Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.
E é um computador chamado Nuvem, o nome do computador da Oracle se chama Nuvem, e é lá que é feita a soma [dos votos].

— Bia Kicis (PSL-DF), deputada federal

Em entrevista à Jovem Pan, a deputada bolsonarista Bia Kicis tentou explicar (sem sucesso) como foi feita a apuração de votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2020. Via @kbralx/Twitter.

Nuvem, como se sabe, não é um computador específico, mas um tipo de computação distribuída e escalável. Nas últimas eleições, pela primeira vez o TSE centralizou a contagem dos votos em um supercomputador comprado da Oracle por R$ 26 milhões. Antes, essa parte do processo era feita pelos TREs.

“O preço se explica, segundo fontes de área, pelo fato de que o servidor é hospedado dentro do datacenter do TSE e não em ‘nuvem’, como seria habitual nesses casos, devido à preocupação com a segurança de manter os dados dos eleitores dentro do território brasileiro”, explicou O Globo na época.

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14 comentários

  1. O problema é como explicam para os deputados, o serviço é uma Nuvem privada então nomeiam como “Nuvem” e assim repetido pelos deputados mesmo vendo o computador físico. Ela é ex procuradora aposentada, não é especialista em TI, vai acabar acreditando no que falam pra ela, me lembram no episódio de IT Crowd que “dão” a internet que deveria ficar quardada no “BIG BEN” kkkkk

  2. Claramente os políticos não entende nada de “nuvem”, tem a clássica da Dilma tentando explicar e agora a Bia Kicis, estamos perdidos com nosso políticos

    1. Eu queria ter o talento do Beakman para fazer um canal no YouTube e ensinar informática.

      Na realidade sou um cabeça dura e nervoso para explicar coisas…

  3. Aí ***alho…

    As vezes me pergunto se o teórico de conspiração teria coragem de ir lá no TSE ver se é verdade sua teoria…

  4. É bom lembrar que a urna é apenas parte do problema do nosso sistema de votação atual.
    O voto impresso serviria apenas para verificar se a urna está registrando e somando corretamente os votos.
    O processo de totalização também precisa ser transparente. As pessoas precisam saber se seu voto foi registrado pelo urna mas também se ele foi de fato totalizado. Hoje nós não temos nenhum dos dois. E isso dá brecha para qualquer zé mané por em dúvida uma eleição.

    O mais surpreendente é que a primeira vez que se misturou votação com tecnologia houve tentativa de fraude. E adivinha onde foi? No processo de totalização. Procura pelo caso Proconsult, 1982, RJ, Bizola X Moreira Franco. Ou seja a votação era em cédula de papel e urna de lona, mas a fraude ocorreu na totalização eletronica. Apesar do historico, em 1996 a justiça eleitoral começa um sistema de votação onde não é possivel auditar nada, nem a votação, nem a totalização. Louco né?

  5. Acho que entendi a origem disso: a Bia chuta (pun intended) baseado em um misto de fake news e realidade.

    A ideia de que a a contabilidade de votos era feita “na nuvem” já vem do ano passado , relativo a contratação do servidor de apuração da Oracle. (sem licitação)

    Em tempos: o nome real do produto da Oracle é Exadata X8. Ah, e o serviço prestado se chama (Atenção ao nome): ” Cloud at Costumer”.

    (Aí a Oracle não ajuda também…)

    1. Veio daí mesmo. Acompanhei essa história da licitação pelo twitter do prof. Sérgio Amadeu, sociólogo, que tuitou o doc logo antes de saírem as reportagens. https://mobile.twitter.com/samadeu/status/1328791205132505089

      Eu acho engraçado (pra não dizer triste) como o bolsonarismo pega problemas reais e até mesmo críticas válidas, e transforma em puro chorume.

      Pô, essa msg do zap do estadão pode ser reformulada pra fazer uma bela crítica sobre a nossa super dependência tecnológica e o tal do colonialismo digital.

      O prof. q mencionei bate muito nessa tecla no seu podcast, o Tecnopolítica.

    1. Capaz de ela dizer que o logo da Oracle em vermelho é uma referência ao partido comunista, e que a Oracle na verdade é uma empresa controlada pela Russia e pelo partido comunista Chines.

      1. (ironia) Do jeito que tou puto com Java, por mim que venha este terrorismo contra a Oracle mesmo. Aí força todo sistema público a não depender mais de clientes java para fazer algo…

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