Guia Prático #125: WWDC e as novidades da Apple


12/6/17 às 11h42

No Guia Prático #125, eu (Emily Canto Nunes) recebo dois convidados muito especiais: Fabrício Vitorino, ex-editor do TechTudo e atual editor da Globo.com, e André Fogaça, jornalista do Canaltech, dois profissionais que já cobriram a WWDC, encontro para desenvolvedores da Apple que acontece todo ano no início de junho. Falamos do evento em si e de algumas novidades de 2017. Edição do amor por Joel Nascimento Jr.

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6 comentários

  1. As empresas de tecnologia da informação estão pisando em um terreno pantanoso, que é o da automação doméstica — e acho que isto explica a estratégia da apple ter oficialmente lançado uma mercadoria marqueteada como alto-falante e não como assistente doméstico, ainda que todos saibam que é nisso que ela mira.

    São, afinal, os dois extremos tecnológicos do capitalismo contemporâneo (ao menos daquele voltado aos bens de consumo de massa): de um lado, a construção civil e o mercado residencial (decoração, mobília, etc) — um setor da economia que ainda recorre a técnicas e processos milenares, mesmo em países centrais. De outro, o setor de tecnologia de bens de consumo que mais investe em avanços na produção, circulação e renovação de mercadorias. Não é incomum encontrar quem troque de iPhone todos os anos em países centrais, mas dificilmente encontramos alguém que reforme completamente a casa em períodos menores que dez anos. A tecnologia da economia residencial é perene e resiste aos ciclos acelerados da economia dos bens de consumo de tecnologia da informação, mas romper essa fronteira parece ser a última fronteira ainda não atingida por essas empresas.

    Enfim: mais da metade dos brasileiros não têm acesso a uma tecnologia básica, que é o esgoto (e esse é um número otimista). Mas quase todos têm smartphones. Automatizar as residências brasileiras (e não nos esqueçamos que aqui moramos todos em barracos) é praticamente impossível não só no curto, mas no longo prazo, pois sequer resolvemos problemas tecnológicos básicos como o da hidráulica. Mesmo nos países centrais, porém, há uma barreira difícil entre essa tecnologia perene que é a das residências (que é diferente da construção do setor corporativo) e a tecnologia acelerada dos celulares e computadores. Nesse sentido, o HomePod talvez seja simplesmente mais pragmático que Amazon Echo e Google Home, apesar de muito mais conservador.

    Ou não.

  2. Estamos naquele dilema: não dá pra reinventar a roda, mas também não dá pra viver sempre rodando em círculos. São aprimoramentos rasos, isso em toda a tecnologia, não somente no mobile. Onde novas pontas (AI, AR, VR, etc) ainda se esbarram com velhas pontas soltas, como a bateria, a utilização e evolução da mesma, a limitação dos smartphones no que tange o sua proporção física e capacidade de utilização, ou mesmo na concepção geral da capacidade dos mesmos. Evolução não é ruim, mas avançar 20 anos em 1 ano, para proporcionalmente viver com a mesma tecnologia por anos sem ter diferenças significativas não faz sentido. Não precisamos substitui o PC, ou deixar de usá-lo em prol do smartphone, o que precisamos é expandí-los, de forma que os dois trabalhem juntos em prol da facilidade e produtividade, fazer com que ambos sejam um só, algo como no filme Ela, onde tudo está conectado como um só, unir a vida analógica com a digital. Nesse ponto, acho que a AI será o grande futuro, a liga que unirá tudo, a cola entre os dedos.
    Só não dá pra descuidar e deixar virar um Matrix da vida

    1. Boas Maicon,
      Concordo contigo: falta uma ‘cola’ pra unir as pontas e fechar o ecossistema. Agora, acho realmente difícil a gente não estar indo para um caminho ‘Matrix’. Embora eu prefira muito mais o cenário ‘Wall-E’. :D

  3. “Marcha fúnebre dos serviços de streaming [independentes]”. Parece ser inevitável mas tomara que não, inclusive ouvi esse podcast pelo 4G da TIM ?

    1. Boas Paulo,
      Tb torço para que não morram. Mas é inevitável. É difícil ver como Spotify, Deezer, Pandora ou sei lá quem sobreviver a um mundo com Google, Amazon, Apple e Facebook. O case ‘Snapchat’ de morte por asfixia é praxe na indústria… =(