Google e o “greenwashing” da privacidade

Depois de passar em branco em 2020 por causa da pandemia, o Google retomou seu grande evento anual para desenvolvedores, o Google I/O, nesta semana. (Um resumo de 16 minutos.) Na abertura, a empresa apresentou uma nova identidade visual para seus produtos, o Android 12 e, curiosamente, recursos de privacidade. Sim, o Google.

Post livre #269

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Bolsonaro prepara decreto, considerado ilegal, para limitar retirada de posts e perfis das redes sociais

A ameaça de Jair Bolsonaro (sem partido) avançou da retórica para um esboço de decreto que proíbe as empresas donas de redes sociais de excluírem conteúdo com base em seus termos de uso. Com algumas exceções, a única via para excluir um conteúdo seria a judicial.

Especialistas consultados pela Folha afirmaram que o texto é ilegal e inconstitucional, além de trazer riscos ao debate na esfera pública — conteúdos que desinformam não poderia ser removidos sem a judicialização, e o Judiciário poderia ser soterrado com ações triviais. Para eles, uma regra do tipo deveria passar pelo Congresso, e não ser criada via decreto da Presidência.

Para Bolsonaro, que já teve conteúdos excluídos por todas as grandes plataformas — Facebook, Twitter e YouTube —, essas redes cerceiam a interação direta entre ele e seus seguidores, e o decreto daria “liberdade e punições para quem porventura não respeite isso”. Via Folha de S.Paulo.

Pix é um sucesso: +R$ 1 trilhão movimentado por 75 milhões de usuários

O Pix é um sucesso absoluto. O sistema de pagamentos completou seis meses no último domingo (16) com números gigantescos:

  • R$ 1,109 trilhão movimentado em 1,547 bilhão de transações.
  • 242 milhões de chaves cadastradas.
  • 75 milhões de usuários, ou 45% da população adulta brasileira.

Em abril, o volume transacionado por Pix superou os de TED, DOC, cheque e boleto somados. Via Banco Central.

Usando o Apple Watch com um braço

A Apple anunciou, nesta quinta (20), diversos novos recursos em acessibilidade para seus produtos. O mais impressionante é o AssistiveTouch para Apple Watch: uma nova maneira de interagir com o relógio usando apenas um braço/uma mão. Veja o vídeo acima para entender. Chega “até o fim do ano”. Via Apple (em inglês).

Curiosidade: nos prints do iOS desse comunicado, aparece um novo layout das telas de configurações, com leves diferenças. Primeiro vislumbre do iOS 15? Via @sdw/Twitter (em inglês).

Em junho, YouTube passará a exibir anúncios sem dividir a receita com os youtubers

Donos de canais do YouTube começaram a receber uma notificação para aceitarem novos termos de uso do serviço. Entre as cláusulas alteradas, está a que concede ao YouTube o direito de veicular anúncios mesmo em canais não elegíveis ao programa de parcerias ou que não têm interesse. Em outras palavras, o direito de rodar anúncios e não dividir a receita com o usuário dono do vídeo. Via @Bowblax/Twitter (em inglês).

Essa medida foi anunciada em novembro de 2020. Os novos termos de uso começam a valer em 1º de junho.

Argentina e Índia suspendem efeitos da nova política de privacidade do WhatsApp

Mais países se manifestaram contra a nova política de privacidade do WhatsApp. Na segunda (17), a Argentina ordenou que o Facebook suspendesse as mudanças em seu app a fim de evitar “uma situação de abuso de posição dominante”. A suspensão durará por pelo menos seis meses. Via Folha de S.Paulo, Argentina.gob.ar (em espanhol).

Na terça (18), a Índia deu ao Facebook/WhatsApp sete dias para apresentar uma resposta “satisfatória” a respeito das mudanças na política de privacidade, e ameaçou tomar medidas legais caso a demanda não seja atendida. Lá, pesa muito o fato de que os novos termos não serão aplicados na União Europeia.

A Índia é o maior mercado do WhatsApp, com 450 milhões de usuários, e tem um histórico de medidas drásticas — em junho de 2020, o país baniu dezenas de aplicativos chineses, incluindo alguns muito populares como TikTok e WeChat. Via TechCrunch (em inglês).

No Brasil, vale lembrar, os efeitos do não aceite da nova política de privacidade do WhatsApp foram suspensos por 90 dias a pedido do Cade, Ministério Público Federal e Senacon.

Zoom e Spotify lançam novos recursos para eventos virtuais

A reabertura nos países onde a vacinação contra a COVID-19 avança já preocupa empresas que oferecem ferramentas de comunicação remota e viram, na pandemia, seus negócios se expandirem exponencialmente. Para evitar um impacto similar ao do início da pandemia, mas em sentido contrário, elas estão lançando novos recursos.

O Zoom vai expandir sua solução de eventos online, chamada anteriormente de OnZoom. No novo desenho, o Zoom Events suportará grande eventos, com sessões paralelas, conversas por texto informais e métricas diversas. Ainda sem data para chegar. Via Zoom (em inglês).

O Spotify também tem novidades nessa frente. O streaming começou a vender ingressos para “uma experiência de shows virtuais”. Toda quinta-feira, com horário marcado (mas vídeos gravados), exibirá um show de 40–75 minutos. O ingresso custa US$ 15 e já há agendas até 24 de junho. O primeiro será do The Black Keys, nesta quinta (27). Via Spotify (em inglês).

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