Cabos de rede num switch.

Guia Prático #66: As ameaças à Internet como a conhecemos


13/2/16 às 15h22

Nesta semana eu (Rodrigo Ghedin), Emily Canto Nunes e Paulo Higa falamos de Internet. Na Índia, o Facebook sofreu uma grande derrota na sua tentativa de privatizar a Internet pelo Free Basics e, no Brasil, a Vivo ligou o sinal de alerta ao sinalizar que poderá bloquear a navegação de conexões fixas que estourarem a franquia. A Internet que conhecemos está ameaçada.

Se preferir, baixe o MP3 e ouça depois. E se você ainda não assinou o programa no seu player de podcasts favorito, tanto via iTunes quanto pelo RSS, faça isso já.

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Foto do topo: John O’Shea/Flickr.

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20 comentários

  1. pra quem procura uma mochila não tão cara e bem reforçada, eu uso essa aqui
    http://is.gd/T9PoH1
    nesse site o preço tá fora de realidade. moro em RR, e comprei em loja física por 160 reais (usando CNPJ). sim é uma bolsa de carregar ferramentas, e por isso mesmo foi minha escolha, não me importo com beleza, quero apenas resistência, e isso essa bolsa entrega. carrego diariamente 10 quilos na minha, e tá intacta. a faculdade vai acabar comigo, mas não com essa mochila

  2. Achei interessante pensar sobre a dificuldade de se explicar neutralidade de rede para pessoas normais. Será que uma comparação com a rede elétrica funcionaria? Por exemplo, um fabricante poderia fechar uma parceria com a distribuidora para vender um ar condicionado que não entra no seu consumo de energia elétrica. Isso parece bom para o consumidor? Qual o preço desse ar condicionado para que a empresa faça a venda?
    A comparação tem a limitação de ser um produto de compra única, e não um serviço de uso teoricamente contínuo.

    A comparação com rede elétrica me leva a outro ponto da discussão. Acho que não podemos subestimar a capacidade das pessoas em medir o seu próprio consumo de redes móveis. Todo mundo sabe que se usar ar condicionado ou chuveiro elétrico a conta de luz aumenta muito. Nos acostumamos a ver a internet como se fosse uma avenida livre. À medida que ela cresce, começam a gerar os congestionamentos. Não me parece absurdo cobrar por mais acesso ou limitar o tráfego de dados. Num argumento meio Poliana, as operadoras poderiam fazer planos básicos cada vez mais acessíveis (com neutralidade) e cobrar daqueles que utilizam muito (Netflix ou download de jogos). Isso não parece justo?

  3. Gente, acho que o papo de vocês tá ficando meio em cima de um mesmo ponto sempre.

    Vocês ficam reclamando de serviços de telecomunicação ou de sistemas operacionais já há alguns programas acho que sem analisar as questões de formas mais aprofundadas, dentro da uma hora de programa.

    É ruim que as operadoras estipulem em contrato limite de dados para conexão, como a Vivo fez? Do ponto de vista do usuário pode até ser, mas qual é contraponto? Existe, hoje, alguma operadora que ofereça o serviço livre de qualquer limite (velocidade, quantidade de dados)? Qual a infraestrutura (e o custo) envolvida nesse plano utópico? Não adianta achar que a operadora existe pra fazer nossas vontades oferecendo o plano que queremos por um custo inviável.

    Em momento nenhum quero defender as operadoras, até porque elas mesmas já são bem eficientes em cavar as próprias covas… Mas me parece que muitas pessoas não entendem o custo de manter uma infraestrutura de rede em um país do tamanho do Brasil. Inclusive foi dito no programa que uma operadora que oferecesse uso de dados ilimitados no Netflix não teria custo ao fazer isso, sendo que o serviço é hoje um dos que mais usa transmissão de dados na internet. Acho que esse tipo de pensamento é nocivo pra analisarmos a situação de forma crítica, independente do que pensamos e de como as alterações de planos das operadoras nos afetam pessoalmente.

    Em minha opinião, argumentos do tipo “ah, mas ninguém lê o contrato!” não tem tanto valor nessa discussão. Também é responsabilidade de quem contrata conhecer o serviço contratado. Ou “como a Anatel não faz nada”? Que eu saiba não é nada ilegal a limitação do serviço. Perpetuar esses argumentos infundados acho que acaba poluindo o debate.

    Da mesma forma, foi comentado que como alternativa aos planos fixos em residência algumas pessoas já estão usando planos 4G em casa… Sendo que os planos 4G normalmente são os que possuem limites menores ainda de uso de dados, justamente pelo seu custo de transmissão… E isso não foi abordado na discussão.

    Outro ponto que acho importante destacar sobre o que foi dito no papo é a questão das operadoras não disponibilizarem seus serviços em todas as áreas da cidade, sobre a falta de opção no caso quando afirmaram que em alguns lugares de SP só existe a Vivo. Vocês realmente acreditam que isso é só por “burrice” dos gestores das empresas? Não por conta de estudos de mercado ou por dificuldades de infra ou de legislação problemática para expansão do serviço? Acho que esses pontos poderiam ser melhor abordados nos programas, transformando o papo em algo além de 3 pessoas que se reuniram pra reclamar de como as operadoras são ruins pra um papo bem informado sobre o mercado de telecomunicações/tecnologia analisando os desafios e dificuldades do ramo.

    Enfim, posso ter entendido errado o objetivo do programa, mas é que com base nos últimos programas que tem rolado tenho ficado com essa impressão ao final… que só ouvi uma grande reclamação de 40 minutos e só.

    Não me levem a mal, gosto muito do programa, mas quis expressar esse meu sentimento aqui com todo respeito pra abrir a discussão e pra entender se eu que tô esperando algo errado do Guia Prático.

    Abraços!

    1. Eu também acho chato programas que ficam batendo numa mesma tecla, especialmente se é uma negativa. Atentaremos a isso nos próximos!

      Sobre as operadoras, a gente entende várias dessas nuances apontadas. Falando por mim, discordo de algumas delas.

      Todas as operadoras são empresas privadas que buscam lucro, ok. O desafio de todas elas é equilibrar esse objetivo com a oferta de um serviço decente. E não apenas por questão de mercado, mas porque elas usam parte do espectro, que é público, e oferecem um serviço cada vez mais importante para todos. Daí a implicância com as operadoras que não entendem ou que atendem porcamente áreas isoladas e/ou mais pobres (= menos lucrativas).

      A limitação que argumentamos, do bloqueio da conexão após o fim da franquia, era ilegal sim. Ela decorria de uma alteração unilateral nos contratos. Na época diversos tribunais concederam liminares proibindo o bloqueio, como o de SP: http://www.idec.org.br/em-acao/em-foco/bloqueio-de-internet-movel-apos-fim-da-franquia-e-proibido-pela-justica-em-sp

      Teve um momento do programa em que disse que as coisas estão melhorando gradualmente. Soou como elogio, mas é o mínimo que se espera. E mesmo assim, as operadoras ainda deixam muito a desejar, seja pela falta de qualidade ou no relacionamento com o cliente. É comum se deparar com amigos e conhecidos reclamando de uma conta errada, de falhas de sinal ou do próprio atendimento. Não à toa, as operadoras lideram os rankings de reclamações de vários PROCON: http://sistemas.procon.sp.gov.br/rank_estadual/?m=rank_atend (SP) e do Reclame Aqui: http://www.reclameaqui.com.br/ranking/

      Críticas feitas numa boa, como a tua, eu não levo a mal, não :) Discordo, mas tá tudo bem, é conversando que a gente se entende e apara as arestas a fim de melhorar o programa.

      1. Pelo que eu entendo, nesse caso específico das liminares proibindo as operadoras, o ilegal é *alteração indevida* do plano contratado. Não a existência de um plano limitado, que era sobre que eu estava argumentando quando falei que não é ilegal.

        Deixando mais claro: Não é ilegal a Vivo estabelecer franquia no plano de internet fixa (o que originou a discussão no podcast) ou no móvel. Pode até ser ilegal a alteração unilateral de contrato, mas aí é outra questão. E a abordagem de vocês meio que mistura isso, sabe? Esse “sentimento de revolta do consumidor” se confunde com a abordagem jornalística do assunto.

        Enfim, mas aí acho que já consegui passar o que eu penso no meu comentário anterior, se eu ficar me alongando vou ficar até (mais) chato! hahahah

  4. Pessoal, desculpe a pergunta possivelmente idiota. Quando vocês escutam Podcasts, o que vocês fazem enquanto ouvem? Para onde olham? Conseguem ficar focadas só nisso o tempo todo? Pergunto pq eu não consigo ficar “parado” ouvindo. Eu fico fazendo outras coisas, trabalhando, conversando em paralelo, olhando para o nada, e nem sempre fico focado. Daí me bateu a curiosidade: “O que os outros fazem?”

    1. Certamente não faço nada que exija muita atenção, pois daí ou não presto atenção no podcast ou não faço direito o que estou fazendo.
      Normalmente escuto os podcasts no caminho para o trabalho, na academia, nas caminhadas do fim de semana ou em tarefas mais simples, como lavar louça ou limpar a casa. Por isso acho o podcast uma plataforma incrível: você pode consumir o conteúdo enquanto faz outras coisas (ao contrário de YouTube).

      1. Eu também. Ouço enquanto faço tarefas que podem ser conduzidas no “automático”, que não exijam minha atenção cognitiva. As mais comuns são lavar louça e dirigir. Quando termino uma dessas coisas antes do podcast, deito no sofá para terminar de ouvir.

        Ouvir podcast conversando deve ser complicado, porque as duas atividades exigem o mesmo tipo de atenção. Eu até entendo quem faz isso com rádio, que fica ali, na maior parte do tempo, fazendo barulho ambiente, mas o podcast, para mim, é um negócio mais especial, que eu escolhi ouvir e na hora em que eu quiser. Por isso, dispenso atenção quase exclusiva.

        1. Então, esse é o meu problema. Eu não consigo prestar atenção em nada que eu não “veja” sabe? Acho que eu sou muito visual, preciso muito olhar alguma coisa, enquanto escuto. Eu venho trabalhar normalmente de bike, e sempre ouvindo música. Agora, se você me perguntar que músicas eu ouvi hoje de manhã, eu não faço ideia. Por isso não costumo ouvir podcasts nestes horários.
          Deitar no sofá para ouvir qualquer coisa é impossível para mim! Não consigo mesmo! hahaha
          Acho que é alguma coisa comigo mesmo! hehehehe

          1. Ai é complicado, tenho ouvido na hora de dormir, mas o unico que da é o Guia Pratico e o MRG (pois são bem curtinhos, ai eu não durmo tão tarde), porem sou muito distraido, logo, se eu fizer qualquer coisa que exija atenção, seja navegar na web, conversar, ou fazer qualquer outra coisa, eu não consigo absorver tudo que falam no podcast, pois acabo deixando muita coisa passar.

          2. Acredito que vale a pena um esforço nesse sentido. Pegue uma hora que você não tem nada urgente ou interessante (um momento de ócio) e tente ouvir (e só ouvir) o podcast. Se for um bom podcast (*cof* Guia Prático *cof*), a conversa o envolverá e você vai querer ouvir mais.

          3. Eu tentei fazer isso neste podcast (é o único que eu “ouvo” mesmo). Achei muito interessante a conversa, consegui prestar atenção em boa parte dele, mas ainda tive uns momentos de dispersão, que eu viajei em qualquer coisa (qualquer coisa mesmo) e perdi uns pedaços! No próximo tentarei ser mais eficiente! :D

  5. Pessoal, desculpe a pergunta possivelmente idiota. Quando vocês escutam Podcasts, o que vocês fazem enquanto ouvem? Para onde olham? Conseguem ficar focadas só nisso o tempo todo? Pergunto pq eu não consigo ficar “parado” ouvindo. Eu fico fazendo outras coisas, trabalhando, conversando em paralelo, olhando para o nada, e nem sempre fico focado. Daí me bateu a curiosidade: “O que os outros fazem?”

  6. Tinha até comentado a respeito no post do caso Facebook/India. O consumidor também perde ao optar pelo serviço que não é sua primeira opção, apesar de não fazê-lo gastar mais. Tive uma ótima experiência com o Tidal mas estou com o Deezer justamente por conta do plano da Tim.

  7. O Deezer não desconta da franquia na Tim?! Eu era usuário Deezer, hoje eu uso o Spotify, mas gosto dos dois, não tenho problemas.

    Na rua, vou começar a usar a Deezer. Lembro que eu estava tão acostumado com a interface deles antes de mudar…

  8. O Deezer não desconta da franquia na Tim?! Eu era usuário Deezer, hoje eu uso o Spotify, mas gosto dos dois, não tenho problemas.

    Na rua, vou começar a usar a Deezer. Lembro que eu estava tão acostumado com a interface deles antes de mudar…

  9. Hoje eu tiro o atraso (uiiiii) dos podcast do site. Terei uma viagem de 6 horas, acho que dá tempo de ouvir todos pendentes.

    Espero que tenha malhado a Vivo e as franquias ilimitadas para alguns aplicativos nesse episódio. :)

  10. Hoje eu tiro o atraso (uiiiii) dos podcast do site. Terei uma viagem de 6 horas, acho que dá tempo de ouvir todos pendentes.

    Espero que tenha malhado a Vivo e as franquias ilimitadas para alguns aplicativos nesse episódio. :)