Meu celular não liga! Traga-o de volta forçando uma reinicialização

16/4/15

Estou testando um Xperia E4 e, logo no primeiro dia, tive um problema chato com ele: não ligava. Estava com bateria e o LED de notificações piscava esporadicamente, mas não ligava mais. Passei pelo mesmo perrengue quando testei o Xperia Z1, o que me leva a concluir que esse talvez seja um problema mais corriqueiro nos smartphones da Sony. Saiba como resolvê-lo.

Antes, um adendo: embora pareça mais frequente com aparelhos dessa marca, não é algo exclusivo dela. Todo smartphone está suscetível a congelar, travar… enfim, a se comportar mal. Antigamente, quando algo assim acontecia bastava remover a bateria e recolocá-la. Hoje, com quase todas seladas, não removíveis, o que muda com esses travamentos críticos é a forma de resolvê-los. Trata-se, pois, de um problema antigo com uma nova solução devido às circunstâncias. Continuar lendo Meu celular não liga! Traga-o de volta forçando uma reinicialização

O melhor lifehack para a sua produtividade? Dormir

30/3/15

“Produtividade” é algo que todos buscamos. Executar mais tarefas com mais facilidade – quem pode não querer isso? Na busca pela otimização quase sempre recorremos a incrementos: se eu passar a fazer isso, produzirei mais; se comprar esse equipamento, trabalharei com mais conforto. Mas e se o contrário se apresentar como um caminho? E se, para produzir melhor, você precise produzir menos?

Uma coisa que nunca entendi é a ideia de madrugar em cima de um projeto. Ou estudando. Entendo a glamourização do ato, como quando Tim Cook escreveu no Twitter ter dormido um pouco mais que o habitual para um grande dia, até as… 4h30 da manhã. De fato, dormir pouco faz com que pareçamos mais importantes e reforça a ideia de trabalho duro, mas não é sinônimo de produzir melhor. Com frequência, troca-se qualidade por quantidade, o que não é interessante em muitas áreas.

Quando minhas pálpebras ganham vida própria, o foco passa a se perder com facilidade e para continuar é preciso recorrer a líquidos baseados em cafeína, algo está errado. Eu estou no lugar errado. Deveria estar em uma cama, não trabalhando. Continuar lendo O melhor lifehack para a sua produtividade? Dormir

O novo app Kiwi quer convidar seus amigos do Facebook. Não faça isso

17/3/15

Este é mais um post que será útil por uma semana e, depois, cairá no esquecimento junto com o app que aborda — foi assim com o MomentCam, Secret, Rooms e alguns outros. Desta vez o app em questão se chama Kiwi e está disponível para Android e iPhone.

Você talvez até já tenha recebido um convite no Facebook, de algum contato seu, para usar o Kiwi. Não se trata de uma variante saudável/natural de Candy Crush; o Kiwi é um app nos moldes do Ask.fm e Spring.me, ou seja, um lugar para fazer perguntas anônimas (ou não) e respondê-las.

A página oficial do app no Facebook começou a operar ontem, mas ele já está ganhando tração por conta da controversa mecânica de convites quase automáticos. O processo de cadastro é um campo minado nesse sentido. Logo depois de liberar o acesso do Kiwi aos seus dados no Facebook a fim de registrar-se, com a desculpa de que “é mais divertido com seus amigos” o Kiwi dá uma forçada nesse sentido. A primeira tela é esta:

Primeira tela de convites do Facebook no app Kiwi.

A interface é confusa. Não há um botão claro (em vermelho, um “X”, qualquer coisa do tipo) para pular essa etapa. O correto, pois, é o tique do canto superior direito. Um toque ali o leva à tela seguinte sem convidar ninguém, uma atitude que ajuda na construção da paz mundial e na manutenção de amizades.

Mas calma, ainda não acabou. Depois da tela acima, o Kiwi joga uma janela modal na tua cara com o mesmo pedido, apenas exibido de uma forma mais dramática:

Segunda tentativa de convidar todos os seus amigos do Facebook.

Que cara insistente! Aqui, pelo menos, a interação é óbvia, basta tocar em “Não” e você, enfim, chegará à tela principal do app.

O Kiwi parece ser bem simples, mas tem um visual legal. Talvez pegue, talvez não. Em qualquer dos casos, apenas não seja aquele que convida todo mundo para coisas esquisitas no Facebook.

Como assistir ao evento da Apple pelo Windows ou Android

9/3/15

Atualização (10/3): O evento abaixo já foi. Neste post reuni todos os anúncios feitos pela Apple de uma maneira bem simples e direta. Neste outro, listei quatro alternativas reais com Windows ao novo MacBook anunciado.

Assim que a Apple liberar o vídeo da apresentação, atualizarei o post com ele.


A Apple transmitirá o evento de daqui a pouco ao vivo, por streaming. Legal! Mas o link funcionará apenas no Safari do iOS e OS X, e na Apple TV. Quem usa Windows ou Android ficará de fora. Ou quase isso.

Para assistir à transmissão usando outros sistemas não-Apple, você precisa:

  • Instalar o VLC.
  • Abrir o app, entrar no menu Mídia e, em seguida, clicar em Abrir Fluxo de Rede.
  • No único campo disponível, cole o endereço abaixo e aperte o botão Reproduzir:

http://p.events-delivery.apple.com.edgesuite.net/1503ohibasdvoihbasfdv/m3u8/atv_mvp.m3u8

Este endereço é o que a Apple TV usa para estabelecer e transmitir o streaming. Ele não funcionará até o início do evento, então não adianta muito fazer esses passos por ora.

O evento da Apple começa às 14h (horário de Brasília).

via 9to5Mac.

Como fazer as pazes com o Chrome e sua gula por memória

4/2/15

Dia desses joguei no Twitter a seguinte pergunta: alguém aí tem problemas com consumo excessivo de RAM com o Chrome? Recebi uma enxurrada de respostas positivas e algumas generalizantes, do tipo “e quem não tem?” Pois bem, eu não tenho. Aparentemente sou uma rara exceção, então resolvi fazer uma viagem introspectiva a fim de descobrir o que me leva a ter uma relação tão harmoniosa com o navegador do Google.

Isto não é um guia de como forçar o navegador a economizar na RAM. Ele é sedento por memória e está tudo (mais ou menos) bem. É como eu digo há anos: memória foi feita para ser usada. Se temos computadores mais rápidos hoje, em parte é porque a memória principal deles está mais rápida e disponível em maiores quantidades. E como não se trata de um bem finito, deixe o Chrome, o Windows, o que quer que você estiver rodando se esbaldarem. Se a situação ficar insustentável, por ser uma memória volátil basta desligar e religar o computador e ela será zerada. Problema completamente resolvido. Continuar lendo Como fazer as pazes com o Chrome e sua gula por memória

Veja (e cancele) todas as páginas que você já curtiu no Facebook

28/1/15

Quando você se cadastrou no Facebook? Se faz algum tempo, digamos… alguns anos, é bem provável que tenha acumulado muitos likes, diversas curtidas em páginas dos mais variados tipos. O sistema incentiva isso e, no fim, é uma forma fácil de construir a sua persona online — “veja a banda descolada que eu curto!”, “esse filme é mesmo muito bom” ou “eu uso esta marca”.

O problema com o curtir do Facebook é que ele não é transitório, diferentemente de nós, seres humanos. O que faz a minha cabeça hoje pode, daqui a algum tempo, não ter o mesmo peso. Em casos mais extremos, sequer figurar na lista das coisas que eu gosto ou de que já gostei e não tenho vergonha de declarar. Num momento estamos dando o máximo para expormos o nosso melhor lado a amigos, colegas e desconhecidos na Internet; rapidamente e sem aviso, mal sabemos que figura esse amontoado de curtidas virou — ainda que, dizem, o Facebook seja capaz de conhecer melhor a nossa personalidade do que outras pessoas. Continuar lendo Veja (e cancele) todas as páginas que você já curtiu no Facebook

O que é esta estrela na barra de notificações do Android 5.0? Entenda o Modo Prioridade

27/1/15

Entre as muitas novidades do Android 5.0, uma das que mais me interessam é o Modo Prioridade. Trata-se de uma opção que, ativada, restringe aplicativos e pessoas que fazem o smartphone apitar. É como o Não Perturbe do iOS 6, mas mais flexível — e, por isso, complexo.

Esse modo é uma ótima solução para dormir sem correr o risco de ser acordado por uma notificação ou ligação aleatória no meio da noite, ou para momentos em que barulhos e luzes vindos do smartphone atrapalham — durante uma reunião, uma prova ou qualquer coisa do tipo. Ou, ainda, para quando você quer apenas se desligar quase que totalmente do mundo, mas precisa manter um canal de comunicação com um app ou uma pessoa. Ao ativá-lo, salvo as exceções especificadas, todas as demais notificações não fazem barulho, nem acendem a tela.

Antigamente usava o Nights Keeper para suprir essa lacuna do Android. Ele ainda tem algumas vantagens, como a possibilidade de configurar múltiplos períodos de silêncio, mas o Modo Prioridade nativo dá conta na maioria dos casos. Seu único problema é que dada a flexibilidade e complexidade que o Google inseriu nessa primeira iteração, alguns comentários acerca do processo de configuração se fazem necessários. É justamente esse passeio que faremos ao longo dos próximos parágrafos. Continuar lendo O que é esta estrela na barra de notificações do Android 5.0? Entenda o Modo Prioridade

João da Silva Luto? A política de nomes reais do Facebook pode impedi-lo de voltar a ser João da Silva

27/10/14

Exemplo de revolta usando o próprio nome no Facebook.

Prática herdada do Orkut e que provavelmente se originou nos nicks do MSN Messenger, usar o nome para refletir um estado ou sentimento ainda acontece hoje, no Facebook. O problema é que ela vai de encontro a uma das políticas mais rígidas da rede, a que força o uso de nomes verdadeiros. Como conciliar esse conflito de interesses?

Uma pesquisa por “luto” ou “guarani kaiowa” no Facebook retorna vários nomes, ou seja, as pessoas ainda fazem isso. Gente que perdeu alguém querido (ou as eleições…) ou se solidarizou tanto com o grupo indígena que, para explicitar seu posicionamento aos amigos, resolveu usar o próprio nome. O problema é que o Facebook é chato nesse sentido. Ele quer que você use o seu nome verdadeiro e não dá muito espaço para homenagens do tipo ou quaisquer outros desvios. Continuar lendo João da Silva Luto? A política de nomes reais do Facebook pode impedi-lo de voltar a ser João da Silva

O melhor sistema para organizar, recuperar e preservar fotos digitais

20/10/14

Existem algumas ações em que o digital não supera o analógico. Ver fotos, por exemplo: o ritual de tirar um álbum da estante e folhear páginas de fotos antigas, precariamente organizadas e nem sempre bem catalogadas, para muita gente é uma experiência que nem computadores, nem tablets conseguem igualar. Se nesse aspecto sensorial as fotos geradas por bits não superam as impressas em papel, há outros em que elas ganham. É desses que quero falar.

Faz dez anos que tiro fotos digitais e, salvo um ou outro acidente, ainda tenho praticamente todas comigo, a salvo. Expliquei aqui, mais ou menos, como as organizo, mas recapitulo para não te dar o trabalho de sair desta página: as fotos são arquivadas em pastas (ano) e subpastas (data – evento), às vezes recebem algum tratamento via Windows Galeria de Fotos, e… bem, e só.

É um sistema simplório, tanto quanto organizar fotos de papel em álbuns esparsos. Não é de hoje que quero incrementá-lo e, antes de colocar a mão na massa, resolvi pensar nos principais pontos desse trabalho, fazer um bom planejamento para extrair o que o digital oferece de melhor.

O que priorizar na organização? Como fazê-la da maneira mais rápida, fácil e permanente? Como blindar esse trabalho contra o futuro (leia-se software descontinuado, mudanças de sistema e outras mudanças técnicas)? Após alguma reflexão e pesquisa, cheguei às conclusões que, agora, compartilho com você. Continuar lendo O melhor sistema para organizar, recuperar e preservar fotos digitais