Guia Prático #123: Anatel e o retorno do projeto Siga


28/5/17 às 21h24

No episódio 123 do Guia Prático, eu (Emily Canto Nunes), Paulo Higa e Leandro Souza nos reunimos para tentar entender – e ajudar você, leitor, que também está tentando compreender – o que de fato a Anatel pretende com o bloqueio de celulares irregulares no Brasil.

O que vale afinal? Aparelhos com IMEI válido, mas não homologado estão dentro ou fora dessa etapa do SIGA, sigla para Sistema Integrado de Gestão de Aparelhos? É uma medida só contra os chamados “xing ling”? Será mesmo? Juntos a gente se confundiu para depois tentar te esclarecer, tipo a música do Tom Zé. Escute-nos.

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Correção: vendas de smartphones não caíram, mas expectativas foram rebaixadas.

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14 comentários

  1. Quase on topic: Se a questão dos roubos de aparelhos fosse tão grave nos EUA como é aqui, creio que Apple e Google já teriam criado um acordo com operadoras (semelhante ao da Amazon para o Kindle 3G) para habilitar somente a função de localização do aparelho sem um SIM ativo e mesmo após o bloqueio por roubo.
    Assim, aumentaria a chance de encontrar um aparelho roubado (e até mesmo achar quadrilhas pela frequência de local) na primeira vez que o ladrão ligasse o dispositivo.

  2. Não sei os motivos desta medida a fundo. Claro que sempre há as entrelinhas de incentivar o mercado de celulares homologados, a dominação mundial e outras teorias conspiratórias por aí.

    Mas, usando a navalha de Occam, o que de fato as operadoras ganham e perdem com isso:
    Elas perdem uma base pagante de usuários. Então muitas delas (senão todas) são contra tal medida. Nenhuma operadora quer perder dinheiro.

    Elas ganham em qualidade de rede. Aparelhos homologados passam por “rigorosos” testes de sinal, ruído, audio, etc.
    Isso evita que o assinante ligue na operadora reclamando que na casa dele o sinal 3G/4G é muito ruim, quando na verdade é a antena do celular xing-ling que não presta.
    Evita que o assinante reclame que o aúdio da ligação está uma bosta, quando é o redutor de ruído do microfone dele que é o ofensor.

    Então as operadoras precisam escolher entre perder uma base pagante, mas ganhar em qualidade de rede OU ganhar em base pagante e perder em reclamações indevidas no atendimento que no final ela acaba pagando para o atendente do callcenter pela ligação atendida.

  3. Engraçado o momento que esta medida está chegando.

    Há anos atrás, antes da popularização dos smartphones Android, eu notava um número muito maior de celulares “xing ling” por aí, alguns muito bizarros com 4 linhas e por aí vai.

    Hoje, essas mesmas pessoas têm smartphones de entrada Samsung, LG, Motorola, etc. Acho que o número desses aparelhos chineses diminuiu muito!

    Ou seja, deve ter mais coisa por trás disso…

    1. Acho que foi a popularização dos smartphones de baixo custo, esses xing ling(imitação de iPhone, galaxy etc.) com Android são horríveis.

  4. Cartelização de mercado.
    Esse é o verdadeiro nome dessa medida.
    Quando vocês, enfim, abrirão os olhos para o fato de que NÃO vivem uma economia de livre mercado?
    O Estado quer determinar o que podes e o que deves adquirir.
    Determinação não é liberdade!
    O mercado brasileiro é cartelizado nas suas mais diversas espécies.
    Essa cartelização é fruto de proprinas e corrupção pagas por empresas privadas à políticos e seus partidos políticos.
    O instrumento utilizado pelos políticos brasileiros é justamente a legislação. Criam dificuldades, burocracia, para vender (corrupção) facilidades (propinas).
    Se quer mudar o país, inicie mudando a pessoa que vê no espelho.

    1. “Quando vocês, enfim, abrirão os olhos para o fato de que NÃO vivem uma economia de livre mercado?”

      Ainda bem que não vivemos. Eu detestaria me submeter ao regime econômico da Somália.

  5. Bom dia pessoal.
    A título de curiosidade. Hoje as operadoras já bloqueiam celulares roubado. No Brasil há a ABR Telecom que é o órgão responsável por isso. Ela mantém o banco de dados chamado CEMI que é compartilhado entre as operadoras.
    O usuário que não tem o costume de ir a operadora e solicitar o bloqueio tanto do simcard quanto do aparelho após seu celular ser roubado.

      1. Em teoria, se não houvesse absolutamente nenhum meio de utilizar um aparelho roubado, o valor de mercado dele seria zero. Talvez só para extrair peças. Com isso a incidência de roubos seria infinitamente menor.
        Os fabricantes deveriam criar um método remoto de transformar um celular em peso de papel. Irremediavelmente. Algo que queimasse a placa, por exemplo.
        Enquanto for possível instalar um novo bootloader, custom rom, etc.. vão continuar roubando.
        Nem quero entrar no detalhe de quão retardado é alguém que compra um produto roubado…

      2. Correto. As chances do aparelho voltar para as mãos do dono são zeradas no regulamento de hoje.

        Nas redes das operadoras há um equipamento chamado EIR (Equipment identity register) que é responsável por monitorar os IMEIs na rede. Hoje a operadora é capaz de bloquear o aparelho e ela de fato bloqueia.
        O que ela não pode fazer e acionar a policia relatando que um assinante dela está de posse de um aparelho roubado.

        É apenas uma forma de transformar o aparelho em um peso de papel.

  6. Olá. Emily, você sabe porque há meses o Deezer não atualiza mais os podcast do Guia Prático? Notei que é o único canal que acompanho que está com esse problema.

      1. Olá Emily. Hoje atualizou todos os episódios que faltavam. Não sei se foi feito alguma coisa, mas, funcionou.

        ps.: O podcast de vocês é ótimo. O melhor entre todos que acompanho.