Como foi a minha palestra “Smartphone: modo de usar” na Unipar, em Paranavaí

Palestra Smartphone: modo de usar, na Unipar de Paranavaí.
Foto: Caroline Murakami/Unipar.

Semana passada estive na Unipar, campus Paranavaí, para dar uma palestra sobre smartphones ao curso de Sistemas de Informação durante a Seinpar, evento anual de debates e apresentações promovido pela instituição.

Não fiz uma abordagem técnica ou focada em desenvolvimento — essas nem são minhas áreas! Falei da influência que essas telinhas brilhantes têm nas nossas vidas. O objetivo era apresentar uma perspectiva mais humanista do smartphone e chamar a atenção para hábitos não muito legais que derivam do seu uso.

Hoje, mais de 2 bilhões de pessoas usam smartphones. Para boa parte dessas pessoas, ele foi o primeiro e continua a ser o único meio de acesso à Internet. Os preços baixaram bastante nos últimos anos e a tendência é que eles continuem a cair, graças a iniciativas como o Android One, anunciado hoje cedo pelo Google, e ao barateamento de tecnologias avançadas, como a chegada de conexões 4G em dispositivos na faixa dos US$ 100.

Um aparelho tão difundido e poderoso muda a forma como vivemos. As consequências do uso da Internet e, de forma mais concentrada, do smartphone, já são sentidas. Nossa saúde física e mental, e as interações sociais sofreram alterações profundas em menos de uma década.

A palestra é dividida em três partes. Na primeira, explico como o smartphone ruma à ubiquidade. Depois, quais os males que o uso desenfreado causa na gente, naquelas três frentes: saúde física, mental e social. Por fim, quais os caminhos para usá-lo sem cair nessas armadilhas — ou pelo menos tentar. Nessa última, não entrego respostas prontas, receitas de bolo; há mais questionamentos do que soluções a essa altura. Abrir o diálogo, como proponho, é o primeiro passo para compreender melhor essa (não tão) nova realidade.

Agradeço mais uma vez à Prof.ª Claudete Werner, coordenadora do curso de Sistemas de Informação da Unipar, pela oportunidade, e aos alunos e professores, vários amigos entre eles, que me receberam super bem e ouviram com atenção o que eu tinha a dizer. Obrigado!

A minha intenção é levar essa palestra para mais gente — talvez ainda esse ano role algo em Maringá. Para outros lugares, dependo de convites. Se você se interessou ou conhece alguém que se interessaria, entre em contato.

Com streaming ao vivo, a Apple apresentará seus aguardados novos produtos — sejam quais forem

Hoje à tarde a Apple fará um evento para apresentar novos produtos. Se você tem acompanhado os rumores, e é difícil desviar deles, deve saber que os mais cotados dizem respeito a dois novos iPhones, um com tela de 4,7 e outro, de 5,5 polegadas, e um gadget vestível, provavelmente um relógio inteligente que sincroniza com o iPhone. De minha parte, repito as previsões da WWDC.

Começa às 14h (horário de Brasília) e terá streaming ao vivo neste site.

Evento da Apple costuma roubar o noticiário de tecnologia e respingar no geralzão — é provável que os telejornais noturnos de hoje deem um espaço para falar dos anúncios de logo mais. Ele também monopoliza a pauta dos sites especializados, mexe com toda a estratégia das rivais (a tonelada de anúncios na IFA, semana passada, e a Amazon derrubando o preço do Fire Phone de US$ 200 para US$ 0,99 são alguns reflexos) e vira tópico de debate em toda conversa que passe perto de “tecnologia”. Ficamos todos curiosos para ver o que a empresa que redefiniu o conceito de smartphone tem para mostrar de novo nessa área. Continue lendo “Com streaming ao vivo, a Apple apresentará seus aguardados novos produtos — sejam quais forem”

A Onda quer colocar Maringá no radar das startups

Logo d'A Onda, de Maringá-PR.

O que fazer quando as condições para um fim são favoráveis, mas falta sincronia, apoio e ações coordenadas para concretizá-lo? Em geral, organizar-se. Ontem fui ao Espaço Office, escritório bem bacana de coworking em Maringá, conhecer uma iniciativa para alavancar o desenvolvimento de software na cidade.

O projeto A Onda foi idealizado pelo empreendedor Thiago Melo. Trata-se de uma iniciativa para unir desenvolvedores e empreendedores maringaenses a fim de fortalecer a imagem da cidade como polo na criação de startups. Maringá é um lugar bacana (não à toa moro aqui!) que sustenta posições de destaque em diversos rankings de cidades e possui infraestrutura favorável ao surgimento de novas empresas. Sendo assim, por que não?

Foi um meetup breve e com uma pequena audiência. O objetivo, segundo Thiago, é atrair outros desenvolvedores na base do boca a boca e, a partir disso, criar uma agenda consistente de eventos nas áreas de desenvolvimento e empreendedorismo. Um dos problemas que ele vê nas outras iniciativas locais é a falta de continuidade. Entre um ciclo de palestras e um workshop, às vezes se passam meses, a divulgação não é adequada e essas lacunas acabam sendo prejudiciais. Uma das metas d’A Onda é remediar isso.

Thiago Melo, no Espaço Office.
Thiago Melo.

A Onda se baseia em três pilares: compartilhamento, conhecimento e código. Em sua apresentação, Thiago falou muito em conectar pessoas, e não apenas desenvolvedores, mas gente de segmentos diversos. Ambientes multidisciplinares são, afinal, mais efervescentes e ideias distintas somadas contribuem para o surgimento de coisas boas.

A ideia é promissora. Parece algo simples, e talvez seja; às vezes a solução para resolver grandes problemas é, de fato, descomplicada. O que conta mesmo é ter alguém para botar a mão na massa e fazer acontecer. Ainda não está muito claro quais serão os rumos d’A Onda, mas é algo que merece ser acompanhado.

 

Tela, câmera e estilo são os pontos fortes do G3, smartphone topo de linha da LG agora no Brasil

Ontem (22) a LG anunciou a chegada do G3 no Brasil, seu novo smartphone topo de linha. A empresa ressaltou o poder e a simplicidade do aparelho para tentar ganhar o consumidor premium (leia-se com mais de R$ 2.000 para gastar em um celular) e aproveitou para exibir, também, o relógio inteligente G Watch e a nova família de tablets G Pad. Tudo isso na companhia da atriz Cleo Pires numa vibe bem estranha e mais um punhado de gente da imprensa em São Paulo. Continue lendo “Tela, câmera e estilo são os pontos fortes do G3, smartphone topo de linha da LG agora no Brasil”

A inauguração da LG Mobile Store em Maringá, interior do Paraná

Foi inaugurada ontem em Maringá, interior do Paraná (e cidade onde moro), a primeira loja exclusiva da LG. Para ser mais exato, a primeira brand store de uma gigante da mobilidade por aqui. Por esse motivo, cruzei a cidade e fui conferir de perto o evento.

A LG Mobile Store de Maringá, a segunda do estado, fica no Shopping Catuaí, em uma das saídas da cidade. O espaço não é dos maiores, mas suficiente para acomodar estandes com smartphones, tablets e notebooks, o mix de produtos da loja.

Cheguei com antecedência, precavido. Mas a inauguração atrasou bastante… Nesse meio tempo o contador regressivo na porta deu uma surra nas promotoras do evento cada vez que elas tentavam adiar o horário. Vencida a demora, a fita vermelha simbólica foi cortada e as pessoas, ainda desconfiadas, começaram a chegar, entrando de mansinho, mexendo em um celular aqui, um tablet ali…

https://twitter.com/ghedin/status/459092526629416960

Dá para entender esse estranhamento. O conceito da loja, de expôr os aparelhos em bancadas ao alcance das mãos da clientela, é raro na região, onde ainda reina a cultura das vitrines (bem) trancadas. Conversando com João Fagundes, gerente de trade marketing da LG, ele ressaltou essa característica mais receptiva quando perguntei quais as expectativas para a loja recém-inaugurada:

“A expectativa é a melhor possível. A gente quer trazer para o consumidor de Maringá experiência, degustação… Hoje o produto mais vendido no Brasil é smartphone, (…) um produto que traz e-mail, Internet, acesso a todas as redes sociais, conveniência, qualidade de vida, te traz entretenimento… Então aqui você fecha uma venda segura: tem um vendedor especializado, paciência na hora de escolher o produto que mais se adequa [ao seu perfil]. Esse é o propósito da loja, e a venda será a consequência do bom serviço.”

João também revelou os planos de expansão para a cadeia de brand stores da LG. A de Maringá foi a 12ª inaugurada no Brasil, e a meta é chegar ao final de 2014 com quase 100 espalhadas pelo país. No Paraná, os esforços agora se voltam para Curitiba e, depois, outras cidades de médio porte, como Ponta Grossa.

O interior na rota dos lançamentos

A primeira compra, honra do Luan.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Com exceção de alguns problemas técnicos, especialmente o atraso na abertura da loja e uns tropeços ao faturar a primeira compra, honra do leitor Luan Eduardo Bondan que levou uma capinha para seu Nexus 5, a recepção foi tranquila.

Havia um batalhão de pessoas vestidas com o uniforme da LG, a maioria parte de um reforço aos quatro funcionários fixos que trabalharão no local. Não havia restrições para mexer nos equipamentos, todos ligados e conectados, e alguns smartphones ainda eram espelhados em TVs, via Miracast, para mostrar melhor aos clientes os recursos disponíveis. O ator Diego Cristo foi trazido para o evento e tirou fotos com os fãs, que podiam levá-las impressas para casa.

O que mais me animou, porém, foi a promessa de vermos os futuros lançamentos da marca chegando aqui ao mesmo tempo ou até antes que em centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Cláudia, gerente da unidade, garantiu que isso acontecerá, começando já com o G2 Mini, anunciado ontem e que deve estar na loja em breve.

Ter esse contato antecipado com novos produtos foi o que levou o Luan, citado ali em cima, a prestigiar a inauguração. Ele também espera que a presença de uma brand store diminua o hiato entre lançamentos nacionais e a chegada deles ao interior:

“Aparelhos como esses últimos, o G Flex, por exemplo, G2 Mini, essas coisas, demoram para chegar nas lojas de operadoras. Acho que aqui pode ser que cheguem antes.”

Diego Cristo tira fotos com fãs no interior da LG Mobile Store, em Maringá-PR.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Maringá, com pouco mais de 380 mil habitantes, não chega a ser uma cidade pequena. A loja da LG é a primeira brand store do tipo a abrir por aqui, mas não deve ser a última. Em outros países a Samsung, concorrente doméstica da LG e extremamente agressiva em marketing, está indo mais fundo ainda no conceito. Na Índia, por exemplo, está abrindo lojas em milhares de cidades com menos de 100 mil habitantes. São geografias e estratégias diferentes, mas um indicativo de que, com as devidas adaptações, o mesmo pode ocorrer no Brasil.

Os smartphones da LG Mobile Store

G Flex, o smartphone com tela flexível da LG.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Quando a loja abriu, pude enfim ver de perto o G Flex, curiosíssimo smartphone com tela flexível e plástico traseiro regenerativo. Devo receber uma unidade de testes logo e, na sequência, claro, publicar um review.

Outro que me chamou muito a atenção foi o L40, o único membro da linha LIII da LG, anunciada no Mobile World Congress em fevereiro. O que mais me interessa ali é ver se na prática a dieta a que o Google submeteu o Android na sua última atualização traz benefícios: ele vem com Android 4.4 de fábrica movido por apenas 512 MB de RAM.

LG40: Android 4.4 com 512 MB de RAM.
Foto: Rodrigo Ghedin.

E em meio ao burburinho dos clientes e a música alta do DJ apavorando dentro da loja (essa ideia foi meio ruim), entreouvi algumas coisas sobre o vindouro G3, novo topo de linha da LG. Aparentemente os rumores são verdadeiros: ele terá mesmo bordas frontais finíssimas, tela com resolução 2K e um redesign nos botões traseiros, a curiosa posição adotada no G2 que será mantida na nova geração. Características a serem conferidas.

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