Guia Pratico #147: O ano dos assistentes de voz inteligentes?

Echo Dot ligado.

No Guia Prático de hoje, eu (Rodrigo Ghedin) e Emily Canto Nunes debatemos os assistentes de voz. Na CES, Amazon e Google travaram uma disputa acirrada para ver quem colocava seus assistentes, Alexa e Google Assistente, em mais dispositivos. E teve de tudo: caixas de som, computadores, geladeiras e até carros. Com tanta gente apostando, a dúvida é se o consumidor está aberto a essa nova interface e, se sim, qual a dimensão que ela terá nas nossas rotinas.

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Links citados no programa

Foto do topo: Andres Urena.

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4 comentários

  1. Ouvi só agora o podcast. Eu acho que faltou uma questão bem importante sobre esses aparelhos (e assistentes de voz) que é a privacidade (ou a invasão de privacidade). Eu era usuário assíduo do Google Assistant (famoso, ok Google no celular). Até que do nada ele começava a perguntar “Não entendi, você pode repetir?”. Aí fui entender que para a função de comando de voz funcionar, ele precisa estar continuamente ativado escutando o que você fala. Achei que a invasão de privacidade nesse nível não valia a pena apenas para evitar alguns cliques no celular para ver a previsão do tempo ou acertar o relógio.
    Se eles vão me comprar com a casa inteligente (ligar luzes, ar condicionado, fechar cortinas etc), ainda não sei. Mas acho que as pessoas estão cada vez mais reparando na questão da privacidade.

  2. Oioi, moro na Inglaterra e por aqui as assistentes virtuais também estão fazendo sucesso, na minha casa tenho um Echo Dot no banheiro, um Echo segunda geração na sala, um Echo show na cozinha e aguardando ansioso pelo Echo spot para o quarto. Gosto muito das assistêntes da Amazon pois a integração com diversos serviços deixa ela na frente da concorrência (tenho também um Google Home mini e não me convenceu mudar para o Google assistent) acho que não é um futuro e sim um presente que veio para facilitar nossas vidas pois aqui em casa as assistentes faz as compras de casa, controla a temperatura dos ambientes, liga as luzes, toca minhas series favoritas na televisão e até abre as cortinas. Claro que tudo isso tem um preço mais não e nada absurdo, nem para uma pessoa como eu que trabalha com limpeza. Sobre a Emily querer testas a Alexa, tem o aplicativo para Android que inclui a assistente e já dá para ter uma boa noção de como funciona, mas ficarei feliz em presentear ela com um Echo dot para poder tirar suas próprias conclusões e também porque minha baby que nasce em março vai se chamar Emily.

  3. Olá pessoal do Manual!
    Então… moro nos EUA e sou usuário do Google Assistant (Google Home Mini) há uns dois meses, então por que não deixar o meu relato? Lá vai o textão…

    – Controle de luz (é ótimo!) Argumento: em casas populares aqui nos EUA as instalações elétricas não passam pela laje como no Brasil, assim não temos o sistema revolucionário de interruptor e luz no teto, temos de espalhar abajus pela casa ligados em tomadas, sendo assim o controle pela voz é uma mão na roda!
    – Previsão do tempo! Argumento: ao contrário do meu querido MT (onde só existe a estação muito quente) aqui em Massachusetts preciso optar por diferentes roupas e calçados diariamente dependo do tempo (frio, frio com chuva, congelante, congelante com neve, e freezer).
    – Alarme e horas. Só porque acho prático.
    – Spotify e podcast. Porque o som é bom o suficiente para mim.
    – Outras funções: tentei algumas função mas para mim este dispositivo ainda não é inteligente o suficiente para entender comandos mais complexos em linguagem natural.
    – Instalação: achei super simples, tanto do Google Home quanto do Hub da Philips. Tudo feito por meio de apps, manuais simples e muita coisa automatizada (como a detecção da minha conta no Spotify).
    – Conexão: uso o roteador que acredito ser o mais popular daqui, o roteador da Cisco atualmente alugado pela Comcast. Apesar de popular, suas especificações não são nada modestas (802.11ac em 2.4 e 5GHz simultaneamente e fortes antenas internas) o que garante boa conexão na grande maioria das casas.
    – Preço: os dispositivos mais simples (Google Home Mini, Echo Dot e lâmpadas brancas) são uma barganha para os padrões americanos porém acho bem caro os dispositivos mais robustos.
    – Sotaque brasileiro: por falarmos mais pausadamente parece que nos entende até melhor que americanos, sério! (grande chance dessa hipótese ser falsa!).

    Acho que é isso… fica aí meu relato. Em resumo, vejo esses produtos bem voltados para o mercado norte americano mesmo, sendo a Alexa mais ainda, uma vez que sua principal “habilidade” é comprar na Amazon.
    Valeu!!

    1. Muito legal seu relato, Guilherme! Com exceção do lance das lâmpadas (que situação!), ele se encaixa bem na teoria do rádio-relógio que comentei no programa.

      E, sim, esse aspecto da finalidade das assistentes de voz inteligentes acabou ficando de fora, mas acho que é um imprescindível ao debate. Para a Amazon, é ser mais uma porta de entrada para que seus clientes assinem o Prime e comprem; para o Google, mais pontos de coleta de dados para vender anúncios. Não à toa são as empresas que lideram o movimento — são as duas que mais têm motivos concretos e urgentes para investirem nessa nova interface.

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