[Review] Moto G, o melhor smartphone barato que você pode comprar

Foi um longo hiato do anúncio da aquisição pelo Google até o primeiro fruto, o Moto X. A Motorola Mobility enquanto “uma empresa Google” ainda dá seus primeiros passos, mas passos confiantes e acertados. O Moto G, segundo smartphone dessa nova fase, foi anunciado no Brasil em novembro e, agora, passa pelo crivo do Manual do Usuário. Com a combinação de boas especificações e preços agressivos, o aparelho faz sucesso no varejo. Sucesso justificável? É o que descobriremos juntos.

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7 dicas para iOS / iPhone que você talvez não conheça

Faz algumas semanas que passei a usar um iPhone 5 como celular principal e nesse meio tempo conheci alguns truques legais do iOS. Nada que mude o mundo, mas coisas que agilizam ou fazem os outros esboçarem um risinho quando veem.

Já conhecia o iOS de iPhones alheios e principalmente do iPad (tenho um). A experiência no smartphone é mais polida do que no tablet, sensação intensificada na última versão do sistema. Enfim, com esse histórico que agora você conhece, somado a algumas pesquisas recentes, separei sete dicas que você talvez não saiba. (Se já sabia, parabéns, você é uma pessoa aplicada e conhece bem seu aparelho!) Continue lendo “7 dicas para iOS / iPhone que você talvez não conheça”

Um apelo: pare de filmar com o smartphone em modo retrato

Frame extraído de um vídeo feito em modo retrato.
Minha expressão quando vejo um vídeo em modo retrato :-/

Não é de hoje que todo smartphone é, também, uma câmera bem decente. A fotografia foi uma das primeiras áreas absorvidas pela convergência dos smartphones. Por estarem presentes neles há tanto tempo, já temos câmeras em celulares que rivalizam em qualidade com as compactas.

A conectividade e os incrementos qualitativos que as câmeras de smartphones apresentam não foram capazes, ainda, de barrar um desvio fotográfico-comportamental bem característico desse cenário: a gravação de vídeo em modo retrato. Não é muito difícil, em filmagens caseiras hospedadas no YouTube ou compartilhadas entre amigos, se deparar com uma feita com o celular “em pé”, da forma que o seguramos ao realizar outras atividades.

Uns podem dizer que isso é imposição pura e simples, que é ditar um modo de uso aos demais. Não acho que seja o caso porque… bem, o mundo é uma grande paisagem. TVs, monitores, cinema: tudo está em modo paisagem, com telas widescreen. E, diferentemente de celulares, que podem ser usados tanto em modo retrato quanto paisagem, girar uma TV a 90º é um pouco mais complicado. Uma tela de cinema? Acho que não dá.

Há casos em que o vídeo em modo retrato se justifica. O Snapchat incentiva isso — e é compreensível, visto que o consumo desse materal se restringe ao próprio celular. Para todos os casos, ou ainda, na dúvida, optar pelo modo paisagem é o mais sensato. Pena que não existe uma maneira de lembrar a todos disso. Ou será que existe?

Tem um app para isso

Os apps nativos de câmera das três principais plataformas móveis fazem pouco caso com a maneira com que o usuário segura o smartphone. No máximo, rotacionam os ícones e outros elementos da tela de acordo.

Terceiros mais preocupados com esse fenômeno têm surgido com a difícil missão de acabar com os vídeos em modo retrato.

O YouTube Capture só funciona em modo paisagem.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O YouTube Capture, um app para iOS do Google para filmar, editar e subir vídeos no YouTube, simplesmente não funciona em modo retrato. Nesta posição ele pede, gentilmente, para que o usuário coloque o iPhone em modo paisagem e só aí libera o botão de gravação.

Mais recente, o Horizon1 tem uma abordagem diferente na luta para sanar o mesmo problema. Em vez de obrigar o usuário a usar o smartphone assim ou assado, ele adapta o vídeo para estar sempre em modo paisagem, mesmo quando filmado em retrato. Usando o giroscópio do aparelho, a área gravada é mantida na posição correta independentemente da posição do smartphone.

É mais conveniente, sem dúvida. Na prática, porém, os vídeos sofrem um pouco com essa liberdade dada ao usuário. O sensor da câmera não é quadrado, ele é projetado para ser usado em modo paisagem. No caso do Horizon, parece que acontece um crop (recorte) no vídeo em tempo real; apesar de um dos desenvolvedores ter me garantido que não há perdas, na prática é fácil notar que a qualidade final fica levemente prejudicada e o fator de corte aumenta — parece que a câmera dá um zoom, mas é apenas a limitação física do sensor que se mostra ao ser usado de forma “inadequada”.

Horizon em ação: filmagem em modo paisagem mesmo com o celular na vertical.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Tanto o Horizon quanto o YouTube Capture são duas tentativas de contornar um problema não técnico, um de natureza comportamental. Por isso, talvez o maior desafio deles não seja contornar o modo de operação do usuário, mas sim serem lembrados. Em outras palavras, é difícil concorrer com o app nativo da câmera. Na hora de filmar, a pessoa que grava vídeos em modo retrato se lembrará de abrir o Horizon em vez do app a que está acostumada?

Pós-produção?

Algumas pessoas pediram à Evil Window Dog, desenvolvedora do Horizon, uma forma de converter vídeos já filmados em modo retrato para o modo paisagem. Seria uma solução conveniente ao problema, considerando o hábito das pessoas de sempre recorrerem ao app nativo da câmera.

Com um software de edição adequado é fácil fazer essa alteração. Os resultados nem sempre ficam perfeitos, há perda em qualidade, mas antes isso do que uma faixa estreita no meio da tela ladeada pelo breu.

Ainda falta um passo, que é facilitar o processo. Numa pesquisa rápida não encontrei apps que fazem o serviço com alguns cliques, sem complicações — e se você conhecer algum, por favor diga aí nos comentários. Facilidade conta pontos em sistemas móveis, além de impulsionar o alcance da prática. Por mais simples que seja a operação em um Movie Maker da vida (e é), a coisa precisa ocorrer no próprio smartphone para ser considerada. Saiu dele? Esqueça.

Algum dia ficaremos livres dos vídeos em modo retrato? Dificimente. Mas a esperança, ah a esperança… é a última que morre, né? Wired, The Verge e este esquilo engraçado já imploraram para que as pessoas parem com isso. Agora, o Manual do Usuário engrossa o coro. Faça a sua parte, compartilhe este post com aquele amigo ou parente que insiste nessa prática errada. Um a um, devagar e sempre, conseguiremos conscientizar mais pessoas sobre as desvantagens do vídeo em modo retrato e assim faremos do mundo um lugar melhor!

  1. Entra aí no site, é bem maneiro. Tem um iPhone no meio da tela que fica rodando de acordo com o mouse e dois viewfinders à esquerda mostrando como fica o vídeo com e sem a tecnologia deles.

[Review] Novo Kindle Paperwhite, ou como melhorar o melhor e-reader

Não foi a Amazon quem começou essa história de e-readers com tela de e-ink, mas foi graças a ela que este nicho ganhou a popularidade que tem hoje. Os dispositivos Kindle são referência no segmento e versão após versão redefinem o que se deve esperar de um bom e-reader.

Tablets e smartphones, embora continuem funcionando após anos de serviços prestados se bem cuidados, parecem sofrer de obsolescência percebida, ou seja, mesmo funcionando bem a mera existência de modelos mais avançados atiça o nosso espírito consumista. Não precisamos de um celular novo, mas queremos um.

Com e-readers essa sensação raramente se manifesta. O Kindle evoluiu um bocado desde a sua introdução no mercado, em 2007. Ficou menor, mais leve, mais rápido e a tela ganhou mais contraste. Atualizações interessantes, mas nada que pudesse levar consumidores a fazer fila — caso a Amazon tivesse lojas físicas — para substituir modelos ultrapassados .

Cinco anos depois, o Kindle Paperwhite mudou essa história. Continue lendo “[Review] Novo Kindle Paperwhite, ou como melhorar o melhor e-reader”

Leituras da semana #9

Na seção Leituras da semana a ideia é trazer até cinco posts de outros sites publicados no decorrer da semana que merecem ser lidos. São artigos primariamente sobre tecnologia, mas que, seguindo a linha editorial do Manual, podem também flertar com comunicação, psicologia e outras áreas desde que tenham uma abordagem relacionada a gadgets ou bits.

Na sequência, você tem os links e breves descrições de cada artigo. No final do post há um link para o Readlists.com. Por lá é possível baixar um ebook contendo os artigos listados na íntegra ou exportá-lo para seu Kindle, outro ereader ou tablet e ler na piscina, no sofá, onde quiser durante o fim de semana. Espero que gostem.

Sobre o webOS da LG

A maioria das TVs lançadas em 2014 pela LG virá com o webOS. Criado pela Palm, enterrado pela HP, a TV é um lugar meio inesperado — originalmente o webOS rodava em smartphones e tablets. Esse relato do Verge, com vídeo, mostra os bastidores da interface, os objetivos da LG e algumas impressões. Ah, e para ver o BeanBird em ação, confira este vídeo. Eu achei o passarinho simpático!

The Verge: Reiniciando o webOS: como a LG repensou a Smart TV

Sobre viajantes do tempo

Dois pesquisadores resolveram usar o Facebook, Google+ e Twitter para entrar em contato com viajantes do tempo. A premissa soa quase ridícula, mas este texto da Atlantic sobre as não descobertas da dupla ficou divertido.

The Atlantic: Os físicos conseguem encontrar viajantes do tempo no Facebook?

Sobre o passado e o futuro do universo

Ethan Siegel condensa os quase 14 bilhões de anos do universo no tempo equivalente a um ano terreno. Isso já seria legal, mas ele vai além e, com base no que a física moderna sabe atualmente, descreve o futuro do Sistema Solar. É uma viagem que leigos, como eu, não apreciam totalmente pela falta de conhecimento técnico, mas ainda assim é uma viagem que vale a leitura.

Medium: O futuro distante do nosso Sistema Solar

Sobre câmeras em rede

Craig Mod faz um passeio pelas câmeras que já teve em sua vida para, no final, fazer uma ode às câmeras em rede, as câmeras de smartphones. “Quando você começa a pensar em uma fotografia nesses termos holísticos, a qualidade dos dados das câmeras dedicadas, não importa quão vasto sejam seus pixels, parece estranhamente empobrecida. Elas não capturam mais o cenário todo”. No original, em inglês, o final da frase faz mais sentido. Leitura relacionada: o esforço que as fabricantes de câmeras estão fazendo para ficarem à frente dos smartphones.

New Yorker: Adeus, câmeras

Sobre Street Fighter de rodoviária

Jogos não são muito a praia do Manual do Usuário, mas que relato lindo esse do Pedro sobre os populares Street Fighter de rodoviária? Da avacalhação à afirmação feminina no universo da porradaria virtual, as modificações não autorizadas do clássico jogo de luta da Capcom ficaram tão populares que levou a própria a criar uma oficial, o Street Fighter II Hyper Fighting.

Vice: Street Fighter de rodoviária


Todos os artigos acima estão listados no Readlists.com, onde você pode enviá-los para o Kindle, por email, para dispositivos iOS ou baixar um ebook.

CES 2014: os principais anúncios, as maiores apostas e Michael Bay

A CES (Consumer Electronics Show) é o primeiro grande evento de tecnologia do ano. Em janeiro, emendado com as festas de fim de ano, expositores, profissionais de TI e jornalistas se reúnem em Las Vegas, EUA, para darem ao mundo um vislumbre do que provavelmente será o tom da tecnologia de consumo nos meses seguintes.

É um negócio enorme. Nesta edição, mais de 3200 empresas disputaram a atenção 150 mil pessoas que passaram por lá. E mesmo assim, ao longo dos últimos anos o evento tem perdido um pouco da sua força. Empresas maiores, como MIcrosoft, Apple, Samsung e Google, não aparecem, preferem anunciar novos produtos em eventos próprios ou mais focados. Faz sentido, dado que o volume de notícias numa CES é capaz de soterrar mesmo novidades que em outro contexto seriam o centro das atenções.

Apesar da descrença, a CES não deve ser ignorada. Mesmo quem fez questão de não ir e publicou os motivos para tal, como Paul Thurrott, não conseguiu se livrar da feira. Thurrott, por exemplo, prometeu levar a seus leitores o que de mais importante aparecer nos corredores dos centros de convenções e salas de hotéis em Las Vegas. Ele alega que dá para cobrir a feira no conforto do seu escritório, o que não deixa de ser verdade, ainda que impossibilite os hands-on e experimentações jornalísticas, como a divertida cobertura em um Tumblr, feita apenas com smartphones, da Wired, para mim a mais interessante esse ano.

No último dia da CES 2014, é hora de nos sentarmos e revermos o que, do que foi apresentado, tem potencial para impactar a indústria nos próximos meses. O texto abaixo tem uma mão carregada de futurologia, mas no futuro será um registro bacana para verificarmos se os grandes players continuam com o poder de direcionar o consumo com suas novas propostas e ideias. E, quase desnecessário dizer, é um relato que arranha a superfície das coisas que foram mostradas lá.

Dispositivos vestíveis: apesar do destaque na CES 2014, ainda é cedo

Computação vestível: ainda falta muito chão para se tornar mainstream.
Membros do Grupo de Computação Contextual do Instituto de Tecnologia da Georgia. Foto: Pam Berry/The Boston Globe.

A CES 2014 ficou marcada como a primeira em que os dispositivos vestíveis receberam uma grande fatia da atenção das fabricantes. A promessa vem do ano passado, com tentativas no máximo (e sendo generoso) frustradas de emplacar um relógio inteligente ou um óculos de realidade aumentada que ainda busca problemas a solucionar.

A computação vestível enfrenta duas batalhas paralelas, e é necessário vencê-las para que o segmento aflore. Além de convergirem em dispositivos que instiguem o consumo, ou seja, em coisas úteis e prazerosas de usar, é preciso quebrar as barreiras do ceticismo e do estranhamento que gadgets mais aparentes, como telas na frente dos olhos com câmeras apontando para frente causam nas pessoas.

June: gadget vestível que protege contra o Sol.
Foto: Netatmo/Reprodução.

Como essa segunda questão é mais complexa do que a primeira, deixemos ela para um momento mais oportuno. A respeito dos gadgets apresentados na CES, dá para dizer, exagerando mas não muito, que todo mundo levou um relógio, óculos ou pulseira de exercícios físicos ou algum outro formato menos usual, como o June (acima), da Netatmo, um sensor de raios ultravioletas que mais parece uma joia. Nada, porém, capaz de fazer brilhar os olhos e gerar a demanda para que a categoria deslanche.

Seria uma reedição do fiasco da TV 3D? Creio que não. Nesses tempos em que somos todos beta testers, o que falta aos dispositivos vestíveis é encontrarem uma aplicação que gere apelo e supri-la a contento. Ora faltam recursos, ora sobram e nesses a interface, dizem todos que os testaram, é complicada e desestimulante. Falta, pois, o iPhone dos wearables e talvez ele só apareça em 2015.

Chips minúsculos

Além de convencer pessoas comuns da sua utilidade e resolverem as deficiências evidentes que apresentam hoje, ainda há o desafio de engenharia no futuro dos gadgets vestíveis: como colocar em espaços minúsculos o hardware necessário para que tudo funcione bem, sem comprometimentos? Afinal, você pode até gostar do conceito do Glass como ele é hoje, mas não acredito que alguém aprecie a autonomia de apenas cinco horas que os óculos oferecem atualmente.

Computador do tamanho de um cartão SD.
Foto: Intel/Reprodução.

A Intel, que ainda sofre para encontrar espaço nos smartphones, dessa vez não perdeu o timing e anunciou nesta CES o Edison, um computador minúsculo. Para se ter noção do seu tamanho, ele tem as mesmas dimensões de um cartão SD. Vem com um SoC Quark, roda Linux e suporta conexões Wi-Fi e Bluetooth. Seu destino, deixou claro Brian Krzanich, CEO da Intel, são os dispositivos vestíveis.

A Qualcomm, que na CES do ano passado apresentou a então nova linha Snapdragon, nesta mostrou apenas variações dos seus dois SoCs mais poderosos destinadas a carros e TVs.

Tegra K1, mas poderia ser Tegra 5.
Foto: NVIDIA.

Por fim, a NVIDIA revelou o Tegra K1, com 192 núcleos CUDA, em dois sabores: um com CPU quad-core Cortex A15 para logo e outro, prometido para o fim do ano, com a CPU Denver de 64 bits da própria NVIDIA. A empresa diz que esse chip é o elo perdido entre desktops e dispositivos móveis, mas precisa convencer na prática. Os SoCs Tegra nunca foram exatamente campeões de desempenho em relação a consumo. Será que agora vai? O Tegra K1 de 64 bits é para smartphones ou os planos são mais ambiciosos? No fim restaram mais dúvidas do que respostas.

TVs baratas e dobráveis, Ultra HD e OLED e as Smart TVs inteligentes de fato

TVs Ultra HD são demonstradas pela LG.
Foto: LG.

Junto com os dispositivos vestíveis, as TVs talvez tenham sido o outro grande fetiche da CES 2014.

TVs Ultra HD, OLED, curvas… Estava tudo lá, e a preços mais em conta do que nunca — a Vizio lançará uma Ultra HD por menos de US$ 1.000 ainda em 2014 nos EUA.

Samsung e LG mostraram TVs que se dobram ao toque de um botão. Plana ou curva, nesses modelos fica a cargo do espectador decidir a melhor forma para as telas. Pode ser apenas para mostrar que dá, mas pelo menos a Samsung já garantiu que sua TV dobrável de 77 polegadas (do vídeo acima) será comercializada.

A minha aposta de que a CES 2014 seria uma ode à qualidade da imagem foi desestabilizada pela LG: ela ressuscitou o webOS e colheu elogios da imprensa internacional com o sistema.

Dizem, todos, que o webOS deixa a Smart TV mais fácil de usar. Complicar a operação de um equipamento tido por certo como simples, caso da TV, sempre foi o erro fundamental das Smart TVs. Pelos vídeos que vi a encarnação televisiva do webOS tem potencial para revisitar esse solo árido e mudar a ideia (ruim) que temos desses equipamentos. É elegante e fluído, embora aquele cursor passeando no meio da tela e o teclado virtual para catar milho com o controle remoto assustem um pouco.

A Roku anunciou a abertura do seu sistema para fabricantes de TV. TLC e HiSense, duas fabricantes chinesas, integrarão o sistema às suas TVs e outras devem seguir o exemplo. Se os set-top boxes há anos estão na dianteira em relação às interfaces complicadas e lentas das Smart TVs, por que não remediar essas com o cérebro daqueles? É uma mistura que faz muito sentido.

Entre poucos e não muito conhecidos, um smartphone pequeno chamou a atenção

Xperia Z1 Compact é pequeno e poderoso.
Foto: Sony/Reprodução.

Faz alguns anos que a CES deixou de ser o local de grandes anúncios em smartphones. Em 2009 foi o webOS, nos anos seguintes um ou outro mais interessante apareceu. Culpa do Mobile World Congress, que acontece em Barcelona no mês de fevereiro e que por ser um evento focado em mobilidade acaba servindo de vitrine para mais lançamentos — sem falar nos eventos próprios para modelos específicos, casos dos novos iPhone e Galaxies S todo ano.

Nesta CES algumas fabricantes orientais de menos prestígio aqui no ocidente, como ZTE, HiSense (!) e Huawei mostraram novos aparelhos. A Lenovo trouxe dois, ambos aparentemente bacanas, mas não deu sinal de que eles virão ao Brasil ou mesmo EUA.

A Asus parece que enfim entrará pra valer nessa área acirrada. Não é de hoje que os taiwaneses mexem com smartphones, do incrível dois-em-um PadFone ao tablet-smartphone (ou vice-versa) FonePad.

O phablet ZenFone 6, da Asus.
Foto: Asus/Reprodução.

Os novos ZenFones, porém, são smartphones convencionais e, importante, vêm com preços agressivos, SoC Intel Atom (intermediário) e uma camada de software própria, a ZenUI. Os três modelos, com telas de 4, 5 e 6 polegadas, custam de US$ 99 a US$ 199 e podem abrir as portas para modelos mais sofisticados deles. Fica a esperança — o PadFone é muito bacana e caríssimo mesmo em mercados mais maduros.

Nessa disputa fácil para chamar a atenção, a Sony não teve dificuldade de ganhar manchetes com seu smartphone pequeno, o Xperia Z1 Compact. Ele tem tela de 4,3 polegadas e as mesmas entranhas do Xperia Z1 convencional, em vez de componentes piores como é de praxe nas estratégias de “encolhimento” de outras fabricantes — vide Galaxy S e Galaxy S mini. Em quatro cores, é a tardia resposta a um anseio de muitos: um Android high-end com tamanho equiparável ao do iPhone. Será interessante e importante observar o desempenho comercial do Z1 Compact.

Tablets enormes e Android e Windows na mesma máquina

O Galaxy NotePRO tem 12,2 polegadas.
Foto: Samsung/Reprodução.

A Samsung apareceu com… contando… enfim, um punhado de novos tablets das linhas Galaxy TabPRO e NotePRO.

Duas coisas chamam a atenção neles. Primeiro, o tamanhão do maior modelo, com 12,2 polegadas. É quase o tamanho de tela de um Ultrabook padrão (13,3 polegadas) e, com isso, há quem aposte que a Samsung esteja a fim de canibalizar suas linhas mais baratas de notebooks em prol de tablets enormes. A experiência com o Android em um hardware de ponta (e um teclado físico, por favor) é definitivamente melhor que aquela a bordo de um notebook de entrada, logo talvez esse seja mesmo o caminho.

A outra coisa é a nova interface, batizada de Magazine UI. Ela ainda carece de apps compatíveis, são uns poucos e bem obscuros com suporte a ela, como aqueles equivalentes de email e agenda que a Samsung enfia no seu Android. A ideia dessa nova skin é bacana: aproveitar o espaço da tela para exibir blocos informativos em vez uma grade com ícones.

Muita gente acusou a Samsung de ter copiado o Windows 8 e seus blocos dinâmicos. Ignorando a bobagem que é esse papo de quem-copiou-quem, pelo que pude ver a Magazine UI leva a ideia inicial da Microsoft adiante. Em vez de informações curtas, os blocos oferecem mais logo de cara, sem a necessidade de entrar no app. A Tela Inicial do Windows 8 informa por estar ali, mas não faria falta — ou, posto em outros termos, não é algo tão útil só de olhar. A da Magazine UI parece mais preocupada em alimentar o usuário, em ser uma espécie de, fazendo analogia com navegadores web, página inicial do tablet, do que meros atalhos mais informativos para apps de sempre.

E convenhamos: qualquer coisa diferente da TouchWiz é é digna da nossa atenção.

Bônus: finalmente a Samsung trocou o botão tátil de menu pelo de multitarefa, como é padrão no Android, provavelmente motivada pela persistência do menu na Action Bar instituída pelo Google. Como nem tudo são flores, ela manteve a posição invertida com o botão Voltar.

O promisso tablet com Windows 8 da Lenovo.
Foto: Lenovo/Reprodução.

Falando em Windows 8, chamou a atenção o ThinkPad 8, da Lenovo. Orientação retrato por padrão, conectividade e a qualidade que se esperaria de um ThinkPad. Nada comparado ao novo Carbon X1, mas dentro do universo capenga de apps do Windws 8, é uma das coisas mais promissoras que surgiram nos últimos meses. Talvez seja uma coisa minha, mas a preferência por um bom notebook convencional ante um tablet igualmente bacana em termos de hardware denota que o Windows ainda está bem atrás nessa seara de apps modernos e manuseio com toques na tela.

O ecossistema do Windows 8, aliás, está dando brecha para um dos seus concorrentes, o Android. AMD e Intel anunciaram na CES iniciativas para integrar os dois sistemas. A AMD uniu-se ao Bluestacks para trazer o Android para dentro do Windows; a Intel veio com o Dual OS, que não ficou muito claro, mas deve colocar os dois sistemas paralelamente em um mesmo equipamento, como o precursor Transformer Book Trio, da Asus, apresentado na Computex do ano passado.

Para a Microsoft não é um bom negócio. Se os usuários se contentarem com apps do Android rodando junto ao Windows, o apelo por apps exclusivos para esse diminui. E não é como se o Windows pudesse se dar ao luxo de dispensar apps. Falta em quantidade e, principalmente, qualidade. Dispersar o foco é, também, dispersar a atenção dos desenvolvedores para com a plataforma.

A CES ainda é relevante?

Tradicionalmente alguns sites maiores, que cobrem a feira nos mínimos detalhes, fazem uma eleição ao fim da CES para eleger os lançamentos mais bacanas. Indico duas dessas listas:

  • Wired: para coroar a cobertura bacana da Wired, um Top 10 bem diversificado e recheado de produtos legais, incluindo alguns que ficaram longe dos holofotes nos dias da feira.
  • Wirecutter: fazendo jus à fama de falar só o essencial, o Wirecutter, um site que testa produtos das mais diversas categorias para indicar o melhor em cada uma delas fez um post para indicar os produtos mais promissores que passaram pela CES.

Revelante ou não, a CES é um negócio tão grande que por si só já chama a atenção. E se zilhões de gadgets esquisitos, protótipos e produtos tão surreais que nem estão (ou estarão) à venda e apostas para o futuro próximo não forem o bastante, sempre tem o risco de alguma apresentação sair do controle e resultar em situações embaraçosas ou engraçadas, dependendo do quão sádico você é.

Com vocês, Michael Bay se enrolando na apresentação da Samsung:

https://www.youtube.com/watch?v=VsFu-Py9_OA

Foto do topo: Daniel Incandela/Flickr.

Permissões de apps: como elas funcionam no Android, iOS e Windows Phone

Um smartphone moderno é composto por um punhado de sensores, módulos e recursos. É esse arsenal que faz com que ele seja tão versátil, tão útil no dia a dia. Os desenvolvedores podem utilizar essa gama de poderes para facilitar ou mesmo viabilizar o funcionamento dos seus apps. Só que é como dizia o tio de um super-herói: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Você presta atenção nas permissões que os apps exigem antes de instalá-los?

A Tatiana contou, na Galileu, os motivos que a levaram a desinstalar o app do Facebook em seu smartphone Android: o excesso de permissões que o app pede para ser instalado. Como ela nota, algumas fazem sentido, outras soam estranhas mesmo sob a bandeira da comodidade. Continue lendo “Permissões de apps: como elas funcionam no Android, iOS e Windows Phone”

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