Ex-executivo do Facebook faz críticas à rede social

“Acho que criamos ferramentas que estão rasgando o tecido social de como a sociedade funciona. (…) Nada de discurso cívico, nada de cooperação; desinformação, desconfiança. E não se trata de um problema norte-americano — não é sobre os anúncios russos [que interferiram nas eleições presidenciais de 2016]. Este é o um problema global.”

Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de crescimento de usuários do Facebook, contratado pela empresa em 2007, em fala a estudantes da Escola de Negócios da Universidade de Stanford. Veja o vídeo aqui.

Mapa de calor do Strava aponta áreas mais “fitness” das cidades

O Strava, um app que monitora exercícios físicos, tem um mapa global de calor com os trajetos dos seus usuários. A base para o gráfico consiste em um bilhão de atividades desenvolvidas em 27 bilhões de quilômetros, o equivalente a 200 mil anos de atividades. Outros números enormes e os detalhes técnicos da versão, que foi atualizada recentemente e está mais precisa e bonita, estão neste post. (O mapa existe desde 2015.)

O mais legal é descobrir, na sua cidade, quais as áreas mais usadas pelos  usuários do Strava para a prática de exercícios. Em Maringá, interior do Paraná, os contornos do bosque, parque do Ingá e do estádio de futebol da cidade ficam mais intensos. O velódromo, ao lado do estádio, se destaca — mas por ter mais praticantes ou porque os praticantes usam, em maior proporção e por mais tempo, o app do Strava?

Detalhe do mapa de calor do Strava fechado na região central de Maringá-PR.
Imagem: Strava/Reprodução.

Detalhe curioso: o Strava recorreu ao Mapbox e ao OpenStreetMap para gerar os mapas. Há vida além do Google Maps.

O Chrome venceu

Por Andreas Gal

Aviso: trabalhei por 7 anos na Mozilla e era o CTO da Mozilla antes de sair de lá, há dois anos, para fundar uma startup de IA embarcada.

A Mozilla publicou um post há dois dias [foi no dia 23 de maio] destacando seus esforços para tornar o navegador Firefox para Desktop competitivo de novo. Eu costumava seguir de perto o mercado de browsers, mas deixei de acompanhar por alguns anos, e pensei que era hora de ver os números.

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90 anos de Metropolis, o clássico filme de ficção científica de Fritz Lang

Entre as suas várias funções, a ficção tenta, com o uso de metáforas, analogias e exercícios de futurologia, nos fazer entender e vislumbrar aonde estamos indo. Nesse último sentido, a ficção científica se mostra especialmente importante em tempos de tecnicalidade extrema e uma confiança talvez sem precedentes de que a resolução dos nossos muitos conflitos passa por meio externos ao próprio ser humano.

Hoje, 10 de janeiro de 2017, a ficção científica no cinema celebra mais um aniversário. Há 90 anos, era lançado, em Berlim, o longa-metragem Metropolis, a obra-prima do cineasta Fritz Lang. Continue lendo “90 anos de Metropolis, o clássico filme de ficção científica de Fritz Lang”

Uma conversa sobre Eis os Delírios do Mundo Conectado, documentário de Werner Herzog

Nota do editor: Em Eis os Delírios do Mundo Conectado (Lo and Behold: Reveries of the Connected World no original), Werner Herzog coloca o seu estilo e olhar apurado a serviço de um grande debate sobre a Internet — da concepção e fundamentos da rede ao que ela pode vir a ser num futuro distante. Eu e Fabio Montarroios conferimos o documentário e, depois, sentamo-nos juntos para debatê-lo. É um formato diferente, mas que nos pareceu adequado para abordar o assunto. Não sei se isso é possível em documentários, mas “contém spoilers” (?). Continue lendo “Uma conversa sobre Eis os Delírios do Mundo Conectado, documentário de Werner Herzog”

Como eram os gadgets quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez

O Estadão publicou uma matéria intitulada “Como eram os carros quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez”. Cumprindo com meu dever jornalístico, averiguei que isso aconteceu em 1994 e que a matéria se justifica devido à forte probabilidade do time paulista ser, 22 anos depois, mais uma vez campeão brasileiro de futebol.

Confesso que gastei mais tempo pensando na lógica do jornal do que no conteúdo — que nem traz detalhes, só fotos dos carros; clássico clickbait. Concluí que não tem nexo algum, o que a torna sensacional! Continue lendo “Como eram os gadgets quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez”

Pós-verdade aplicada ao Brasil

O Dicionário Oxford escolheu “pós-verdade” como a palavra do ano. O termo, que nem é novo, é um adjetivo definido como “relativo ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influentes em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e às crenças pessoais.” Diz respeito, neste momento, à proliferação de notícias falsas ou distorcidas em redes sociais que servem de combustível ao viés de confirmação. Mas não é um problema só delas, do Facebook e do Twitter. É nosso.

Venho pensando sobre como combater esse problema. Há muitos riscos envolvidos, do chatear/brigar com alguém até o de soar condescendente ou, pior, autoritário.

Talvez a melhor via, ou pelo menos a mais conciliadora e promissora, seja a mesma usada por quem produz todo esse chorume: a da (no caso, boa) informação. Argumentos bem articulados, contrapontos bem fundamentados, num processo longo, tortuoso e sem garantias. (Sigo aberto, e pensando também, em outras iniciativas!)

Não é um problema só da eleição presidencial dos Estados Unidos ou do Brexit no Reino Unido. Já acontece aqui, no Brasil. No grupo da família no WhatsApp, nos perfis dos seus amigos no Facebook. Como evidencia este levantamento publicado hoje (“Notícias falsas da Lava Jato foram mais compartilhadas que verdadeiras”), o problema é real, urgente e pede a nossa atenção.

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