Inteligência artificial, Apple e Google

Nota: para uma boa introdução à história e ao estado atual da inteligência artificial (IA), veja esta apresentação (em inglês) do meu colega Frank Chen.

Nos últimos dois anos, começou a acontecer mágica em IA. Técnicas começaram a funcionar ou passaram a funcionar muito melhor e novas técnicas apareceram, especialmente em torno de aprendizado de máquina (ML, na sigla em inglês). Quando foram aplicadas em alguns casos de uso consagrados e importantes, começamos a ter resultados dramaticamente melhores. Por exemplo, as taxas de erros para o reconhecimento de imagens, de voz e processamento de linguagem natural caíram para próximas às dos humanos, ao menos em algumas medições.

Assim, você pode dizer ao seu smartphone: “mostre-me fotos do meu cachorro na praia” e um sistema de reconhecimento de fala transforma o áudio em texto, o processamento de linguagem natural pega o texto e interpreta que se trata de uma demanda por fotos e a entrega ao seu aplicativo de fotos; esse, que usa sistemas de aprendizado de máquina para classificar fotos com “cão” e “praia”, faz uma busca no banco de termos e retorna as imagens que batem. Mágica. Continue lendo “Inteligência artificial, Apple e Google”

O fim de uma onda móvel

A indústria da telefonia móvel teve duas ondas — primeiro a da voz e SMS e depois a do smartphone. A onda da voz levou-a de zero a cinco bilhões de pessoas com um celular no planeta e, agora, quase dois bilhões de celulares são vendidos por ano. Em paralelo, começando nove anos atrás, a onda dos smartphones converte uma porcentagem cada vez maior das vendas dos celulares em smartphones. Continue lendo “O fim de uma onda móvel”

Mobile, smartphones e retrospectiva

Esta noite estou viajando para Barcelona para a MWC deste ano, a principal feira anual da indústria móvel. Tenho ido à MWC desde 2001, entra ano e sai ano, quando era na (fria e chuvosa) Cannes e tinha um décimo do tamanho — no ano passado havia 85 mil pessoas.

O ano de 2001 foi o seguinte ao leilão europeu do espectro de 3G, quando as operadoras móveis, bem no topo das bolhas de Internet e do mobile, gastaram € 110 bilhões em alguns meses. Elas passaram anos se recuperando da ressaca. Grande parte da justificativa para aqueles valores era a promessa de serviços de dados a serem entregues neste espectro. Mas demorou até 2005 para os primeiros celulares com 3G que não fossem tijolos chegarem ao mercado europeu e até 2007, é claro, para os serviços de dados entregues por esse espectro se tornarem interessantes. Continue lendo “Mobile, smartphones e retrospectiva”

Listas são a nova busca

Estou fascinado com todas as pessoas tentando desempacotar o Yelp para restaurantes. Quem tenta desempacotar a Craigslist o faz com uma experiência de usuário (UX) moderna, mas o Yelp é uma empresa moderna com uma UX moderna e as pessoas, tentando desempacotá-la, na maioria das vezes recorrem a limitações. Em vez de oferecer 500 ou mil restaurantes e uma caixa de busca, eles te dão uma lista — 50, dez ou mesmo um. Às vezes, isso é deliberado; em outras, apenas a execução do modelo de negócios. Mas o resultado é sempre o mesmo — elas removem a “tirania da escolha”. Eu não quero 500 opções de restaurantes, todos do meu gosto. Eu quero cinco. Continue lendo “Listas são a nova busca”

TV, mobile e a sala de estar

“Também quero compartilhar alguns pensamentos adicionais sobre o Xbox e sua importância para a Microsoft. Como uma grande empresa, acredito que é essencial definir o seu núcleo, mas é importante fazer escolhas inteligentes em outros negócios em que podemos ter impacto e sucesso fundamentais.”

(Tradução — Xbox não é mais central para a Microsoft) – Satya Nadela Continue lendo “TV, mobile e a sala de estar”

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