Bastão para selfie

Nota do editor: Alguns meses depois de publicar este post, comprei um pau de selfie para ver qual era a dele. Clique aqui para ler o que achei do… OBJETO.

Mas o quê? Não pode ser.

Ou pode? Continue lendo “Bastão para selfie”

Acordei em 2004?

Não fosse o evento da Apple logo mais, eu estaria bem confuso agora.

O trailer de Men, Women and Children mostra pessoas se comunicando apenas por telas

Que senhor trailer, não? Apesar do clima meio pesado, Men, Women and Children é classificado como comédia dramática. A sucinta descrição no IMDb diz que se trata de “um olhar nas frustrações sexuais que adolescentes e adultos enfrentam no mundo de hoje.”

O filme, que já foi finalizado e estreia em setembro nos EUA, é baseado no livro homônimo de Chad Kultgen. Ele assina o roteiro ao lado de Erin Cressida Wilson e do diretor Jason Reitman, dos ótimos Amor sem Escalas e Juno.

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Detalhe curioso: a Paramount Pictures está usando o Whisper, uma rede social de confissões anônimas, para a divulgação do longa.

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Este mini-documentário fala da exibição de texto em dispositivos digitais nos filmes e TV. Não poderia ter aparecido em um momento mais oportuno, né?

Hyperlapse suaviza time lapses filmados em primeira pessoa

https://www.youtube.com/watch?v=6Mugq0CF0tg

Apresentamos um método para converter vídeos em primeira pessoa capturados, por exemplo, com uma câmera no capacete durante atividades como escalada e ciclismo, em vídeos hyper lapse, ou seja, vídeos em time lapse com um movimento de câmera suavizado.

Algumas similaridades com o Photosynth são gritantes e não é por acaso: dois do trio de pesquisadores responsável pelo Hyperlapse, Richard Szeliski e Johannes Kopf, trabalharam na tecnologia. O outro, Michael Cohen, também tem experiência na área — entre outras coisas, criou o Photo Fuse, do (finado?) Windows Live Galeria de Imagens.

Mais informações (vídeos, papers e explicações) na página da Microsoft Research. E, importante: “Estamos trabalhando duro para tornar o algoritmo do Hyperlapse disponível na forma de um app para Windows. Fique ligado!”

É possível hackear um avião pelo sistema de entretenimento dos passageiros?

Para mim, uma das coisas mais incríveis da aviação comercial é o piloto conseguir pousar sem visibilidade. Em todas as vezes em que desci no aeroporto de Curitiba, por exemplo, havia uma espessa camada de nuvens. Onde estou? Para onde vamos? E de repente, a pista, o pouso, tudo tranquilo. Não é à toa que, mesmo com os vários incidentes dos últimos meses o avião continua a ser um dos meios de transporte mais seguros.

Mas essa tranquilidade pode estar ameaçada. Dia desses a Reuters publicou um alerta: o pesquisador Ruben Santamarta, da IOActive, teria descoberto uma forma de hackear sistemas vitais de um avião através dos terminais de entretenimento dos passageiros.

Um punhado de sites replicou a notícia, alguns aumentando o tom. Na matéria original há uma chamada importante, porém:

“Ele [Santamarta] admite que seus hacks só foram testados em ambientes controlados, como o laboratório em Madrid da IOActive, e que eles podem ser difíceis de serem replicados no mundo real.”

Toda suspeita de comprometimento de um negócio tão sério quanto a aviação civil deve ser pesquisada e averiguada, mas é de bom tom deixarmos os alardes para quando justificado. Caso contrário, o que se faz é FUD1. Ninguém conhece os detalhes da pesquisa ainda e o próprio pesquisador ressalta que só garante a sua descoberta na teoria.

Santamarta apresentará mais detalhes da sua pequisa na Black Hat, uma conferência sobre segurança digital nos EUA. Enquanto isso, as empresas que usam o sistema segundo ele comprometido disseram que o risco é mínimo e se comprometeram a revisar esses procedimentos, e alguns pilotos, como o Lito, explicou por que essa ideia, de hackear um avião via terminal de entretenimento, é impossível na prática. O texto é bem fundamentado — pelo menos para um leigo como eu!

A Black Hat começou no último dia 2 de agosto e vai até amanhã (7), dia em que Santamarta fará sua aguardada apresentação.

  1. Fear, uncertainty and doubt, ou em bom português, tocar o terror! Termo usado na imprensa e entre entusiastas para indicar “notícias” sem embasamento técnico usadas para espalhar o medo e a incerteza.

Travei o SIM card! Como quase destruí meu smartphone com um adaptador de R$ 3

Smartphones são projetos miniaturizados com o mínimo de partes móveis ou removíveis possível. Antes, baterias podiam ser trocadas, tampas saíam e quase sempre um slot para cartão de memória estava disponível. Hoje, pelo menos entre os aparelhos de ponta, a única alteração permitida é a inserção do SIM card, o chip da operadora. E foi isso, uma peça minúscula, o que quase arruinou o meu smartphone.

Os quatro tipos de SIM card

A miniaturização não atingiu somente o aparelho em si e seus componentes externos; o SIM card também encolheu com o passar do tempo. Do modelo original surgido com a tecnologia GSM e pouco lembrado hoje, ele encolheu muito. Antes, tinha quase o tamanho de um cartão de crédito. Desse, passamos ao modelo mini, com 15×25 mm e ainda o mais conhecido. Depois veio o micro, com 12×15 mm, que já se encontra em vários modelos intermediários e até alguns de entrada, como o Lumia 520. Por fim, chegamos ao nano, usado em poucos modelos, como os iPhones mais recentes, o Moto X e o novo One, da HTC, com apenas 8,8×12,3 mm.

Estamos em um ponto em que esses três tamanhos ainda encontram espaço nos smartphones à venda, em uma escala que vai dos mais simples (mini) até os mais avançados (micro ou nano). Na condição de quem testa diversos aparelhos, tenho dois SIM cards, o meu principal/pessoal (nano), que uso no dia a dia, e um outro apenas para testes (micro).

Mini, micro e nano SIM.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Ontem pela manhã, decidido a experimentar o Windows Phone 8.1 Preview por alguns dias de forma total, ou seja, como meu smartphone principal, recorri a um dos itens da última visita virtual que fiz à DealExtreme: um adaptador de SIM cards. É um modelo barato, custou ~US$ 1,50, e bem versátil, composto pela chave para ejetar a bandeja de alguns modelos e adaptadores nano > micro, micro > mini e nano > mini.

Isso é possível porque embora o tamanho da moldura e do chip mude nos três tipos em uso atualmente, a leitura do chip, não. Se um nano SIM conseguir ocupar o espaço destinado a um mini SIM, ele funcionará. Correu-se o risco de haver uma quebra no padrão quando a ETSI estava escolhendo o 4FF, nome técnico do nano SIM. A Apple comprou briga com Nokia e outras fabricantes, que queriam um formato totalmente novo, e venceu. Graças a isso, a retrocompatibilidade foi mantida.

Tirei o nano SIM do iPhone 5, encaixei ele no adaptador e, em seguida, enfiei na bandeja do Lumia 920, o Windows Phone que uso para acompanhar o sistema e testar apps e soluções na plataforma. Religuei o aparelho e ganhei a mensagem de que o SIM card não fora reconhecido. Tranquilo, isso pode acontecer. O meu primeiro impulso foi remover a bandeja, ajeitar o adaptador e tentar novamente. Mas aí ele travou, e não saía mais. E eu, travei também quando me dei conta de que meu SIM card principal estava preso dentro do celular e, pior, sem funcionar. Que bela maneira de começar o dia.

Adaptadores, para que os quero?

Quem compra produtos baratinhos na DealExtreme e em outras lojas virtuais chinesas sabe que não raramente eles são uma roleta russa: podem ser muito bons e até duráveis, como aquele aspirador de pó portátil (ainda está funcionando!), ou mais frágil que itens descartáveis. O meu adaptador, aparentemente, cai nessa segunda definição.

Bandeja do Lumia 920 travada.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Após algumas tentativas frustradas seguindo tutoriais, os quais consistem basicamente em enfiar um plástico fino no vão da bandeja para destravar as “garras” que prende o SIM card lá dentro, fui a uma assistência que já haviam me recomendado aqui, no centro de Maringá. Sem os receios que eu nutria, o rapaz que me atendeu puxou a bandeja de uma vez e ela saiu. E eu, com cara de tacho, incrédulo com a facilidade com que ele fez aquilo e temeroso pelo movimento ter danificado alguma coisa internamente, apenas consegui balbuciar algo como “rapaz, que fácil, não?”

Passado o susto (não houve danos, o smartphone continua funcionando bem), eu não me arrisquei mais, né? Experimentarei o Windows Phone 8.1 Preview como se meu Lumia 920 fosse uma versão mais moderna do Zune em um universo paralelo onde o player da Microsoft não foi descontinuado e continua vendendo uma fração do que a Apple vende de iPod.

Adaptadores não são, pois, recomendáveis em aparelhos como esse, que guardam o SIM card em uma bandeja e são de difícil acesso. Já usei outros em celulares mais acessíveis nesse aspecto, nos quais o compartimento do SIM card fica totalmente exposto. Neles, caso algo dê errado, como enfiar o adaptador sem um SIM card, contornar esse problema é mais simples. Já aconteceu comigo, inclusive.

Claro que pode dar algo muito errado, como avisa o Android Central. No post, eles puxam um vídeo de 2012 (acima) em que Kevin Michaluk destrói um BlackBerry Bold 9900 com um adaptador vazio. E, no texto, Jerry Hildenbrand confessa já ter feito o mesmo com um Galaxy Nexus e entrega um colega que quase transformou um Lumia 1020 em uma bela câmera com apenas Wi-Fi. Todos, pois, graças a adaptadores. No meu caso, que foi com um Galaxy S II Lite, tive a sorte de conseguir remover o adaptador sem danificar o compartimento.

“Adaptador” é, por definição, um quebra-galho. Ao adaptar uma coisa, o que se faz é forçar o funcionamento de algo que, a princípio, é tão inadequado a ponto de não funcionar naturalmente. Você pode usar adaptadores de tomadas para plugues com o novo padrão brasileiro (e que sejam certificadas pelo INMETRO, por favor!), por exemplo, mas o ideal é trocar as tomadas da sua casa quando possível. Vai usar adaptadores de baixa qualidade, equivalentes aos que comprei para meus SIM cards? O risco, como mostrado, não compensa.

O que passei aqui é mais um problema de quem vive de testar celulares, está sempre trocando de aparelho, perfis peculiares. Se você comprou um smartphone novo e ele usa um padrão diferente de SIM card, o melhor a se fazer é ir a uma loja da sua operadora e solicitar a troca. Paga-se o preço de um SIM card novo, mas com a garantia de não levar sustos e a certeza de não colocar a integridade do seu smartphone em risco.

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