Guia Prático #119: smartphones premium no Brasil


30/4/17 às 16h59

No episódio #119 do Guia Prático, eu (Emily Canto Nunes), Joel Nascimento Jr. e Paulo Higa voltamos ao assunto mercado brasileiro de smartphones. A chegada do LG G6 por R$ 4K colocou lenha na fogueira. Falamos dos aparelhos que concorrem na categoria premium por aqui e das estratégias das principais fabricantes. Escutem-nos e comentem nos comentários.

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24 comentários

  1. Eu fiz um textão em outro post livre sobre o que acho ser uma imensa dificuldade nossa (geeks) em compreender o comportamento do mercado. Se formos avaliar, exceto o surgimento dos chineses, pouca coisa mudou desde 2010 no cenário do mercado de smartphones em termos de sucesso das empresas. Mesmo que no mérito técnico, as fabricantes tenham tido vários altos e baixos.

    Tendo a acreditar que a logística e o marketing são variáveis bem mais relevantes que qualquer aspecto técnico, performance/design/câmera/software só fazem diferença em casos extremos como era o Moto G e a Xiaomi em relação aos concorrentes de mesmo preço.

    Hoje elogiamos o S8 em design, mas até o Galaxy S5 a qualidade do design (tanto em software como em hardware) da Samsung era muito abaixo da média. Isso não impediu de ser a campeão do Android desde sempre. A HTC foi referência de design Android nessa época, mas não aguentou a competição com a Samsung,

    A Motorola mudou de todas as formas possíveis durante esses anos: já teve flagships ambiciosos como Milestone, já teve skin pesada e Android puro, já teve vários devices e linha enxuta, etc. O Moto G foi o único grande sucesso, mas o projeto chefe que era o Moto X só deixou saudades nos geeks, teve pouquíssima relevância no mercado.

    Em resumo, acho que só quando destoa muito os aspecto técnicos importam.

  2. Hoje vi o S8 por R$ 2.999 em 10x sem juros (e ainda vem um Gear VR de brinde). E como a LG vai competir? Bom ela dá uma cafeteira de brinde por R$ 3.599. O próprio LG G5 SE agora que está por R$ 1.799. Em um primeiro momento, uma empresa preferir um estoque encalhado ao invés de tornar os preços mais competitivos pode parecer estranho, mas, com certeza a margem pequena deve ter um lucro significativo.

    Só acho que o público comum não tem essa noção de premium. Conheço dois casos de senhoras que ganharam iPhones e detestaram o aparelho. Em compensação acharam “top” o Prime Metal da Samsung, logo, uma parte nem ao menos compreende esse “objeto de desejo” criado pelas fabricantes.

    1. Se não me engano esse “belo preço” do S8 é uma oferta para com o cartão Porto Seguro.
      Claro que isso nos mostra onde esse preço pode caminhar e fica parecendo cada vez mais interessante esperar e ver esse aparelho vendendo bem a longo prazo.

      1. Sim, mas, não requer nada especial, como adquirir um contrato com alguma operadora.

        A questão, no meu ponto de vista é que esses aparelhos não valem o preço cobrado.

        E essa queda tão brusca, enquanto o aparelho nem ao menos foi lançado pode indicar que a procura não está tão elevada quanto previam.

        Um reflexo disso, pode ser a recente queda de vendas no iPhone 7 (convenhamos, pelo que ele oferece ele acaba se tornando uma opção inferior ao modelos anteriores).

        A estagnação e queda já presentes no mercado de PCs, pode estar chegando na linha de smartphones.

  3. Hoje em dia ninguém precisa mais de aparelhos premium. Exceto em câmera, os médios como o moto z play fazem tudo perfeitamente bem. Tô curioso pra saber o que vai acontecer daqui a 3 ou 4 anos, quando o mercado ditar que as câmeras dos aparelhos médios vão ter a mesma qualidade dos tops de hoje, que já fazem fotos mais bonitas do que o usuário médio precisa.

  4. Olá, vocês tocaram no assunto e gostaria de deixar um caso que ocorreu comigo.
    Estou procurando uma promoção de um Galaxy S7 por R$1700,00. Quando falo disso para meus amigos, É QUASE UNÂNIME A RESPOSTA: “Galaxy S7? Tem certeza? Você conhece o moto Z, está na mesma faixa de preço!”

    Motorola está tão bem posicionada no Brasil que público leigo (conhece os smartphones premium, mas não os detalhes de hardware) muitas vezes dão preferência para Moto Z que ao Galaxy S7.
    Façam o teste!

    1. Aproveitando o comentário tenho uma situação contrária na minha família.
      Tanto minha tia quanto meu irmão tem um Moto G3, e ele está horrível para se usar em ambos os casos. Os dois tiveram a atualização que acabou com o uso e estão querendo trocar de aparelho.
      Aí, não querem fartar muito também… Os dois querem investir menos de R$1.000,00.
      Fui tentar recomendar o Moto G4 ou o Plus numa possível promoção, não cheguei a ver se seria realmente possível, era uma simples conversa de churrasco. Mas a resposta dos dois foi não estarem interessados no Moto G.
      No caso do meu irmão ainda tinha o fato da esposa ter sido dona de um Moto G, não gostar, ter comprado um Galaxy On (mais alguma coisa, sei lá..) e os dois acharem muito melhor que o Moto G.
      No final, meu irmão comprou um Redmi Note 4X, e minha tia ainda reclama do Moto G, por que “todos são muito caros”.

      Quer dizer, existe uma pequena parcela também que ficou muito fula da vida pela péssima situação do Moto G3 e ainda mais mal acostumada pelo baixo preço da linha que teve uma elevação meio assustadora nas últimas versões. Bom esse é o meio que eu vejo.
      Fora que tem gente que ficou infeliz com a Motorola e abriu espaço para aparelhos muito barato como os da LG, que tem tenho visto aparecer…

      1. Também conheço muitas pessoas que se decepcionaram com o Moto G. Minha sogra é uma, também tinha o Moto G3 que ficou extremamente lento e inviável o uso. Comprou um Samsung J5 que até então estava feliz, até que ele caiu na água e já era. Fui com ela pra escolher um novo e de cara recomendei o Moto G5 que estava por 899, mas pela experiência ruim ela não quis. Acabou comprando um Galaxy J5 Metal (parecido com o que tinha antes) por 999 e achando bom ahuahuahua

        1. Pior que nem dá para argumentar sobre isso, pois as fabricantes mudaram. Hoje qualquer low da Samsung roda muito bem o Android e não deixa a desejar, pois o público comum utiliza whatsapp e câmera. A própria Motorola se perdeu nas atualizações depois da Lenovo.

      2. Eu sou mais ou menos desse perfil, tive o primeiro moto X e foi uma experiência muito boa, fui para um moto X play e bom, me arrependi. Não ando cogitando comprar outro celular da Motorola tão cedo.

  5. Roubaram o iPhone do meu sobrinho e ele comprou outro iPhone uma semana depois.
    O pai dele comprou o último modelo do tal Celular Caterpillar de quase 4 mil reais. Ele é fazendeiro e diz que esse aguenta o tranco. Outros amigos dele do ramo que indicaram pra ele.

  6. O maior problema mesmo é que o LG G6 é um aparelho mediano, tem nada demais, a Samsung criou uma nova ‘base’.

    Precisa ter algo nesse formato, se você não tem, vai para um preço mais baixo.

  7. Complicado usar o preço para se posicionar no mercado, é necessário levar outros fatores em conta quando o assunto é posicionamento, sem ao menos ter um hardware minimamente aceitável pra tal categoria, o LG G6 “peca” ao ser comparado com o seu principal rival ao menos no seguimento Android, o S8. Porém, acho que o varejo vai acabar dando ao aparelho um preço “justo”, já da pra achar o G6 por 3519,12 (fazendo uma busca rápida no BuscaPé)!

    Ah, e falando da Nokia, acho que a jogada certeira da HMD Global em trazer os aparelhos “Nokia” de volta a vida aqui no Brasil, vai ser oferecer no minimo uma experiencia de hardware que não deixe a desejar e assim faça o usuario cair na real e perceber que esses Nokia não tem em nada a ver com aqueles Nokia. Creio que trazendo um aparelho bonito (sim nisso acertaram), como Câmeras OK, uma bateria que dure legal, durável, distribuição decente e que o usuário não reclame com travamentos, ACHO que teremos o próximo Moto G!

    1. Eu me importo muito com design, devido ao preço vou acabar indo pra um intermediário-premium mais bonitinho como algum Sony ou o iPhone SE. Não tenho coragem de pagar tanto quanto cobram nesses novos aparelhos.

  8. Ao meu ver, o mercado premium no Brasil se resume a Apple e Samsung. Não vejo um consumidor com o perfil premium dando preferência a outras marcas. Só fico chateado com o preço dos aparelhos (tão caros kkkk).

    1. Acho que esse perfil de pessoa querendo ou não acaba indo muito pela marca, tirando essas duas a única que ainda tem nome no perfil mais caro é a Sony, não consigo me lembrar de outra agora.

  9. Me parece que tanto o Paulo quanto a Emily estão certos. O preço foi uma tentativa de posicionamento. O que não quer dizer que necessariamente todos os executivos estivessem de acordo. O que não se levou em consideração é que não se muda de posicionamento nessas circunstâncias. Ou eles tinham que ter um produto que “realmente valesse” R$4k ou eles teriam que construir a imagem para um novo posicionamento de produto, como eles vinham fazendo até o G4, diga-se de passagem.

    1. A situação tá difícil para as pessoas normais, mas existe um pequeno universo de endinheirados que não estão perdendo tanto dinheiro. Para eles que existem esses aparelhos.
      Ou a pessoa que passa um, dois anos juntando dinheiro, viaja e compra lá fora pagando no final uns 2,5k de reais.
      Para a galera que fica por aqui resta os chineses importados ou aparelhos do ano passado.

      E olhe lá.

      1. Exato: no brasil as elites são essencialmente rentistas. Ou seja: em cenário de pleno emprego, elas ganham dinheiro. Em cenário de crise, elas também ganham dinheiro enquanto os outros se ferram (se bobear, ganham até mais com a escalada dos juros, além de pagar imposto regressivo).

    2. Crise é apenas para nós, meros mortais. Ricos (de verdade, e não aqueles que porque ocupam um cargo de gerência ou ganham 10/20 mil reais por mês acham que são ricos) praticamente não sentem o efeito dessa crise.