Mobile, smartphones e retrospectiva

Esta noite estou viajando para Barcelona para a MWC deste ano, a principal feira anual da indústria móvel. Tenho ido à MWC desde 2001, entra ano e sai ano, quando era na (fria e chuvosa) Cannes e tinha um décimo do tamanho — no ano passado havia 85 mil pessoas.

O ano de 2001 foi o seguinte ao leilão europeu do espectro de 3G, quando as operadoras móveis, bem no topo das bolhas de Internet e do mobile, gastaram € 110 bilhões em alguns meses. Elas passaram anos se recuperando da ressaca. Grande parte da justificativa para aqueles valores era a promessa de serviços de dados a serem entregues neste espectro. Mas demorou até 2005 para os primeiros celulares com 3G que não fossem tijolos chegarem ao mercado europeu e até 2007, é claro, para os serviços de dados entregues por esse espectro se tornarem interessantes. Continue lendo “Mobile, smartphones e retrospectiva”

Listas são a nova busca

Estou fascinado com todas as pessoas tentando desempacotar o Yelp para restaurantes. Quem tenta desempacotar a Craigslist o faz com uma experiência de usuário (UX) moderna, mas o Yelp é uma empresa moderna com uma UX moderna e as pessoas, tentando desempacotá-la, na maioria das vezes recorrem a limitações. Em vez de oferecer 500 ou mil restaurantes e uma caixa de busca, eles te dão uma lista — 50, dez ou mesmo um. Às vezes, isso é deliberado; em outras, apenas a execução do modelo de negócios. Mas o resultado é sempre o mesmo — elas removem a “tirania da escolha”. Eu não quero 500 opções de restaurantes, todos do meu gosto. Eu quero cinco. Continue lendo “Listas são a nova busca”

TV, mobile e a sala de estar

“Também quero compartilhar alguns pensamentos adicionais sobre o Xbox e sua importância para a Microsoft. Como uma grande empresa, acredito que é essencial definir o seu núcleo, mas é importante fazer escolhas inteligentes em outros negócios em que podemos ter impacto e sucesso fundamentais.”

(Tradução — Xbox não é mais central para a Microsoft) – Satya Nadela Continue lendo “TV, mobile e a sala de estar”

Mobile, ecossistemas e a morte dos PCs

Uma das formas pelas quais a tecnologia progride é por mudanças geracionais em escala. Tivemos mainframes, então minicomputadores, então workstations e PCs e, agora, o mobile; cada geração dá mais um passo de mudança em escala. Essa escala significa que ela se torna o novo ecossistema e o novo centro de inovação. Sozinhos, smartphones com iOS e Android já superam as vendas de PCs em 5:1 (sem nem mesmo contar os tablets) e isso chegará perto do 10:1 nos próximos anos. Então, este é o novo ecossistema em escala. Continue lendo “Mobile, ecossistemas e a morte dos PCs”

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