Dois homens, em poses diferentes, usando cuecas pretas da Insider, um em cada canto da imagem. No centro, a frase: “A cueca mais confortável com 12% Off. Cupom MANUALDOUSUARIO12”

Revisitando o Instagram e o Facebook

Um dos elementos que compõem o atual inferno astral (e financeiro) do Facebook/Meta, revelado no último bate-papo dos executivos da empresa com investidores, é ter perdido usuários pela primeira vez em 18 anos de história. Na contramão dessa boa notícia, em janeiro eu voltei a usar o Facebook. E antes disso, em dezembro, a ter […]

O preço que o Spotify paga por ter um podcast antivacina

Em 2019, quando o Spotify entrou agressivamente no ramo dos podcasts, colocando em risco esse ecossistema, poucos anteciparam os problemas que a plataforma poderia enfrentar.

Estamos vendo um deles se desenrolar agora, com a crise desencadeada pela revolta de Neil Young contra o Joe Rogan Experience, podcast exclusivo do Spotify que tem espalhado desinformação antivacina em meio à pandemia de covid-19.

Este é um problema do Spotify, não do podcast.

Ao fechar contratos de exclusividade, ou seja, ao editorializar sua plataforma, o Spotify abriu um flanco para ataques do tipo. Note que Apple, Google, Automattic (Pocket Casts), Overcast, nenhuma outra empresa que oferece aplicativos de podcasts recebe esse tipo de crítica, mesmo com todas veiculando podcasts abjetos de gente muito pior que Joe Rogan.

Elas escapam por serem de fato aquilo que o Facebook, o Twitter e o YouTube alegam ser, ou seja, plataformas neutras.

Hospedar Joe Rogan com exclusividade trouxe uma série de benefícios ao Spotify — mais usuários, mais tempo gasto no app e mais “superfície” para vender anúncios. Só que trouxe também outro custo, além dos supostos US$ 100 milhões pagos pela exclusividade. É um de imagem, de relações públicas. Não é à toa que o comunicado de Daniel Ek assemelha-se tanto às falas usuais (e vazias) de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook/Meta.

Na Web3, o rei está nu

Dos mesmos especuladores que garantem que as crioptomoedas nos libertarão (do quê?) e que NFTs salvarão a arte (de quem?), vem aí a Web3, um novo ambiente digital que revolucionará a internet e o modo de fazer negócios em rede. Ou assim estão nos prometendo.

Microsoft e Activision Blizzard: Consequências e risco antitruste no negócio de US$ 68,7 bilhões

Em novembro de 2021, à luz do enorme escândalo envolvendo denúncias de assédio sexual e misoginia na Activision Blizzard, o presidente da área de games da Microsoft, Phil Spencer, disse à Bloomberg que a empresa estava “avaliando todos os aspectos da nossa parceria com a Activision Blizzard e fazendo ajustes proativos contínuos”. Corta para janeiro […]

Descentralização e ausência de confiança dos NFTs são postas em xeque

Defensores de criptomoedas, NFTs e Web3 têm na descentralização e na não necessidade de confiança talvez os melhores argumentos para justificar a existência dessas aberrações. Ambas têm problemas intrínsecos, mas, não bastasse isso, a prática tem demonstrado que tais características não são absolutas e, portanto, falaciosas. Um estudo publicado em outubro de 2021 por pesquisadores […]

O marketing macabro do Apple Watch

Quando a Apple revelou o oxímetro presente no Apple Watch Série 6, em setembro de 2020, o fez de maneira elegante (ou precavida), sem mencionar em momento algum a pandemia de Covid-19. Um dos sintomas mais graves da doença é o comprometimento dos pulmões. A evolução do quadro é feita com o auxílio do oxímetro, um pequeno dispositivo preso ao dedo do paciente capaz de detectar o nível de oxigenação no sangue.

Faltou elegância, tato e sensibilidade no último comercial do Apple Watch Série 7, publicado no último sábado (1º). Na peça de um minuto, ouvimos (em inglês) três ligações a serviços de emergência feitas pelo Apple Watch por três usuários do relógio que se viram em situações de vida ou morte: uma que capotou o carro e está prestes a se afogar; um que estava surfando e foi levado pelo vento oceano adentro; e um que caiu e fraturou a perna, sozinho em uma fazenda.

Nenhum ser humano aparece no comercial. Em vez disso, vemos apenas paisagens vastas, etéreas — uma estrada no entardecer, o oceano e um descampado —, que intensificam o isolamento e a sensação de desespero inerente aos diálogos.

Ao final, a Apple diz: “Com a ajuda dos seus Apple Watches, Jason, Jim e Amanda foram resgatados em minutos.”

A mensagem, explícita, é que você pode literalmente morrer sozinho se não tiver um Apple Watch no braço, um produto de luxo, vale lembrar, que no Brasil custa no mínimo R$ 2,6 mil (na versão mais defasada à venda, a Série 3; ou R$ 5,7 mil na Série 7, a mais atual).

É um tipo de marketing macabro, de extremo mau gosto e, o que é pior, enganoso: o recurso milagroso que salvou as três pessoas foi a boa e velha ligação telefônica, coisa que qualquer celular, até aqueles de R$ 100, fazem.

O Apple Watch encontrou sua vocação como dispositivo de saúde, com muitas histórias de consumidores que detectaram problemas cardíacos com a ajuda do relógio. Geração após geração, a Apple inclui mais sensores e cria novos recursos de saúde e bem-estar, e não faz muito tempo passou a posicionar o Apple Watch como monitor para estudos científicos e uso em hospitais.

Não surpreende que, mais uma vez, a indústria proponha a solução de um problema coletivo — a saúde pública, no caso — no campo individual, de modo excludente e lucrativo. Se você não tem dinheiro para um relógio da Apple ou não se interessa por ele, azar. Morra aí sozinho.

As pessoas salvas pelo relógio inteligente, em número reduzido a ponto de poderem ser catalogadas e festejadas em coberturas individualizadas pela imprensa, talvez pudessem descobrir esses mesmos problemas pela via tradicional, com exames regulares, fossem esses mais difundidos e, no caso dos Estados Unidos, mais acessíveis.

E nem entramos na paranoia que o Apple Watch gera. Em um estudo publicado em setembro de 2020, apenas 10% das pessoas que procuraram atendimento médico após serem alertadas pelo relógio da Apple de que havia algo errado com seus corações acabaram descobrindo que de fato tinham um problema cardíaco.

Um ano difícil para a big tech

O roteirista de 2021 caprichou: logo na largada, no dia 6 de janeiro, um bando de lunáticos, insuflados pelo próprio presidente dos Estados Unidos, invadiu o Capitólio numa tentativa explícita de golpe de estado. Não conseguiram, mas deixaram no caminho alguns mortos, centenas de feridos e o mundo atônito.

Para sua segurança, esqueça suas senhas

O NordPass, gerenciador de senhas da NordVPN1, fez um levantamento das senhas mais comuns que as pessoas usam. Eles analisaram um banco de dados de 4 TB junto a pesquisadores independentes para descobrir que a senha mais popular é 123456. Não é preciso ser um gênio para desconfiar de que 123456 não é uma boa […]

O Twitter de Jack Dorsey

Jack Dorsey estava lá quando tudo começou. Um dos quatro co-fundadores do Twitter, reza a lenda que a ideia embrionária do que viria a ser o Twitter saiu da sua cabeça. De qualquer modo, coube a ele a honra de publicar o primeiro post da rede social, 15 anos atrás. “just setting up my twttr”, […]

É possível “piratear” NFTs com o botão direito do mouse?

“É possível ‘piratear’ NFTs com o botão direito do mouse?”, pergunta Bruno Ignácio no Tecnoblog. Ele mesmo responde depois que, não, não é possível, porque embora as obras sejam arquivos digitais reproduzíveis por qualquer pessoa (expliquei aqui), “esse arquivo não possui nenhum valor e tampouco configura um ativo digital, com autenticidade garantida por um registro em rede blockchain”.

A resposta parte da premissa de que a rede blockchain é uma garantia absoluta e inquestionável de autenticidade apenas por registrar, de modo público, imutável e insubstituível, um certificado de autenticidade — que, sabemos, é um emaranhado de códigos que não tem muito a ver com a obra em si e que está sujeito à manutenção do servidor/da blockchain onde foi registrado.

Em momento algum essa premissa extremamente frágil é questionada, ainda que sejam dadas algumas pistas ao(à) leitor(a) mais atento. Por exemplo, Bruno reconhece que NFTs não têm respaldo legal e que podem ser exploradas por qualquer um, ou seja, a falta de regras dos criptoativas permite que alguém se aproprie do trabalho alheio e o venda como NFT. Parece maluco, mas já aconteceu.

“Se um caso desses chegar a justiça, por mais confuso que seja, o autor terá mais chances de provar a posse e autoria do arquivo, algo que não muda por um simples segundo clique do mouse”, escreve ele, sem explicar a parte “confusa”. Há jurisprudência nesse sentido? De que modo, juridicamente falando, a posse de um NFT ajudaria num caso desses?

Aqui, na minha ignorância (porque custo a entender essa bobagem), a pergunta a ser feita não seria a do título do artigo, mas sim por que alguém iria querer piratear um NFT — NFT que, reforço, não tem nada a ver com a obra em si, mas se trata apenas de um emaranhado de código colocado numa blockchain e que, só por isso, atribui “propriedade” e tem “valor”, segundo as pessoas que acreditam em NFTs. Sigo sem resposta. Via Tecnoblog.

Da inevitabilidade do metaverso

Dia desses a Samsung anunciou um novo tipo de memória, a LPDDR5X. Ela traz vantagens como consumir 20% menos energia sendo 30% mais rápida que o modelo anterior, e deverá ser usada em celulares e outros dispositivos conectados. Embora seja um negócio legal, é enfadonho. O tipo de coisa que jamais seria destaque no Manual, […]

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