Kindle sobre uma pilha de livros impressos.

Guia Prático #108: Livro impresso ou e-book?


4/2/17 às 11h57

No programa de hoje, eu (Rodrigo Ghedin), Fabio Montarroios e Paulo Higa revistamos um antigo debate, o dos livros impressos em papel e digitais — basicamente, Kindle. As vendas de e-books estão caindo e as do impresso, seguem firmes. Estamos testemunhando um retorno ao papel? Ou outros fatores explicam? Na real, qual experiência é melhor: ler no papel ou na tela de e-ink do Kindle? Com opiniões bem divergentes e um papo agradável, discutimos esses e outros assuntos relacionados a esse universo.

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Foto do topo: Sean Freese/Flickr.

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33 comentários

  1. Acho que se pararmos e analisarmos bem, eles são complementos. Os preços, que seria um dos principais fatores, acabam que são quase a mesma coisa. Logo acaba sendo uma questão de gosto do freguês. Porém, eles podem ser aliados… Dependendo da necessidade do usuário.

    Acho válido comprar livros mais “pesados” em versão digital e edições mais caprichadas em versões físicas. Ou mesmo escolher livros de estudo em versão físicas, porque podemos marcar/destacar/circular/comentar de forma mais prática.

    A coisa poderia ficar muito melhor se ao comprar a versão física tivéssemos, automaticamente, direito a uma “cópia” digital. Ou algo tipo, compre o o livro por R$ 25 e com mais R$ 3 leve a versão digital.

    E a Amazon e/ou Kobo poderiam lançar um e-reader com tela e-link colorida para fazer valer o consumo de HQs.

    1. Gostei desse lance de comprar impresso e ganhar o digital. Acho pouco provável das editoras fazerem isso, mas seria uma condição muito boa, já q ao se livrar só impresso, vc ainda ficaria com o digital para eventual releitura ou consulta.

      As edições caprichadas, parece, vão perder um pouco do espaço com o fim da Cosac… Mas meu maior receio é não traduzirem mais com o mesmo volume e qualidade. Essa sim seria uma grande perda.

  2. Uso o Kindle pela praticidade (mais fácil de carregar pra qualquer lugar, centenas de livros em um gadget relativamente pequeno). Havia migrado 100% para o Kindle quando a Amazon veio pro BR, porém depois vi que realmente não é o melhor formato, sendo o impresso imensamente mais confortável. Hoje eu compro ebooks e impressos, assim mesmo, quando dá na telha. E fico com o melhor dos dois mundos.

  3. Eu prefiro ler no kindle, sempre que possível opto pela versão digital. Só compro livro físico quando a versão digital não está disponível. O engraçado é que me desacostumei completamente com os livros “normais”, sempre que leio algum nesse formato fico desconfortável.
    Por ter mudado bastante de cidade ao longo dos anos, me apaixonei pela praticidade de carregar a maioria dos livros na bolsa enquanto os poucos volumes físicos são facilmente transportados em uma caixa. Os únicos pontos negativos são a incapacidade de emprestar e doar os livros, fora isso, vivo bem sem papel.

    1. Confesso q eu nunca gostei de emprestar meus livros… Mas me sinto muito bem qdo dou algum deles pra uma biblioteca pública.

      Tb acho problemático esse lance do formato do livro, mas como estou meio acostumado com essa diversidade, não acho tão ruim. Só me incomoda mesmo qdo o livro é muito velho e o cheiro dele é muito forte…

  4. Minha experiência com ebooks, para leitura de lazer, é muito boa. Hoje meu principal dispositivo de leitura é um Lumia 640XL. Leio bastante no ônibus e em filas. A tela de 5,7″ tem boa largura – considero a largura da tela o fator mais importante para a leitura, o brilho não me incomoda. Ruim é o Kindle para Windows Phone, esquecido no tempo, mas em compensação o Bookviser é um aplicativo excelente.
    Também utilizo um iPad que é imbatível para ler PDFs, mas não é portátil como um smartphone. E por este motivo não me interesso por um reader dedicado pois considero um equipamento redundante: para ler em casa é melhor o tablet, para carregar na rua é melhor um smartphone, pois cabe no bolso.
    O que eu gostaria é que houvesse um smartphone projetado para leitura de ebooks, com tela de proporção 4:3, ou quadrada como a do BB Passport, pois estes dois formatos oferecem telas mais largas, em dispositivos menores do que um telefone com tela em proporção 16:9.

    1. Lia num LG PAD 8.3 e era ótimo. Tinha o formato de um livro o danado… mas infelizmente me desfiz dele.

    1. Fabio, que sugestão incrível! A questão da “morte” do livro me interessa bastante (principalmente porque pareço estar do outro lado do muro – sem nenhum apego à versão impressa), já adicionei na lista de desejos :)

      1. Esse historiador é muito bom, cara. Recomendo qualquer livro dele. Esse, por conta da discussão, é bem importante, mas se vc quiser se adiantar, com certeza tem ele falando sobre o assunto em algum vídeo. Na real, acho q ele quem capitaneou um grande projeto de digitalização nos eua e por isso se viu no meio dessa questão toda.

  5. Vai depender do tempo. As vezes é ruim levar um livro por aí, ou na mochila, já o Kindle é mais prático. Ler PDF’s sobre qualquer coisa é outra coisa que faço muito, tenho muitos sobre inteligência artificial, sobre espaço tempo, sobre segurança cibernética, coisas que me interessam e estudo. Um livro não permite essa alternância. Porém em casa é outra coisa, prefiro papel, a sensação de pegar, folhar um livro, ter aquilo físico na mão, não tem preço (na verdade tem e tá saindo entre 30 e 80 reais).
    É como só digitar em teclados e depois escrever a mão, se ficar só em um você “desaprende” em outro, sempre bom manter velhos hábitos.
    Vou ler agora V.I.S.H.N.U, recomendo pra quem curte tecnologia e sociologia, foi assim que me pegaram :)

    1. E tem algum motivo específico pra essas suas leituras sobre AI, espaço-tempo, etc, Maicon? E eu escrevi um texto sobre o Vishnu aqui pro manual. Gostei bastante Tb, mas o livro é meio trambolho.

      1. Tem, sobre IA e cybersecurity é por que sempre gostei de tecnologia em especial isso, ai para esse ano perdi minha vaga via Prouni numa universidade pq o site bugou, então resolvi estudar em casa agora e ano que vem já entrar com bastante conhecimento. Sobre buracos negros, espaço tempo e dimensões é hobbie mesmo, sempre fui fascinado em como tudo é conectado, não sou religioso e não tenho costume de negar a existência de algo, mas sim aceitar tudo, isso abre a mente e faz a gente ir de “isso não” para “pq não?”
        Um livro que desejo ler agora é o do Stephen Hawking que fala sobre buracos negros e como a nossa visão sobre eles está errada. É sempre bom se provar errado e mudar as idéias, assim sempre serão geradas novas oportunidades de aprendizagem.

    2. Que PDF você lê no Kindle?
      Pergunto pois a minha experiência com PDFs no Kindle é a pior possível. Até mesmo no iPad é terrível a leitura de PDFs.

      1. Pra mim sempre foi boa a leitura de PDF tanto no iPad quanto no Kindle, no iPad parece mais rápido, na verdade é, mas no Kindle é melhor. O Kindle PaperWhite lê os PDFs normal, já o outro modelo que tive, o Kindle 4, era necessário converter os arquivos via apps, fora que a leitura e a navegação era ruins ainda mais que estamos acostumados com smartphones com tela touch.

        1. Poizé, quando eu convertia ficava bem ruim a formatação. Me lembro de ter comprado um livro, acho que Masters of Doom, e não ter em formato Kindle só em PDF. Converti e ficou muito ruim (com a numeração original das páginas perdida no meio da leitura).

          Ler no Kindle pra mim sempre foi uma experiência terrível. Li muitos livros quando ainda estava na faculdade de Letras porque o preço era muito bom – e os de literatura clássica a loja da Amazon tem de graça – mas sempre que o dinheiro permitia eu comprava o livro físico pra poder ter uma experiência digna.

      2. Lia no aplicativo do kindle num tablet e funcionava super bem. Depende da formatação do pdf, claro, mas geralmente era ok.

        1. O aplicativo do Kindle, todos eles, me entregam uma experiência de leitura muito melhor do que Kindle mais barato. A grande vantagem de ter um Kindle sempre foi, pra mim, poder levar mais de 3 livros na mochila, ter acesso a obras clássicas de graça e a leveza para segurar (tem livro que pesa na mão no meio da leitura).

          De resto, é uma experiência bastante sofrível ler no Kindle.

          1. Curioso, tenho lido no Kindle e a experiência tem sido boa… Tava com ‘Origens do totalitarismo’, da Hannah Arendt aqui, naquela edição de bolso, e me desanimava muito aquela falta de margem, e o texto ali todo exprimido. No Kindle ficou bem melhor… Tirando o lance de não poder escrever na marge e a lentidão, o Kindle apareho passa, mas, de fato, preferia o App no tablet da LG, pq ficava bom pra ler PDF, livros e fazer marcações coloridas.

          2. O problema das edições de bolso é que eles tentam deixar tudo fino e pra isso fazem malabarismos como fonte 9 e sem margem. Complicado; nesse cenário, prefiro ebook.

            Mas, em quase todos os outros, o físico é muito melhor. Edições como as da Darside ou as edições dos livros do Cornwell da Record são um deleite visual que jamais será encontrado no ebook. Não tem como comparar as experiências.

            No final, lógico, vai do gosto de cada um. Tem quem diga que texto é texto e ponto final.

  6. Eu gosto de livros físicos, tenho duas prateleiras de livros e eu gosto de ver elas preenchidas e fico querendo comprar mais :P
    Leio a maioria das vezes no ônibus e não tenho problemas com o peso deles, em geral são pequenos, com exceção de algumas HQs que são gigantes, como Watchmen e o cavaleiro das trevas mas estas também não daria para ler no kindle.
    Comprei um kindle ano passado *porque estava barato* 160 reais eu acho e até então li um livro nele. Recentemente quis começar a ler O senhor dos anéis e a primeira coisa que fiz foi procurar um box na amazon, na ausência de um por um bom preço eu comecei a ler no Kindle.
    Mas hoje a minha primeira opção é comprar o livro físico, caso seja algum livro que não faço questão de ter na estante eu leria no kindle, o senhor dos anéis mesmo lendo no kindle no futuro devo comprar o físico pra ter.
    Sobre mudanças, já me avisaram sobre isso e se eu for para muito longe, simplesmente devo doar entre os amigos ou vender.

  7. Para quem tem a visão fraca como eu, a facilidade de aumentar o tamanho da fonte no kindle, é a melhor coisa.

  8. Nunca tive um e-reader, mas já li alguns livros no computador, no tablet (iPad mini) e até no smartphone.

    Acho o papel melhor para quando você quer alternar rapidamente entre várias páginas, consultar um trecho aqui e outro ali… E por outro lado, livros grandes/pesados são de manuseio muito difícil, você acaba lendo só quando está em casa ou na biblioteca. Então para mim, quando o livro é pequeno a médio, meio que tanto faz o tipo de mídia. Mas quando é um trambolho, prefiro a versão digital.

    1. “Acho o papel melhor para quando você quer alternar rapidamente entre várias páginas, consultar um trecho aqui e outro ali”! Isso é verdade, mas se você tiver um Kindle todos os destaques e anotações ficam um livro chamado “recortes”, lá ficam suas notas e destaques. Isso torna o acesso a notas e destaques muito mais fácil, já que você não precisa saber qual página você fez a anotação.

      1. Consultar? Eu não entendi, como assim? No Kindle é muito mais rápido com a busca, como no papel isso pode ser melhor?

    2. Isso no Kindle é ruim mesmo. Tirando a pesquisa por palavra q é muito útil qdo vc não tem índice onomastico no livro impresso, vc poder pesquisar rapidamente suas anotações é uma baita vantagem. Mas isso tem a ver com a lentidão do Kindle, eu acho, pq se um dia arrumarem isso, pode ser q as coisas mudem.

    3. Eu achava que ler no papel tinha essa vantagem/facilidade de procurar alguma página específica ou de poder fazer uma anotação. Mas isso caiu por terra depois que comecei a ler no kindle.
      Agora eu tenho dificuldade de encontrar conteúdo em livro físico sem ferramenta de busca e de marcações :)

  9. Adorei o tema!
    Eu tenho kindle e uso bastante nas leituras entre casa/faculdade e amo! É muito prático! Porém, como você Rodrigo, eu também tenho evitado telas, por isso, dou preferência a ler no papel quando estou em casa.