Os melhores apps para Android lançados em 2013

Com milhões de apps disponíveis no Google Play e algumas dezenas saindo toda semana, a curadoria desse material é difícil. Mas é importante separar o joio do trigo e, por isso, sites especializados destacam os mais promissores (ou com as melhores assessorias). Às vezes a qualidade ou apelo de um faz ele se espalhar naturalmente entre os usuários, fazendo o caminho contrário deles até a mídia.

Mesmo com esses filtros, terminamos com um punhado de apps. Pensando nisso surgiu a ideia de compilar três listas com os dez melhores apps lançados em 2013 para cada plataforma.

Eles foram escolhidos com a ajuda de quem me segue no Twitter e o acompanhamento, no decorrer do ano, dos apps mais comentados e elogiados. Abaixo, você tem os dez melhores apps para Android lançados em 2013 — não vale atualização, são apenas apps novos. Amanhã sai a do iOS e depois de amanhã, a do Windows Phone.

Ah, e só para esclarecer: o Top 10 abaixo está listado em ordem alfabética. Há apps muito distintos de modo que seria bastante improvável colocar um acima de outro sem incorrer em injustiças.


App para Android: 1 Second Everyday.

1 Second Everyday

Gratuito
Site oficial
Disponível também para iPhone

Se fosse possível unir a experiência de ter um diário com o poder visual dos vídeos, qual seria o resultado? Certamente algo parecido com o 1 Second Everyday.

O app idealizado por Cesar Kuriyama é tão simples quanto seu nome sugere. Filme um trechinho de vídeo por dia, separe um segundo dele e, ao fim de um período, você terá um vídeo que é um catalisador de lembranças.

Dá para manter vários diários (ou semanários, ou qualquer outro intervalo; você decide) simultaneamente e há sincronia com a nuvem, para que um furto ou perda do smartphone não acabe com o projeto. Escrevi em novembro um post mais aprofundado sobre o 1 Second Everyday e já fiz o meu primeiro vídeo, esse abaixo.


App para Android: Aviate.

Aviate

Gratuito (em beta, apenas para convidados)
Site oficial

Um dos diferenciais do Android é o suporte a launchers: apps que modificam profundamente a interface do sistema. Apesar do potencial, a maioria se preocupa em acrescentar camadas extras de complexidade ou, quando flertam com o simples, reduzem a ideia a modificar o visual.

O Aviate é, junto ao Facebook Home, um dos primeiros launchers feitos para pessoas comuns. A abordagem é similar à do Google Now, ou seja, contextual, mas em vez de focar no usuário, o Aviate atua no próprio smartphone. Como? Modificando a tela inicial do Android de acordo com a hora do dia, a geolocalização e os traslados do usuário.

Basicamente, o Aviate busca oferecer ao usuário os apps e recursos que ele usará antes mesmo que o smartphone seja liberado. O launcher tenta organizar tudo automaticamente, mas dá bastante espaço para intervenções do usuário — o que acaba ajudando ele a refinar seus algoritmos de automação.


App para Android: Expense Manager.

Expense Manager

Freemium (~R$ 6,20 para liberar tudo)
Site oficial

A grande vantagem do celular ante outros dispositivos digitais conectados à Internet é estar sempre por perto. Essa vantagem é bem explorada pelos desenvolvedores, um deles o austríaco Markus Hintersteiner, desenvolvedor do Expense Manager.

Este app serve para controlar seus gastos. Tem uma interface bonita, fácil de usar e adaptada a tablets. É gratuito, mas libera alguns recursos mediante pagamento — um modelo freemium interessante e livre de anúncios.

O Expense Manager permite dividir as despesas por categoria, definir um limite de gastos e visualizar padrões de consumo e outras informações que ajudam a encontrar aqueles “vazamentos” na fatura, aqueles trocados que, somados, causam um belo rombo no orçamento.

Screenshots do app Expense Manager.


App para Android: Eye in Sky.

Eye In Sky

Freemium (~R$ 4,80 para remover anúncios)
Site oficial

Apps de previsão do tempo são os novos clientes de Twitter: a categoria onde desenvolvedores brilham com novas ideias e boas práticas.

O Eye In Sky é um dos mais bacanas. Ele puxa dados do CustomWeather e os apresenta em três colunas: diária, das próximas 48 horas e dos próximos 15 dias. A interface é bonita e livre de invencionices. Ou quase isso: o app traz 14 conjuntos de ícones, todos muito bonitos, para indicar visualmente as condições climáticas. Insatisfeito com eles? Dá para instalar seus próprios ícones.

No pacote ainda vêm quatro widgets, compatibilidade com tablets e extensão para o DashClock. O Eye in Sky é gratuito e, nesse estado, exibe anúncios. A chave que os remove custa cerca de R$ 4,80.

Screenshots do Eye in Sky.


App para Android: Google Keep.

Google Keep

Gratuito
Site oficial

O Google dá o exemplo e faz alguns dos apps mais legais do Android. O Keep apareceu em 2013 e ganhou adeptos pela simplicidade e velocidade absurda com que é executado.

Notas, listas de tarefas, fotos e áudio são os formatos com que o Keep trabalha. Dá para misturá-los em uma única nota, usar cores para diferenciá-las e definir lembretes contextuais, baseados na geolocalização ou em horários.

Existe ainda uma versão web que, como tudo do Google, sincroniza em tempo real com o app móvel — este adaptado para tablets. Não dá para compartilhar notas com outros usuários de dentro do próprio Keep e ele não é multiplataforma, mas são ausências que empalidecem perto da qualidade do app.

Screenshots do Google Keep.


App para Android: Moves.

Moves

Gratuito
Site oficial
Disponível também para iPhone

Questionamentos ao Quantified Self começaram a ser feitos. Enquanto a gente não chega a um acordo sobre o que e quanto é legal coletar de informações sobre nós mesmos, o Moves segue por aí.

A grande sacada desse app é colocar no smartphone recursos que, antes, apenas equipamentos dedicados ofereciam — as pulseiras de Nike, Fitbit e Jawbone. A precisão talvez não seja das melhores ainda, mas o surgimento de chips dedicados para monitorar nossos passos, como o M7 do iPhone 5s e o núcleo de computação contextual do Moto X, podem virar o jogo num futuro muito próximo.

O Moves é simples. Instale o app, dê nomes a alguns lugares principais que você frequenta e esqueça que ele está ali. Rodando constantemente em segundo pano, ele registra seus caminhos e fornece aquelas estatísticas bacanas de passos dados em um dia e plota tudo isso em mapas.

Screenshots do Moves.


App para Android: Nights Keeper.

Nights Keeper

Gratuito (com limitações) ou US$ 1,99
Site oficial

Sabe o Não Perturbe do iOS e o Assist do Moto X? O Nights Keeper é o equivalente para o resto de nós. E com recursos extras valiosos.

Em essência, o que este app faz é emudecer o smartphone em intervalos pré-definidos pelo usuário. Embora nome, ícone e outros detalhes façam referência ao período de repouso, nada impede que você defina regras para outros momentos — a aula, por exemplo. Dá para criar várias regras a seu critério.

O Nights Keeper é bem munido de opções. As tradicionais, como lista branca de contatos, liberação após várias tentativas de ligação de um mesmo número e envio de SMS para ligações ignoradas estão lá.

Mas ele vai além. Dá para abrir exceção para mensagens de texto e desabilitar/habilitar recursos do sistema durante o repouso. Para quem usa a conexão pré-paga por dia, é uma boa desligar a rede de dados na hora de dormir — assim você não gasta desnecessariamente aqueles centavos dos seus créditos. Esses recursos estão disponíveis na versão Pro que custa cerca de R$ 4,60 via in-app purchase.

Screenshots do Nights Keeper.


App para Android: Press.

Press

~R$ 7,00
Site oficial

O Google Reader bateu as botas e continuamos todos vivos — com a bênção do Feedly. O Press conversa com esse e outros três provedores de RSS: Feed Wrangler, Feedbin e Fever. E faz seu serviço em uma bela interface, cheia de gestos e muito bom gosto.

O Press surgiu confiando no backend do Google Reader. Pouco tempo depois, o fim desse foi anunciado. A transição para os novos serviços foi tranquila e é de se notar o quanto o app evoluiu em tão pouco tempo. Às custas de muita experimentação e uma ou outra pisada de bola em algumas versões, o Press se transformou em um app muito agradável.

Dá para passear pela interface do Press usando apenas gestos. Quem preferir botões também está bem servido: eles estão por toda parte, colocados nos locais onde seriam esperados. As configurações são bem pensadas, embora coisas como limite de cache e intervalo de itens salvos devessem ser automáticas. Felizmente as configurações padrões são decentes.

Para fechar, o jogo de cores é sóbrio e há seis opções de fontes para escolher, além de ser possível aumentar e diminuir o tamanho dela.


App para Android: Simplenote.

Simplenote

Gratuito
Site oficial
Disponível também para iPhone

A Simperium foi comprada pela Automattic (a empresa por trás do WordPress) há alguns meses. A primeira ação dos novos proprietários foi lançar o então inédito Simplenote para Android. O app, que existia no iOS há tempos, finalmente chegou à plataforma do Google.

Rápido e bonito, o grande trunfo do Simplenote é o mecanismo de sincronia e o ecossistema de apps compatíveis com ele. É possível organizar as notas por tags ou confiar na precisa busca embutida.

Não existe qualquer tipo de formatação; nesse aspecto, o Simplenote se equipara ao Bloco de Notas. E desse primo distante para Windows vem, também, algumas das suas melhores características, como a confiabilidade e a rapidez para abrir e receber pensamentos, ideias e anotações.

Screenshots do Simplenote.


App para Android: Timely.

Timely

Freemium (~R$ 7,80 para liberar tudo)
Site oficial

O Android ganhou na versão 4.2 um app de Relógio completo, com despertador, timer e contador regressivo. Ele é suficiente para a maioria, mas há bons motivos para instalar o Timely, belo app da Bitspin.

Logo de cara, a interface chama muito a atenção. Colorida e cheia de efeitos sutis, até a transição dos números dos relógios é diferentona — e muito bonita. Ele vem com timer, contador regressivo e alarmes. Dá para programar vários, escolher toques feitos especialmente para o app e até desafios na hora de desativá-lo, uma medida para evitar adiar o alarme sucessivas vezes até perder a hora.

O Timely se adapta a tablets e, o mais legal, sincroniza seus alarmes na nuvem. Isso significa que ao trocar de smartphone, tudo continua igual. (Para quem tem uma rotatividade grande de aparelhos, como editores de sites de tecnologia, é uma mão na roda.) O app é freemium. Para liberar alguns toques, desafios e outros aspectos circunstanciais, é preciso fazer uma compra dentro dele de cerca de R$ 7,80.

Screenshots do Timely.


A lista, claro, não é exaustiva. Muitos bons apps ficaram de fora. Lembrou de algum? Encare os comentários deste post como a continuação dele.

O que explica a popularidade do MomentCam?

MomentCam: primeiro lugar na App Store brasileira.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O MomentCam ocupa o primeiro lugar no ranking de apps gratuitos da App Store e está no Top 10 da mesma lista no Google Play. Desenvolvido pelos chineses da Hightalk Software, por onde passa ele se torna um fenômeno: primeiro na China, depois nos EUA (antes da versão em inglês surgir), sem falar em outros países menores no meio do caminho. Agora, mesmo sem falar o português ele explodiu em popularidade no Brasil.

Atualização: Na página do Manual do Usuário no Facebook, o Pablo indicou uma outra, a Sua foto em Caricatura. Com 24h desde a sua criação, ela já angariou 425 mil curtidas publicando algumas caricaturas e sempre pedindo, nas legendas, “Curta a foto e comente ‘EU'” para escolher um deles e transformá-lo em caricatura. Espero de verdade que esse meio milhão de pessoas descubra de alguma forma o MomentCam.

No Google Play a descrição do MomentCam traz trechos inspirados, como “Venha se divertir com o MomentCam, ele deixará a sua vida diferente” e “Nossa equipe é um grupo de jovens artistas e desenvolvedores com um sonho e corações enormes para trazer alegria e diversão a todas as pessoas do mundo”. Ok, então…

Deixando a filosofia barata de lado, o app é simples. Ele consiste em tirar uma foto, ajustar a posição dos olhos e da boca e escolher um template. O MomentCam traz um punhado de desenhos prontos e mescla a eles a foto recém-tirada, pegando da pessoa apenas o rosto.

É um selfie mais elaborado, uma fórmula que exerce estranho fascínio nas pessoas — é impressionante o tanto de gente compartilhando caricaturas criadas com o app. Talvez a vontade de compartilhar surja da preservação de traços marcantes que tornam reconhecível a caricatura em um template… atraente? Bonito? Divertido?

As teorias da conspiração por trás do sucesso do MomentCam

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MomentCam no Android.
Imagens: MomentCam/Reprodução.
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Alguns sites americanos, como o The Next Web, levantaram suspeitas sobre o sucesso meteórico do MomentCam. Ouriel Ohayon, co-fundador da Appsfire, disse à reportagem nunca ter visto algo assim:

“Ou existe alguma coisa que estou deixando passar ou eles estão usando táticas suspeitas para crescerem e obterem reviews positivos — os reviews na App Store norte-americana parecem todos estranhos. Consigo entender por que o app é bem sucedido na China ou na Ásia, mas seu posicionamento nos EUA não faz sentido.”

Não é só nos EUA, é no Brasil e em diversos outros países — o infográfico da Appsfire mostra o MomentCam bem posicionado em diversos lugares. Há umas coisas estranhas, como ele pedir permissão para se manter ativo em segundo plano e ter acesso às informações de ligações (?), mas daí a uma teoria da conspiração…

Instalei o MomentCam para ver como ele funciona. O app é bem feito: rápido, esperto e oferece mesmo uma infinidade de desenhos e opções de personalização. Tudo meio bobo, mas adequado à proposta. E com atualizações generosas que aumentam em muito o acervo de templates, talvez esse parágrafo resuma a fórmula do sucesso.

De qualquer forma, o MomentCam é intrigante. Seríamos nós criançonas que torcem o nariz para doll makers, mas que ficam malucas quando um deles coloca o nosso rosto no boneco? Não sei. Espero que explicações, ou tentativas, surjam aí nos comentários.

Enquanto isso, fique com um desenho meu feito no MomentCam:

Exemplo de caricatura feita no MomentCam.

É impossível sair do Tubby e do Lulu sem deixar resquícios

Luluzinha gritando -- provavelmente com o Bolinha.

Lulu, Tubby, revanchismo, machismo, sexismo, brincadeira, coisa séria… Independentemente da forma com que você encare esses dois apps que trazem para o século XXI a inesquecível Guerra dos Sexos do Faustão, a fofoca de bar, um ponto é unânime: é bem chato se surpreender listado num dos dois sem ter sido consultado antes.

No Manual já falei de um outro problema do Lulu, de ordem mais filosófica do que prática, e no último podcast abordamos o app com um enfoque mais “vida real” — como ele é recebido em rodas de amigos e que estragos causa ou pode causar. Apesar de eu encará-lo como algo mais em tom de brincadeira do que um destruidor de homens com a masculinidade sufocada, é indefensável como a dinâmica do app, de preencher o mural das meninas com os perfis dos seus desavisados amigos no Facebook, é agressiva.

As consequências dessa abordagem se dividem em duas. A primeira, imbróglios jurídicos. O Ministério Público já investiga o app e ações individuais começam a pipocar pelo Brasil.

A segunda, cheia de boas intenções, lotada de desinformação, é a onda de tutoriais ensinando a cair fora do Lulu — e, como medida preventiva, do Tubby, o equivalente masculino do Lulu que está sendo feito a toque de caixa por um trio de brasileiros. Eles não funcionam porque ignoram o modo de funcionamento da API do Facebook, os pedaços da rede que ela libera para que desenvolvedores criem apps e serviços em cima desses dados.

Entendendo a privacidade no Facebook

O passo a passo mais comum para sair do Tubby e do Lulu é um que leva o usuário às configurações de aplicativos no Facebook e pede para que ele desmarque um punhado de caixas de seleção. Este aqui, por exemplo. Não perca seu tempo seguindo-o, ele não tem utilidade alguma porque não alcança as informações de que o Lulu e o Tubby precisam. No caso, seu nome, foto e lista de amigos.

É preciso entender como o Facebook funciona. Nossos perfis são compostos por diversos campos. Alguns, esses listados na página que o tutorial acima menciona, opcionais e ocultáveis. Outros, públicos. A ajuda do Facebook lista quais são esses:

  • Nome.
  • Foto de perfil.
  • Sexo.
  • E número identificador (ID) da conta.

O Facebook se justifica dizendo que elas são essenciais para que as pessoas se encontrem lá dentro e, nessa mesma ideia, a lista de amigos é uma forma de facilitar esse contato. Até dá para editar a visibilidade da lista de amigos, mas ela se refere apenas à forma com que seus amigos a veem. O Lulu e o Tubby não são afetados, eles pedem acesso à lista de amigos pela API e, para isso, não existe configuração no Facebook capaz de bloquear. (O bom senso, talvez, mas é querer demais que as pessoas leiam uma caixa de diálogo, reflitam sobre o que ela pede e, mais que isso, desistam de dar uma olhadinha e, de carona, ceder seus amigos para os apps.)

Sendo uma rede social, onde a interação entre as pessoas é o que a faz funcionar, é uma justificativa válida. Infelizmente, ela dá brechas a ações menos nobres, como as dos já citados apps. Esses quatro pontos são suficientes para que eles coloquem você em suas listas — graças à autorização de um amigo qualquer, concedida no momento em que ele entrou em um dos apps com autenticação via Facebook.

Como sair do Tubby e o Lulu?

Não dá.

Eu sei que é chato, mas não dá mesmo — não sem deixar rastros. Eu e o Bruno Briante, que levantou essa bola no Facebook, quebramos a cabeça em busca de uma saída, mas com exceção dos meios oficiais (e obscuros), não rola mesmo.

Aviso às mulheres que não querem estar no Tubby.
A mensagem de mau gosto do Tubby para as mulheres que quiserem remover seus perfis do app. Imagem: Tubby/Reprodução.

A princípio imaginei que bloquear o app pudesse impedi-lo de me alcançar. A estratégia não funcionou porque bloqueio não impede que seus amigos, ao acessarem o app, cedam suas informações públicas, as mencionadas acima, através da permissão de acesso às listas de amigos.

O app não se relaciona com seu perfil, ele simplesmente chega até ele através de outros amigos. O bloqueio só age na relação usuário-app, que não precisa ser estabelecida no caso do Lulu para que alguém apareça lá. Ele pega todo mundo que está no Facebook por tabela, através de quem entra.

Uma saída seria não ter amigos no Facebook, mas aí… né? Outra, que ninguém usasse o app, o que é complicado também.

Sair do Tubby e do Lulu pelos métodos oficiais significa sacrificar seus amigos — e dados pessoais

A única forma de remover seu perfil no Lulu e no Tubby é através dos links que os dois sites oferecem — sair do Lulu; sair do Tubby.

Ocorre que a remoção do perfil é condicionada à “instalação” do app no seu perfil, o que significa que, ao sair, você precisa entrar e, nessa, conceder ao Lulu e/ou ao Tubby acesso à sua lista de amigos (muito provavelmente para inclui-los no app) e um punhado de outras informações pessoais.

Para se descadastrar, Lulu pede informações do usuário.

Não se sabe exatamente como o Lulu e (imagino) o Tubby mantêm esse controle de quem não deve aparecer no site, ou seja, de quem solicitou a remoção do perfil.

O Bruno acredita que eles montam uma lista com as IDs do Facebook e batem com as listas de amigos dos usuários que chegam, excluindo as que aparecerem nas duas. É uma tática simples e que, em tese (reforçando), permite que os privilégios do Lulu/Tubby sobre sua conta no Facebook sejam removidos depois sem que com isso você volte a figurar neles.

A única saída possível

Como lidar? Não sei. Uns podem argumentar que é uma falha de design do Facebook, outros que a vida assim, quem se sujeita à rede social tem que arcar com alguns ônus. É, sem dúvida, uma situação desconfortável, talvez passível de sucesso nas incursões que alguns usuários do Facebook, indignados com ela, estão fazendo à justiça brasileira — existe o posicionamento, não muito difícil de colar, de que o Facebook é co-responsável por esses cenários que se formam em torno do Lulu e do Tubby.

Pedir para sair é um exercício de fé cega e irrestrita: ninguém garante o que os dois farão com os dados dos usuários. Pode ser um golpe, pode ser, no caso do Tubby, um artifício para obter acesso aos perfis de milhares de mulheres (por mais que eles digam que não), qualquer coisa. É muito poder para um app que se impõe com tanta força e, ao mesmo tempo, dá sucessivas demonstrações de imaturidade, como soltar um EITA PORRA em comunicado público.

No fim, a única saída reconhecidamente eficaz para não aparecer no Lulu, Tubby e outros aplicativos duvidosos do gênero é uma só, esta aqui.


Agradecimentos ao Bruno Briante, que trouxe à tona esse insight esperto sobre a API e opções de privacidade do Facebook e se dispôs a tirar várias dúvidas a respeito. Valeu!

Amazon Appstore e o universo de lojas de apps alternativas do Android

App da Amazon Appstore em um Nexus 4.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Semana passada uma nova loja de apps desembarcou no Brasil. Presente em mais de 200 países, a Amazon Appstore é compatível com Android e se apresenta como alternativa ao Google Play. Mas… por que ter outra loja de apps instalada no seu celular?

A possibilidade de instalar apps de terceiros é um dos grandes trunfos do Android frente a seus concorrentes diretos, iOS e Windows Phone. Além de outras lojas que não o Google Play, o sistema ainda permite a instalação manual de apps, através de arquivos APK, da mesma forma que se faz no Windows com executáveis (EXE, MSI e alguns outros). São maneiras de se conseguir apps que o Google não aprova, por quaisquer motivos, ou com preços menores ou até mesmo de graça, via promoções.

A Amazon Appstore não é a primeira alternativa. Ela existe há algum tempo lá fora e, embora seja acessível a qualquer usuário de Android, em alguns países tem importância estratégica para a Amazon: abastecer os tablets Kindle Fire com apps. Como eles rodam um Android modificado, sem a experiência Google, o Google Play não é uma opção neles. Quem tem um Kindle Fire precisa recorrer à própria Amazon para baixar novos apps e jogos para seus tablets.

Por que eu instalaria a Amazon Appstore no meu Android?

A Amazon Appstore no Android.

É difícil concorrer com o Google. Além da Play Store vir pré-instalada em boa parte dos Androids vendidos no mundo, ela é a primeira opção para a maioria dos desenvolvedores. É o dilema do ovo e da galinha superado: a loja tem muitos clientes e muitos desenvolvedores publicando lá. Todos ganham, inclusive o Google, que faz a ponte entre essas duas partes, coordenando tudo — e fisgando uma porcentagem de cada transação que rola ali dentro.

Uma parcela de smartphones e tablets Android, porém, vem sem a Play Store. Além dos gadgets da Amazon, outros que não licenciam os serviços e apps do Google também não oferecem tal comodidade a seus usuários. É muito difícil encontrar exemplares do tipo no ocidente; por aqui, quando isso acontece é em dispositivos obscuros e baratos de marcas semi-desconhecidas. No oriente, porém, especialmente na China, onde o Google não tem a mesma presença que aqui e vive se estranhando com o governo autoritário do país, é o cenário mais comum. Lojas alternativas são numerosas e populares por lá.

Para se tornarem atraentes a quem tem acesso ao Google Play, as demais apelam para diferenciais. No caso da Amazon Appstore, há uns interessantes:

  • Um app grátis por dia. Na semana de lançamento tivemos um Angry Birds, Paper Camera e TuneIn Pro.
  • Usar cartão de crédito nacional, coisa que ainda não é possível pelo Google Play no Brasil.
  • Escapar da flutuação do dólar, que pode trazer surpresas desagradáveis no vencimento da fatura do cartão, e do IOF. Como a Amazon tem uma operação comercial completa no Brasil, ela pode cobrar localmente, em Real e livre do imposto sobre operações financeiras que incide em compras no exterior — a modalidade que ocorre nas transações feitas pelo Google Play.
  • Recomendações de apps baseadas no que você costuma baixar/comprar.

Além desses benefícios para quem tem um Android no Brasil, a chegada da Amazon Appstore abre espaço para especulações sobre a vinda dos tablets da empresa para cá. Os e-readers já são vendidos; estariam os Kindle Fire, baratos e bem avaliados lá fora, prestes a estrearem aqui?

As alternativas à alternativa: lojas de apps além da Amazon Appstore

Como dito, a Amazon Appstore não é a primeira loja que se apresenta como alternativa ao Google Play. Outras estão no mercado, lutando pela atenção dos usuários e o amor dos desenvolvedores.

A primeira que usei, aliás, precedeu o Android Market — antigo nome do Google Play. Nos idos de 2010 a AppBrain tinha um recurso matador e único: instalação remota de apps. Usando um computador, dava para “mandar” instalar um app no celular à distância. Hoje a Play Store faz essa comodidade, mas naquela época era o grande diferencial da AppBrain e o que levava muita gente a usá-la em detrimento da loja oficial.

Perder tal exclusividade não fez com que a AppBrain acabasse. Atualmente ela oferece um SDK, o AppLift, para que desenvolvedores integrarem publicidade em seus apps, um sistema de recomendação de apps próprio e a possibilidade de compartilhar na web listas com os apps que você tem instalado. E, embora tal detalhe não vá despertar o desejo de baixar todos os seus apps de lá, ela tem um blog bacana onde saem comentários de mercado, estatísticas e opiniões.

Outra loja alternativa é a App Center, do conglomerado AndroidPIT. Os diferenciais são a janela de arrependimento na compra de apps, de 24 horas (contra 15 minutos no Google Play), a aceitação de PayPal na hora de pagar por eles e reviews de apps feitos pela própria equipe do site.

Existem mais, inclusive algumas especializadas em nichos. A MiKandi, por exemplo, só tem apps adultos. Ela se diz a maior loja de apps pornográficos do mundo, com quatro milhões de usuários e mais de oito mil apps, e não tem vergonha de apostar em invencionices a partir da união entre tecnologia e sexo — aquela paródia de filme pornô com Google Glass, por exemplo, foi iniciativa dos caras.

Desconheço de pronto, mas devem existir outras tantas lojas alternativas, de nicho e até que disponibilizam apps piratas. A exemplo da maioria dos usuários, para mim essas mainstream são suficientes. Ter opções, porém, é sempre uma boa — e o app gratuito diário da Amazon Appstore, por si só, já é um bom motivo para tê-la em qualquer aparelho.

Você usa alguma loja de apps além do Google Play?

O reducionismo do Lulu, o app de reviews de homens

O Lulu chegou ao Brasil com uma ótima localização e marketing agressivo para atrair mulheres interessadas em ajudar amigos a ganhar moral com possíveis pretendentes ou fazer aquele desabafo anônimo de caras que não foram legais com elas.

Em uma definição simples, o Lulu é um app de reviews de homens. Em um contexto maior, mais um que mistura bits com sentimentos.

A primeira das várias polêmicas recai na objetificação dos homens, no sentir na pele o que as mulheres vivem no dia a dia desde que o mundo é mundo. Polêmica que cai por terra pelo clima descontraído que norteia o Lulu e porque… bem, talvez até existam, mas é meio rara a figura do homem-objeto, seja em um app, seja andando por aí. Bater nessa tecla é reforçar a ideia insana de preconceito contra héteros, por exemplo.

Poderia desenvolver melhor o raciocínio, mas já o fizeram em 140 caracteres:

Aos incomodados, existe a opção de pedir a remoção do perfil no app. Ele não é “opt-in”, ou seja, não cabe aos homens se cadastrarem lá e esperarem as opiniões; atrelado ao Facebook, todo mundo começa automaticamente dentro da brincadeira. Um ponto perigoso e com enorme potencial de acabar em briga na justiça.

Antes de chegar a esse extremo, porém, o Lulu é capaz de estragar um encontro, ou magoar algum marmanjo?

Difícil. O ambiente é controlado e abusa do bom humor. As hashtags são pré-definidas e mesmo as negativas foram redigidas de forma descontraída. Os homens podem apelar contra o que as mulheres disserem dele incluindo eles próprios as hashtags que acharem adequadas.

De qualquer forma, nada exclui as notas e as hashtags mais cruéis delas e, nessa, imagino que deva ser preciso uma autoestima elevada para quem ficar com nota vermelha ou for bombardeado com #FriendZone e #Cascão. O suficiente para amaldiçoar o destino amoroso de um homem para sempre? Pouco provável.

A minha grande crítica ao Lulu é outra, é em relação ao reducionismo da proposta, algo que paira sobre mídias sociais e sobre a Internet de modo geral.

Viramos números, arrobas, resultados de algoritmos que processam informações por si só reduzidas, distorcidas. Vai do mais escancarado, o Klout, até os anúncios que Facebook e Google direcionam baseados no que fazemos online. Estamos nos adequando aos computadores ante a incapacidade deles de, no momento, se adequarem a nós. Como David Auerbach conclui em seu belíssimo ensaio na n+1, “a estupidez deles [computadores] se transformará na nossa”.

Esmiuçando o problema de transformarmos personalidades em dados binários, na hora de avaliar aspectos da natureza humana o leque de alternativas extrapola em muito duas alternativas, o “sim ou não”. Não raro, a razão dá lugar à emoção e detalhes circunstanciais e/ou temporários ganham pesos desproporcionais em relação ao todo.

Um casal sem uma boa química não significa que ambos ou um deles seja uma pessoa a ser evitada. A pessoa “X” que no relacionamento com “Y” era distante, pode ser só amores com a “Z”. Posso ter conhecido alguém e ficado com ela uma noite; qual a base que essa mulher teria para me avaliar?

Se somos tampas procurando a panela compatível, limitar as opções baseados em um app é reduzir uma questão complexa a uma solução capenga, falha.

Pareço exagerado, mas é esse o tom de Alexandra Chong, co-fundadora do Lulu, na matéria do New York Times.

“Quando você pesquisa um cara no Google, não quer saber para quem ele votou ou qual foi o tema de conclusão de curso dele. Você quer saber se as sogras gostam dele. O cara tem bons modos? Ele é atencioso?

(…)

Você não tem controle se o cara é ótimo ou um babaca e no fim da experiência, mesmo que ninguém leia você sente que deu o troco no cara. Você recuperou parte do controle.”

Um discurso que parece descompassado com a realidade do Lulu que, como já dito, tem um ar bem leve. Talvez fosse legal os criadores do app se posicionarem mais firmemente em relação a isso.

Como os caras ficam no Lulu.
Arte: Brenton Powell/Tumblr.

Não vejo com maus olhos o auxílio da tecnologia na hora de flertar. Sendo um introspectivo e a princípio desinteressado, pelo contrário; acho essa tendência bacana. O grande dilema aqui é o contexto, ou a falta dele.

Homens falam de mulheres, imagino que mulheres também falem de homens. A diferença entre essa prática antiga e o que Lulu proporciona é que nesse último o alcance das críticas é bem maior e livre do contexto que a convivência com os parceiros de fofoca oferece. Na forma como se apresenta, o Lulu é um julgamento tácito, uma condenação sumária sem a mínima possibilidade de defesa.

Talvez o Lulu fique só como “o assunto do Twitter no dia 22 de novembro de 2013”, talvez cole e vire a certidão de cara legal do século XXI. Mas a exemplo da Vivian, depois de ver os dois lados do app, no celular de uma amiga e no meu próprio, acredito que seja só uma farra, uma brincadeira sem maiores consequências. Na verdade torço para que seja o caso. Seria muito chato ser dispensado de antemão porque ganhei a hashtag #MaisBaratoQueUmPãoNaChata. O que não é o caso. Acho.

1 Second Everyday registra sua vida em pequenos vídeos de um segundo

Tiramos fotos e gravamos vídeos para registrar momentos. Anos mais tarde, quando revisitamos esses momentos de outrora, é inevitável que certas lembranças voltem com força. É como um diário, mas visual, com mais apelo junto à nossa memória.

Não é raro se deparar com vídeos na Internet de time lapses. Uma foto atrás da outra que passam a sensação de movimento e condensam, em poucos minutos, talvez anos de trabalho. E se você pudesse fazer algo assim de uma maneira fácil, quase automática? É a proposta do 1 Second Everyday, app para iPhone e Android.

Cesar Kuriyama e seu ano de folga

O 1 Second Everyday é a realização do primeiro projeto pessoal de Cesar Kuriyama. Após assistir a uma palestra de Stefan Sagmeister, ele resolveu seguir o exemplo dele e tirar um ano de folga. Nesse período, gravou um vídeo de um segundo por dia. Ao final de um ano, tinha pouco mais de seis minutos que condensavam os 365 últimos dias. Ele curtiu a brincadeira, tanto que decidiu levá-la a mais pessoas.

Em um TED de 2012, Kuriyama contou a história do 1 Second Everyday:

O app foi criado pela Touch Lab, uma empresa de Nova York, e financiado via crowdfunding em uma bem sucedida campanha no Kickstarter que conseguiu angariar mais que o dobro pedido. O resultado é um app bem feito e muito tranquilo de usar.

1 Second Everyday

Um segundo de cada dia da minha vida no 1 Second Everyday.

Disponível para iPhone e Android, o app é basicamente igual nas duas plataformas. Ele se apresenta como um grid/calendário; nos dias em que pelo menos um vídeo foi gravado, o retângulo fica laranjado. Toque nele, recorte o trecho de um segundo desejado, e o laranja cede espaço a uma miniatura daquele dia. Com o tempo, a tela inicial fica bonita, cheia de momentos da sua vida.

É possível criar múltiplas linhas do tempo dentro do app. A partir dele, também, dá para filmar o um segundo, embora o uso do app da câmera (ou de qualquer outro que faça vídeo) funcione tão bem quanto. A área de seleção do segundo é bem versátil: o vídeo é exibido na íntegra e, no rodapé da tela, fica um seletor para escolher, com um bom nível de precisão, o trecho exato a ser salvo.

As configurações se limitam a duas: lembretes e sincronização. São cinco lembretes que podem ser ativados, para vários períodos do dia, que surgem na área de notificações de forma bem simpática, sempre com algum dado (verídico ou falso/engraçado) sobre o tempo e lifelogging.

A opção de sincronização é importante, diria até recomendável. Com ela ativada, os snipetts de vídeo são salvos na nuvem — no Google Drive em aparelhos com Android, e no iCloud, no iPhone. Além da segurança, é uma bela precaução para caso você perca seu smartphone.

O 1 Second Everyday é fácil de usar.

O 1 Second Everyday é parcialmente gratuito. O app não cobra nada para ser usado no registro das entradas, apenas na hora de compilar vídeos com mais de 30 dias. E mesmo aí o valor é baixíssimo, apenas US$ 0,99.

Lifelogging

Venho usando o 1 Second Everyday desde que ele foi lançado, no começo de agosto. Muito do que Kuriyama diz na palestra eu pude sentir na prática: a mera presença do app instiga a busca por coisas diferentes. Existe o compromisso e completá-lo todos os dias é bem satisfatório, ainda que nem sempre o lapso registrado seja empolgante.

Nem sempre dá, é verdade. Esqueci-me duas ou três vezes de gravar alguma coisa nesse período. Digo a mim mesmo que esses buracos deixarão o vídeo mais similar à vida, imperfeito. Uma mera desculpa filosófica para falhas que, de verdade, são difíceis de justificar — o celular está sempre comigo e deixo um lembrete configurado no app. Ele é bem rígido, aliás: esqueceu de gravar? Já era. Não dá para trapacear e puxar vídeos de outros dias, nem de outros dispositivos. É seu celular, naquele dia, e só.

Registrar um segundo por dia é mais fácil do que manter um diário, é mais rápido de recuperar/ver e tem um “peso” psicológico realmente notável. Um segundo, aliás, parece pouco, mas a mim é um bom ponto de equilíbrio: tempo suficiente para desencadear memórias, mas não o bastante para expôr o usuário. (A parte de compartilhamento, aliás, é opcional. Se quiser gravar os vídeos e deixá-los guardados no celular ou computador, o app não o obrigará a publicá-lo em redes sociais.) Nada como a maluquice da SenseCam, ou a esquisitice de um Google Glass. Um, e apenas um segundo.

Mesmo em pouco mais de três meses, rever um segundo de alguns dias especialmente felizes é bacana, recompensa o trabalho que dá — e me faz lamentar o 1 Second Everyday não ter surgido antes. Não sei se terei pique para manter esse hábito, mas gosto de pensar que sim. Tentarei isso, digo. Sinto-me desconfortável em tirar o celular do bolso e gravar, ainda que apenas alguns segundos, algumas cenas em certos lugares, mas no fim das contas (ou de um ano) é um pequeno incômodo que se dilui em meio a tantas boas lembranças.

BBM para Android e iPhone: um intruso que chegou tarde demais

Antes da briga ferrenha que se desenrola hoje nos bolsos de praticamente todo mundo que tem um smartphone pela supremacia na troca de mensagens rápidas, havia um app que conseguiu fazer um nome, criar uma reputação: o BBM.

Restrito aos domínios do BlackBerry, ainda assim ele conseguiu se destacar pela confiabilidade com que recebia e entregava mensagens, e trazer recursos que só mais tarde os outros apps do gênero como WhatsApp, Facebook Messenger e WeChat, apresentariam e popularizariam nas plataformas concorrentes.

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