Homem segurando smartphone modular do Project Ara.

Guia Prático #89: O futuro modular dos smartphones


24/7/16 às 11h04

No programa desta semana, Emily Canto Nunes, Joel Nascimento Jr. (que também editou o programa!) e Paulo Higa falam de smartphones modulares. A ideia, que ganhou o mundo com o ainda não lançado Project Ara, do Google, materializou-se no mercado nas formas do LG G5 e, mais recentemente, Moto Z, da Lenovo. A ideia de tunar o seu smartphone com módulos independentes parece atraente à primeira vista, mas, na prática, será que as vantagens compensam o custo e os transtornos? Ou, mais importante, será que essa abordagem de módulos supera a tradicional, de acessórios independentes? Ouça e descubra.

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Foto do topo: Google.

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9 comentários

  1. Esse conceito faz mais sentido em um notebook ou em um tablet para uso profissional e pensado para ciclos de vida longo. Talvez tenha sido neste sentido que as forças armadas dos EUA passaram a incentivar o Project Ara

  2. Eu gosto da idéia, porem os módulos atuais não são exatamente módulos, mas sim acessorios, extensões dos aparelhos, e são bem restritos pois só funcionam com o aparelho em questão. O fato dos Moto snaps funcionarem com a próxima geração do Moto Z é legal, mas ao mesmo tempo te obriga a comprar a próxima geração, ou você vende os modulos junto com o aparelho e perde muito dinheiro. Não acho que seja passageiro, porém do jeito que ta não é modular e está sendo bem caro. Ou seja, os módulos em si são um nicho bem específico e dentre os módulos 80% deles são de nicho mais específico ainda, fazendo com que se torne praticamente inviável para a maioria dos usuários e possíveis usuários a compra desses produtos e do projeto em si.

  3. Não pude participar deste Guia Prático, mas como o Paulo disse, conversamos bastante sobre o assunto antes da gravação. Hoje li um texto do Vlad Savov muito bom sobre o Moto Z. Recomendo a todos (eu acho que isso é uma modinha passageira):

    I hate to be a hater, but some things just need to be said. I think Lenovo, the new patron of the Moto brand after it took over Motorola, is going down a very wrong path with its Moto Z modular smartphone series. As a company that’s losing ground to cheaper rivals at home in China and better-marketed iPhone and Galaxy alternatives in the USA, Lenovo is grasping for a unique selling point — modularity. But, to my eyes at least, that bet is never going to pay off. Modular phones are the passing fad of 2016, and Lenovo’s commitment to them beyond this year could be an albatross for an already ailing mobile division.

    (…)

    The core problem with modular phones is the phones themselves. These devices are too cheap and commoditized to serve as the fulcrum of a whole new generation of hardware. At the same time, they’re also too personal and valuable to be treated as disposable skeleton bits. So the aspiring modular parts manufacturer has no viable option. Lenovo can’t deemphasize the phone and transfer all value to the extras — because the external parts are not yet good enough, but also because people aren’t ready to have a relationship with a module — and neither is it likely to procure Moto Z modules at sufficiently attractively prices. The most affordable Moto Z Mod, beyond the $20 snap-on covers and $60 battery packs, is an $80 speaker add-on. That price only makes sense in a world that isn’t already populated by a wide variety of Bluetooth speakers compatible with all mobile devices, not just Moto’s.

    Aqui: http://www.theverge.com/2016/7/22/12250044/lenovo-moto-z-mods-modular-phone-lg

  4. Sobre o áudio do S7, sim, a Samsung usou um DAC mais fraco dessa vez e isso é notável.
    No entanto… se isolar do mundo com o fone de ouvido, eu diria que isso não é nada saudável. Aproveitando eu tinha pensado semana passada e perguntar (para o Manual e Tecnoblog) sobre algo que envolve isso, práticas e atividades envolvendo computadores e smartphones que não são saudáveis. Problemas como prejudicar a audição por usar muito fone, problemas com as mãos, essas coisas. Ultimamente há a moda de atividades físicas, que tem seu lado bom, só que alguns vídeos que ainda prejudicam a saúde permanecem.

  5. Concordo com a Emily, os “módulos” são apenas acessórios proprietários. Não vejo vantagem por conta dos preços proibitivos e também por conta das funções que eles vem agregar. E pensando no longo prazo, pra mim, não vale a pena.

  6. olha, eu tenho uma leve lembrança muito anterior ao Ara, se não me engano chegou a vender no Brasil, acho que da Ericsson um aparelho que tinha modulos de camera, bateria e se me recordo, uma tela touch, pois o nucleo do aparelho era um celular normal, tipico dumbphone, e talvez tenha sido na Loja da Claro , pois teve uma época que ela começou a vender aparelhos diferentes para o mercado, meio que na base da pre-order… lembrei da marca Modu…
    http://www.techrepublic.com/pictures/photos-modu-named-worlds-lightest-phone/6/
    http://exame.abril.com.br/blogs/direto-do-infolab/celulares/modu-o-menor-celular-do-mundo-chega-ao-brasil/

  7. Tema interessante , as atuais alternativas modulares da LG e Lenovo /Motorola são ridículos , caros e de péssima usabilidade , vamos torcer para que a Google nos surpreenda com a apresentação de um gadget baseado no projeto Ara.

  8. Eu nunca apostei na ideia de popularização dos módulos, porque existe um problema básico de engenharia e design: não dá para ganhar expansibilidade no hardware sem sacrificar outros lados (consumo energético, tamanho, preço, etc…). Nesse trade-off, não acho que esses acessórios sejam vantajosos para a grande maioria das pessoas.

    Aliás, um exemplo óbvio dessa preferência são os PCs que estão fazendo o caminho contrário dos smartphones: cada vez mais, as pessoas estão sacrificando expansibilidade em prol de design, leveza, bateria e preço. A Apple sempre inicia esse processo, incluindo a linha Pro que atende usuários mais exigentes em aspectos de expansibildiade, começa uma chuva de críticas dos geeks e, depois de alguns anos, todos os notebooks do mercado estão limitados como os MacBooks em relação a upgrades. Por que um mercado, bem menos exigente de recursos e especificidades que é o de smartphones, vai seguir a tendência contrária do mercado de PCs para o grande público?

    No caso do Moto Z e LG G5, tem o agravante de que as vantagens não se justificam ao meu ver. Como foi comentado, tudo que foi apresentado pode ser um simples acessório. Talvez devessem pensar em acessórios com aplicações específicas para determinados tipos de profissionais, como é o caso da maquininha para algum comerciante.

    Se é importante para o grande público, o melhor é tentar incluir no pacote mesmo. Eu também me incomodo como os DACs da Qualcomm que são meio baixos comparado aos da Apple; A HTC resolveu isso simplesmente usando um melhor em seu smartphone que dos concorrentes, não inventou um módulo para isso…