iPhone original em uma bancada.

Guia Prático #128: os 10 anos do iPhone


2/7/17 às 17h54

Na edição de número 128 do Guia Prático, voltamos à formação quase original comigo, Emily, acompanhada de Paulo Higa e Joel Nascimento Jr, amigos que topam gravar num sábado à noite. E o assunto não podia ser outro: os 10 anos do iPhone. Como foi nossa experiência com um iPhone em mãos, o que o smartphone da Apple fez com a indústria e também conosco, os consumidores, e para onde vai depois desta bem-sucedida primeira década. Escute e comente conosco.

Edição: Joel Nascimento Jr.

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Foto do topo: Carl Berkeley/Flickr.

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12 comentários

  1. Muito legal o episódio, parabéns!
    Concordo que um divisor de águas no Android foi o aparecimento do Nexus e digo mais, o Nexus 5 (o primeiro, não o X) tornou-se um ícone e sinônimo de Android.
    Deixo como sugestão que façam um episódio sobre o fim do Windows Phone.
    Abraços

  2. Tenho um sentimento semelhante ao Joel com relação ao Galaxy Nexus. Acho aparelho muito bonito e foi um divisor no Android e para a própria linha Nexus.
    Quando comprei, lembro que até mesmo amigos fãs do iPhone acharam o aparelho interessante.
    Até hoje acho que foi o melhor aparelho que tive considere o conjunto, desconsidere a câmera que realmente não era boa. Mas tinha uma ótima pegada, design interessante e um sistema que veio para resolver muitos problemas do Android.
    Pena ter vindo para o Brasil capado como Galaxy X.

  3. Vocês mencionaram a customização com Comics Sans, há um tempo li um artigo citando o fator de readability da fonte (quase uma Open Dislexic).
    Então talvez muita gente a usa por achá-la mais agradável, não uma mera fonte engraçadinha…

  4. Duas observações: a moldura estrutural de metal do iPhone 4/4s era na verdade de aço inox, não alumínio como foi dito. A receita gerada pelo iPhone está hoje em torno de 60% do faturamento total da Apple, chegando a um máximo de 69% em 2015.

    1. Ainda é muita coisa, mas há também de se considerar o dinheiro em caixa que a Apple possui. E se pouco me lembro de alguns post do MacMagazine, esse dinheiro não é pouca coisa e a manteria com certa tranquilidade até se reposicionar.

  5. Entre as muitas matérias produzidas em torno dos 10 anos do iPhone, tem me espantado o gritante silêncio a respeito do papel (mesmo que simbólico) desempenhado pelo produto no agravamento das condições de trabalho em plantas industriais na china, em taiwan, etc. Mais do que qualquer outra mercadoria ocidental, talvez seja o iPhone o principal símbolo de um capitalismo que depende cada vez mais de exploração cada vez mais violenta de uma força de trabalho cada vez mais distante.

    Isto, aliás, ajuda a contextualizar a sinuca de bico comentada no programa em que se meteu a Apple: com mais de 3/4 de sua receita oriunda do iPhone, qualquer mínima alteração em suas vendas teria resultados desastrosos. No entanto, o iPhone é um produto de massas (ao menos nos países centrais) sobre o qual a apple já possui altas margens de extração de mais-valia: ele simplesmente não seria viável como produto de luxo ou de nicho. Mais do que com Trump, talvez a Apple devesse se preocupar com Xi Jinping para pensar em seu futuro: qualquer mínima mudança na regulação dos salários e das condições de trabalho nas manufaturas do iPhone afetariam decisivamente sua receita.

    1. Você está plenamente certo, as pessoas vêem Jobs mais importante do que Einstein e Tesla, mas pelo que me lembre foi graças ao iPhone que começou a corrida pelo domínio da era digital e assim cresceu exponencialmente a mão de obra escrava, e o pior, a maioria desses trabalhadores são para produção de produtos Apple, estando ou não diretamente ligados à Apple.

      1. Você realmente acha que o trabalho escravo em países semi desenvolvidos só surgiu depois da Apple? Tolinho…

        (recomendo ler No Logo, Naomi Klein, lá na década de noventa)

        1. Jamais, nem tudo “surgiu” só depois da Apple implementar. Porém não é novidade que esse boom, esse reinvento da roda por parte da Apple foi a bomba atômica da escravidão digital, não só do pessoal da China mas das pessoas do mundo. Fora que isso é uma cadeia, para a produção das peças na China a extração de muitos materiais é via escravidão e/ou péssimas condições de trabalho, como na África, claro que a Apple não é a única, mas as outras pagam por terceirização, pagam muito mais do que a Apple. Se não me engano a treta mais recente teria sido a do cobalto. De todas as empresas de eletrônicos a Apple é a que mais fatura em cima, é a que menos paga por tudo e a que cobra mais caro, outro fato que é ou deveria ser de senso comum.