Magikarp, um dos pokémons.

Guia Prático #88: Curiosidades sobre Pokémon Go


16/7/16 às 14h41

Não se fala em outra coisa que não Pokémon Go, então eu (Rodrigo Ghedin) e Lucas Agrela, repórter de tecnologia da Exame e aficionado por Pokémon, batemos um papo sobre o estrondoso sucesso da Nintendo e Niantic. O que explica isso tudo? Quais as medidas de Pokémon e das virtudes do jogo em si (realidade aumentada, bom uso do GPS, senso de comunidade e rivalidade) nesse sucesso? Também abordamos a história do jogo e os casos bizarros que pipocam na imprensa sobre pessoas jogando Pokémon Go. (Curiosidade: o único pokémon citado nominalmente no programa foi o Magikarp e sua evolução, Gyarados. Achei isso bem legal.)

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25 comentários

  1. Galera reclamando sobre a explicação inicial, mas eu discordo. Pra mim, que tenho 46 anos, a explicação inicial foi muito providencial. Quando pokemon era moda eu já tinha passado minha adolescência e acabei não pegando esse hype todo. Já meu primo, 18 anos mais novo, é fanzaço dos pokemons.
    Sobre o jogo, estou achando fantástico tudo isso. Quantas ideias não surgirão em cima disso tudo? Temos que olhar com bastante atenção pra esse momento!

  2. Engraçado pessoal vir aqui comentar “mais um post sobre Pokémon Go” e “até aqui?”. Se não sabe do que tá falando, tanto em relação ao negócio ($) do jogo quanto ao site, melhor ficar calado.

    Ótimo podcast, dispensável a explicação, mas o resto ficou bem legal.

    1. Por ser inusitado. Não foi algo planejando nem nada, mas acabou que só citamos um mesmo. É meio difícil não falar em Pikachu e nos outros iniciais, mas… conseguimos?? Enfim, só uma curiosidade :)

  3. Estou ouvindo e… lolwut? Pokemon for Dummies? Acho que a essa altura da história humana registrada é meio desnecessário explicar o que é e como funciona Pokemon.

    Esse fuzuê todo não é por causa do jogo, é apenas pela marca.
    Já existe a tempos vários jogos de realidade aumentada, até sem câmera. Game Boy Advance já tinha jogo assim, Boktai por exemplo. PSP também, Metal Gear Solid Portable Ops, como exemplos que eu me lembro. Nos celulares já existia semelhantes, esse próprio Pokemon Go é um jogo anterior da desenvolvedora que foi adaptado à marca. O ponto aqui é que aconteceu o previsível que todos já esperavam que fosse acontecer quando surgisse um jogo Pokemon nesse estilo e é o porquê de tanto questionamento passado sobre por que a Nintendo não fazia logo um jogo do tipo. Ela fez, Pokemon tem muitos fãs e muito fiéis e dedicados, e está aí o resultado.
    Ninguém mais poderia conseguir esse resultado, porque ninguém mais possui algo como Pokemon. É uma marca única, feliz da Nintendo.
    Engraçado que ela mesmo está lucrando pouquíssimo com isso, a Nintendo fica com apenas uma pequena parte do lucro que o programa gera, apesar de que é um investimento que será recuperado em pouco tempo e que aumenta muito o valor de mercado da empresa como um todo.

    1. Também achei desnecessário essa introdução explicando o que é Pokémon. No máximo dizer que o conceito inicial desse universo surgiu no vídeo game (GameBoy, meu primeiro emulador que baixei no PC, lá em 98~99). Mas depois o papo melhorou. Poderia ter sido mais rico caso o convidado realmente tivesse jogado e vivenciado bem o Go. [/críticas]

      E realmente, o Go parece ser um marco no mundo dos games. Estamos presenciando a história. Fico mais curioso ainda com os desdobramentos futuros, como os usuários e marcas podem levar o jogo para direções que nem a própria Nintendo poderia imaginar. A ver.

      1. Só quero me divertir com os causos que irão acontecer, em locais como EUA. Ontem teve um que meteu bala em um carro suspeito parado em frente a casa dele tarde da noite. Era dois garotos que tinha ido até lá atrás de pokemons.

      1. A petição é só umas das formas de solicitar o aplicativo ou jogo na plataforma. Muitos usuários estão solicitando nas redes sociais e nos sites das empresas em questão. Pode ser que não surta efeito. Mas vamos continuar. Assine você também.

  4. Gostei do tema sob a ótica do MdU! Também passei a “adolescência estendida” vendo o anime Pokémon, mas no Cartoon e não na TV aberta. Os jogos (q parecem legais), infelizmente, não joguei. Não estava muito ligado em jogos à época, mas mais na internet propriamente.

    Enfim, achei bacana a parte q vcs comentaram as possibilidades q um jogo assim pode ter pra abrir a porta pra desenvolvimento de outros aplicativos. Vejo altíssimo potencial no uso educacional pra realidade aumentada! Crianças e jovens explorando o mundo ao seu redor com esses recursos vai dar vida nova às aulas modorrentas de hj! Creio q educação e diversão podem ter uma forte relação se se considerar uma geração ainda mais imersa na jogatina. Minecraft já tem funcionado assim, eu acho, e não sei o Pokémon Go sozinho (afinal segue outros preceitos), mas jogos do tipo certamente vão fazer a molecada migrar do pc/youtubers pra, talvez, e assim espero, pra ocupação das cidades em jogos no espaço público em rodas de amigo. As peladas de futebol na rua q desapareceram podem ressurgir de outro modo graças a jogos como esses!

    Mas me incomoda um pouco o medo das pessoas irem às ruas com seus aparelhos e, com isso, assim como vcs comentaram sobre serviços q podem nascer pra auxilias os jogadores, seguranças particulares prestarem serviços pra jogadores e termos algo como cordões de isolamento (tipo carnaval de salvador ou áreas vips) para jogadores no espaço público. Isso seria deprimente de assistir.

    E o potencial do jogo ser explorado por marcas é fabuloso. Realmente um puta golpe de mestre… Esse programa mereceria um segundo olhar qdo já estiver liberado no Brasil.

    1. Tem esse lado, mas tem outro também que critica as dinâmicas fechadas de um app como Pokémon Go. (Queria tê-lo abordado, mas é muito complexo e o podcast tinha um caráter mais introdutório de qualquer forma.)

      As pessoas saem às ruas (legal!) para viverem um mundo fictício juntas (ótimo!), mas se o compararmos, por exemplo, às possibilidades infinitas que surgem nas brincadeiras das crianças, limitadas pela imaginação (e a delas é vasta) e a todo momento ressignificando os elementos que estão à volta delas, o jogo subitamente se torna um negócio bem pobre.

      Sobre isso, recomendo esta leitura: https://www.jacobinmag.com/2016/07/pokemon-go-pokestops-game-situationist-play-children/

      Dela:

      “The remapping of reality carried out by Pokémon Go is unresponsive and indifferent to social existence; it’s an objective fantasy, abstracted, centralized. It’s the objectivity that’s the problem here, not the fantasy — there wouldn’t be anything wrong with the game if it simply gave us a fake world to run around in, but the world it shows us is a real one, and its constraints stifle us everywhere.”

      1. Assisti há um tempo o documentário “Tarja branca” e no começo parecia um documento interessante, mas depois, a meu ver, houve uma ênfase exagerada na valorização das tradições populares como antídoto ao caos q vivemos. É uma visão romântica da realidade, mas ok.

        Não tenho dúvidas que o jogo será ressignificado pelas crianças, pq pelo menos do contato com pesquisas acadêmicas q tive, as crianças sempre mudavam os objetivos dos jogos e não os seguiam à risca.

        Tendo a concordar com a crítica, mas camadas imaginativas (possível de serem compartilhadas pelas vias da realidade aumentada, mas vividas individualmente qdo elas se misturam com a imaginação das crianças) são aplicadas ao real há séculos. Toda historinha infantil é uma intervenção no real pelo estímulo da imaginação da criança, me parece.

        Teve uma exposição no moma, a qual não pude ir lamentavelmente, mas falava do século da criança (o xx). Na esteira da conversa de vós fui dar uma olhada nele novamente e, pelo menos na ótimo a dos curadores, as intervenções na vida infantil tiveram poucos momentos de respeito às crianças por assim dizer, pq as interferências eram de toda sorte.

        Nesse aspecto estou otimista com q um jogo como esse pode trazer pro futuro da educação, mas claro que posso estar dando mais moral pra grupos como o Objetivo q ano q vem vai falar q seus laboratórios têm realidade aumentada e isso aumenta também as chances de passar no vestibular…