Guia Prático #117: o mercado brasileiro de smartphones


16/4/17 às 12h38

No programa de hoje, eu (Emily), Joel Nascimento Jr. e Paulo Higa falamos do mercado brasileiro de smartphones. Com base em números recentes de uma certa consultoria divulgados quase que sem querer em um evento, tecemos comentários sobre o cenário atual, analisamos a concorrência de quem está no topo — Samsung, Motorola/Lenovo e LG –, falamos um pouco do mercado mundial e, é claro, fazemos nossas previsões sobre futuro da categoria por aqui. Escute-nos!

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53 comentários

  1. Olá, aprecio bastante o conteúdo do podcast, sempre pertinente e atual. Porém deixo como sugestão, caso seja possível, visto que custa mais, uma melhor edição no sentido de cortar “brechas” entre as conversas. O ritmo ficaria bem melhor e ajudaria bastante a ampliar a qualidade dos podcasts que já é muito boa por sinal. Talvez seja uma percepção minha só, mas de escutar vários e vários podcasts e vídeos no youtube sinto falta de mais agilidade entre as trocas de contextos entre os participantes, estes sempre muito bons também. Espero que não soe como uma crítica mal-humorada mas como uma famosa crítica construtiva. No mais parabéns pelo trabalho, nós ouvintes e leitores agradecemos bastante.

  2. Vcs poderiam fazer um programa as fabricantes nacionais: de Multilaser a Quantum, passando por Positivo e Qbex. Qual a qualidade, importância, participação e perspectivas para as marcas nacionais. Mas principalmente analisar qualidade dos produtos e do pós vendas para saber preconceito contra as marcas nacionais é ou não fundamentado

  3. Sobre o porque do crescimento da Alcatel: eu estou desempregado e em uma situação grave de falta de dinheiro. Precisava comprar um smartphone e como precisava gastar o mínimo possível já estava conformado em ficar com um aparelho com 512 MB de RAM e 4 GB de armazenamento (e hoje em dia ainda tem muito smartphone com essa configuração à venda). Em suma, iria sofrer. Fui pesquisar e consegui um Alcatel Pixi 4 com tela de 4 polegas, 1 GB de RAM, 8 GB de armazenamento e Android 6.0. Enfim, já dá pra usar numa boa. O preço? R$ 249. Sério! R$ 249 !!!!
    Talvez não seja o melhor custo-benefício. Por pouca coisa a mais talvez pudesse pegar coisa muito melhor, mas infelizmente eu não tenho um pouco a mais pra gastar…

    Um detalhe, mas acho interessante. Sobre a chinesa fabricante de carros elétricos: não seria a BYD? Aqui na cidade onde moro já vi um ônibus e um carro dessa empresa. Os dois 100% elétricos.
    http://www.investe.sp.gov.br/noticia/chinesa-byd-instalara-fabrica-e-centro-de-pesquisas-em-campinas/

  4. Só um adendo: a Quantum não só tem usado estandes em shopping, como também entrou no varejo através da Riachuelo. O que aliás é um fenômeno interessante: percebo que aqui em Fortaleza os setores de celular nas lojas da C&A são bastante movimentados. Escolher esse tipo de loja pra entrar no varejo parece ser uma boa estratégia.

  5. O mercado brasileiro de celulares é triste, de verdade.
    Quando se tem um produto realmente bom o preço bate no teto, não é atoa que as pessoas (Com acesso a informação), estão importando da China.
    Em média vc paga 1200 reais para ter um celular com snap 821 que é o melhor atualmente (fora o 835).

    1. Importação tem seus contras – questões como garantia, demora pra chegar, receita federal – e mesmo assim vejo como uma melhor opção às lojas brasileiras. Os caras acham que somos trouxas

  6. curioso, não falaram do lg x power. a sensação da lg no momento, talvez o melhor c/b nacional. ta vendendo pra caramba e sempre aparece em promoções na faixa dos 500-550.

    hoje mesmo (17/04), tá saindo por 474 a vista na saraiva.

    no mais foi um ótimo cast.

  7. Eu nunca vi alguém com um Multilaser na rua. Achei bem estranho ela está acima da ASUS.
    O mercado daqui é bem complicado, e a economia ajuda bastante para ele ser complicado assim. Uma vez fui pagar uma conta na Casas Bahia e vi umas 8 pessoas saindo da loja com um J1 Mini (!).
    O mais engraçado é que eu estou com um Moto E1 desde 2015 e está sobrevivendo graças a custom ROMS.

      1. Eu acho que o problema não é comprar o aparelho, e sim o que a Samsung fez de colocar menos de 1GB de RAM nele.

        Em seg, 17 de abr de 2017 14:40, Disqus escreveu:

        1. As pessoas compram o aparelho porque ele custa R$350 e isso cabe no orçamento. A Samsung faz esse aparelho com essa configuração porque ela pode vender ele barato e porque sabe que ele servirá de entrada para as pessoas no mundo dos Galaxy (provavelmente).

  8. Cada um com sua opinião. Na minha pesquisa não achei nada que superasse o Moto Z na faixa de 2000 reais (que foi o preço do meu). A bateria está sendo mais que suficiente para o meu perfil. Meu celular anterior, Nexus 5X, tinha bateria de mesma capacidade mas a duração da mesma era bem inferior, por volta da metade da duração com o Moto Z. O gerenciamento de bateria desse celular é digno de nota, podem perguntar a qualquer usuário.
    Quanto a posição atual de segundo lugar da Motorola eu entendo que deve-se muito ao período de “Empresa Google” da mesma, quanto surgiram diversas inovações e tendências. Não estou certo de que a Lenovo manterá essa pegada. Abraços e sucesso!

  9. Ainda não ouvi, vou ouvir amanhã no trajeto para o trabalho… mas quem é essa tal de HMD que todos estão dizendo que é a única que pode nos salvar aqui nos comentários?

    Como assim? Uma empresa desconhecida? Nunca ouvi falar dessa marca, nada, zero, ela vai entrar do nada e ganhar espaço assim?

    Isso nunca vai acontecer, nunca.

      1. @lucianofadel:disqus, não vai acontecer, a Nokia pode ter o nome que for aqui no Brasil e lá fora, mas a HMD não vai ter a grana de um Google para fazer o que fez com a Motorola lançando aparelhos bons por R$649.

        Google foi lá e popularizou o Android aqui no Brasil mesmo sem lucro, foi uma sacada genial. Valeu a pena e mudou nosso mercado.

        Mas nenhuma empresa vai repetir isso sem grana.

        Se a HMD tivesse grana para isso no mercado mobile, no Brasil pelo menos, já teríamos ouvido falar da mesma.

        1. Dificil @Saulo Benigno dizer no mundo da Tecnologia,não vai acontecer,acho que HMD sim pode vender muito no Brasil sobretudo se tiver pós venda e analisar o mercado local e suas particularidades,oque o Google fez com a Motorola provavelmente sim,não deve acontecer porque vendia praticamente sem margem alguma e o fato da HMD não ser conhecida no Brasil não quer dizer se vai ser sucesso ou não.

          1. Cara, sem dinheiro você não faz nada. A HMD tem menos de um ano no mercado.

            Eles não vão ter capital para vender “praticamente sem margem alguma”, o Google fez tudo isso em 3 anos. Comprou a marca por 12 milhões, vendeu por 2 e mudou nosso mercado. O Google tinha/tem dinheiro para isso.

            Como uma empresa nova, criada por investidores e ex funcionários da antiga Nokia, vai vender aparelhos baratos, de qualidade e sem margem?

            Eu não vejo isso acontecendo, você vê como?

          2. Acredito nas seguinte situação;

            1-Nome da Marca Nokia é muito forte,a pensar que em 2007 antes da chegada da Apple em Smartphone a Nokia liderava o mercado.

            2-Experiencia do presidente da HMD que trabalhou na Nokia 17 anos

            Eu acredito que exista espaço e não tem nada definido ainda,a ver a Asus se espalhando por ai,a timidez da LG e os tropeços da Samsung e Lenovo,apenas isso,espero sinceramente que de certo,para nós consumidores seria excelente.

          3. Depois que eu ouvi no Podcast que a Multilaser e a Alcatel passam na frente da Asus em vendas… aí é que duvido muito que essa HMD faça esse sucesso por aqui.

            Mas o ponto 2, o que isso quer dizer? Se ele fosse bom mesmo a Nokia continuaria por aí, não haveria necessidade de criar outra empresa não?

            É como técnico de time de futebol, ele passou 17 anos em um time que era bom e acabou perdendo tudo, se ele for para outro time esse time vai ganhar? Como assim?

            Isso só prova que a HMD não vai ser esse sucesso, não tem capital e não tem gente de peso.

            A Nokia pode fazer sucesso pela nostalgia, vide o Nokia 3310 que foi o “sucesso” na feira.

          4. Existe enormes variáveis para dar certo ou dar errado,oque quero dizer ainda é muito cedo para ter 100% de qualquer coisa ,existe em outros mercados marcas que nunca ouvi falar e fazem muito sucesso,o dudutec sempre trás algumas dessas novidades ,acredito que a HMD pode fazer bonito no mercado e só.

  10. O Higa falou o que eu penso do Moto Z, ele é um erro.

    A Lenovo mata um nome forte como o Moto X e põe no lugar um produto com pouco (ou nenhum) apelo pra competir como um verdadeiro top de linha.

  11. Na minha família e vários parentes a linha Moto do mais barato ao mais caro mandam geral.
    Mas se a Nokia voltar acho que a coisa muda.
    Tenho visto Zenfone e este sendo muito elogiado.
    Os Nokia Lumia começaram ameaçar um domínio, mas desapareceram por completo.

  12. Podcast necessário,acredito relançamento do iPhone 6,a chegada do Samsung S8 e a chegada breve da HMD no brasil faça jogo de cadeira na vice liderança do Android.

  13. Sobre quem pode fazer frente a Samsung, é interessante deixar claro que a ideia de fazer frente é em numero de aparelhos vendidos ou o lucro com as vendas?!

    A Asus precisa trilhar “o caminho do herói” pra conseguir chegar ao que a Motorola já foi um dia…. É bom deixar claro que apesar do “booomm” da linha Moto sobre a tutela do Google, a Motorola nunca deu lucro, embora vende-se bem e muito, nunca deu muito lucro!

    Bom, e tentando responder a pergunta, acho que a unica que TALVEZ possa vir a fazer frente a soberania da Samsung, ainda é a motorola (quando o assunto é numero de vendas, presença no mercado e a opinião dos próprios usuários), TALVEZ a Asus, mais tem que repensar a linha e a proposta dos aparelhos!

  14. Parece que a única que pode nos salvar é a HMD, espero que venham ao Brasil e já chegando chutando o pau da barraca, com empenho no marketing, bons preços e sem telefone capado (ouviu LG?).

    1. Eles deverão investir em um aparelho high-end. Não adianta você trazer aparelhos medianos e não ter o topo de linha onde a galera que gosta de gadgets e faz as indicações não tiver o melhor para ver.
      Esse para mim foi um dos problemas da Xiaomi no Brasil também.
      Os fãs da marca queriam um aparelho topo de linha e ela não apresentou.

      1. Eu concordo com a estratégia de focar em low e mid afinal são estes que mais popularizam a marca, depois de já ter nome no mercado que vem os high.

        1. A questão de não apresentar um topo de linha, para mim, é que você dica sem um aparelho modelo de verdade para ser cobiçado.
          Se tudo é “mais ou menos” perde-se o interesse.
          Focar nos aparelhos médios pode ser interessante para volume de venda, mas para as marcar, não terem uma referência de qualidade acho que enfraquece.

  15. Eu que moro numa cidade de porte médio, ainda percebo o quanto a venda da loja física é importante. O pessoal ainda tem muito medo de comprar na internet.

    Muitos reclamam da estratégia da Samsung de lançar vários aparelhos, mas graças a isso e sua forte logística, praticamente metade dos aparelhos expostos nas lojas físicas de grande varejo são Samsung, então é praticamente 50% de chance de um aparelho Samsung sair contra os concorrentes.

    Sobre a briga do segundo lugar, eu praticamente concordo com a ideia que a Motorola é que vai perder mercado e vai ter umas 3 ou 4 brigando em número de vendas no segundo lugar junto dela e a Samsung disparada na frente com cerca de 40% a 50%.

    Sobre a entrada de novos competidores eu estou bem pessimista com o mercado brasileiro, sinto que o mercado de Smartphone se tornou igual ao mercado de veículos, limitado a algumas fabricantes com preços bem parecidos e que se blindam contra a entrada de outras concorrentes no país. Talvez só o nome Nokia possa voltar a faze parte do nosso dia-a-dia se a HMD conseguir fazer uma boa estratégia de reentrada da marca no país.

    1. Eu moro numa capital que teoricamente tem acesso a tecnologia e mesmo assim eu estou indo cada vez mais nas lojas físicas quando preciso comprar alguma coisa relacionada com gadgets.

      Basicamente porque eu posso, no caso de telefones, pegar o aparelho na mão e ver como ele se comporta, o preço cada vez mais é o mesmo das grandes lojas do varejo online e, um Uber pro shopping é mais barato do que o frete que as lojas online me cobrariam.

      1. Um? Lembre-se que são dois, uma ida e uma volta ;)

        E nem sempre você vai olhar e comprar, pode acabar pagando mais pelo frete…

        1. Vou de ônibus e volto de Uber.
          Quando eu for já vai ter sido com a compra pensada.

          Ainda assim, posso dar uma passeada.

  16. Triste com as ultimas atitudes da Microsoft com a versão Mobile de seu sistema. Já não bastasse a aversão ao mercado brasileiro, todos estão decepcionados com a indiferença de Redmond. Ghedin acha correto ela se afastar e trabalhar no próximo dispositivo, pois nos smartphones ela perdeu. Enfim, o iOS e o Android estão aí com os aplicativos da MS. Talvez adquira um L550 só para lembranças <3

    1. Ontem li uma entrevista que o Paulo Ridgeford concedeu ao Windows Team e afirmou que a Microsoft pretende manter o desenvolvimento do Windows 10 Mobile, o que eu sinceramente duvido que aconteça. Pra mim, o Ridgeford quer é vender o seu peixe e fazer os fans acreditarem na WhartonBrooks e seu Cerulean Moment.
      A Microsoft cada vez mais dá sinais de que não manterá o desenvolvimento do Windows 10 Mobile – os mais recentes são a venda de um Galaxy S8 Microsoft Edition e de um Xiaomi Mi 6 Microsoft Edition -, e que vai focar no Windows completo, inclusive pra ARM. Ela quer ver o fim da fronteira entre smartphones e PC’s, e me parece que pra ela ter uma OEM do 10 Mobile geraria mais gasto, uma vez que esse sistema herdou e ampliou a impopularidade do Windows Phone.

      1. Eu quero acreditar no Cerulean, mas está difícil (espero quebrar a cara rs). Hoje me vi pegando um Zenfone 3 numa loja. Fiquei segurando um bom tempo. Acho que chegou a hora rs.

        1. No Brasil, se você for comprar em lojas físicas, não te restará escolha senão o Android, ou algum iPhone antigo.
          O bom do Android é que sua fragmentação o torna auto-competidor. Cada fabricante o personaliza de forma a oferecer recursos exclusivos (ou, no caso da ZenUI, bloatware…) e isso pode e deve ser levado em consideração na hora de escolher um Android. A MIUI tem o espelhamento/clonagem nativo de apps, a Xperia UI tem o modo Stamina pra otimização da bateria, a interface da LG tem ocultação/exibição por gestos da barra de navegação virtual. Falando um pouco mais sobre a compra de um aparelho novo, a importação se mostra cada vez mais um caminho viável, mesmo com toda a dificuldade envolvida, inclusive de aparelhos rodando o Windows 10 Mobile. Outro dia vi que o Lumia 950 tava na faixa dos R$ 1100 reais no Mercado Livre – isso é muito barato pro hardware que ele oferece, considerando o preço normal de flagships no Brasil. E os Android chineses não focam atrás.

          Voltando à Microsoft, outro sinal de que o Windows 10 Mobile foi jogado pra escanteio foi o reposicionamento do sistema na fila de atualizações – agora, todas as versões do 10 ficam na mesma fila, e o 10 Mobile fica em outra secundaria, recebendo menos atualizações e sem sincronia com o restante https://www.windowsteam.com.br/microsoft-muda-ramo-de-desenvolvimento-do-windows-10-mobile-mas-isso-nao-significa-seu-fim/
          Já são poucos os aparelhos suportados pelo Windows 10 Mobile, e agora terão menos atenção da Microsoft. Se isso não é evidência de um encerramento do sistema em breve então eu não sei mais o que é, mas tem gente (André Buzz, Paulo Ridgeford) que bate na tecla de que tá tudo bem, quem “profetiza” a morte do sistema é techguru e que temos ver o roadmap, que sites neutros como o Manual são haters e que a Microsoft dará a volta por cima.

        2. O Android da Asus é horrendo :(

          Eu sou meio chato com sistemas, mas já vi pessoas mais leigas reclamarem da falta de capricho que há nele, e elogiando quando pegam outro Android.

          É uma pena, porque o hardware deles é ótimo (e bonito!).

          1. Fui pela “boniteza” do aparelho. Ahhh um Windows Mobile no hardware da Asus <3