Mulher no escuro mexendo em seu celular.

Guia Prático #178: Como lidar com o suicídio nas redes sociais


24/4/19 às 9h07

No programa de hoje, eu (Rodrigo Ghedin) e Fabio Montarroios entrevistamos Karen Scavacini, doutora em psicologia pela USP e fundadora e diretora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio. Recentemente, ela participou de um painel organizado pelo Facebook com experts do mundo inteiro para sugerir melhorias na prevenção do suicídio e no trato a sobreviventes nas redes sociais Facebook e Instagram. Lidar com o assunto nesses ambientes é um trabalho difícil e delicado, pois há muitas nuances que geram a necessidade de abordagens específicas para cada caso. Na entrevista, Karen fala dessas dificuldades, dos progressos feitos e como agir ao se deparar com alguém que esteja manifestando pensamentos suicidas na internet. Ouça e compartilhe:

Se preferir, baixe o MP3.

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Alguns links citados no programa:

Foto do topo: Vladyslav/Pexels.

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4 comentários

  1. Eu tenho depressão (e ansiedade) e cheguei escrever duas vezes sobre tema:

    1) https://mtgr18977.wordpress.com/2014/08/11/programadores-e-depressao/
    2) https://mtgr18977.wordpress.com/2017/01/16/suicidio-quem-fica-e-quem-vai/

    O segundo link tem um vídeo sobre os sobreviventes feito pelo Buzzfeed no Setembro Amarelo de alguns anos atrás.

    É interessante o modo como está sendo exposto o tema, mas, ainda acho que a iniciativa foca no ponto errado (de quem está em busca de ajuda ou está em dúvida). Não sei até que ponto é, de fato, eficaz esse tipo de monitoramento em redes sociais e internet (o Google, se não me engano, tem alguns gatilhos de busca que soam um alerta e colocam o telefone do CVV e outros órgão de apoio em destaque, gostaria de saber o quão isso é eficaz em coibir ou fazer a pessoa pensar sobre o ato).

    Outra questão é que o tempo de resposta (entre a decisão de cometer suicídio e o ato em si) é bem baixo e, via de regra, quando não é efetuado ou quando algo sai errado, o arrependimento é quase instantâneo. Não sei, também, até que ponto esse tipo de correlação entre gatilho e ação pode ser evitado com esse tipo de aviso.

    Um bom vídeo sobre o tema é o Nerdologia sobre 13 Reasons Why (uma série terrível do ponto de vista do suicida): https://www.youtube.com/watch?v=gJBlY3opAVU&t=2s

    Outro bom vídeo é esse testemunho sobre um sobrevivente do pulo da Golden gate (local bastante popular para cometer suicídio nos EUA): https://www.youtube.com/watch?v=WcSUs9iZv-g

    Ainda tem alguns vídeos, como o do Greg Baugues e alguns do Aaron Swartz.

    A questão é que em todos os eventos relatados, dificilmente uma interferência externa posterior à decisão é efetiva.

    É necessário falar sobre o tema e desmistificar e “desestigmatizar” as doenças mentais, mas, de preferência antes de que algo ocorra ou que a pessoa tome a decisão.