mais nada , mas só o tempo dira se os modulares serão uma tendencia que ficará .

  8. Nessa questão de empresas disputando para inovar e chegar na frente, é complicado quando envolve a Apple por algumas particularidades de sua falta de pressa.
    A Apple gasta bem seu dinheiro, quando quer algo que é fora da área que ela sabe fazer ela investe seu dinheiro em outras empresas. Ela não investiu anos atrás em uma empresa de memórias NAND? Seu que investiu naquela de vidros se safira, que não deu certo. Quando não investe em outras empresas ela vai lá e compra, como fez com a fabricante do leitor de digitais do Atrix. Comprou e ficou com a exclusividade da nova geração do sensor e ninguém podia fazer nada. Quando quer fazer algo em casa ela tem moral para contratar os melhores engenheiros, como o Jim Keller e o Ari Partinen.
    Muitas empresas adorariam ter dinheiro para gastar assim mas não podem.
    A Apple construiu uma imagem, e esses movimentos só a reforçam, de não ter tudo mais ter o melhor do que tem, outras empresas não tem condições de tentar o mesmo.

  9. Simplesmente eles não querem ficar parada, o que estiver na mão e for “novo” será lançado, lembre-se de outras empresas que tiveram uma ideia boa e não investiram… Xerox (Interface aponte e clique), Kodak (Câmera digital) e Nokia (Tela touch).
    Somente Apple e Samsung tem o conforto de esperar e lançada algo melhor, principalmente a de Cupertino.
    A LG esta em situação miserável no últimos tempos em relação ao mundo dos Smartphone.
    Motorola caiu nas mão dos chineses e logo logo vai criar um novo Mp7!

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