Foto de divulgação do Volvo XC90 autônomo que o Uber usa em Pittsburgh.

Guia Prático #93: Carros autônomos já estão nas ruas


20/8/16 às 15h48

No programa de hoje, eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa e Joel Nascimento Jr. falamos de carros autônomos — finalmente! Dias atrás o Uber anunciou que colocará nas ruas da cidade de Pittsburgh versões autônomas do Volvo XC90, carros que conduzirão passageiros normais que pedirem uma corrida pelo app do serviço. É um marco, que acontece muito antes do que todos imaginávamos. Entre isso e o estabelecimento dessa nova forma de nos locomovermos, existem muitos desafios que transcendem a tecnologia pura. Como fica a questão dos empregos dos motoristas? A adaptação a carros sem volantes será rápida? E o mercado de transportes, tem espaço para caminhões que dirigem sozinhos? Não temos todas as respostas e certamente um punhado de perguntas ficaram de fora do programa; considere-o uma introdução (tardia) ao tema.

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18 comentários

  1. Joel, por gentileza, me diga que “rio” você está falando quando diz de um lugar que: existem cobradores em ônibus, que só aceitam o cartão (passe), e “alugam” o cartão para quem só tem o dinheiro? Se for no Rio de Janeiro, me diga que ônibus é esse! Rs No RJ não há nenhum ônibus (aliás, nenhum transporte público) que não aceite o pagamento em espécie (ok! O metrô, nos réveillons, aceitam exclusivamente os bilhetes adquiridos previamente antecipados para o horário determinado). Conte-nos mais… rsrsrs

    1. Peguei ônibus umas 4 vezes na cidade do Rio de Janeiro, onde também nasci e moro há 3 anos.
      Sempre me pediram o cartão que uso pro metrô, sempre tenho que pagar pelo cartão, pra então a cobradora poder passar pra mim.

      Se a informação não bate com a sua, lamento.

      1. Desculpe Joel, mais você deve estar falando da bizarrice do “metrô de superfície” (que na verdade é um ônibus que faz a extensão da linha do metrô subterrâneo) e, para fazer o complemento do trecho e não pagar uma segunda passagem, usa o sistema de cartões do metrô.

        Como você não disse que ônibus realmente era, só posso presumir que é “aquilo” (que digo novamente, é uma bizarrice. Veja a foto).

        Abraços.

        1. Afe, isso mesmo. Metrô de Superfície!

          É ônibus que termina na estação do metrô, pros leigos. :-P

  2. 1) Não sei é falta de informação do trio ou preconceito, mas há muita coisa que parece que falta realmente conhecimento sobre os transportes. Admito que também não sou um especialista, mas acho que poderia ter pesquisado um tequinho mais ao falar sobre transporte.

    * Como falaram, na verdade tem que ser ver a mobilidade como um todo, não é só esperar que o uber ou qualquer outro serviço lote as cidades com um congestionamento de veículos autônomos. Há matérias que botam o uber como “transporte terminal”, ou seja, que ligue as pessoas de casa até um terminal ou ponto de ligação e vice-versa.

    * Veículos autônomos tem em diversos níveis, desde automóveis até ônibus e caminhões. Aviões de alguma forma tem automação já faz muito tempo (procurem pelo canal “Aviões e Músicas” no YouTube, pois tem boas explicações por lá) e trens também tem automação, mas no caso brasileiro, há empecilhos técnicos (incompatibilidade, etc..) e políticos/econômicos (a questão de cartéis, etc…) que por enquanto, a única linha brasileira 100% automatizada é a 4-amarela da Via Quatro. Pesquisem sobre “Automatic Train Control” por exemplo ;)

    2) Tá certo que o Manual do Usuário tem uma visão mais “geek” da história. “Ah, legal, um carro autônomo!” O ruim nisso é que sai da visão macro: da importância deste veículo autônomo na mobilidade urbana e as consequencias.

    3) Posso estar errado mas estudos de carros autônomos são bem antigos. Hoje é que Google e (infelizmente) uber meio que “monopolizaram” as atenções.

    E para não perder o costume: “Não adianta tudo isso, uma hora o Uber cai!”

  3. Convenientemente saiu um texto sobre o assunto na ‘Scientific American’ desse mês que recomendo.

  4. O progresso é a esperança dos povos e o desespero dos acomodados…

    Sobre “bananas”. Não terá bananas no futuro. hehehe

  5. Aproveitando o gancho do Joel: o que torna os Tesla tão especiais em comparação às outras soluções de carros elétricos como Nissan Leaf ou mesmo os hiper-carros que atualmente usam um motor elétrico (com KERS) para aceleração e ~baixas~ velocidades? Sexta-feira iniciei essa discussão no trabalho e não encontrei nenhuma resposta convincente.

    1. O Tesla trabalha com baterias para longa distância – até 300 km por recarga. É pouco, mas ainda assim geralmente é um alcance bem maior em relação ao Leaf (tem um teste da Quatro Rodas com ele, dá uma olhada :) ). Em relação aos híbridos (seja como o KERS ou outros variantes), é devido a eficiência e uso de combustível de alguma forma. Prius e Fusion são os exemplos aqui.

  6. Aproveitando o gancho do Joel: o que torna os Tesla tão especiais em comparação às outras soluções de carros elétricos como Nissan Leaf ou mesmo os hiper-carros que atualmente usam um motor elétrico (com KERS) para aceleração e ~baixas~ velocidades? Sexta-feira iniciei essa discussão no trabalho e não encontrei nenhuma resposta convincente.

  7. Boa discussão! Tenho algumas observações a fazer em relação a fala de todos.

    1. Em dado momento, Ghedin, vc comentou q algum espírito de porco, bêbado, poderia querer aloprar com um ocupante de um carro autônomo. Se esse espírito de porco estiver ao volante de um carro normal, aí temos um problema sério, bem mais sério do q ser um simples espírito de porco… Esse ser jamais poderia estar no controle, no máximo de um carrinho de compras e olhe lá.

    2. Quando Paulo Higa comenta, se assim posso sintetizar a fala dele, q as cidades serão melhores, eu discordo. As cidades brasileiras são ruins hoje com o simples fato de existirem tantos carros em circulação… As melhores áreas da cidade, pelo menos em SP, são aquelas livres desse fluxo incessante de uma Marginal, de uma Av. Tiradentes, de Radial Leste etc. Se a frota de carros apenas se manter com os carros autômatos será ruim, se o número de carros aumentar, será muito pior, especialmente com a série de restrições q vão surgir aos pedestres, q não vão poder interferir a ordem precisa dos carros q não podem parar. Caminhões autômatos são melhores q motoristas irresponsáveis de caminhão q, como qualquer um q já tenha dirigido em estradas, já pode ter observado. Mas imaginem o fluxo incessante (pq eles não vão parar, vão rodar 24h) de caminhões nas estradas e o impacto ambiental disso. Conhecendo os governantes brasileiros vc desconfia q mais estradas exclusivas serão construídas pra deixar tudo melhor ou não? Como perdemos a onda das ferrovias, vão gastar mais grana com estradas e vão destruir mais por conta disso.

    3. A fala do Joel Nascimento, ao comentar o grande desenvolvimento da administração, de um modo geral nos últimos 20 anos, fazendo com empresas ganhem mais dinheiro com processos produtivos melhores, tb trouxe problemas do mesmo quilate: aspectos ambientais, do pensamento direcionado ao carro, nos trouxeram a esse mundo cada vez mais quente. Obviamente a culpa não é toda da indústria automobilística (pode até ser q seja uma fração pequena, não sei), mas do fordismo ao toyotismo, desconsiderando os sem número de recalls q as fabricantes fazem, q denotam falhas nesses processos avançados, o preço desse “progresso” é altíssimo pra saúde pública: poluição, mortes e perda de quantias estratosféricas em engarrafamentos. Carros autômatos, se não forem como o do Speed Racer, e não derem saltitos ou fatiarem os outros carros, vão ficar parados do mesmo jeito.

    [O exemplo da linha amarela, dado por vcs é interessante, mas é frágil: o trem circula em área controlada, não há pedestres na linha e mesmo as áreas de embarque são protegidas com ótimas portas automáticas. E, apesar dessa eficiência, da ausência de greves: há falhas e os trens atrasam. Culpa dos passageiros? Não… As estações foram mal dimensionadas e há muito mais gente querendo usar os trens da linha amarela do q ela suporta. E, claro, há falhas nos equipamentos q não são a perfeição.]

    Agora puxando a sardinha pro meu lado, e não sendo hipócrita, pois sou adepto de transporte individual qdo ando de bicicleta, qdo alugo um carro, ou mesmo num uber enxotando estranhos indicando q vou ocupar todos os acentos do carro, mesmo tendo uma única bunda, tenho dirigido muito nas marginais esses finais de semana… E posso dizer o seguinte: a redução da velocidade, por si só, já reduziria sensivelmente as mortes no trânsito, pq fica tudo mais previsível, fácil de contornar em caso de acidente e, principalmente, menos fatal se se considerar veículos da mesma ordem de tamanho (uma batida de carro com caminhão é sempre problemática, assim com as frágeis motocicletas).

    A presença de pedestres nas marginais é pequena, mas vez outra, há irresponsáveis dirigindo muito, mas muito acima do limite, pq eles conhecem as áreas de radar e fream apenas nelas, pra depois correr. Carros e motos fazem isso. Com o sonhado mundo sem motoristas, essas irresponsabilidades, talvez acabe, pq ainda vai haver margem pra pessoas burlarem os sistemas de algum modo, seja nas áreas menos vigiadas ou não, mas a vida dos pedestres continuará igual, ou seja, longe dessas áreas de tráfico intenso.

    O transporte coletivo autômato talvez seja melhor, pq, convenhamos, é duro para os motoristas de ônibus conviverem com esse trabalho q não faz bem pra saúde: dirigir é estressante, a posição não é ergonômica e o salário uma merda.

    Não creio q vá ter medo de andar num carro autômato, mas meu maior medo e receio é no q vão se transformar as cidades com eles circulando por aí. Essa discussão, ainda restrita aos interessados em tecnologia, se não dialogar com aqueles q estudam urbanismo (apesar q essas discussões podem ser infrutíferas, pq poder públicos e indústria automobilística, no Brasil, estão numa cópula desde os anos 50 do século XX), não vai nos levar a um lugar melhor, mas um lugar com problemas novos.

    E uma pergunta aos três: vcs não acharam o fim da picada, já q esses carros não estão, pelo menos q eu saiba, oficialmente prontos (com todos os protocolos q as agências reguladoras exigem nesse tipo de atividade) ser testado com os clientes assim tão de repente? É assim mesmo? De boas ser cobaia? Pq se o belo carrinho estivesse pronto, ele já não deveria vir sem um físico nuclear dentro!?

    Pra fechar, um vídeo inspirador pra tornar a vida de todos melhor:

    https://www.youtube.com/watch?v=elPk_KB02lo

    1. Tivemos uma boa conversa sobre isso e compartilho de vários questionamentos e desconfianças. É algo com potencial (na verdade, é bem certo isso) para mudar o cenário das cidades, o que não é pouca coisa. E, justamente por não ser pouca coisa, é uma grande e rara oportunidade de fazer direito. Tem muita gente interessada nesse mercado e nem acho que o pedestre/cidadão será o maior beneficiado, porém tenho esperança de que, no geral, as coisas melhorem com carros autômatos nas ruas em substituição a esses controlados por pessoas.

      Sobre a pergunta, é temerário, mas parece-me que o Uber e o Google, os dois (aparentemente) mais avançados na área, estão cautelosos na liberação dos carros para as pessoas. O test drive dos Volvo XC90 autômatos em Pittsburgh, por exemplo: todo carro terá dois engenheiros nos bancos da frente, um monitorando o comportamento do sistema e outro de prontidão para assumir o volante caso o sistema se enrole.

      E eu fiquei pessoalmente frustrado de ninguém ter se lembrado desse vídeo da Ana Maria durante a gravação. Aliás, é a segunda aparição dela no Guia Prático. Algumas semanas atrás usamos uma fala do Mais Você (nesse momento, um dos programas de TV mais geeks do Brasil) como gancho para o papo: https://www.manualdousuario.net/guia-pratico-90/ Quase uma madrinha do nosso podcast, haha!