O que se perde quando “vemos Netflix” em vez de filmes

Cada vez mais os livros não têm capas: o rápido crescimento de tablets e e-readers fez com que mais livros fossem lidos em telas que não enfatizam a capa como um identificador visual e um delimitador físico. Uma capa já representou a individualidade tangível de um livro, sua discrição. Agora, nas telas, as capas persistem como imagens retangulares vestigiais, ornamentando de maneira supérflua resultados de busca ou PDFs. Essa mudança de ênfase significa que os leitores se envolvem mais diretamente com os próprios textos, em vez de julgar os livros por suas capas, como adverte o clichê? Cinquenta Tons de Cinza e livros de autoajuda ganharam popularidade em aparelhos pós-capa. Estamos finalmente livres para ler o que realmente queremos, seguros em saber que ninguém pode nos julgar?

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A Amazon quer que todos sejamos consumidores o tempo inteiro

Todos os dias, o imperativo de perceber a si mesmo como um consumidor cresce em toda uma gama de experiências e instituições: nos shoppings e nos centros de negócios que substituíram praças e parques públicos; nas escolas e hospitais, onde as ofertas são criadas não para o bem-estar social geral, mas para a escolha individual do consumidor e o que cada um pode pagar; e nas academias de ginástica, onde exercícios, nutrição e outras formas de bem-estar foram redefinidas como escolhas pessoais de estilo de vida. Continue lendo “A Amazon quer que todos sejamos consumidores o tempo inteiro”

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